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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Diabretes conso(l)ados!

São dez horas da noite e desde a sete da manhã que estou a pé!

E nem fui para o meu costumado trabalho. Há dois dias que cá em casa há uma espécie de mini fábrica de doçaria. Que curiosamente começou ontem muito cedo.

Primeiro foram as filhós à moda da Beira Baixa (ainda gostaria de perceber como se pode gostar de algo que não tem açúcar!!!).

Aquilo deu para o dia todo. Amassar durante mais de uma hora. Depois esperar que fintassem e finalmente fritá-las. Sinceramente prefiro as filhoses à moda da minha aldeia… Essas pelo menos têm açúcar!

Então veio o dia de sexta feira com as rabanadas, as filhós de forma, pudim de ovos, bolo de bolacha, tarte de amêndoa, Bolo real (o meu preferido), queijo de amêndoa, mousse de chocolate, Bolo de ananás, quadradinhos de chocolate…

Para amanhã faltam fazer as farófias e os preparos para o almoço de Natal, já que a consoada será feita em casa do meu filho mais velho.

O que vale é que cá em casa não há diabéticos. Somente uns diabretes…

O ano de 2016

Por esta altura é frequente fazer-se um balanço dos acontecimentos mais relevantes do ano. Não costumo fugir também às contas.

Politicamente falando tivemos dois acontecimentos semelhantes, todavia com resultados diferentes. Se Marcelo Rebelo de Sousa quase não necessitou de fazer campanha eleitoral para se tornar o 20º Presidente desde a Implantação da República, no outro lado do Atlântico, e após uma campanha deveras renhida, Donald Trump vence as eleições face a uma Hillary pouco consistente e sempre demasiado crente nas sondagens, que lhe atribuíam a vitória com alguma folga.

Mas o ano de 2016 trouxe-nos uma vez mais o flagelo dos atentados. Não contando com os inúmeros ataques em zonas de guerra, contei catorze atentados só no ano de 2016. Sendo os piores em Nice com 84 mortos e em Orlando com meia centena de vítimas mortais.

O mais recente foi já esta semana em Berlim. Com 12 mortos...

O ano de 2016 originou também mais refugiados, mais gente que prefere morrer no mar a tentar uma vida melhor para si e para os seus, a ter que ficar numa qualquer cidade e engrossar o número de civis mortos numa estúpida guerra.

O homem jamais aprende! Dificilmente algum país ganhará actualmente uma guerra. Porque as guerras de hoje não são para serem ganhas somente para serem combatidas.

Pós-verdade no Sporting!

Muitas horas já passaram desde o murro no estômago que levei no Domingo à noite em Alvalade.

Quando saí tentei manter-me calmo e sereno. No entanto dentro do meu espírito de sportinguista fervilhava uma turbulência que só as horas passadas amenizaram.

Naquelas horas seguinte apetecia-me disparar para todo o lado, culpar toda a gente e mais alguma pela derrota sofrida, arranjar desculpas…

Hoje quase 48 horas passadas tento, de forma mais calma, tentar perceber o que realmente se passou na noite de Domingo. A opinião seguinte vale o que vale e só a mim me culpa. Assim direi que:

- o Sporting não tem banco;

- os jogadores não aguentam jogos à quarta e ao domingo;

- colocaram a fasquia da a níveis que a equipa não consegue chegar;

- vendemos pérolas verdadeiras e ficámos com o pechisbeque;

Então de quem é a culpa deste estado de coisas? Perguntar-me-ão. Não sei, assumo.

O que sei é que o Sporting necessita de… paz! Pacificar os adeptos, os dirigentes, os seus inimigos e acima de tudo o plantel.

A violência, seja ela física ou verbal, gera violência. Não vale a pena disparar para tudo quanto mexe no futebol à espera de se acertar em alguém, pois essa postura geralmente tem tendência a virar-se contra o clube.

Temos demasiados adversários. Provavelmente mais que todos os outros. Que falam de nós, escrevem sobre nós, que nos invectivam. Tal não me preocupa, quiçá enobrece…

No entanto não podemos nem devemos responder no mesmo tom. Temos de saber sofrer, preferencialmente em silêncio…

Porque somos todos donos dos nossos silêncios, mas reféns das nossas palavras.

 

Também aqui

Baixa Pombalina, tempos novos?

Durante anos trabalhei na Baixa de Lisboa. Um local cosmopolita tanto em pessoas como em lojas, de todos os géneros e para todos os gostos... e bolsas.

Bom... depois houve o incêndio do Chiado... no Verão de 1988. E este golpe foi realmente fatal.

Grande parte das grandes empresas (leia-se bancos) acabaram por fugir da Baixa e deste modo, o que fora durante dezenas de anos, o centro financeiro do país transferiu-se para outros locais, alguns deles até para fora da cidade..

Lentamente toda aquela área foi assim definhando, não obstante as tentativas de reanimar a zona rainha do Chiado: Os Grandes Armazéns! Com relativo exito...

Mas a Baixa é muito mais que a rua Garrett e ruas envolventes. Desde o Tejo até ao Rossio e desde a rua do Cruxifixo à rua da Madalena, há um conjunto de pequenos negócios que a evolução dos (novos) tempos tem vindo a encerrar.

A maioria dos prédios acabaram por ficar devolutos o que originou naturalmente enormes e radicais intervenções nos edifícios.

São estas intervenções que estão a determinar o fim da Baixa. Hoje todos aquelas lojas, comércios, locais históricos e não só, que durante anos conhecemos, estão todos transformados em hotéis. E há para todos os gostos e carteiras.

Hoje soube que a cervejaria Caracol que me recordo desde muito miúdo, fechou também. Porque naquele lugar vai nascer, imaginem... um hotel!

O charme da Baixa desapareceu. Olvidando ainda algumas lojas que tentam resistir a esta nova invasão, certo é que a Lisboa está a perder, dia a dia, a sua normal identificação. As casas de souvenirs e os restaurantes de qualidade duvidosa são outra doença na Baixa.

Um verdadeiro casamento entre a cidade e o rio jamais se fez, E agora parece-me demasiado tarde.

O pior é que, se um dia alguém coloca uma bomba nesta cidade o turismo, que agora literalmente invade e alimenta a capital, desaparece num ápice.

Lisboa deixou há muito de ser a "Menina e Moça" de que falava Ary dos Santos. Hoje a Baixa passou a ser uma idosa a quem fizeram uma (má) operação plástica.

 

O meu destaque!

Um dos meus filhos é, tal como eu, um escritor de blogue. Tem a disciplina de escrever todas as semanas enquanto eu escrevo (quase) todos os dias.

No entanto o "Rei Bacalhau" é muito melhor escritor que eu. Os temas que aborda são tão diferentes que até me espanta.

Tem uma linguagem corrosiva e irónica sabendo usar muito bem as palavras. O bom humor é uma outras das suas características.

Sempre que leio o que escreve fico deveras espantado com a sua escrita.

Não obstante também eu fazer parte daquele espaço, raramente lá escrevo. Porque o blogue é essencialmente dele.

Enfim escrita, músicas e não só com grande qualidade e sabedoria.

Muuuuuito melhor que eu!

Aqui!

Campanhas de Natal - quem realmente ganha?

Por esta altura muita gente se desdobra em dar a cara por campanhas a favor dos mais necessitados. É uma questão de postura, cultura ou somente interesse comercial. Todas elas razões muito válidas.

O problema é que, passado esta época, os necessitados mantêm-se e as caras conhecidas desaparecem da mesma forma que apareceram. Naturalmente surgiram outros interesses.

Sou por isso pouco adepto em comparticipar em campanhas. Raramente dou para peditórios, mesmo os mais antigos e conhecidos. E tudo isto porque não confio nas pessoas. Peço deculpa mas é assim que penso...

Contaram-me que numa determinada Associação, muito conhecida e para qual pediram reserva do nome, as ofertas que aparecem são previamente escolhidas sendo as melhores levadas pelos próprios elementos da tal Associação.

Obviamente que não consigo provar estas acusações, mas estando eu num país onde fugir aos impostos é um acto normal e corriqueiro, acredito quase piamente que o que me contaram possa ter sido verdade.

Desta forma continuo a não contribuir para as campanhas. Nunca vi contas de nenhuma delas e mesmo que apareçam muito dificilmente conseguiremos percebê-las.

Há bens que vêm por mal!

Hoje estava previamente combinado com o Centro de Medicina da empresa onde trabalho, os testes aos meus níveis de colesterol e acúcar.

À hora aprasada eis-me no posto médico. No momento que estou para ser violentamente perfurado por uma enormíssima agulha, a enfermeira repara que alguns dedos da minha mão direita não se fecham.

Faz muito tempo que ando assim. Algumas dores também, mas nada que não se aguente.

Só que desta vez fui apanhado e a enfermeira não me largou enquanto não fui devidamente observado por uma médica que por acaso até era desta área de especialização.

Assim e depois do teste de colesterol com níveis perfeitos e pequeno almoço tomado, fui então selvaticamente "infiltrado" por uma substância que, segundo a médica, me retirará futuramente as dores e o desconforto da mão fechada e sem força. Até aqui tudo aceitável.

O pior veio depois... È que após a dita infiltração passei a andar de braço ao peito, mão entrapada e a ter que responder a um sem número de perguntas dos colegas.

Soubesse eu antecipadamente o que me estaria reservado e provavelmente adiaria a infiltração para outra altura.

Resta dizer que sou dextro e todo este texto foi escrito pela sinistra. Um martírio... 

Uma ideia de Natal!

Aproxima-se o Natal a passos muito largos. Não obstante esta festa ter uma origem religiosa, a verdade é que por motivos comerciais aquela foi perdendo esse cariz religioso para passar a exibir-se como uma festa comercialmente famíliar.

Há nas ruas citadinas muita gente sem eira nem beira, desterrados por opção ou não do seio das suas famílias e longe do calor humano que supostamente o Natal emana. Olhamos quase sempre para esta gente com pena, dó e alguma solidariedade.

Parece assim que esta quadra tem algumas palavras-chave: luz, cor, compaixão. Dei por mim hoje a pensar nisto. E descobri, ou melhor, lembrei-me então de um grande amigo já viúvo, que mesmo sendo ateu, todos os anos me enviava uma mensagem de Natal.

Todavia este ano morreu-lhe uma filha, de forma trágica e quase incompreensível.

A tal luz, cor e compaixão que o Natal parece respirar ficam para ele, deste modo convertidas em penumbras e cores pálidas, cinzentas, tristes. Nem mesmo os netos amenizarão a sua dor e mágoa!

Um homem que não vive na rua, que não necessita de aconchego de um lume crepitante mas que no entanto vive completamente sozinho. 

Porque o Natal também tem gente assim...

Diálogo improvável!

Olharam-no com desconfiança. Surgira ali, assim de repente, como se nada fosse com ele. Um burburinho alastrou-se então por entre os presentes.

- Quem é ele? - perguntava um.

- Que faz ele aqui? - pretendia saber outro.

Os mais novos aproximaram-se dele e concluiram:

- Oh é velho... Não faz mal a ninguém!

- Velho? Velho? - ofendia-se um outro - é da minha idade... como pode ser velho?

Os jovens riram-se às escondidas.

Finalmente alguém mais austero e quiçá mais sereno aproximou-se e observou:

- O tipo tem piada...

Do fundo alguém clamou:

- Se julga que me tira o lugar está muito enganado... Daqui só saio morto! Isso é que era bom...

De repente apareceu alguém e levou o recém-chegado. Os restantes assumiram:

- Este veio para ficar.

 

Imagino que terá sido assim que os meus relógios de pulso (não) aceitaram a vinda ontem, de um novo aparelho

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