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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Férias de 2016

Parece que foi ontem, mas já passou uma semana desde que entrei de férias. Este tempo de lazer e descanso parece correr mais depressa que o tempo em época de trabalho.

Calor, praia, bons petiscos, bons vinhos e claro está boa companhia foram os componentes desta última semana.

Claro que o sono ainda não se encontra totalmente recuperado mas para lá caminha.

Aproxima-se um Domingo certamente diferente com direito a passeio e almoço em família.

Estes eventos também fazem parte das (boas) férias... 

Jogos Olímpicos 2016!

Este ano, mesmo estando de férias, tenho ligado pouco aos Jogos Olímpicos. Primeiro porque que o lema de Pierre de Coubertin já desapareceu há muito das Olimpíadas, segundo porque pairou sempre sobre muitos atletas o fantasma do dopping e terceiro os (maus) acontecimentos que envolveram a organização deste evento, com assaltos e tentativas de violação à mistura.

Depois… a participação portuguesa, ainda que tenha conseguido alguns bons resultados, parece ter ficado aquém daquilo que era esperado.

Sinceramente estes Jogos Olímpicos da era Moderna, têm vindo a subir a nível desportivo, é verdade, mas a baixar o nível, da essência que os originou. O que é claramente lamentável.

Lembro-me bem de outros eventos deste género e que me entusiasmaram olimpicamente. Estranhamente, estes não!

Será que já estou a ficar velho ou a ser demasiado exigente?

Não moem, mas matam!

Quando os dramas acontecem muita gente vem a público dizer de sua justiça, disparando para todos os lados, criticando todas as classes, assumindo posições que passados os dias negros logo esquecem.

No Verão são os incêndios, no inverno as cheias… Ano após ano, estação após estação, desgraça após desgraça.

Por estas alturas vemos também alguns governantes muito afoitos a darem a cara por medidas a tomar num futuro breve. O povo ouve, sorri porque sabe que é mentira!

Um destes dias ouvi o senhor Ministro da Agricultura a declarar na televisão que o governo vai ajudar aqueles que tendo florestas e matas não têm capacidade financeira para as limpar. Eu (também) sorri porque a demagogia do senhor Ministro é tão grande, mas tão grande que ele próprio não acredita no que profere.

Se fosse a mim que ele tivesse dito o que disse perguntar-lhe-ia somente se as matas e as florestas, que são pertença do Estado, estavam todas limpas. Mas claro o jornalista não tem coragem de fazer as perguntas correctas. O costume!

Mas há mais… A minha família tem diversos projectos de “Reflorestação de Terras Agrícolas”. Todos eles incluem milhares de sobreiros e algumas centenas de pinhos mansos, que plantámos e que vão crescendo serenamente. Com o novo PDR2020 apresentou-se uma candidatura para se intervir nestes projectos de forma a eliminar potenciais focos de incêndio. A candidatura veio indeferida por razões que desconhecemos (ou talvez se saiba, mas isso são contas de outro rosário).

O meu pai apresentou também um projecto para melhoramento dos terrenos e da floresta… Ainda nem sequer foi analisado pelas entidades competentes. O Outono e o Inverno aproximam-se e é nesta altura que as intervenções fazem sentido.

O IFAP, as Direcções Regionais da Agricultura, o ICNF e tantas outras entidades que poderiam e deveriam ter uma política de proximidade não sabem muitas vezes o que fazer… Pois o que hoje é lícito amanhã já não será… só porque alguém, num qualquer gabinete ministerial, assim o decidiu.

Entretanto os políticos abraçam vítimas como se os abraços apagassem incêndios ou limpassem as matas.

O país vai murchando e morrendo… queimado!

Os livros das minhas férias - III

Desta vez fui enganado!

O livro que pensei ler (ainda comecei a ler as primeiras páginas) não se encontrava completo. Isto, é de tão velhinho que era perdeu dezenas de páginas pelos anos (e mãos!).

Deste modo abandonei a leitura do espanhol Vivente Blasco Ibanez e vou passar para um clássico da literatura e até do cinema: Doutor Jivado de Boris Pasternak.

Seiscentas páginas, somente. Pelo aspecto deve dar para as restantes férias.

A ver vamos!

Modernices ou tolices?

Estou plenamente convencido que muita gente no final de ler este texto vai chamar-me de retrógrado, careta e outros epítetos pouco simpáticos. Todavia tal é coisa que não me apoquenta.

Bem… vamos ao que realmente aqui me trouxe…

A sociedade em que hoje vamos vivendo está (mal) assente na imagem que cada um de nós… exibe. Fabricada ou genuína, assumida ou inventada somos muitas vezes, quase sem percebermos, obrigados a construir essa espécie de imagem. Ou porque queremos entrar num certo círculo social, ou porque fica bem aos olhos dos outros ser assim ou na pior das hipóteses… porque é moda!

O filho de alguém que conheço está profundamente tatuado e justifica as suas tatuagens com esta desculpa:

- Elas adoram-me assim!

Portanto não interessa se o rapaz é um tipo competente no seu trabalho ou amigo do seu amigo… interessa se tem tatuagens. Só por isso é “fixe”. Nesta mesma linha há que contar também os “percings” espetados nos lugares mais esquisitos do corpo, como forma de ser porreiro e manter uma imagem “cool”!

Aceito sem rodeios tudo isto desde que seja de livre vontade cada um fazê-lo. Tenha 18, 25 ou 40 anos… Não há idade certa para se ser tolo!

Se tudo isto me custa entender, muito mais me custa perceber este conceito aplicado numa criança de 2, 3 ou 4 anos. Certamente que são os pais a incentivar esta imagem. Quiçá os mesmos progenitores que ao invés, consideram que devem ser os filhos a escolher a religião que desejam professar ou não ou então o clube desportivo que preferem apoiar. Isto é, para umas coisas há o direito de escolha para outras é a opção imposta pelos papás.

Vi hoje na praia um miúdo à beira-mar com um brinco numa orelha e uma tatuagem num braço. Não percebi se era português ou estrangeiro, mas digam o que disserem, eriçaram-se-me os pêlos todos, perante tal imagem.

Um verdadeiro absurdo aplicado numa criança que mal sabe falar.

Reconheço que sou doutra geração mas sempre fui pessoa de mente aberta. Porém estas posturas tão modernas chocam demasiado com a minha maneira de estar na vida!

Serei por isso antiquado? Talvez…

Os livros das minhas férias – II

Acabei de ler o primeiro livro de férias. Um livro diferente, não fosse Edgar Alan Poe um escritor também ele assaz diferente. Já havia lido alguns contos dele, especialmente policiais, que a extinta Editorial Ibis, através da mão de Roussado Pinto, publicou há muitos anos.

Estes Contos Fantásticos abordam, quase todos, a morte duma forma tão pungente que parece que tudo aquilo aconteceu. Depois tudo é envolto em enorme mistério e estranhos enigmas.

O autor do célebre poema “O Corvo” teria neste século, provavelmente, muitos adeptos tais são a quantidade de livros sobre o “fantástico” que ora se publicam.

Bom, sobra agora saber qual o livro seguinte. Entre os que folheio, alguns bem velhos, sobressai um de Vicente Blasco Ibanez, que após breve passagem pelo seu interior, leio por exemplo deixál-o em vez de deixá-lo e sahido em vez de saído.

Vai ser assim curioso ler este livro que foi publicado a primeira vez em 1900. Todavia esta escrita que agora vou iniciar não está muito longe dessa data mesmo que seja já a terceira edição!

Aguardemos pois.

À beira-mar – parte 2

Olho o mar calmo, sacudido por uma ligeira brisa que vai levantando uma espuma aqui e ali. Senti nesta brandura oceânica um reflexo da vida.

O mar, agora manso, pode de um momento para o outro alterar-se por completo e a sua calmaria tornar-se numa maré viva e poderosa. Tal como nós, que após um momento sereno, podemos num segundo sentir a dor da revolta e sermos rapidamente tomados por atitudes rebeldes e quantas vezes impensadas.

Cada onda que o mar trás para terra é forçosamente diferente da que a antecedeu. Da mesma forma, neste oceano da vida, somos todos diferentes.

Deste modo, há quem se afoite no mar sem temores de qualquer espécie, olvidando cautelas e conselhos. Da mesma forma há quem viva a vida sempre no limiar do risco. Ao invés outros temem a mais pequena onda e evitam entrar na água mesmo por muito branda que ela esteja. É também assim que muita gente olha para a vida: como de algo funesto e tenebroso e sem coragem para enfrentar desafios.

Olho o mar calmo, permanentemente instável. Assim é outrossim a nossa vida!

 

À beira-mar

Neste tempo de descanso a praia é local obrigatório.

Um dos meus momentos preferidos corresponde àquele singelo desejo de ficar a olhar a linha do horizonte, muito para lá dos banhistas que vão saltado com as ondas.

Naquele traço invisível, onde o azul esverdeado do mar se cola ao anil plúmbeo do firmamento fica, quiçá, a minha esperança. Enquanto as crianças saltam e brincam nas pequenas ondas que vêm lamber a areia fina, eu perscruto o meu pensamento com questões para as quais não encontro qualquer resposta.

Todas elas vão encontro de mim, do que fui, do que sou e do que poderei ser… ainda.  Tenho lido amiúde diversas partilhas de gente que sonhou desafios e que conseguiu que o sonho se tornasse realidade.

Também eu, já com uma idade para nem dormir quanto mais sonhar, também eu repito, tenho sonhos.

À beira-mar enquanto a água quase tépida me molha os pés assumo os (mesmos) receios de um jovem imberbe. Será que tenho coragem suficiente para caminhar? O que será que o futuro me tem reservado? Serei competente suficiente para saber lidar com o que pode surgir, seja ele bom ou mau?

Não temo a morte ou a doença. Nem os desafios! Somente receio que jamais seja naturalmente competente para os enfrentar com a lucidez que os anos já me deviam ter ensinado.

Sou um homem simples e como já escrevi por aí nem procuro muito da vida. É esta que por vezes me coloca perante dilemas e desafios.

Pois é… à beira-mar, olhando a linha do horizonte onde o azul esverdeado do mar se cola ao anil plúmbeo do firmamento, penso em cada coisa…

A idade sanduiche!

Disse uma vez um médico a alguém muito próximo:

- Está na idade sanduiche, acima de si estão os seus pais, abaixo os seus filhos!

Desde cedo percebi esta… "receita".

Na realidade, e infelizmente o que vou escrever a seguir não se aplica a toda a gente, a minha idade obriga-me a ter preocupações com os meus antecessores. Estão numa provecta idade, com as doenças inerentes aos anos que já contam, mas mesmo assim ainda são muito independentes. Todavia, eu como filho e estando longe, vivo sempre em sobressalto por algo que lhes possa acontecer: uma simples queda, por exemplo, pode ser o suficiente para alterar toda uma vida.

Hoje liguei cedo para tentar saber como estavam. Sem sucesso! Nem telefone fixo nem telemóvel… nada! Só bem perto da hora do almoço consegui finalmente apanhar a minha mãe. Foi um alívio que senti e nem tive coragem de confessar o temor que me acompanhou toda a manhã!

Do outro lado, como observvou o tal médico, estão os filhos… Um casado veio hoje, com a mulher, almoçar comigo. E que bem que me soube a companhia deles. Comemos, bebemos, falámos, rimos... São estes breves momentos que guardarei com nostalgia.

O mais novo, por motivos mais ou menos profissionais, ficou por casa e não veio comigo de férias. Opções!

Estranhamente gosto desta sensação de fiambre entre fatias! É sinal que não estou completamente só.

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