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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Solidariedade anónima!

Gosto de ir àquele local comer. Sereno, calmo e com umas tostas em pão alentejano fantásticas. As sopas também são (muito) saborosas.

Hoje fui lá almoçar. A costumada tosta, bem passada, a bela sopa e um café!

Na avenida o trânsito flui com relativa normalidade. No passeio duas mesas e respectivas cadeiras onde nos podemos sentar ao ar livre. No entanto prefiro o recato do interior mesmo que seja, por opção, ao balcão.

Surge da rua um homem com alguma idade. Cabelo grande, barba e bigode em desalinho. Veste uma espécie de gabardine cinza. Parece ser um sem-abrigo dos muitos que calcorream a cidade. Mostra-se à porta do estabelecimento.

O patrão sabe ao que ele vem e pergunta-lhe se quer sopa. Não oiço a resposta mas vejo o prato fundo a ser carregado com conchas repletas. E um pão.

Tudo servido como se de um cliente pagante se tratasse. Individual de papel, pão num pires, guardanapo e colher. Tudo colocado na mesa com o respeito a que tem direito.

O homem come o pão misturado na sopa quente e no final vem à porta agradecer, quase em surdina. E parte!

Gestos que me comoveram. Não foi só a sopa posta ao dispor do homem, de forma graciosa mas a maneira como aquele sem abrigo foi tratado. Com todo o respeito!

Num mundo tão economicista, tão pouco preocupado com o ser humano, tão absorvido nas suas idiotices, observar estes gestos mostra que há quem respeite e perceba que a vida tem muitas curvas e demasiadas lombas e nem sempre é uma linha recta.

Este foi um perfeito exemplo de solidariedade anónima!

Candidatos... há muitos!

Parece que todos os dias surge mais um candidato a PR. Daqui a nada o futuro boletim do voto mais irá parecer uma lista de compras de supermercado, tal é a imensidão de "corredores" a Belém.

Ao invés destes portugueses já perfilados, os partidos políticos mais representativos ainda não definiram os seus representates. O PS é de todos o mais complicado. Após a nega dos Antónios (Guterres e Vitorino) eis que um outro António (Sampaio da Nóvoa) surge na ribalta para candidato a... candidato. Mas sem qualquer consenso interno!

Do outro lado da "barricada", mais conhecido pelo PSD moram outrossim diversos candidatos. Marcelo Rebelo de Sousa, Santana Lopes e Rui Rio podem ser hipóteses. Tem neste caso a palavra PPC.

Há também Carvalho da SIlva apoiado por uma esquerda pró-marxista (vulgo PCP) e talvez mais um António: Marinho e Pinto. Este último, quiçá, apoiado por aquela franja de eleitores que estão sempre do contra só porque... sim!

Falta juntar a todos os nomes atrás referidos o teimoso Garcia Pereira, também ele António de seu nome.

Muitos mais surgirão até à data limite. Mas dos que até agora surgiram poucos apresentaram uma linha de orientação para o futuro de Portugal. Como de costume.

Ausência... justificada

Mais um fim de semana, mais uma saída para fora de Lisboa. Todavia desta vez trouxe justificação. Ontem a tarde estava branda, o Sol ainda aquecia mas já com menos vigor, o horizonte toldava-se naquela cor tão quente de fim de tarde.

Foi o momento ideal para espreitar com mais pormenor o que a Primavera já nos havia oferecido. No campo as flores tem outra cor, outra vida, outro cheiro. E assim seguem alguns exemplares da Primavera nos campos da minha aldeia.

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Entre rosmaninho, aroeira, carrascos ou espinheiros, encontrei outras tantas flores das quais nem imagino os nomes.

Do meu passado (VI) - B&B

Havia no meu tempo de gaiato uma laranjada e uma gasosa (era assim que se chamava, à época) da marca BB. Não era a Brigit Bardot, nem qualquer nome de blogue (desculpa Bata&Batom!!!) mas a "Bem-Boa". Mas os "bês" que entitulam parte deste texto referem-se simplesmente a bilhetes e a bombons.

Esta noite em busca de um livro que acabei por não encontrar, achei um outro com sonetos de Camões muuuuuito velho. Abri-o e tal não é o meu espanto quando percebo que cai algo de dentro do livro.

Sorri com o que encontrei e lembrei-me do tempo em que não havia passe, só bilhetes. E quantas vezes guardei dentro das páginas o direito de viajar na camioneta. Sei que noutros livros estarão mais bilhetes com um número e quase sempre capícua. Mas não imagino onde.

Para além deste exemplar cairam também duas pratas, lisas e que envolveram de certeza bombons. Era costume naquele tempo - nunca soube porquê, os outros faziam e eu também - sempre que conseguíamos um bombom, costumávamos repito, retirar a prata com o maior cuidado e depois com a unha alisavamos até ficar quase imaculada.

Finalmente ía para dentro do livro. Nunca percebi se serviria de marcador ou era apenas uma qualquer parvoíce de miúdo.

Mas hoje relembrei com alguma saudade esses tempos.

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Ser pai é maravilhoso!

Sou pai de dois filhos, hoje homens. Porém quando crianças foram muito difíceis de lidar. Especialmente de noite pois adoravam atazanar a vida aos progenitores não os deixando dormir.

Após essa fase veio a escola com diferentes posturas. Um muito "baldas", nada atento e sempre com o sentido na brincadeira, outro mui interessado em tudo, compenetrado e responsável.

Finalmente já crescidos os grandes decisões da vida: este ou aquele emprego? O que gosto de fazer ou o que quero ganhar? E mais uma vez cada um decidiu à sua maneira.

Ser pai ou mãe não é fácil! Especialmente numa altura destas em que o desemprego grassa em muitas famílias e nada há para tapar a boca os inocentes.

Ser pai ou mãe deve ser um acto de grande empenhamento e responsabilidade. A criança não pediu para vir ao mundo.

Ser pai ou mãe é maravilhoso.

Por tudo isto não entendo o que passou pela cabeça daquele energumeno que navalhou uma criança de seis meses. Para mim não devia ter direito a prisão. Não quero pagar para que esse tipo esteja preso. Tirem-no deste país e desterrem-no para uma ilha deserta donde nunca mais possa sair.

 

Cinco Noites, Cinco Dias - Dia 5

... anterior

 

Acordei mais tarde do que é costume nestas coisas das peregrinações. Dormi divinalmente bem. Após o pequeno almoço eis-nos todos a caminho da entrada de Fátima do lado de quem vem da terra dos Charales do Ninhou.
O café aqui soube fantasticamente bem. Junto o grupo é tempo de iniciar a Via-Sacra no caminho para os Valinhos. As 15 estações tiveram leituras, cânticos e breves análises dos derradeiros momentos da vida de Cristo até ao Calvário.

A juntar a tudo isto explicações dadas pelo Padre J. sobre alguns dos lugares que os pastorinhos percorreram, vai para quase 100 anos. Locais serenos, simples como é a vida do campo e seria a vida daquelas santas crianças. Por fim a eucaristia numa capela demasiado pequena para albergar tanto peregrino e alguns familiares. Mas como boa vontade conseguimos todos ficar lá dentro e ouvir não só a breve homília com alguns testemunhos apresentados por peregrinos.

São estes momentos que completam as nossas caminhadas.

Todos na rua foi o tempo das fotografias das comunidades, das mulheres casadas, das solteiras, de todos. Uma vez mais o regresso aos alojamentos para almoçar...

E é aqui que começa a parte menos simpática das peregrinações: a partida. Após Cinco noites e Cinco dias aquele que no início era um estranho passou a ser um irmão ou irmã.

Há lágrimas nos rostos de homens e mulheres. Maria Santíssima entrou no coração e na almas de todos nós e lavou-nos de todos os nossos medos, receios, tristezas, dúvidas e angústias.

Agora é tempo de regressar. De coração mais leve! Mas de espírito mais cheio da Palavra do Senhor.

 

FIM.

 

 

Cinco Noites, Cinco Dias - Noite 5

... anterior

 

Pela primeira vez em muitas peregrinações que já fiz esta foi a primeira noite em que dormi numa cama com lençóis. O quarto onde estava tinha dez camas. A meu lado como de costume o J. Do outro um estreante nestas coisas de peregrinações mas que se mostrou à altura dos acontecimentos. Um corropio de homens a tomar banho. Mas curiosamente aconteceu-me algo de estranho. Quando saí do quarto para tomar banho tive de atravessar um corredor. No fim desse espaço encontrei a imagem de Nossa Senhorade Fátima. Fiquei intimamente tão atrapalhado que regresssei ao quarto vesti a t-shirt e pude então passar junto à imagem sem problemas. Uma parvoíce? Será... Mas assumo este meu respeito.

Após o banho e tendo em conta que o jantar se encontrava ligeiramente atrasado, regressámos ao Santuário para rezar o terço em plena Capelinha das Aparições. Um momento alto com diversas comunidades estrangeiras a partilharem esta oração. Pela primeira ouvi rezar o terço em inglês e num imperceptível Norueguês.

De volta aos aposentos decorreu por fim o jantar com muita alegria. Segundo soube a alegria manteve-se, especialmnte entre as senhoras, pela noite fora. É assim o verdadeiro peregrino: tanto chora perante a Virgem Mãe, como consegue rir e abrir o coração à alegria da Palavra de Deus.

Após o jantar eu, o J. e a M. assim como alguns elementos da organização, partilhámos longas conversas. Momentos também eles repletos de boa disposição. Quando me deitei o quarto já estava à escuras.

Fui o último a recolher. Embora com algumas dores dormi muito bem!

 

segue...

 

Cinco Noites, Cinco Dias - Dia 4

... anterior

 

Faltam poucos quilómetros para Fátima. Regresso ao caminho com menos dores mas ainda assim custa-me a andar. Ainda por cima vamos subir a serra... Mas vale a pena, pois a beleza da paisagem que se desfruta do cimo é fantástica. Junto a posto da GNR rezei a oração da manhã para logo partirmos em direcção a S,Mamede onde almoçei.

O local é pequeno mas vamo-nos ajeitando. É a altura de levantar a camisola referente à Peregrinação. Bonita mas quente. O dia abriu-se ao Sol e aqueceu.

De regresso à estrada entramos finalmente em Fátima. Mas antes despimos os coletes fluorescestes.

É um momento muito especial a entrada na Cova da Iria. O silêncio na Capelinha é quase ruidoso. As lágrimas dos peregrinos caem em torrentes de alegria.

Sabe sempre bem regressar a casa da nossa Mãe Santíssima. A tarde terminou com a eucaristia e o caminho para o lugar de descanso.Aqui aguardámos que nos franqueassem as portas dos nossos alojamentos.

Finalmente iria dormir numa cama.

A noite previa-se repleta de emoções!

 

segue...

Cinco Noites, Cinco Dias - Noite 4

... Anterior

 

 

Cheguei ao pavilhão já noite cerrada!

O espaço comportava, para além da nossa peregrinação, um conjunto de 250 jovens, também eles peregrinos.

Deste modo tivemos de partilhar o chão do ringue desportivo com eles. Mas correu tudo muito bem. Os balneários foram separados e assim pude tomar banho com calma mesmo que a água não estivesse muito quente. Apenas morna.

O jantar correu com a costumada celeridade e a noite terminou numa igreja onde rezámos as completas e fizemos uma pequena vígilia à Vigem Mãe com diversas leituras. Mais um momento de grande serenidade e aproximação entre todos.

Recolhi ao saco cama. O J. manteve-se a meu lado. Os "ruidosos" ficaram bem longe. As dores na perna haviam crescido mas um anti-inflamatório ajudou a que o meu descanso não fosse tão penoso.

Dormi com(o) um anjo.

 

segue...

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