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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Pintar não é o meu fado!

Certo vez, numa entrevista, perguntaram-me o que é que eu gostaria de saber fazer. Respondi sem pensar: Adoraria saber desenhar e pintar.

Pois é... gosto de escrever, sim porque pintar não é decididamente o meu fado.

Tantas são as vezes que dou por mim a olhar para meros "grafittis" de parede e pergunto-me como é que jovens, muitas vezes com a escolaridade mínima, conseguem fazer aqueles belíssimos trabalhos.

Por onde viajo gosto sempre de visitar museus de pintura. Foi assim em Paris, Londres, Viena, Barcelona, Florença. Adoro mirar aquelas enormes telas de batalhas mediavais onde se pode perceber o mais pequeno detalhe ou então descobrir o que pretendeu Miró dizer quando colou chapéus de chuva numa gigantesca tapeçaria.

É a falta desta capacidade de colocar numa tela a forma como vejo e sinto o mundo que realmente me preocupa.

Nem que fosse num pequeno "cartoon" humorístico. Mas nada... Daqui... se me pedirem para desenhar um vaso sairá com toda a certeza tudo menos o objecto solicitado.

Faço somente traços no calendário dos dias vividos... E mesmo assim tortos!

Previsões me(n)teorológicas

Com tanta tecnologia, com tanto conhecimento, com tanta fartura de ideias e estes meteorologistas não acertam uma.

Ontem, escutei eu avisos de todas as cores e mais algumas sobre intempérie no País.

Porém em Lisboa o dia foi fresquinho mas de um sol convidativo ao passeio. Não imagino como foi no resto de Portugal!

Ora bem... só apetece dizer que as lusas previsões do tempo são mesmo me(n)teorológicas... como afirmavam com muita graça os "Parodientes de Lisboa" há algumas decadas..

Uma chamada... estranha!

Ontem ao fim da tarde fui interveniente de uma situação, que a princípio me pareceu muito estranha mas acabou num bom exemplo de educação.

Era noite já. No carro do meu filho mais novo vou eu, o meu sobrinho e a minha nora. Iamos todos ver o nosso Sporting e pelo caminho apanharíamos o meu filho mais velho que nos aguardava.

De súbito toca o meu telemóvel. O número não é anónimo mas também não conheço. Atendo:

- Boa tarde, faça favor de dizer!

Surge uma voz masculina, esfusiante e alterada:

- Fala o Virgílio, pá! Há quanto tempo c...!

- Desculpe mas quem é o cavalheiro?

- F... pá! Já não me conheces. Sou o Virgílio do Algarve c...!

- Lamento informá-lo mas enganou-se no número... Vou desligar... não vale a pena estar a gastar chamada!

Mas o homem não desistiu:

- F... c... sou o Virgilio de Sousa Antunes (os apelidos inventei agora pois eram outros que não fixei!). Não te lembras de mim, c...?

Com tantos impropérios acabei por finalizar a conversa de forma abrupta:

- Desculpe mas não sou certamente a pessoa com quem desejaria falar. Vou desligar, boa tarde.

Fim de chamada. Para logo a seguir o telefone voltar a tocar. Passei-o para a vibração e continou a chamar. Recusei a chamada.

Toca novamente e desta vez estou disposto a dizer algo mais grave. Atendo. A voz do outro lado está mais calma e menos esfusiante:

- Desculpe não é o Belarmino?

- Não, não sou! Nem sou pugilista (não cheguei a entender se o outro lado percebeu a referência).

- Não conhece o Luís Neves... foi ele que me deu este número.

- Lamento informá-lo mas não sou a pessoa em causa.

Desliguei. O telefone voltou a agitar-se. Um breve silêncio. A voz parecia agora ainda mais solene.

- Peço então muita desculpa pela forma como o incomodei e pela linguagem pouco própria com muitas asneiras. Peço imensa desculpa...

- Não se preocupe, não levei a mal. Também sou homem!

Finalmente desligámos ambos!

 

 

Realmente Presidente!

Chamam-lhe o Presidente dos afectos, dizem que é muito popular mesmo em sectores politicamente antagónicos, apoia a geringonça porque prefere ter um mau governo a não ter governo nenhum!

Falo obviamente do Professor Marcelo Rebelo de Sousa. Uma figura que não tem sido somente de retórica mas de alguma acção. Dá a cara e não foge às questões. Gosta da sua própria liberdade (não esquecer o vídeo do Presidente na praia e recentemente a foto defronte de um engraxador) e não se escusa a enfrentar as pessoas.

Pela minha parte que sempre gostei de viver de forma anónima, e daí estranhar de certa forma esta nova postura do PR, reconheço que o antigo comentador televisivo esteve muito bem, naquilo que foi dado observar perante a Rainha de Inglaterra nesta sua visita a terras de Sua Majestade.

Jamais me passaria pela cabeça que perante tão ilustre monarca (considero a Rainha Isabel II como a Rainha do Mundo), ter um tipo de conversa tão informal. Com esta situação mais uma vez se comprova que Marcelo era de todos os candidatos aquele que nasceu para a “coisa”... de ser realmente Presidente de República.

Fumar ou não fumar? Uma mera opção!

Hoje é o Dia Mundial do Não Fumador. Isto é dito (e escrito) com tanta pompa e circunstância que quase parece anti natura ser-se não fumador.

Fumei durante muitos anos, mas um dia decidi que não fumaria mais. Sobre esse momento já passaram mais de trinta anos.

Eu que cheguei a fumar três maços por dia e uma onça de cachimbo, tornei-me um fundamentalista contra o tabaco. Assumidamente contra!

Não me venham cá com histórias de que não se consegue deixar de fumar sem ajuda. Esta é uma ideia absurda ou uma mera desculpa de quem não quer deixar de fumar. Decidi deixar de fumar de um momento para o outro sem qualquer indicação médica ou outra. Foi assim pura opção! Deste modo nunca tive desejos, ensejos e outros traumas, como muitas vezes vem referenciado.

A causa antitabagista é neste momento quase uma moda... Fica bem ser-se contra os fumadores e daí a criação destes dias quase tão inúteis na sua função quanto as campanhas contra o uso do tabaco.

Numa altura em que tudo se sabe, que se tem acesso a todo o tipo de informação médica e não só, quem fuma fá-lo deliberadamente, consciente do mal que está a fazer a si próprio e indirectamente aos outros.

A minha visão

Já escrevi algures por aí que o grande “calcanhar de Aquiles” do desporto luso são os seus dirigentes. Mesmo com licenciaturas específicas e formações académicas superiores, o Desporto será sempre o parente (mais) pobre da nossa sociedade.

Obviamente que este tema que aqui trago hoje advém dos tristes acontecimentos no final do último jogo em Alvalade, entre o Sporting e o Arouca.

Com as imagens recentes vindas a público, há duas certezas que retiro delas: a primeira é que Bruno de Carvalho não deveria estar naquele sítio, fazia sentido que assim fosse e a segunda é que o Presidente do Arouca não foi selvaticamente sovado pelo Presidente do Sporting, ao contrário do que pretendeu fazer crer aos jornalistas (e não só!) que estiveram, nessa noite, presentes no Estádio.

Bom… depois há as consequentes e tão costumadas trocas de galhardetes verbais que só fica mal a quem as profere. Sinceramente!

Todos sabemos que o actual Presidente do Sporting não é pessoa para se calar. Mas devia! Como dizia o meu sábio avô “O calado vence sempre!”.

Hoje será quase impossível alguém remeter-se ao silêncio enquanto é vilipendiado. A resposta deverá ser pronta porque “quem não se sente não é filho de boa gente”. São posturas e valem o que valem!

Percebo por isso, se bem que não concorde, a postura de Bruno de Carvalho, mas o Actual Presidente não deveria colocar-se a jeito dos seus adversários, especialmente os internos, que vêem nestes “fait-divers” idiotas uma oportunidade única para atacar o Presidente do Sporting.

 

Também aqui

Três estórias com gémeos!

1 - A troca

Conheço-os há muitos anos. O P. e o D. são gémeos... iguaizinhos. Após o episódio que vou contar um deles deixou crescer o cabelo para se diferenciarem... Então reza assim:

O P. adorava jogar à bola e tinha enorme competência para o futebol. Deste modo participou um dia num torneiro de futebol de salão (era assim que se chamava naquele tempo). A namorada de P. detestava que ele jogasse á bola.

Ao invés D. era aquilo que se pode chamar um tosco e nunca participava em qualquer jogo. Nem a brincar.

Ora certo fim de semana a namorada do P. comprou para ambos bilhetes para o cinema. Mas P. tinha uma final mais ou menos à mesma hora e portanto... não podia estar em dois sítios ao mesmo tempo. Já perto da hora do jogo e do cinema P. pediu ao irmão que o substituísse com a namorada. Eles eram iguais, bastava D. vestir a roupa do irmão.

Após muita relutância D. aceitou ir ao cinema a fazer de P.

Quando P voltou à namorada, esta declarou de forma muuuuuuuitoo romântica:

- Ai querido... que se passou contigo ontem? Estavas tão carinhoso... Porque não és sempre assim?

Imagino horas depois, entre irmãos!

 

2 - Confundidos

Este caso passou-se no estrangeiro. O J e o F eram irmãos gémeos muito parecidos. Realmente a única diferença é que J. trabalhou sempre, fez-se homem a pulso, ao contrário de F. que parecia tendenciado a fazer asneiras.

Fez tantas ou tão poucas que acabou por ser preso. Mas conseguia escapar sempre.

Assim muitas vezes o J foi apanhado pela polícia sempre convicta que estavam a  apanhar o meliante certo. De tal forma era frequente a sua prisão que decidiu vir viver em paz para Portugal. Permanentemente e em paz!

 

3 - O anel

M e N são duas moças cópias uma da outra. Até no cabelo, na voz... tudo é igual. Conta-se que um dia em casa delas, a M estava a despachar-se para sair com o namorado, quando este aproveitou para fazer uns filmes com o telemóvel. Numa desses vezes M levantou a mão direita e escondendo o rosto, disse:

- Chega de filmes, vá!

Pouco tempo depois, já casados, o marido oferece à esposa o antigo telemóvel. A mulher encantada com a oferta acaba por ir apagar os filmes que o marido fizera tempos antes. Foi então nessa altura que reviu um filme:

Irrompe pela sala aos gritos:

- Tu andas metido coma minha irmã, canalha!

Mostra-lhe o filme para confirmar a traição!

O marido antes de responder vê o filme e depois, serenamente, ri. Responde:

- Mas essa do filme és tu!

- Não sou nada... É a minha irmã. Não me lembro nada deste filme - respondia ela cada vez mais enervada, acima de tudo com a calma do homem.

Este voltou a sorrir e devolveu:

- No filme há uma mão levantada. Vê o que tem a mão?

M. reviu o filme e de súbito olhou para a sua dextra e reconheceu o seu anel, na tal mão levantada.

Uma sobremesa rústica!

Não há nada como os produtos da aldeia criados ao sabor de todas as intempéries e de todos os insectos e demais bicharada.

Pode parecer que não, mas há obviamente grande diferença.

Assim hoje para o almoço assei marmelos, daqueles que apanhei das minhas árvores. Regados com Licor Beirão e polvilhados com açúcar amarelo.

Bom... só posso dizer que estavam fantásticos. Pena foi que tive de os tirar do forno muito tempo antes do almoço e assim o molho acabou por secar e ficar autêntico caramelo.

Por vezes dá.me para estas experiências gastronómicas.

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