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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Num hospital...

Hoje estou a acompanhar o meu pai, que irá ser operado daqui a instantes a uma catarata. Só que neste espaço as coisas correm devagar. E ninguém refila... porque é normal que assim seja. Mas curiosamente, ao invés do que se passa nos hospitais da capital, aqui são eficazes. E rápidos nas marcações de exames, só para dar um exemplo. Uma unidade de saúde particular. No centro do país. Pois... Falta uma informação... Este hospital é da Misericórdia local.

Dúvida recorrente

Uma das máximas populares com menos sentido é a que diz o seguinte: "Não há morte sem desculpa!"

Não posso estar em maior desacordo.

A morte existe porque... se está vivo. E faz parte da superior lei da natureza que tudo o que nasce terá um dia de morrer.

Todavia posso chamar para aqui a forma como a morte é apresentada. E aí já considero que aquele adágio popular tem algum sentido.

A morte temo-la como certa... As condições em que acontece é que podem variar.

Ao invés, a vida, surge com algo que podemos de alguma forma controlar. Obviamente que há sempre imponderáveis, mas até estes fazem parte do nosso dia-a-dia. Há quem lhe chame azar ou sorte! Eu sei que a vida é muitas vezes (em demasia) um jogo, mas seja como for há partes nela que devemos ter algum cuidado nas apostas que vamos fazendo..

A morte recente do meu amigo, na data em que foi e estando ele nas condições que se conhecia, alertou-me uma vez mais para um tema que em mim vem sendo recorrente (acho mesmo que já escrevi algures lá para trás sobre isto!!!) e que se resume numa questão, quiçá controversa: pode a morte ser uma espécie de felicidade?

Em face do que já vi e vivi, creio que sim, mas naturalmente que custa-me a admitir tal resposta!

Na vida não há coincidências!

A afirmação que titula este texto não é simplestemente uma ideia minha mas uma constatação! Infelizmente...

Fez ontem meio século que um jovem de 17 anos, numa praia portuguesa, ficou paraplégico ao bater com a cabeça na areia.

Atirado para sempre para uma cadeira de rodas, aceitou o seu fado, destino, cruz...

Conheci-o muito mais tarde como colega. E facilmente ficámos amigos. Muito amigos.

De tal maneira que perdi o conto às vezes que o levei ao carro e o mudei da sua cadeira de rodas para o lugar do condutor.

Perdi o conto às vezes que o fui buscar à garagem, que lhe levantei dinheiro no Multibanco, que o levei a casa empurrando a sua cadeira, que levei o tabuleiro da comida à mesa.

Nunca casou nem tinha filhos. Mas enquanto pode veio sempre trabalhar. E era um bom funcionário.

O Jorge foi um grande amigo meu. Como era amigo de toda a gente. Todavia desde que se reformara que vivia num lar, longe da pouca família e dos muitos colegas e amigos. Semana sim, semana não, era certo cair numa cama do hospital.

Ontem perdi este amigo. No dia em que fez 50 anos do seu acidente. 

Alguém acredita mesmo em coincidências?

 

Caça aos cartuchos!

Antes de mais um ponto prévio:

Como bom garfo que me considero gosto muito de caça. Sejam lebres, perdizes ou coelhos bravos!

 

E agora vamos ao que importa.

O ponto acima não faz de mim um caçador. Gosto de apreciar caça sim, mas se não a comesse não me vinha mal nenhum. Todavia algumas peças aparecem-me em casa e eu não vou rejeitar. Nem que seja por educaçãoe cortesia.

 No entanto repito: não sou caçador. Nem essa arte marialva me atrai sobremaneira. E cada vez menos!

O caçador é assim como o fumador, uma espécie de pessoa pouco preocupada com o ambiente, só tendo olhos para o seu gosto pessoal (para não lhe chamar vício!!).

Há muito que as nossas matas perderam muitos dos seus predadores naturais. Raposas e lobos estão quase extintos... já para não falar dos ursos, que desapareceram totalmente.

Deste modo os roedores começaram a surgir por tudo o que era lado e a derreter completamente as culturas. A título de exemplo direi que o meu pai, já lá vai algum tempo, semeou um chão de tremoços e não apanhou lá um... Uns simpáticos coelhos destruiram toda a plantação.

Como já referi, sem predadores naturais passou o homem a ser o inimigo do roedor. Só que aquele caça por desporto, por prazer, não por necessidade. Algo impensável! Mas também reconheço que a caça é uma boa fonte de receita para o Estado. Adiante...

No passado fim de semana, andei por algumas fazendas do meu pai. Por entre algumas já tratadas, encontrei outras a necessitar de intervenção humana. Todavia o que realço destas visitas, foi o balde que trouxe para casa repleto de cartuchos vazios, deixados no chão pelos caçadores. Centenas de cartuchos...

Como já referi noutros posts a minha mulher dedica-se aos sacos da praia... eu aos cartuchos de pólvora.

E alguns deles estão ali vai para muuuuuuitos anos. Pelo que sei a actual legislação venatória em vigor, obriga os caçadores a apanhar os cartuchos que disparam. Porém o que fazer aos anos sem lei?

A época da caça já abriu! Creio por isso ser tempo de alertar todos quantos caçam para a realidade dos nossos campos. A caça pode ser "eventualmente" vossa mas os terrenos são nossos! Há que estimá-los.

 

Resposta a desafio (mais um)!

De vez em quando sou apanhado na curva… Desta vez foi o Paulo, através do seu blogue, que me nomeou para responder a uma série de questões, a maioria pertinentes. O problema deste desafio reside somente nos bloguistas a nomear já que me relaciono com muito poucos. Mas verei o que posso fazer.

Há também algumas regras que temos de respeitar. Assim a primeira é colocar o logotipo da "tag".

 

Nova imagem (2).bmp

 

 

Fazer referência ao blogue que me nomeou e responder às dez questões formuladas pelo Paulo. Por fim formular também dez novas questões, nomear os blogues destinos e avisá-los do desafio.

Então vamos ao que interessa… Respostas ao Paulo:

01 – Regista três vantagens em ter um blogue.

                I – Espaço pessoal e intransmissível onde posso ser o que sou e o que não sou;

                II – A nossa opinião também conta… para os outros;

                III – Poder publicar o que me apetece.

02 – Qual foi o principal constrangimento com o qual se deparou, no seu espaço na blogosfera (blogue), até hoje?

                Talvez o de ter sido acusado por algo que não fiz

03 – Caso utilize um nickname, indique duas razões que o levaram a optar pelo seu uso ao invés do nome próprio.

                I – o meu nome é demasiado grande, vulgar, sem interesse;

                II – honrar alguém de família;

04 – Registe dois motivos para que o público não goste do meu blogue.

                I – Demasiado triste (a malta quer é rir);

                II – Assaz controverso (a malta não quer pensar);

05 – Quais são as condições necessárias para manter a união/ interação entre bloguistas?

                I – Franqueza de opinião (ninguém se deve ofender com um pensamento diferente);

                II – O vedetismo é contrário à união;

                III – A liberdade de acção.

06 – Qual é a opinião acerca da vertente musical “pimba”?

                É um género de música que não aprecio, mas que faz falta. Especialmente nas festas das aldeias;

07 – O inferno e/ou o demónio existem?

                 Costumo dizer que já ganhei o céu porque vivo num inferno. Mais a sério direi que o céu e o inferno são uma espécie de bifurcação. É o livre arbítrio que faz com cada um escolha percorrer determinado trilho. Se existem ou não é difícil afirmar com segurança. Todavia espero que ainda esteja longe esse dia.

08 – Em seu entender, o que é que o cantor e escritor da música quis dizer com “nós pimba“?

                Quer dizer que ambos estavam a “dar ao serrote”… Ou será que é outra coisa?

09 – Onde está a questão?

10 - …

                 Eu assumi que respondia a questões e não que revelava momentos sórdidos da minha vida… Ahahahah!

                A escrita é a minha verdadeira paixão. Pouco correspondida pela qualidade e competência… Mas enfim é o que se vai arranjando.

 

Agora as perguntas para os meus convidados:

1 – És capaz de imaginar o que estarias agora a fazer se não tivesses um blogue?

2 – Só podes fazer uma destas coisas: ler ou escrever. Qual escolhias?

3 – Convido-te para numa só palavra descreveres a minha escrita/meu blogue. Qual?

4 – Sabes que aquele homem matou a mulher de forma passional. Estendias-lhe a mão para o cumprimentar?

5 – Corres para o autocarro mas à tua frente uma idosa acaba de cair no chão. Páras para a ajudar ou continuas a correr?

6 – Odeias cobras! Mas uma estás prestes a atacar o teu coelho de estimação. Que farias?

7 – A minha mulher enganou-me sem que eu soubesse. Descobri hoje mas sei que ela está às portas da morte. Devo perdoar?

8 – Quem escreve paga mais impostos. Continuavas a escrever?

9 – Amar ou odiar. Qual deles dói mais?

10 – Recebeste uma herança. Qual o país que visitavas já?

 

Quanto aos nomeados… sintam-se todos convidados a responder às questões.

Sei que estás em festa... pá!

O título deste texto recorda-nos o início da canção "Tanto mar" de Chico Buarque de 1974.

Mas não é sobre música que quero escrever mas sim dos fantásticos festejos em Honra de Nossa Senhora dos Remédios que decorreram no passado fim de semana, na pequena aldeia de Covão do Feto.

E que festa, meus amigos, que festa!

Se alguém teve dúvidas quanto ao êxito da organização destes festejos, basta perguntarem a quem esteve nos dias 11, 12 e 13 no arraial para perceberem que a "Festa" foi um estrondoso sucesso.

Muita gente da aldeia trabalhou para que este evento fosse um dado adquirido. Porque, como disse Fernando Pessoa: "Deus quer, o homem sonha e a obra nasce".

E na verdade nasceu, ou melhor, renasceu a "Festa" no Covão do Feto.

Um arraial que comportou centenas de pessoas da terra e não só. A música a condizer, ajudando a que o recinto de baile fosse ínfimo. No finais das noites foi visível o cansaço de alguns elementos da organização, mas também percebia-se a alegria de ver tanta, tanta gente.

Noutro contexto todos sabemos que a tradição... é tradição. E para ficar!

Ora por isso mesmo ninguém se admirou por ontem, pouco tempo antes da missa que antecedeu a procissão, ter chovido copiosamente, porque é sabido que quando a Nossa Senhora dos Remédios sai à rua há água pela certa. E tradição que se preze é para cumprir…

Daqui deste humilde espaço, envio a todos quantos colaboraram, directa ou indirectamente, na concepção destes festejos, os meus sinceros parabéns e outrossim um agradecimento por me (nos) terem deixado reviver momentos fantásticos.

Porque a “festa” ainda não acabou… Por isso regresso ao início deste texto e reafirmo: "Sei que estás em “festa, pá!"

 

 

Coitadinho!

A maioria das opiniões que tenho ouvido e lido sobre o último debate pautam pela mesma bitola: Costa ganhou o confronto a Passos Coelho.

Será? Terá sido mesmo uma vitória suada pelo líder da oposição?

Na política há jogos que ninguém entende. E o que parece ser hoje uma verdade insofismável torna-se amanhã num pesadelo.

Desmistificando direi que Pedro Passos Coelho apareceu aparentemente nervoso e pouco preparado. O que se estranha para um homem que é PM há perto de 4 anos. Não foi assertivo, nem puxou dos galões deixando-se cair no que parecia ser uma armadilha bem preparada por Costa. Que nada tinha a perder…

Lembrei-me então duma célebre frase do ainda PM à cerca de um ano em que afirmou textualmente: “que se lixem as eleições”. Com esta frase PPC pretendeu somente dizer aos portugueses que não governaria para ganhar eleições. Uma atitude, no mínimo, corajosa.

Regressando ao confronto verbal retive a ideia principal de que o PM, ao deixar-se (quase) trucidar pelo seu oponente, pretendeu sub-repticiamente vitimizar-se. Coitadinho!

Ele, Pedro Passos Coelho, sabe muito bem como todos nós portugueses adoramos os “coitadinhos”.

Vinte e nove anos depois!

Quase três décadas após a última festa na aldeia que me viu crescer, regressam este fim de semana as festevidades em Honra de Nossa Senhora dos Remédios.

Digam o que disserem não há, no Concelho de Alcanena, festa como a desta pequenina aldeia. Não imagino de quem partiu esta iniciativa mas... só pode dar certo! Porque o povo quer e gosta da festa.

Nos últimos anos foi a comunidade ligada à velhinha capela que se organizou para oferendar aos da terra uma singela festa. Com procissão e bailarico. Mas resumiu-se a um só dia...

Desta vez as coisas foram levadas a sério... Finalmente! Já tinha saudades...

A partir de amanhã, na aldeia do Covão do Feto, eu vou lá estar! Até domingo.

Venham também! Serão com toda a certeza muuuuuuuito bem recebidos!

 

 

Coelho versus Costa: vitória dos jornalistas

O debate adivinhava-se aguerrido ao mobilizar os três canais televisivos, quase a querer lembrar aqueles antigos confrontos entre Mário Soares e Álvaro Cunhal. Mas... a montanha pariu um rato e o debate valeu... pelos moderadores.

Duas senhoras e um cavalheiro tomaram entre mãos as rédeas de um duelo que foi morno, triste, sem propostas, olvidando ambos discursos apelativos ao voto.

De uma forma geral, se alguém tinha dúvidas sobre em quem votar com elas ficou, se não surgiram mais.

Um debate de pobreza franciscana. Assim como assim preferi o de ontem entre Paulo Portas e Catarina Martins.

O povo português está bem entregue se estes cavalheiros forem para o governo.

Assim a vitória deste debate recaíu, como já referi acima, sobre... os jornalistas presentes.

Valha-nos pelo menos isso!

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