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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

A fumar... é que não se conversa!

Espero não ser preso nem levar nenhum processo com aquilo que vou dizer a seguir mas a mulher portuguesa está cada vez mais bonita!

O que acabei de escrever não é para ser tomado como piropo mas unicamente como uma constatação. No meu tempo de juventude as mulheres, acabadinhas de sair de uma revolução de cravos e de ideais, vestiam-se quase como os homens perdendo assim a maioria da graciosidade e beleza.

Mas a sociedade evoluiu e mudou muito. E deste modo a mulher portuguesa alterou o seu paradigma quiçá muito por culpa da televisão, da internet, das revistas cor-de-rosa... ou simplesmente porque sim!

Seja como for é notório a evolução. Ainda bem, acrescento.

Só que olhar actualmente para uma qualquer mulher bonita, bem vestida, perfumada... e de cigarro na mão destrói todo o encanto que possa, naquele instante, ter angariado. E é pena!

Não é uma mera questão de machismo... muito longe disso. Porque tirando as óbvias diferenças fisiológicas entre homens e mulheres, em tudo o resto as mulheres são tão eficientes quantos os homens. Mas realmente sinto algum constrangimento em observar uma bela moçoila de cigarro na boca.

Ainda bem que a juventude já passou por mim vai para demasiado tempo, pois não gostaria de ser moço e ter de me relacionar com uma jovem fumadora. Adensar-se-ía certamente alguma misóginia.

Eu que assumida e fundamentalmente sou um não-fumador posso parecer "bota-de-elástico" com este meu pensamento, mas há muito que passei a fase de me preocupar com aquilo que os outros pensam.

Memórias

Lembro-me bem de antigas eleições em Portugal. Muitos comícios, muitas bandeiras, muita gente presente. Nesse tempo a democracia vinha para a rua em magotes.

Hoje os candidatos atravessam avenidas e praças, visitam escolas e fábricas, cumprimentam velhos e novos, osculam meninas e senhoras, mas sem a multidão de outrora. Mas tudo em nome dos superiores interesses do país.

Os debates que vi gravados (pregorrativa que a minha operadora de televisão me apresenta!) foram de uma pobreza franciscana. Se houve alguns candidatos que falaram do que fizeram no passado como lastro para o futuro, outros houve que falaram do que irão fazer no futuro quando nem sequer têm história. 

Entretanto ouvi um destes dias alguém dizer que esta eleição será a menos partidirizada. Não o creio!

De forma encapotada os partidos lá vão dando aqui e ali uma ajudinha, o que prova que na política a seriedade ainda é algo meramente utópico.

Por isso, nestas alturas a RTP memória deveria mostrar como se montava um comício nos anos setenta e oitenta. Seria a política desse tempo mais séria que a de agora? Definitivamente não, mas era muito mais genuína!

Cartão do Cidadão - Uma aventura na cidade

Percebi que o meu CC e o da minha mulher estava prestes a atingir o prazo de validade. Pego assim no telefone e ligo para a linha apropriada. Do outro lado atende-me uma senhora a quem explico o que pretendo: marcar um dia para renovar o cartão!

Apresentados os locais onde o poderia fazer optei finalmente por... Odivelas. Bom, faltava o dia e as horas. Após uma longa troca de opções lá conseguimos arranjar um dia e horas simpáticas que convisse a mim e à minha mulher.

No dia aprazado tive de sair mais cedo do trabalho (talvez seja por isso que nunca sou promovido...) apanhei a minha mulher no caaminho e seguimos para a Loja do Cidadão de Odivelas.

Era uma daquelas tardes negras de chuva muito forte. Parei o carro no estacionamente ao ar livre e à chuva, claro. O piso tinha quase uma mão travessa de altura de água. Resultado: enterrei os pés no charco até aos tornozelos. Mas sem problema... desde que resolvesse a questão dos cartões.

A Loja é do outro lado do edifício. Atravesso os longos corredores e logo que chego aproximo-me de uma das secretárias e questiono se é ali que faço a renovação do cartão. Respondem-me que não... que as marcações são somente ao sábado. Estupefacto insisto na história da marcação e nessa altura comunicam-me que essas marcações são no registo civil.

Furibundo com a situação saio e vou para o carro. A chuva continua a cair com intensidade. Trago o carro para perto da porta onde aguardo a minha mulher, que entretanto procura saber a localização do novo local. Recebe algumas indicações mas nenhum de nós crê que consigamos chegar ao local e muito menos a horas...

Mas não custa nada tentar! Eis-nos então no caminho com muita chuva e demasiado trânsito.

Vira aqui, vira ali, está ali a indicação e finalmente na praçeta do tal registo civil. Faltam dez minutos para fechar, quase uma hora depois da prévia marcação!

Todavia a senhora que nos atende é deveras simpática (cada vez mais uma raridade nos Serviços Públicos) e aceita tratar da nossa renovação. Um alívio. 

Finalmente "renovados" regressamos a casa e os meus pés continuavam encharcados.

Terá sido por isso que fiquei com mais um centímetro de altura?

 

Ler em 2016!

Tenho em mente conseguir ler, em média, um livro por mês, neste ano de 2016. Acham pouco? Talvez!

Mas eu sou daquelas pessoas que lêem muito devagar. Mesmo muito devagar.

Gosto de "saborear" as palavraa, as frases. Depois volto atrás, procuro uma personagem descrita anteriromente e que não ficou guardada na minha memória.

E há outrossim os blogues que me consomem muito tempo de leitura.

Mas pronto desta vez consegui antes do mês seguinte acabar o primeiro livro.

O problema vai ser qual o segundo?

Hum... entre centenas de obras que se encontram enfileirados e tendo em conta que vou incidir nos clássicos como já aqui havia referido, a minha escolha vai ser naturalmente muito difícil.

Ainda bem... é um óptimo sinal!

 

O raio da moda

Nunca fui dado a modas. Sinceramente nem percebo nada disso. Nem me interessa saber se tal roupa fica me bem ou não ou se pura e simplesmente está fora de moda.

Nas campanhas eleitorais, como a que temos vindo a assistir, há quem leve as modas também muito em conta. Ou é a barba de um (não imaginava que a barba também era moda!!!), os óculos do cavalheiro, a roupa daquela ou o penteado de uma outra.

O que pressupõe que se pode ganhar umas eleições só... porque se está na moda! Triste conclusão esta... Bom seja como for, como não me guio por esses parâmetros passo à frente.

Ora face ao que escrevi atrás assumo desde já que: nunca usei brincos, não tenho tatuagens e o meu cabelo está curto quanto baste.

Gosto de andar de fato e gravata, mas não me incomoda andar de calças de ganga vestidas e um polo. E não preocupa saber se a camisa é às riscas e a gravata às bolas ou se o azul dá melhor com o vermelho de com o verde. Tenho mais em que pensar...

Só que uma das actividades mais dadas às modas (sendo mesmo tristes exemplos!) são os desportistas. Geralmente os profissionais. Eles usam tudo ou quase tudo estranho ou (quase) enverosímel e fazem-no na maioria das vezes para chamarem atenção sobre si. Sejam as tatuagens, seja a roupa ou os penteados tudo serve para serem o centro do Mundo. E o pior é que há quem os siga...

Acabo por perguntar a mim mesmo: o que pensará e fará esta gente daqui a trinta anos com um piercing enfiado na testa ou uma tatuagem horrível cravada no braço direito?

Finalmente o frio!

Gosto destes dias de sol e frio no Inverno.

Da lareira acesa de lume crepitante e acolhedor. De um resto de castanhas assadas devidamente acompanhas com uma geropiga saborosa.

Gosto destas tardes invulgarmente calmas.

De ler o que resta de um livro há muito começado. De escrever estas palavras só porque sim. De um almoço tardio mas reconfortante.

Gosto destas sensações de paz interior que nem sempre sinto.

Candidatos a quê?

Como não sou assíduo "frequentador" da televisão não assisti à maioria dos debates dos candidatos. Todavia de quando em vez e só quando alguém liga a TV enquanto janto, é que oiço os ditos candidatos a debitarem velhos discursos com as bolorentas certezas dos "iluminados".

Falam de tudo. Do que está mal, do que deveria ser diferente, de como vão resolver os problemas dos portugueses como se candidatassem a... Primeiros-ministros. Esquecem-se provalmente que esta eleição é somente para a Presidência da República e não há necessidade e apresentarem autênticos programs de governo. Curiosamente a maioria deles bem melhores do que aqueles quem em Outubro foram submetidos a sufrágio.

A função do PR é, acima de tudo, o garante do cumprimento da Constituição Portuguesa e o supremo chefe das Forças-Armadas. Não consigo por isso entender como podem estas damas e cavalheiros prometerem algo que sabem que não entrará na sua esfera de decisão. Ou dito de forma mais cruel... Prometem o impossível...

Neste pressuposto acabo por entender a campanha de MRS que de uma forma mais serena vai explicando qual o verdadeiro molde para o futuro PR.

Tudo o resto é pura demagogia para ganhar votos. Nada mais! E é pena!

Uma tarde de fortes emoções!

Manda o bom senso que não tomemos decisões quando estamos sujeitos a fortes emoções, sejam elas quais forem. E na escrita penso precisamente o mesmo.

Venho com este simples preâmbulo assumir que ontem quando cheguei a casa completamente extenuado após ter assistido a um jogo fantástico, decidi não escrever grandes coisas… Não fosse espalhar-me.

Sei que neste momento o Sporting é, para os nossos adversários, aquela equipa que ganha todos os jogos de forma sempre injusta e perde com natural justiça. Vá-se lá saber porquê!

Mas não me preocupo com esta visão clubística. Faz parte do futebol… Ou parafraseando um presidente de uma das nossas vítimas deste campeonato direi: “Desculpas de perdedores”.

Regressemos então aos últimos jogos do Sporting. Em primeiro lugar um estádio cheio é algo digno de se ver. Com o Porto foram cerca de 50 mil, com o Braga mais de 42 mil adeptos… E aquelas entradas em campo das equipas… cachecóis bem erguidos, vozes desafinadas no tom mas afinadas na crença a cantar em uníssono a versão leonina do “My Way”, tem sido arrepiante.

Mas a tarde de ontem estava toldada. Quando cheguei ao estádio o céu plúmbeo ameaçava borrasca. E ela veio na forma de chuva forte e muito vento.

Começa o jogo e logo percebo que o nosso adversário não tinha qualquer intenção de facilitar o nosso jogo. O costume das equipas que visitam Alvalade! Bola lá, bola cá eis que Wilson Eduardo abre o marcador para o Braga. Primeiro um silêncio de morte, exceptuando naturalmente a claque adversária. Depois regressaram os cânticos e aquela frase “nós acreditamos em vocês” repetida até à exaustão.

Todavia haveria que sofrer muito mais… Ou como diz o ditado: no pain, no gain!

O intervalo apareceu e nos corredores o silêncio parecia quase sepulcral… E os semblantes carregados! Mas estranhamente… ou talvez não… consegui perceber que havia ali uma espécie de fé latente que, endossada para dentro do campo através do apoio, daria aquele tónus à equipa suficiente para virar o resultado.

Começa a segunda parte e o jogo parece ter mudado de figura. Das bancadas surge a tal força dos adeptos com os cânticos e o apoio sempre constante. Mesmo quando uma jogada corria menos bem, lá vinham os aplausos (quão diferentes estes adeptos de tempos bem recentes!).

E nasce o primeiro golo. Penalti ou não… ninguém quer saber. Há que marcar mais golos. Há que virar o resultado. Há que puxar ainda mais pela equipa.

Quando Montero empata a partida, todos saltam à minha volta. Mantenho-me calmo e sereno exteriormente, se bem que por dentro… O meu filho mais velho está quase rouco de tanto gritar. Pois eu guardei-me para o melhor… para aquela cabeçada de Slimani que quase deitou o estádio abaixo.

Foi a altura de extravasar os meus sentimentos reprimidos durante 90 minutos. E gritei então bem alto:

Gooooooooooooolo!

E repeti vezes sem conta: Golo, golo, golo…

Ao meu redor todos saltaram de alegria, abraços trocados entre gente que não conheço mas que nutrem como eu o mesmo amor pelo Sporting. Ninguém conseguia parar.

Regressa-se ao jogo. “Quatro minutos de compensação” informa o “speaker”. Quatro minutos que pareceram quatro horas, dias, semanas.

Finalmente o apito final e uma vez mais o estádio quase rebenta de euforia… Sento-me na cadeira e agradeço aos meus deuses esta vitória. Tão sofrida mas tão saborosa.

Na fila debaixo uma menina de seis ou sete anos chora com a vitória, abraçada à mãe. Também ela sofre pelo Sporting. Começa cedo a cachopita!

Já na rua, os semblantes carregados do intervalo foram substituídos por rasgados sorrisos. E quem pagou foram as bifanas e as “jolas”.

Há muito trânsito para chegar a casa. Mas ninguém se rala!

 

Também aqui

A morte de David Bowie

Foi a primeiro notícia que escutei esta manhã. E fiquei deveras triste... Não que este cantor, compositor, actor fosse a minha primeira escolha mas tenho de me vergar ao seu enormíssimo talento.

Fez de tudo um pouco e sempre com enorme qualidade.

Muitos discos, muita música composta e cantada. Porém, de David Bowie guardo um filme que adorei. Estávamos em 1983 e "Feliz Natal, Mr. Lawrence" marcou-me naquele ano.

Versátil e muito "british", o mundo acabou de perder uma das mais marcantes personalidades no contexto musical do século XX. Inesquecível!

Seja onde for que esteja, David Bowie deverá estar agora a convidar: "Let´s Dance!".

O fim da época do Natal

Retirámos as iluminações que desde o dia 6 se encontravam desligadas. Desmanchámos a àrvore de Natal.

Arrumámos todos os artefactos que se espalharam pela casa dando luz, cor e alegria. Fechámos os caixotes e arrumá-mo-los no local devido.

Encerraram-se assim oficialmente as festividades natalícias.

No próximo Dezembro, se ainda cá estivermos, voltamos a montar tudo de novo.

Porque a vida é mesmo assim: um tira e põe. É sempre bom sinal... 

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