Enquanto jovem e liberto de qualquer responsabilidade, sempre gastei tudo quanto ganhava. Ou como muito bem diz o povoléu: chapa ganha, chapa gasta.
A maioria do dinheiro era despendido em almoços e enormes jantaradas com amigos. Depois vinha o tabaco (ah pois… também fumei e muito!), para logo a seguir gastar rios de dinheiro em jogo, especialmente nas máquinas de “Flippers” tão em moda naqueles altura. Hoje, à distância que os anos obrigam, tento perceber o porquê de tentar ganhar a uma máquina que estava feita para nunca perder. E acreditem que não foi de todo influência do Roger Daltrey no seu mítico filme Tommy.
Um dia perdi-me de amores por uma mulher. Que me levou a renunciar a (quase) tudo, sem me pedir rigorosamente nada.
Hoje, precisamente trinta e dois anos depois de termos casado, tenho a certeza que fiz a melhor escolha da minha vida. Calculo que ela não lerá nunca estas palavras, mas pouco me importa. Fica aqui o registo para memória futura.
O nosso caminho não tem sido fácil. Uma caminhada já longa com muitas alegrias e algumas tristezas. Porém a vida é mesmo assim… Não vale a pena queixar-me.
Em conversa com uma colega recém casada dizia-lhe eu que na relação com a minha outra metade por vezes as palavras eram/são desnecessárias, tal é a rotina e o conhecimentos que temos um do outro. Ainda bem que assim é!
Curiosamente não estava para escrever nada sobre este dia, mas andei a arrumar umas coisas e encontrei uma espécie de mealheiro. Algo que não tinha há trinta e cinco anos.
Finalmente há uma frase conhecida que diz que “Um homem casa à espera que a mulher nunca mude e ela muda, enquanto a mulher casa com um homem à espera que ele mude e ele nunca muda”. Neste ponto serei uma excepção pois mudei muito. Umas vezes forçado outras por opção.
Ando há dias a tentar perceber o que quer dizer SIRESP.
Nestas coisas prefiro, antes de tentar saber através de outras fontes de informação, descobrir por mim próprio o que as siglas representam realmente. Comecei por isso a puxar pela cabeça… Deu nisto:
Sistema Interno de Recepção e Envio de Sinais Parvos;
Sociedade Íntima de Recolha e Embalagem de Sítios Perdidos;
Sistema Interessado em Retirar ao Estudo os Salafrários Políticos;
Serviço Ímpar para Repelir o Estado das Suas Promessas;
Sistema Indetectável para Roubar o Erário ao Serviço Público;
Somos Imbecis, Rançosos, Estúpidos, Sépticos e Patetas;
Sistema Internacional para Reger e Enviar Sinais Planetários.
Qual destas opções será verdadeira? Ou não é nenhuma? Sugere outra?
Hoje ji mais a fundo a estória da carta descoberta numa casa de banho na Austrália.
O caso parece curioso acima de tudo porque algumas das previsões pareceram correctas e acertadas. Mas reconheço que também não seria muito difícil adivinhar o futuro. É certo que a previsão seria para muitos mais anos, mas o estranho é que já hoje as coisas estão a acontecer. Ou melhor os eventos anteciparam quarenta anos.
A primeira conclusão que retiro disto é que o mundo caminha a uma velocidade cada vez maior e o que há vinte anos demoraria dez dias a ser feita agora demora poucos minutos. mas é o custo da chamada evolução.
Bom... o mais curioso é que hoje ao almoço contou-se o seguinte relato:
"Alguém decidiu fazer obras numa das suas casas de banho. Para tal começou a partir paredes mas antes d mais retirou os azulejos. Depois vieram as próprias loiças que foram outrossim retiradas (não imagino sequer se serão reaproveitadas!). Só que quando arracaram uma das loiças encontraram por detrás um saco de plástico. Estranhamente. Só que este não estava completamente vazio.
Lá dentro foi achado um conjunto de notas portuguesas, que todas somadas ascenderam a 100 mil escudos ou a 500 euros na moeda actual."
Não soube que notas eram ou se ainda poderão ser trocadas, tendo em conta o tempo já decorrido, mas saber deste caso precisamente neste dia, é realmente uma enorme coincidência.
Vai iniciar-se mais um processo de candidaturas ao ensino superior. Uma etapa obrigatória para quem deseja entrar numa faculdade e obter um curso superior.
No meu tempo de juventude poucos foram os que seguiram para as faculdades. A maioria, assim que terminou o ensino secundário, ingressou no mercado de trabalho.
Sei também, por experiência própria, que naquela altura a exigência de grandes estudos por parte das entidades patronais era bem menor. Actualmente aquela visão seria impensável.
Há no entanto, neste processo, algo que me faz pensar alto e que se prende com a quantidade de vagas e de cursos disponíveis. É que bem feitas as contas são mais de 50 mil vagas para o ensino superior. Terá Portugal mercado laborar para acomodar estes futuros licenciados, daqui a uma mão cheia de anos?
Sei que muitos deles desistirão pelo caminho, mas seja como for ainda assim acredito que alguns milhares passarão a estar disponíveis para trabalhar daqui a pouco tempo. Sem qualquer experiência de vida, sem perceberem muito bem o que irão fazer, sem consciência do que é o mercado laboral.
Deste modo muitas empresas irão aproveitar-se de uma série de jovens, ávidos de ganharem uns tostões, sem todavia perceberem muito bem onde se meteram.
Resumindo, estes estudantes que amanhã se irão apresentar a concurso, serão verdadeiramente candidatos a quê?
Naquele tempo todos ousavámos pensar que um dia poderíamos ser como Capitão John Koenig e viajar pelo espaço como se fossemos à Ericeira e voltássemos. Estávamos nos anos setenta e a televisão ainda era a preto e branco.
Mas Martin Landau foi muito mais que o comandante da base lunar Alfa. Ele foi actor em Missão Impossível na versão dos anos sessenta e viria já nos anos noventa finalmente a ganhar um óscar como melhor actor secundário, no entanto só o conseguindo à terceira nomeação.
Posto isto... regresso à saudade que me deixa este enorme actor.
Este filme definitivamente, marcou-me. De tal forma que me deixou a pensar!
Acima de tudo pela simples questão levantada: qual será um dia o meu epitáfio? Que dirão ou escreverão de mim? Porque em breves palavras podemos dizer tudo de alguém. Isso é certo!
Obviamente que para isso é necessário ter conhecido a fundo a pessoa ou no mínimo reconhecer a sua influência, enquanto ser vivente.
Bom… conquanto alguns prefeririam claramente uma descrição exaustiva das suas inúmeras obras terrenas, eu preferiria que no meu epitáfio existisse somente o adjectivo… bom!
Mas acima de tudo gostaria de lá saber inscrito a expressão… bom homem!
A vida é uma breve passagem e o que cá ficará de nós, para além dos descendentes, será a forma como influenciámos os outros, no melhor e no pior sentido. Gostaria de ser recordado como alguém bem adjectivado. Não por favor, mas por mera competência.
Se ontem foi um dia estranho pela catadupa de acontecimentos, a maioria pouco simpáticos, o dia de hoje não o foi menos com novos desenvolvimentos também mais ou menos bizarros.
Sou um homem de emoções e desde há muitos anos que perdi a vergonha de chorar em público. Dizem os mais antigos que chorar lava a alma. Imagino que sim. E hoje acabei por verter uma lágrima... onde não devia.
Mas pronto... amanhã já é sábado e vou ajudar o meu filho mais velho a montar os candeiros naquela que será brevemente a sua nova casa.
Creio ser da natureza do homem este tentar saber o que se passa na vida dos outros. Não imagino se é porque não quer saber da sua, se é somente por mera curiosidade ou outra razão qualquer. Talvez por isso as chamadas revistas cor de rosa tenham tanta saída.
Mas ao contrário do que é maioritariamente assumido pela sociedade não são só as mulheres as únicas interessadas na vida alheia. Há muito homem que é como o gato: muuuuuuuito curioso.
Hoje viajei de Metro. Este apresentava-se quase cheio e por isso fiquei, sem qualquer problema, de pé. Diversas pessoas ao meu redor: altas, baixas, brancas e de outras cores, portuguesas e estrangeiras. Uma miscelânea usual agora nos nossos transportes.
Numa estação entrou uma jovem que vinha vidrada no seu telemóvel, como é agora habitual. Ficou naquele meio a digitar e naturalmente receber mensagens. Entretanto percebi que um cavalheiro situado precisamente atrás dela, estava deveras atento no que a jovem escrevia, mesmo que o fizesse de forma dissimulada. Chegou ao ponto de se rir…
E eu a assistir. Placidamente!
Nova paragem e a menina volta a escrever. E o cidadão continuava a ler. De tal forma que a determinada altura nem fazia menção de esconder a sua atitude.
Pelo meu lado esbocei então um sorriso interior pois acabara de chegar à conclusão de que a curiosidade humana não é coisa somente de mulher.