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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

A boa alma lusa!

Metropolitano de Lisboa, estação do Marquês, seis da tarde.

O comboio pára, saem e entram pessoas. Eu também. A carruagem fica somente meia.

Estou de pé junto à porta, pois a distância de duas estações não justifica sentar-me. Subitamente a meu lado uma senhora agita-se de forma estranha. Devagar vai passando com as mãos pelo vestido como fosse uma revista. Depois procura no casaco, regressa ao vestido e espreita a mala. Transporta na mão um telemóvel e uma pequena carteira. É nesta que procura agora. Volta à mala.

Todos os utentes ao redor da senhora, eu incluído, percebemos que a senhora procura algo que não encontra. Parece desesperada. Vai repetindo as buscas e em surdina vai falando algo que não entendo.

É deveras assustador a atitude desta senhora. Quase me atrevo a perguntar se necessita de ajuda.

O comboio pára na estação de Picoas e repete-se a saída e entrada de passageiros. Entretanto não tiro os olhos da senhora que continua atarefadíssima em busca de algo. Novamente busca na carteira e de repente num gesto de triunfo saca de um pequeno papel. Acalma-se enfim!

Todos ao redor, que assistiram ao pequeno drama, respiram de alívio.

Nem eu nem os outros passageiros a conheciam, mas a preocupação dela alastrou-se a todos nós. À boa maneira Lusa!

Centeno(a) e meia de negações!

Cada vez se percebe mais os diversos erros deste governo. Todos os partidos da geringonça falam a uma só voz contra os ricos mas andam “oh tio, oh tio” em busca de financiamentos nos países ricos para pagarem as promessas eleitorais.

Dito de uma forma diferente o ministério de Mário Centeno vai-se financiando (enquanto as instituições acharem por bem!) para distribuir pelos reformados no sentido de que estes alimentem uma economia débil e da qual venha (muito) retorno.

Já se percebeu que os portugueses não vão nessa. Recebem e guardam bem guardado  originando deste modo que a economia tarde em arrancar, quanto mais crescer!

Os juros podem estar baratos, mas os empregos são cada vez mais voláteis. Ninguém se sente seguro em lado nenhum (mirem-se no exemplo da CGD!). Deste modo também ninguém quer apostar em novos investimentos. Faz todo o sentido!

Portugal caminha assim para uma bancarrota evidente. Quando isso acontecer vão novamente chamar novos políticos para tentarem endireitar as contas. O problema é que não sabemos se haverá quem queira ir para o Governo somente por 150 euros!

Fim de uma história (verdadeira!)

Hoje coloquei um fim numa (má) história que teve como protagonista este mesmo que aqui escreve.

Então rezam assim as crónicas:

Há uns meses necessitei de ir ao dentista com alguma urgência. Falei para a Clínica da especialidade que me costuma receber e lá marquei encontro com o médico durante a minha hora de almoço.

A consulta foi rápida até porque nem sou piegas e num instante estava fora do consultório. Dirigi-me logo de seguida ao balcão para pagar. Outras pessoas aguardavam a vez e mais não fiz que aguardar também.

Finalmente quando chegou a minha vez, identifiquei-me e ao médico que me assistira e esperei pelo valor a pagar. Mas a coisa parecia demorada. A minha hora de almoço estava quase esgotada. Deste modo perguntei:

- Há algum problema?

- O sistema não está a responder…

- Vou ter de ficar aqui até que horas?

Resposta rápida:

- Não precisa. Como tenho o seu endereço electrónico e o número do seu telemóvel e assim que isto estiver em condições envio-lhe a indicação do valor e do NIB.

- Fantástico – respondi – Nesse caso vou embora.

- Com certeza, até amanhã.

Até aqui tudo parece ter corrido bem. Só que não recebi nenhum mail nem qualquer mensagem. O tempo decorreu célere e reconheço que quando me lembrava da tal consulta por pagar era a desoras. Ora nestas férias recebi da clínica uma carta de cariz pouco simpático com o valor em dívida e com algumas ameaças.

A minha reação na altura foi telefonar e desancá-los verbalmente, mas decidi que seria melhor falar em presença de alguém.

Hoje munido da carta ameaçadora subi a rua até à clínica. No caminho ruminava um discurso rude. Porém ao chegar ao local achei de bom senso não dar espectáculo e simplesmente pagar. Sem outras palavras.

A história acaba já, porque decidi, em vez de falar, jamais regressar àquela clínica. Detesto olimpicamente que me chamem de aldrabão.

Ainda por cima por escrito!

Ups... algo correu mal!

Vi somente a segunda parte do jogo de hoje da selecção Nacional contra a Suiça. A primeira parte foi escutada via rádio. Pelo que me foi dado perceber pelos relatadores, no melhor momento de Portugal sofremos um golo, para pouco tempo depois, ainda anestesiados desse revés, sofrermos novo golo.

Todavia nos segundos 45 minutos gostei do que vi... mesmo sem Cristiano Ronaldo, fomoss muito melhores que a Suiça!

Em minha singela opinião jogámos muito melhor esta tarde/noite que em qualquer um dos jogos do Europeu.

Pois é... provámos do mesmo veneno que injectámos aos nossos adversários em França.

É assim a (in)justiça no futebol.

 

A minha (triste) cidade

Quando era miúdo e ia para a aldeia passar as férias grandes, ao regressar à cidade tinha a estranha sensação de que tudo estava diferente... para melhor. Nunca percebi muito bem este sentimento, mas era assim que me sentia.

Hoje regressei a Lisboa, a cidade que me viu nascer, após três semanas de profunda ausência. Porém o tal e bizarro sentir da juventude não fez a sua aparição, ou melhor, surgiu mas ao contrário, o que equivale dizer que (re)vi a cidade com as mesmas obras, os mesmos buracos (quiçá um bocadinho maiores), a mesma confusão, os mesmos atrasos no Metro (com desculpas tão parvas…), o mesmo trânsito caótico.

Quando parto da cidade espero que ela me dê a alegria de a reviver. Nada disso. A capital (que estranhamente até ganha prémios???) parece não ter mudado um milímetro nos derradeiros 30 anos, quanto mais nas últimas semanas. Não obstante os túneis que furam a barriga da cidade…

A Lisboa de Ary dos Santos era a “menina e moça”. A Lisboa deste que se assina é “velha e meretriz”.

Férias de 2016 - Fim

Esta manhã quando parti da minha casa, que durante três curtíssimas semanas me recebeu para umas saborosas férias, senti uma espécie de calafrio e muita tristeza.

Souberam-me tão bem estas férias! Sem tempo contado ou melhor com tempo para aquilo que realmente gosto. Agora entendo porque os meus colegas reformados, com quem de vez em quando me encontro, apresentam melhor aspecto depois de deixarem de trabalhar.

Tenho consciência que ter trabalho, numa altura tão complicada como esta que se vive, não só em Portugal, é quase uma benção. Todavia começo a esmorecer... a perder a estaleca que durante tanto tempo foi o meu apanágio.

Ainda por cima este tempo continua a convidar as idas à praia, ao lazer, ao "dolce far niente" e eu a partir de amanhã novamente preso...

Não imagino sequer o que o destino me tem reservado para o futuro mas de uma coisa tenho (quase) a certeza: dificilmente me cansaria desta (boa) vida.

Agradecimento!

Não basta gozarmos as férias. Não basta comermos e bebermos, dormir como se nada tivesse fim. Há no final que agradecer:

1 - à empresa para a qual dou o meu contributo por me dar a oportunidade de gozar férias;

2 - aos meus filhos porque mesmo não estando permanentemente presentes deram sempre sinal;

3 - à Sapo por ter achado que os meus textos valiam a pena serem destacados;

4 - à minha mulher por estar sempre presente e fazer destas férias dias inesquecíveis;

5 - A Deus por achar que sou merecedor da sua complacência.

 

Se tudo correr bem... férias a sério só para o ano!

Até lá a gente lê-se por aí!

Obrigado a todos que aqui vêm perder tempo.

Cinema - Refrigerantes e Canções de Amor

A primeira referência ao filme foi-me feita pelo meu filho mais novo. Depois e já esta semana vi um "trailler" e a minha mulher ficou entusiasmada em ver a película.

Hoje juntamo-nos os três e fomos até ao cinema assistir ao novo filme de Luís Galvão Teles.

Deste filme já foi quase tudo dito e o mais curioso é que tinha tudo para não dar certo... Mas deu!

Como já escrevi fazer comédia não é fácil. E pior se for em português.

Nuno Markl pensou e escreveu o argumento. Coisa simples sem muitos "fait-divers", todavia... delicioso! Actores fantásticos, música muito boa, belos planos cinematográficos (gostei daquele reflexo no capot do carro!), o filme conta de uma forma pouco usual uma história de amor.

Como são belas as histórias de amor lusas. Não interessam se acabam bem ou não... mas são sempre fantásticas.

A pelicula termina com uma frase: "tudo é possível, até o impossível". Mas eu resumiria o filme num velhíssimo adágio popular: quem feio ama, bonito lhe parece.

Vejam e divirtam-se!

Ideias de fim de férias!

Comummente mistura-se Igreja, religiosidade e fé tudo no mesmo pacote, como se fossem a mesma coisa.

Sou assumidamente um homem de fé mas não sou nem teólogo nem filósofo de forma a que possa explicar de forma correcta qual a diferença entre aquelas três definições. O que a seguir tentarei escrever é unicamente ensaiar a opinião de um leigo.

Assim sendo, comecemos pela Igreja que aqui não corresponde claramente aos edifícios espalhados pelo Mundo mas unicamente à Igreja como poder. Esta foi na sua génese criada para se poder espalhar a palavra de Deus, mas como foi erigida por homens e comandada por estes, acabou por cair no erro de se tornar uma força muitas vezes com (demasiado!) cariz político.

A religiosidade baseia-se obviamente na fé mas tem mais a ver com a forma como cada um interpreta e aplica esta no mundo que o rodeia.

A fé será o acreditar que somos mortais, que a vida é somente uma passagem e que há Alguém que, para o bem e para o mal, olha constantemente por nós.

É esta fé que bem conotada com a religiosidade cria e engradece a Igreja. Aquela faz-se de obras, de entrega, de disponibilidade em prol dos mais pobres e mais necessitados. De outra forma a palavra do Evangelho seria um mero manual de boas acções a praticar…

Lembrei-me de escrever isto depois de ter lido este texto do Ricardo no seu fantástico blogue. Um homem assumidamente sem crença mais claramente com mais fé (e provavelmente com mais obras!!!) que muitos que se autointitulam religiosos. É nesta postura que reside a grande diferença..

Porque a fé constrói-se dia a dia no relacionamento com os que nos rodeiam, na permanente abertura para os que mais sofrem. Esta é a verdadeira religiosidade e Igreja.

Quase de regresso ao trabalho!

Os meus últimos dias de férias decorrem a uma velocidade não desejada. Como sempre aliás.

Mas pior que a correria do tempo é a forma como vou assumindo este meu regresso ao trabalho. Se há vinte anos sentir-me-ia cheio de vontade em voltar, hoje assumo que esse desejo se encontra naturalmente diluído pelos anos já decorridos e quiçá por algum cansaço psicológico.

Os tempos são outros, o paradigma da empresa onde trabalho mudou radicalmente e assim sinto que, não sendo uma peça a mais… estou gasto, estou puído pelo tempo.

Parece que não mas ando nesta vida há 37 anos. Nem imagino quantos me faltarão ainda mas gostaria de fazer outras coisas diferentes antes da última viagem.

O regresso ao trabalho tem também esse (feliz) condão: a tomada de consciência de que há muita vida para lá do emprego.

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