Ontem à noite quando cheguei até nem parecia estar muito frio… Pura ilusão. Dez minutos mais tarde já todos tiritávamos. Logo se ligou um aquecimento e o ambiente acabou por melhorar.
Hoje levantei-me cedo. O dia começava ainda a nascer e saí em busca de pão fresco. Regressei quase frustrado porque a padaria não havia cozido. Mas não vim de mãos a abanar.
O céu estava límpido e o sol fez a sua imponente aparição. Quando entrei na terra, esta estava branca. O gelo da noite, mesmo banhado pelo astro rei, ainda não desaparecera. Um manto alvo atapetava a erva rasteira e resistente.
Curioso foi a charca. Desta exalava nuvens de vapor como se a água estivesse quente. E estava. Muito mais que a própria manhã.
Também a mina de água, que vai correndo ininterruptamente parece que aqueceu ao surgir do ventre da terra.
Quando finalmente a tarde deu lugar à penumbra da noite, fiquei ali parado a escutar… o silêncio. Não bulia uma aragem que seria suficiente para zunir por entre os pinheiros. Desta vez nem isso.
Um silêncio tão puro que até doía.
Uma maresia gelada recaiu uma vez mais sobre as terras e os corpos. O frio aqui é seco mas tão saudável que até sabe… a vida!