A primeira prioridade do PS para 2015
Vi pouco, quase nada do congresso do PS na televisão. Mas fui escutando alguns noticiários
Das propostas concretas de António Costa pouco se sabia e pouco ficámos a saber. Para além dos costumados ataques ao governo e às suas medidas, a reunião magna do PS estava mais preocupada em não falar do que em fazê-lo. E percebe-se porquê...
Primeiro porque a omnipresença de Sócrates era evidente. Pior que não falar abertamente assumindo os custos inerentes a essa atitude é (quase) esconder a existência do ex-PM, detido a semana passada.
Após a quase certa desistência à cadeira de Belém, por parte de António Guterres, por troca do lugar de Secretário Geral da ONU, surgiu a semana passada o caso José Sócrates. O PS ficou, de um momento para o outro, sem candidato Presidencial ganhador - a escolha eventual de Jaima Gama não parece consensual - e um caso de justiça enssombrou e de que maneira o novo candidato a S.Bento.
Perante os últimos factos, Costa encostou-se um pouco mais à esquerda de forma a tentar, de uma vez por todas, ganhar as próximas eleições com (boa) vantagem. E nem mesmo a fuga para a frente de alguns congressistas avisando que os partidos do governo irão usar de todas as armas para não perderem as eleições, serviu para amenizar os participantes no congresso.
Havia também uma espécie de fantasma que sobrevoava a cabeça de Costa. Tó Zé Seguro, o homem que logo a seguir à sua derrota nas primárias abandonou todos os cargos. Mas deixou seguidores...
Resumindo um congresso socialista (pouco) animado pela presença de alguns decanos do Partido. E (muito) animado pelas ausências! Francisco Assis incluído.