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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Azeitona 2016 - Parte X

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Campanha encerrada!

Finalmente.

Após 10 longos dias de muito trabalho, encerro por um ano a minha vida de azeitoneiro.

Saltitei entre uma aldeia ribatejana e uma aldeia beirã. Em ambas uma valorosa equipa constituída pela minha mulher, pelos meus dois filhos e por mim apanhou ao todo mais de três toneladas de azeitona, uma bem madura… outra nem por isso.

Seja como for já há azeite por um ano.

Quero publicamente agradecer aos que me acompanharam, a forma sempre disponível e estoica como todos os dias logo bem cedo se propuseram a ajudar!

Porque isto não é unicamente pedir. Há que louvar. Especialmente aos jovens.

Bem hajam!

Para os que se deram ao trabalho de me lerem o meu sincero agradecimento pelas palavras sempre corajosas. Se tudo correr como previsto para o ano haverá mais.

Assim queira Deus e tenha eu outrossim coragem!

 

20161103_135258[2].jpg

 

PS - a foto aqui apresentada corresponde à azeitona levada para o lagar, na Beira Baixa. Somente 70 sacos!

 

 

 

O prometido é (naturalmente) devido

Não nos conhecemos de forma pessoal, apenas trocamos esparsos comentários entre os nossos blogues.

Durante a passada semana apercebi-me que o Ricardo, do belíssimo blogue Estúpido aluga-se, ficara mais pobre.

Após ter descoberto o que realmente lhe acontecera, escrevi um longo comentário onde entre diversas coisas disse: "Nós trataremos com amizade e solidariedade cá do filho que merece o respeito de todos".

Entre mim e este pai de meninas que há pouco perdeu o seu progenitor, há algumas diferenças. Em primeiro a nossa visão teológica, depois a opção clubística.

Mas nenhuma destas diferenças demonstrou ser suficiente para estragar as nossas mesmas visões do Mundo.

Prometi, como amigo virtual, tomar conta do Ricardo e como gosto de cumprir o que prometo, eis aqui de forma longínqua, é verdade, porém próximo em espírito, enviar um abraço de serenidade a este meu amigo.

A vida é um caminho longo e tortuoso que não é claramente fácil de percorrer. Mas há outrossim a esperança...

... Na amizade!

 

Força ou farsa Aérea?

Andei longe das notícias, tão longe que quando chego à cidade dou conta de um enorme escândalo nas Forças Aérea.

Nada que me admire, infelizmente! No entanto o que me custa naturalmente entender, é como altas patentes se deixaram envolver neste esquema tão fraudulento.

Um militar deveria ser um exemplo de dedicação à causa de defender o país, mesmo quando não este não se encontra em conflito bélico com alguém e não mais um elemento que locupleta ilicitamente neste rectângulo de brandos costumes.

Após uma guerra estúpida nos anos sessenta, que nos levou uma geração de mancedos e não só, não entendo como um militar aceita entrar num esquema que enganava directamente o Estado e de forma indirecta os Portugueses.

Visto por um prisma meramente hipotético e se entrássemos num teatro de guerra, como poderia o povo deixar nas mãos destes militares a sorte de um país?

Uma questão para a qual não encontro qualquer resposta.

Azeitona 2016 – Parte IX

Bago anterior

 

Ontem não houve tempo de escrever. Foi um dia complicado com a entrega ao lagar, do fruto de mais de quatro dias de trabalho. Depois o regresso até a aldeia que me viu crescer, mas onde a internet parece ainda não chegar em profusão, limitando-me naturalmente o acesso!

No lagar e após horas de longa espera eis que o azeite começa a sair. Meio verde, meio amarelo, quente, mas macio.

 

 

A torneira corria normalmente enquanto na betoneira a massa era esmagada num processo lento e cadeado.

 

É estranho olharmos que o fim de tantos dias de canseiras e trabalhos, acabam naquele líquido que tão saborosamente tempera as nossas refeições.

A determinada altura o responsável avisa:

- Acabou.

É então a hora de encher as vasilhas. Uma a uma vão crescendo ao lado. O azeite vem turvo, quente à espera que o frio e o repouso o ajuste à cor e sabor máximo.

- Vamos a contas - afirma o patrão.

- Então vamos – digo eu!

Após diversos valores fiquei a saber que entreguei 1450 quilos azeitona da qual recebi 145 litros. Significou que cada 10 quilos de azeitonas deu um litro de azeite…

- Pouco… - pensei eu.

Mas não havia nada a fazer. Aceitei assim o que me deram.

Para o ano há mais… com certeza!

 

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Azeitona 2016 - Parte VIII

Bago anterior

 

A primeira frase que ouvi esta manhã quando comecei a minha normal tarefa, foi a seguinte:

- Hoje está um dia perfeito para apanhar azeitona.

- Porquê - perguntei eu.

- Porque não está calor, não chove, não há vento, nem faz frio...

Palavras não eram ditas e senti logo a chuva a cair. Mas felizmente foi por pouco tempo.

O dia hoje foi pouco produtivo... As oliveiras tinham pouca azeitona e tivemos de percorrer alguns quilómnetros em busca de mais. Mesmo assim contas feitas ainda arrumámos dez sacos. Alguns deles bem pesados.

Entretanto amanhã vou entregar a azeitona ao lagar e aguardar que me dê o azeite. Momentos sempre muito esperados ou talvez não...

Há quem faça médias e mais médias, mas como diziam os antigos: a oliveira dá a azeitona e o lagareiro o azeite.

Mas agora já não há lagareiros como antigamente e é de uma máquina que sai a massa que depois será crentifugada de forma a extrair o azeite. Modernices...

 

Bago seguinte

 

 

O meu futuro... simples!

Alguns dos meus amigos perguntam-me muitas vezes o que farei quando me reformar.

Com um sorriso respondo inevitavelmente com as mesmas palavras: vou dedicar-me à escrita.

No entanto humildemente reconheço que não tenho a competência de muitos (bons) escritores lusos. Longe disso. Mas também não é esse o meu lado mais importante...

Neste mundo há quem corra, quem pinte, quem ajude os doentes nos hospitais, quem... sei lá, faça o que bem entender. No meu caso prefiro dedicar-me a mostrar o que me vai na alma da única maneira que sei fazê-lo: a escrever!

Os mais simpáticos dizem que escrevo bem... Eu considero que redijo sofrivelmente.

Duma forma ou doutra, se um dia virem por aí um livro, tendo como autor este que se assina, não se admirem...

A gente lê-se por aí!

 

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