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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Imaginação ou realidade

Já decidi! Não me reformo.

 

Se o problema do nosso país são os reformados, se é nas pensões que se observam os maiores cortes, então para quê reformar-me?

 

Estou mesmo a imaginar-me, daqui a muuuuitos anos, a entrar no Metropolitano à hora de ponta de bengala e com um sorriso nos lábios. 

 

Foi um dos meus filhos que me veio pôr à estação do Metro, pois já não estou em condições de conduzir. Aconchegou-me o casaco ao corpo, poia a manhã está muito fria e entregou-me um aviso verbal:

 

- Toma cuidado nas passadeiras... há condutores que não param para te deixar passar.

 

Eu, com o pouco cabelo grisalho vou acenando que sim com a cabeça. E tento despachar-me... é que acabei de ver uma garota para aí com cinquenta anos bem jeitosa e que me atirou uns olhares...

 

Pois é, imagino muita coisa, mas só espero que a imaginação não se torne nunca, realidade.

 

E agora 75!

Após o aniversário do meu pai, é a vez da minha mãe comemorar os seus 75 anos.

 

Três quartos de século quase exclusivamente vividos para acolher dois homens no seu enorme coração: o meu pai e eu.

 

Uma mãe e esposa dedicada, por vezes em demasia. Mas não são todas as mães e esposas assim?

 

Com pouco mais de metro meio de altura, a minha mãe é uma força da natureza. Uma fortaleza feita de genica, valentia e amor. E sempre, sempre disponível para os outros.

 

Entre mim e a minha mãe não há segredos. Durante anos e anos teve o duplo e árduo papel de ser mãe e pai, quando este navegava por entre mares e oceanos de agruras e separações. Mas a vida dura a isso obrigava.

 

A flor que é o seu nome, Violeta, é outrossim a cor e a beleza da sua vida.

 

Hoje também eu estou de parabéns, por ser simplesmente seu filho.

 

Obrigado mãezinha.

 

Ah e já agora, parabéns. 

Portugal primeiro

 

A selecção Nacional joga hoje o seu apuramento à fase final do Mundial no Brasil. E mesmo que o acesso não seja directo (ai aquele empate com a Irlanda em casa!!!) temos quase garantido o acesso ao “play-off” onde seremos cabeça-de-série.

 

Paulo Bento, tendo em conta algumas lesões, está obrigado a alterar a equipa base, que tem atravessado este apuramento. No entanto, mesmo com as alterações, a selecção está obrigada a ganhar. Não só pelo resultado e o que dele pode advir, mas acima de tudo pelo país.

 

Não pretendo lançar neste espaço qualquer táctica para o jogo desta noite, mas é certo que os olhos dos portugueses vão estar pregados no rectângulo televisivo, ansiosos e desejosos por uma alegria. E como dela andam necessitados…

 

E aos jogadores só se pede uma coisa: empenhamento! Porque futebol há com fartura e em qualidade naqueles pés.

81 anos!

 

Será apenas um número. Mas para o meu pai é mais um ano de vida conquistado. Quem o conhece, vê nele uma serenidade que só os anos e as experiências vividas sabem trazer.

 

Sempre tivemos uma relação muito próxima. Acompanhei-o muitas vezes na sua vida militar e partilhámos momentos fantásticos e inesquecíveis.

É ainda hoje para mim um (bom) porto de abrigo.

 

Aquelas mãos inchadas de trabalho e canseiras, ainda seguram com vigor o cabo da enxada que fere a terra vermelha. É um exemplo de tenacidade, força e constância.

 

Hoje no dia do seu octogésimo primeiro aniversário almoçámos juntos com mais alguns familiares. Uma festa pequena porém merecida. Sei que sentiu a falta dos netos, mas se Deus quiser para o ano há mais!

 

Parabéns meu pai.

Num lar Beirão!

Nota de abertura

A Beira Baixa está para o PS como o Alentejo para o PCP. Basta relembrar que os antigos lideres António Guterres e José Socrátes, eram oriundos desta zona do interior luso.

 

A televisão não emitia qualquer ruído em casa de uns parentes já idosos. Haviam baixado o som aquando da nossa chegada. Falava-se então de trivialidades, do tempo, da vindima e da jeropiga que este ano parecia divinal. De súbito apareceu na televisão a figura do actual Primeiro Ministro. E logo um coro de críticas abateu sobre a sala:

 

- Veja-me este patife! É pior que o Salazar… muito pior.

 

Levou um copo de jeropiga à boca e continuou:

 

- Não têm vergonha nenhuma. È só roubar para o bolso deles. E a corrupção? È só padrinhos e afilhados…

 

Eu calei-me. O homem irritara-se de tal maneira que as faces haviam ruborescido. A mulher mais comedida em palavras cuidava:

 

- Ó homem tem calma. Ainda te dá uma coisa má.

 

No memso instante surgiu Seguro e logo a reacção mudou de tom:

 

- Este sim… é um homem sério! É um jovem mas sabe o que faz. Não como esses corruptos do governo.

 

Nem tentei explicar que provavelmente nem será Seguro a ir a votos mas António Costa. Entretanto a televisão passara para o futebol e nesse instante o meu parente, perguntou se determinada pessoa, que ele conhecia, ainda tinha um cargo importante na empresa onde trabalho.

 

Respondi-lhe que sim e logo declarou:

 

- Tenho de ir a Lisboa falar com ele, a ver se mete o meu neto lá dentro!

 

Sorri disfarçadamente. Agora já não havia padrinhos…

Ganhar e perder também é democracia

 

Após as autárquicas do passado Domingo quase todos os partidos, exceptuando claramente o PSD, reclamam vitória. Uns porque ganharam mais votos, outros porque têm mais câmaras e outros… só porque o PSD perdeu, já ganharam.

 

Mas se lermos com algum rigor os resultados percebemos que as vitórias, ditas pelos próprios, esmagadoras, não o foram assim avassaladoras. Nem mesmo as derrotas!

 

Passo a explicar!

 

Em Julho do ano passado Pedro Passos Coelho compreendia à distância, que as medidas e reformas implementadas pelo seu Governo, numa total submissão à vontade de uma troika profundamente insensível ao país, não estavam a ser bem aceites pela generalidade da população.

 

Em pouco tempo destrui-se a economia, reduziu-se a massa salarial da generalidade dos portugueses, atirou-se para o desemprego milhares de pessoas. Um país desmoronava-se com um castelo de areia.

 

O actual Primeiro-ministro já nesse início de Verão de 2012 percebeu com alguma clareza que numas próximas eleições seria severamente penalizado pelo eleitorado. Era natural! Foram as autárquicas como podiam ter sido as Europeias...

 

Para ajudar ao descalabro eleitoral ora evidenciado, Pedro Passos Coelho e a sua máquina partidária, também não souberam escolher alguns dos candidatos autárquicos: Meneses no Porto, Seara em Lisboa ou Moita Flores em Oeiras, foram apenas alguns dos casos mais evidentes dessa má opção.

 

Seja como for o PSD foi para estas eleições com as espectativas muito em baixo. Só um idiota era capaz de acreditar que o partido do governo laranja fosse ter agora melhor votação, após dois “annus horribilis” de governação. Desta forma a derrota é assumida sim mas não é tão estrondosa como alguns comentadores pretendem fazer passar.

 

Da mesma forma o partido liderado por António José Seguro não obteve uma fantástica vitória. No actual contexto político e social foi demasiado muito fácil ao PS ter uma votação superior ao PSD. Mas mesmo assim o PS foi também penalizado. É preciso não esquecer que das 33 edilidades perdidas pelo PSD, só 18 passaram para os socialistas. O que equivale dizer que houve deslocação de votantes do PS para a esquerda – PCP – ou até para a direita – CDS.

 

Na verdade coube ao PCP o grande feito da noite das eleições, algo que já não acontecia vai para muitos anos. Subiu em número de eleitores e de câmaras conquistadas, o que equivale a dizer que o discurso de Jerónimo de Sousa teve bom acolhimento junto da população desesperada e impotente.

 

O CDS foi uma das surpresas da noite. Cinco câmaras que lhe caíram nos braços quase sem saber. Uma prova de que a escolha de (bons) candidatos também se mostrou importante, não obstante fazer parte do actual Governo.

 

Quanto ao Bloco de Esquerda, mantém a queda livre já verificada em eleições anteriores e perdeu a única câmara que conquistara. Um partido condenado pelos seus próprios dirigentes à extinção.

 

Resta uma palavra para os independentes. Grandes conquistas mostrando desta forma à sociedade, que nem só de partidos políticos se faz a (boa) democracia.

 

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