O tema do momento não é a chegada da troika, ou as novas regras para o funcionalismo público, nem o aumento da idade da reforma para os 66 anos. O assunto primordial em Portugal, neste instante, é saber qual foi ou qual é, até agora, o melhor jogador de futebol português.
Claro está que este é um assunto importantíssimo, especialmente porque há que escolher entre Eusébio da Silva Ferreira, Luís Filipe Madeira Figo ou Cristiano Ronaldo Aveiro.
Se os primeiros dois já penduraram as chuteiras, o terceiro é hoje, uma vez mais, notícia em tudo o são jornais devido ao novo acordo estabelecido com o Real Madrid, onde Cristiano passará a auferir cerca de 2000 euros por hora… Coisa de somenos!
Mas a decisão de quem é ou foi o melhor em Portugal, parece estar a transtornar um país, tão ávido de (bons?) heróis. Os adeptos do Benfica dirão que foi o Eusébio, os do Sporting dizem que foi o Figo ou será o CR7. Apenas os do Porto se mantém afastados deste dilema. Ainda tentaram lançar Fernando Gomes para esta batalha mas foi rapidamente posto de lado.
Não sei quem deve decidir sobre este tão polémico tema, mas provavelmente não seria despiciente ouvir-se o Tribunal Constitucional. Os juízes deste órgão sabem e decidem sobre tanta coisa, importante para o nosso país, que eventualmente poderiam contribuir para um melhor esclarecimento sobre esta dúvida que actualmente vem assaltando os portugueses.
… guardei recordações, memórias, episódios, estórias simples, pessoas e amizades!
O meu filho mais novo refere com frequência que tenho sempre uma história passada comigo para ilustrar um exemplo de vida. Curiosamente nem dou conta disso, mas se ele o diz… é porque corresponde à verdade.
Ocorreu-me por isso relatar aqui alguns episódios, sentimentos passados.
Quase se poderia dizer que é um blogue dentro de um outro. Mas não! Quero pura e simplesmente deixar escrito um ror de coisas que fizeram e fazem parte da minha vida.
Apenas e só.
Começarei a partir do momento em que a escrita tomou conta de mim, porque antes disso… não há história
De uma coisa estou certo: as leis em Portugal servem para tudo, menos para serem cumpridas e acatadas.
Ainda não conheci uma lei portuguesa que seja perfeitamente entendível por um leigo (como eu!), ou que não deixe dúvidas e “pontas soltas”. Toda ou quase toda a nossa legislação apresenta lacunas, dúvidas e incertezas.
Talvez por isso, haja tanto jurista, tanto advogado, tanto escritório de causídicos, a aproveitar-se dessas falhas. A forma como (mal?) se legisla em Portugal está, em minha opinião, claramente ligada ao incremento desta classe, contra os quais, naturalmente, nada me move.
Olhando à distância algumas tentativas de legislar, por parte dos Governos, e os consecutivos entraves colocados por entidades jurídicas acima de qualquer suspeita, fico com a incomodativa sensação de que estes avanços e recuos legislativos, mais não são do que formas subtis de se fazer oposição. Ou pior que este meu sentimento, é a desconfiança de que as leis são propositadamente criadas de forma enviesada para dar trabalho a gabinetes jurídicos, atrasar a implementação de medidas (correctas ou não!), fomentar a discussão pueril, sem que de nada proveitoso venha a lume.
É impensável um país crescer e desenvolver-se com leis dúbias e criadas para suscitar permanente discussão. A clareza das leis escritas, o bom senso nas ideias e o rigor da implementação são vincadamente fundamentais.
Nas semanas que antecederam as minhas férias, fui agendando algumas vontades, desejos, intensões para o tempo de descanso.
Chegado finalmente ao dia, aterro com redobrado prazer no meu local de férias preferido – a minha casa.
Iniciou-se então um velho ritual: praia-casa, casa-praia. Umas compras no mercado, sempre necessárias, pelo meio e…
… Hoje a pouco mais de vinte e quatro horas de regressar à vida frenética do trabalho, revejo estas três últimas semanas e percebo que nada ou quase nada do que pretendi fazer, foi feito.
Salvo a leitura. Dois livros, entre as dezenas que se encontram enfileirados para serem lidos, pode parecer pouco mas reconheço que ainda assim foi uma bela meta. Mais de 1000 páginas, ainda assim!
Quanto ao resto… esfumou-se em tardes sonolentas, em preguiça profundamente assumida.
Reorganizar os meus papéis? Nada!
Regressar às voltas de bicicleta? Zero!
Ver uns filmes de qualidade? Nunca!
Visitar algumas praias diferentes daquela que costumo usar? Impossível!
Mais um verão em que as minhas férias foram iguais às anteriores.
Também não me importo. Ficam já agendadas os trabalhos para as próximas férias!
Vi-o jogar no meu clube de coração vezes suficientes para perceber que era um craque. Mas daí a ser homem… vai um passo gigantesco.
Mas o pior é quanto menos o admiro mais ele me obriga a engolir os meus (maus?) pensamentos. Bolas, é demais! Sofro horrores com este atleta.
No entanto se me perguntarem porque não o aprecio… nem sei responder correctamente! Mas foi algo que me ficou colado dentro de mim vai para uns tempos.
A Cristiano falta-lhe algo que tinha Luís Figo, por exemplo, e que se chama maturidade.
Quer se queira quer não, os jogadores de futebol têm a natural tendência para amadurecerem mais cedo que os da mesma idade e que não têm a mesma actividade. As viagens, os estágios, as longas ausências do seio familiar, o lidar constantemente com gente (muito) mais velha, dá ou devia dar uma maior capacidade de entender os problemas. E claramente crescer!
Ronaldo, não obstante a sua qualidade técnica e o seu talento inato para num segundo resolver um problema, é em campo ainda um miúdo, onde a sua voz não parece ser (muito) ouvida.
Restam-lhe finalmente os golos, sim! Para alegria dos portugueses e, obviamente, para meu desespero.
A plataforma SAPO faz hoje 18 anos. Maioridade atingida.
Venho desta forma dar os parabéns toda a equipa que constitui a SAPO. Que esta maioridade ora conquistada se transforme em muuuuuuitos anos de trabalho, de partilha e de entrega a esta causa.
Eu que entrei há relativamente pouco tempo neste ambiente, especialmente através dos blogues, tenho sido pelo SAPO, deveras acarinhado.
Bem hajam também por isso!
A continuação de muitos e bons sucessos são os meus votos para o futuro.
Nestes últimos dias de férias, que se esfumam num ápice, adoro deitar-me na areia quente e adormecer. O ruído das pessoas ao meu redor, mais não são do que melodias, que mais depressa me fazem entrar no reino de Morfeu.
Tenho perfeita consciência que esta minha atitude pode trazer-me dissabores no futuro. Só que agora… sabe tão bem!
Tentando desapaixonadamente – o que no meu caso considero tarefa hercúlea – analisar o jogo de ontem apetece-me dizer o seguinte:
O resultado foi menos mau para o Benfica e menos bom para o Sporting.
Na realidade o Sporting entrou logo de início em força, mostrando vontade, querer e empenhamento, culminando num golo de Fredy Montero, se bem que este jogador no primeiro passe estivesse em fora de jogo, que o árbitro não assinalou.
Todavia foi este mesmo juiz da partida que não viu, ou se viu não sancionou devidamente, diversas faltas de Maxi Pereira e de Matic sobre jogadores adversários e que deveriam ter originado cartões vermelhos.
Há um adágio popular que diz “há males quem vem por bem”. E duma forma fria e realista foi o que aconteceu com o Benfica na noite de sábado. Se os jogadores encarnados não se tivessem lesionado, obrigando o treinador a profundas mudanças, provavelmente hoje Jorge Jesus estaria a contas com mais uma derrota.
Na segunda parte o Benfica surgiu mais arrojado e afoito. E foi aqui que o Sporting perdeu os dois pontos. A equipa sportinguista não conseguiu, nesta altura do jogo, controlar as operações, recuando em demasia. E teve medo de fazer faltas. O golo encarnado é disso verdadeiro exemplo: o avançado sérvio ultrapassa um ror de jogadores do Sporting sem ninguém o travar. É preciso também não esquecer que Rojo foi, logo no início da partida, admoestado com um cartão amarelo, “a pedido” dos jogadores encarnados. Um critério que mais tarde não se viu aplicado a outros atletas.
Ainda assim foi um belíssimo desafio, empolgante e com a incerteza do resultado sempre a pairar. O Sporting acabou o jogo por cima do Benfica mas foi incapaz de alterar o resultado.
Quero finalmente destacar André Martins por parte do Sporting (um motor no meio campo) e Markovic do Benfica (um bonito golo) como os melhores em campo.
Do árbitro já disse (quase) tudo. Não esteve à altura dos acontecimentos. Falta-lhe tarimba e acima de tudo coragem, prejudicando ambas as equipas.