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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Shameless - também um exemplo?

aqui referi que as sociedades estão profundamente mudadas. E a série televisiva que melhor demonstra estas alterações chama-se "Shameless" que ultimamente é apresentada num canal por cabo.

Os valores totalmente invertidos perante uma sociedade muito assente (em demasia!) numa cultura judaico-cristã, transformam-se também muitas vezes em momentos de enorme ternura.

Um dos episódios de hoje mostrou isso mesmo: carinho e ternura. Entre um homem pai de uma série de filhos, todavia irresponsável e alcoólico e uma menina abandonada pelo próprio pai, no momento em que soube da doença da filha. Sem qualquer relação de parentesco entre ambos a cena passa-se no hospital e estão deitados nas suas camas lado a lado. Ele fala com a menina como se fosse a filha que nesse mesmo instante acabara por ser presa. A menina aceita a confusão e responde como se o doente à sua beira fosse o próprio pai.

De mãos dadas a cena pode parecer um tanto "chiché" mas é a prova de que o mundo ainda tem alguns valores. Desde que seja o coração a mandar!

E há por aí tanta gente com medo de demonstrar o que sente...

Novo projecto

Adoro iniciar novos projectos.

A ideia que de início vou criando deles alimenta-me. Quase me vicía...

Juntámo-nos então três para dar luz a esta nova experiência em termos de escrita partilhada.

Chama-se A três mãos e do grupo para além deste que se assina fazem parte a BB e o Paulo.

De diferentes gerações e com visões do mundo e da vida obviamente antagónicas, encontrámos na escrita um ponto em comum.

Nem sei o que irei ali escrever e muito menos os meus fantásticos companheiros. Mas seja o que for é com certeza com muuuuuuita alegria.

Visitem-nos!

 

Brrrr! Que frio... V

Abandonei esta tarde a Beira Baixa, fria mas iluminada por um sol apetitoso.

Logo de manhã soprava, vindo da serra rude um vento seco. Se a noite fora de gelo autêntico a brisa matinal ajudava a enregelar ainda mais os corpos.

A roupa que vesti de manhã, bem cedo, estava tão fria e rija que quase parecia que havia sido passada com goma. Como faziam os mais antigos.

Na fonte de pedra garnítica brota do ventre da terra água. Vem fria sim, mas ainda assim mais quente que o próprio dia.. 

A cidade espera uma vez mais por mim... mas decididamente não quero partir.

Já saí tarde!

Brrrr! Que frio... IV

O dia, enquanto durou e astro-rei, esteve relativamente agradável.

A madrugada estava muito fria, como já refrei em texto anteripor. De tal maneira que, quando pelas nove horas saí de casa, encontrei os campos atapetados do gelo da noite.

Um manto brando cobria pastos e couvais. O sol quase se reflectia naquela estrada de gelo.

Quando a tarde caíu sobre a aldeia logo se percebeu a geada que a noite iria trazer. As ruas estão quase desertas pois não há coragem para enfrentar a fresquidão da noite que se aproxima.

Amanhã prevê-se mais um dia de muito frio e consequente gelo.

 

 

 

Brrrr! Que frio... III

Levantei-me muito cedo. A noite reinava ainda. Mas o vento, que ontem à noite agitava e gelava corpos e casas, parecia mais brando.

Somente uma mui leve brisa... para nos relembrar do agasalho quente.

Atravessei a aldeia silenciosa em busca do pão quente e perfumado. Ai como eu adoro este aroma...

Aqui e ali algumas chaminés fumegavam ainda ou quiça iniciavam o dia de lume e calor.

Atravessar o povoado, assim de madrugada mesmo que seja gelada, é um previlégio.

O frio? Esse continua...

 

 

Brrrr! Que frio... II

Uma das características da Beira Baixa é o frio. O frio que gela as águas nas beiras dos caminhos, que gela o orvalho da madrugada, que coze os repolhos de verde pálido da horta.

Talvez por isso que a jeropiga sabe melhor agora ou a aguardente parece menos áspera neste tempo.

O vento que desce hoje da serra é tão gelado que arrefece quem anda pela rua. Nem um sol límpido parece aquecer estes dias.

Tudo piora no entanto com a noite: o vento e o frio quase congela... até a alma!

É hora de acender a lareira. Acolhedora e quente o calor que exala daquele nicho sabe a vida restaurada.

 

lareira_dez_2014.jpg

 

 

 

 

 

 

Brrrr! Que frio...

De novo na aldeia. Mas desta vez com frio. Muito frio...

Curiosamente este tempo quase polar, aqui nestas paragens nem parece ser tão rigoroso como se fosse na grande cidade.

Não sei se é da proximidade do mar ou de outra coisa qualquer, certo é que por lá o frio é mais agreste.

Aqui acendeu-se logo a lareira que ainda arde com fervor.

E este tempo pré-natalício de frio e lareira acesa recorda-me outros tempos.

O que vai valendo é que não há vento, doutra forma nem se podia andar na rua!

Complicómetro em acção?

Há uma pequena rábula com graça que costumo contar:

 

Um homem passa por outro e cumprimenta:

- Adeus amigo mio!

O outro fica a pensar na saudação e desenvolve o seguinte raciocínio:

- O gato mia, o gato come o rato, o rato come o queijo, o queijo vem da cabra... ai o que ele me chamou!

 

Este episódio que não passa disso mesmo é um bom exemplo de como funcionam muitas mentes humanas. Perversas, complicadas e tremendamente egoístas, as pessoas que assim agem geralmente não vivem felizes. Porque tudo é um martírio, uma constante perseguição. Ao fincarem os pés em teorias absurdas acabam naturalmente por serem vítimas da sua teimosia.

Lidar dia a dia com gente desta é muito, mas muito complicado! Vivem quiçá num mundo paralelo, construindo uma dimensão onde apenas eles são perfeitos e todos os outros estão profundamente errados.

O ser humano é uma máquina demasiado complicada para ser entendida. Por isso este género de pessoas dificilmente conseguem adaptar-se a uma sociedade cada vez mais frenética e insensível. E tenho a triste sensação que cada vez há mais pessoas assim. Usam e abusam de uma espécie de complicómetro...

Finalmente há uma máxima que costumo usar quando tenho de lidar com estas pessoas: sou responsável pelo que digo mas não por aquilo que pensas!

A maioria não gosta, mas é a verdade.

 

Livros? Prefiro os velhos

Adoro livros velhos. Só de pensar nas mãos que folhearam as páginas fico arrepiado.

Tudo começou há muitos anos em casa dos meus avós, na aldeia onde sempre viveram. A biblioteca era obviamente minúscula mas sempre que os visitava, relia como se fosse a primeira vez aqueles livros quase desfeitos. Era assim uma espéciie de tradição muito pessoal e que mantive durante algum tempo.

Daí o meu gosto por coisas velhas e dentro destas os livros são uma permanenete dor de cabeça para a minha mulher... pois arrumá-los torna-se cada vez mais difícil

Hoje numa mui pequena feira encontrei um alfarrabista (neste caso particular era uma senhora). E pronto ali fiquei eu minutos a fio e procurar algo que nem sabia bem o quê. Bem vistas as coisas até sei o que procuro neste momento mas... está dificil encontrar.

Um dos livros que pretendo é de banda desenhada e duma colecção denominada "Comanche". O livro tem por título "Fúria Rebelde" e ainda não o consegui apanhar. Depois há um outro que faz parte de uma colecção da qual já tenho os restantes oito volumes. "Antologia Policial" recolhida por um tal de Ross Pynn (pseudónimo de Rossano Pinto). Desta série de nove volumes publicados pela editora Ibis nos anos sessenta falta-me o número 1.

Depois nestes locais não procuro mais nenhum em especial. Ou como li algures: num alfarrabista não é o comprador que escolhe o livro, mas sim este que escolhe para onde quer ir.

Entretanto esta tarde na tal alfarrabista acabei por comprar 4 albuns de Banda Desenhada do gaulês mais famoso da 9ª arte: Astérix.

Quem me conhece sabe que todas as aventuras de Astérix já cá moram vai para muito tempo. Mas não vos inquieteís. Estes são em Francês. A língua mãe...

 

 

 

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