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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Não Esquecer! - 1

Nota breve e introdutória

 

Tal como havia prometido aqui estou para dar os meus palpites sobre um ror de ideias que apareceram escritas num saco de papel. Creio que todas ou quase todas serão meras metáforas...

Mas isto sou eu... De uma forma ou de outra inicio hoje esta série de análises às frases de uma lista de coisas para fazer e Jamais esquecer, tal como o próprio título indicia.

 

Ver o nascer e o pôr do sol no mesmo dia

Eis o ciclo da vida quase completo.

O nascer do sol representa não só o nosso nascimento como pessoas mas a crescente vontade que devemos ter nas nossas vidas de sermos importantes para alguém. Tal como o sol que nasce para dar luz e calor... a nossa vida do dia-a-dia deveria ser um género de luz com a qual podemos iluminar quem nos rodeia.

O pôr do sol indica-nos que somos mortais e que um dia partiremos para uma viagem sem retorno e que o dia passado deve ficar marcado na nossa memória com momentos inesquecíveis. Como sempre na vida!

 

 

Não Esquecer seguinte

 

 

 

Um livro é um amigo!

E que dizer então de um livro escrito por um amigo? E oferecido pelo próprio?

Há quem considere as edições de autor, livros menores. Mas se pensarmos em Miguel Torga a teoria cai totalmente por terra.

Eduardo é o seu nome e o livro que simpaticamente me ofereceu, relata a vida de um soldado em terras de África, mais propriamente na Guiné, onde cumpriu o seu SMO (Serviço Militar Obrigatório), durante a guerra colonial. E pelo que percebi, no sentido prefácio escrito pela irmã, se não fosse a fé, que ambos professamos, provavelmente seria outro, o homem que escreveria este livro.

Com o sugestivo nome "Um pouco de vida" este naco de prosa é um diário real e dramático dos muitos meses passados num teatro de guerra.

Curiosamente, a Guiné de que o Eduardo fala é a mesma terra que tantas vezes ouvi e por vezes ainda oiço, o meu pai falar. Com ternura, quiçá saudade, não da guerra obviamente, mas do seu povo, dos seus costumes, dos cheiros e da luz.

Nem imaginam o prazer que vai ser ler este livro.

Bem hajas Eduardo!

um_pouco_de_vida.jpg

 

Não esquecer! - Introdução

Hoje encontrei um saco de papel muuuuuuuuuito curioso. Não sei donde veio nem quem o trouxe mas nele pode ler-se em tamanho grande, um aviso: NÃO ESQUECER.

Um aviso que é, acima de tudo, um convite. Um convite à vida, ao sonho, a uma viagem peregrina ao nosso interior vasculhando os nossos desejos e as nossas vontades.

Há quem lhe chame um "To do list" ou um "a fazer". Alguns dos desafios têm graça e são perfeitamente realizáveis... Outros nem tanto!

Há ainda na lista umas propostas que já realizei e outras que penso realizar, se estiver vivo e tiver saúde suficiente.

Tudo somado gostei e percebi a intenção, faltando talvez um par de outros desafios. Seja como for tem graça e vai merecer da minha parte uma análise a cada um dos items ali referidos.

A ver no que dá!

E se algum visitante pretender usar a imagem, disponha.

saco_.jpg

 

A pobreza da televisão

Esta noite saí para ir a um compromisso já marcado desde o ano passado.

Quando cheguei  já relativamente tarde e sem jantar, acabei por ligar  televisão (algo que raramente faço) e passei por alguns espaços para saber das últimas. Porém num dos canais encontrei uma autêntica peixeirada entre comentaddores. E fiquei ali.

Percebi obviamente que falavam de futebol mas a linguagem, a postura e a educação raiavam níveis tão reles que até me meteu dó.

Desde palhaços a mentirosos a troca de galhardetes foi sempre do mais baixo que se pode imaginar.

Por muito que goste de futebol não posso nem devo concordar com este folclore.

A televisão é espectáculo... mas isto é deprimente.
E devia ser proibido.

O futuro (muito negro) do Mundo

Nem imagino o que o futuro nos reserva.

Do lado de lá do Atlântico há um tipo muito rico que quer ser Presidente dos Estados Unidos com algumas teorias demasiado rebuscadas para a época que ora vivemos.

Do lado de cá (ou quase!) há um Presidente de Câmara que assume ser a imagem do "não" no próximo referendo em Inglaterra sobre a manutenção daquele país na União europeia.

Se juntarmos a esta mistura, já de si claramente incendiária, Vladimir Putin da Rússia e a Chanceler Merkel da Alemanha temos então um "cocktail" político deveras explosivo.

E já nem falo do Estado Islâmico. Nem da Coreia do Norte.

O futuro não me parece vir a ser muito límpido.

Aguardemos o que nos reserva a história.

 

As crianças... crescidas

Esta semana que agora finda foi demasiado trágica em acidentes mortais com crianças. Primeiro foi a mãe de Caxias e já no final da semana uma criança que caiu do 21º andar em Lisboa.

E estes são aqueles que sabemos porque foram noticiados. Quantos haverá, por esse país fora, em semelhantes situações?

No entanto, o que custa realmente compreender é como estas casos acontecem. Como pode uma mãe entregar ao mar o destino dos seus filhos? Como pode um casal deixar a sua criança de tenríssima idade sozinha em casa? Que gente é esta? Que mundo estamos nós a construir?

Um ror de questões que nenhum de nós saberá responder. E se no caso de Caxias, a mãe parecia que estava profundamente descompensada, psicologicamente falando, já no caso de Lisboa, no Parque das Nações, não há obviamente qualquer desculpa para o grave acidente.

Cada vez tenho mais consciência que os jovens não estão preparados para a constituição de uma família. Os filhos dos “gameboys” e das “Nintendo” acreditam que no final de um mau acontecimento tudo volta ao início como se fosse um mero jogo virtual. A vida é um jogo sim… Mas demasiado perigoso para ser levado a brincar.

No entanto não gosto de pensar se nós como pais não teremos um pouco a culpa da irresponsabilidade desta juventude. Deu-se e facilitou-se em demasia para que eles não passassem o que alguns de nós passámos.

Esta fórmula dos novos tempos traduziu-se num egoísmo atroz. Os miúdos já pouco conversam ou se o fazem é através de um léxico próprio, deixando-nos a milhas de percebermos o que dizem. Depois os tais jogos que os isolam da sociedade criando nas suas imaginações, mundos quase perfeitos e que controlam a seu bel-prazer. Muito ao invés da pura realidade…

A palavra família foi outrora mais que um mero conceito, foi uma estrutura. Actualmente a palavra existe mas sem qualquer sentido e sem a tal âncora que segurou tantas pessoas no mesmo ideal. E é pena!

Dói-me o coração só de imaginar que a esta hora quantas crianças estarão a sofrer agruras porque os pais, infelizmente, cresceram por fora mas ainda são muito crianças por dentro.

Um gesto para a vida

Há nas nossas vidas gestos que nos marcam indelevelmente!

Um beijo, uma carícia, um afago ou somente um sorriso são tão ou mais importantes que uma bolsa repleta de dinheiro.

Por isso valorizo um abraço como parte de um conjunto de afectos que deveriam ser permanentes no nosso dia a dia. Não me esqueço, para exemplificar, a iniciativa que um muçulmano pretendeu fazer em pleno centro de Paris, oferecendo-se para dar e receber uma abraço, num gesto que marcou pela positiva as notícias após os trágicos atentados na cidade Luz.

Mantendo ainda a ideia no abraço, tenho a confessar que é neste gesto que encontro a maior demonstração de sinceridade entre os homens. E dentro destes se um for o pai e o outro um filho... maior é o valor desse aproximar.

Temos todos a percepção de que a sociedade está deveras alterada, dando assim mais valor ao ter do que ao ser (já falei disto algures!!!), mas quando um pai abraça um filho, há nesse aconchego uma espécie de passagem de testemunho e nada mais conta.

E eu, que sou pai e felizmente ainda tenho pai, sei muito bem qual a diferença de ambos os lados.

 

Taxicamente escrevendo!

São 16 horas e mais quarenta minutos e eu tenho consulta no Hospital de Santa Maria às 5 da tarde.

Chove! Logicamente trânsito está caótico. Penso ainda em apanhar o Metro pois estou no Marquês de Pombal e nem tenho de mudar de linha. Mas começo a imaginar no caminho que tenho de andar e o tempo que vou perder ao fazê-lo. Ainda por cima a chover.

Decido então apanhar um táxi.

Há um mesmo em frente do meu trabalho. Toco na janela que se abre e pergunto:

- Leva-me ao hospital de Santa Maria?

A resposta vem em modos de resmungo mas diz que sim.

Entro. A viatura dá a volta ao edífico para apanhar a rua Braamcamp e aceder à Rotunda do Marquês. Porém um pouco mais à frente uma senhora sai com o carro de uma garagem sem se preocupar com os outros que surgem do seu lado direito e acaba por bater no táxi, que mesmo travando não consegue evitar ser abalrroado.

Tudo normal para quem anda na estrada.

Só que eu tenho pressa e o senhor vira-se para mim e diz:

- Desculpe mas vou demorar. Se quiser sair...

A indicação fica no ar. E eu civicamente pergunto:

- Quanto devo?

- Três euros e trinta e cinco.

Dou ao motorista uma nota de cinco euros, recebo o troco e saio em busca de novo transporte. Apanho outro táxi que me leva ao meu destino ainda a tempo.

Porém hoje comecei a pensar no sucedido ontem em plena Lisboa e assaltaram-me duas questões:

- A primeira prende-se com o pagamento... deveria tê-lo feito já que não me levou ao local por mim solicitado? Isto é, o serviço não foi prestado;

- A segunda tem a ver com a distância percorrida. Segundo pude ler a primeira bandeirada são três euros e vinte e cinco mas tem direito a percorrer 1800 metros. A partir daqui são mais 10 cêntimos por cada 212,77 metros.

Ora a distância percorrida pelo táxi entre o lugar onde o apanhei e o sítio onde se registou o acidente não medeia um quilómetro, quanto mais dois que corresponde ao valor que eu paguei: 3,35 euros.

Começo a achar que este negócio de ter um táxi é muito rentável!

 

 

 

Ainda o meu Não Acordo!

Ando a ler Aquilino Ribeiro.

Uma edição muito velha em papel tão castanho quanto a patine dos anos que por lá passaram!.

Quem já leu Aquilino conhece-lhe o tipo de escrita e o vocabulário.

Só que esta edição tem algo mais curioso. O português nele impresso é anterior ao acordo de 1945.

Os advérbios de modo são todos acentuados com acentos graves, há palavras com grafias diferentes (p.e. mecher em vez do actual mexer!), e ainda outros exemplos que não merece a pena aqui trazer.

Uma coisa é certa... Custa-me muito menos ler aquele português que o actual, com o N.A.O.

 

Mães desesperadas!

Não consigo entender como em pleno século XXI ainda há mulheres capazes de matar os próprios filhos por não saberem lutar contra. Os filhos geralmente são (ou deveriam ser) o lastro da coragem e do estoicismo da maioria das mães. Infelizmente nem de todas!

Ora é exacatamente este ponto, a falta de coragem maternal, que me aflige e nos devia afligir a todos.

O caso da mãe que foi ontem à noite apanhada a sair da água em hiportermia sem os dois filhos mexeu comigo. Fala-se em depressão da mãe e de eventuais abusos sexuais aos menores. mas sem uma investigação policial é obviamente difícil de dizer mais alguma coisa.

Porém o que resta de toda esta trágica história é a forma como uma mãe se liberta de um jugo que eram, essencialmente, os seus filhos. Um caso que não é único, infelizmente. Na maioria por violência doméstica e abusos de toda a natureza. 

E o problema é que a nossa justiça olha para os autores de todos estes crimes com alguma permissividade. Geralmente tendo como base longos e elaborados relatórios médicos apontando diversas deficiências cognitivas e de personalidade. Resumindo: os criminosos são todos loucos.

E as vítimas? São o quê?

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