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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

“A star is born!”

 

Há coisas para as quais muitas vezes não estamos preparados. E hoje, sem dúvida, aconteceu-me algo que não esperava. De todo!

 

Criemos então o ambiente:

 

Lisboa, 14 horas e um calor forte. Pela avenida Duque d`Ávila espalham-se esplanadas onde turistas e não só, convivem à sombra de um sol abrasador. Caminho. Passo decidido e apressado de regresso ao trabalho após o almoço. Estou ao telemóvel com a minha mãe, um ritual que tenho vindo a repetir nestes últimos tempos.

 

De súbito sou interpelado por um grupo de homens e mulheres de negro vestido. Trazem câmaras de filmar, microfones, uma panóplia de equipamento. Com eles vem também Vasco Palmeirim, modelo segundo ele, mas para mim um dos grandes animadores das manhãs de uma rádio.

 

Interrompido o telefonema, foi-me então proposto participar num concurso. Podia ganhar 1500 euros ou… zero. Dependia da sorte!

 

E não tive, claramente. E foi a família que me desgraçou… Mas o que contou é que me diverti imenso e foi bom conhecer esta forma deveras genuína de fazer televisão.

 

Concluindo… um destes dias entro nas casas através da televisão e ninguém percebe que sou eu!

 

É assim que nascem as estrelas…

E se não existisse o "coiso" e a "coisa"?

 

Não sou um linguista perfeito, mas gosto da língua portuguesa. E tento usá-la da melhor maneira possível, tanto na escrita como na fala.

 

Porém é frequente - em demasia creio - perceber, especialmente na juventude, o uso abusivo das palavras coiso e coisa, como substituto de qualquer substantivo (ou nome como agora se diz).

 

Tenho perfeita consciência que as novas tecnologias (telemóveis, aipedes, tuiteres ou feicebuques) trouxeram à juventude, imensas facilidades que os tornaram reféns de uma forma de escrita bem diferente e inusual. Mas daí a substituir-se os nomes apenas pelas palavras coiso e/ou coisa parece-me um profundo exagero linguístico e uma profunda falta de cultura.

 

Há quem goste, neste tipo de análise, procurar culpados, todavia estou perfeitamente ciente que, a haver culpados, somos todos nós. Porque facilitámos na observância deste tipo de erro sem nada dizer.

 

Quanto a mim luto, nem que seja de uma forma obviameente inglória, para que a língua de Camões seja usada e falada como o grande poeta nos ensinou.

 

Termino com a questão que intitula este texto: e se no nosso léxico as palavras coiso e coisa não existissem?

Um país sem memória!

Li algures que a memória dos homens só serve para… esquecer!

 

Na altura achei que esta teoria era um autêntico absurdo. Hoje, muitos anos passados desde o dia em que li aquele pensamento, reconheço, infelizmente, quão certas eram aquelas palavras.

 

O actual contexto do país é claramente propício à desmemorização, deliberada ou nem tanto! Seja como for ultimamente tem-se vindo a assistir a alguns fenómenos de falhas de memória por parte da maioria dos agentes políticos.

 

E o exemplo mais flagrante começou com o senhor Presidente da República ao se ter “esquecido” do valor da sua reforma. De outra forma não teria dito o que disse em Janeiro do ano passado. Ao PR associaram-se entretanto os dirigentes do PSD e CDS ao esquecerem as promessas eleitorais, que os elegeram.

 

O PS não se encontra imune a esta doença e sofre também de “esquecimentos” repentinos, pois olvidou anos e anos de (más) governações, que atiraram o país para o caos actual.

 

Neste rol de esquecimentos cabe também a senhora Ministra das Finanças e de alguns dos seus ex-colaboradores, ao não se lembrarem de reuniões e acordos assinados, mails e outras… informações.

 

É profundamente estranho, que de um momento para o outro, este país fique sem memória. E das duas uma: ou é uma maleita que ataca essencialmente políticos ou uma forma muito subtil de fugir às responsabilidades.

 

Uma coisa é certa: o povo jamais esquece!

 

880 minutos...

… foi o tempo gasto por mim, no passado mês de Julho, em chamadas feitas através do telemóvel. Naturalmente que a maioria delas, foram do âmbito profissional, mas ainda assim reconheço que é muito tempo (talvez demasiado) para se estar ao telefone. … E nem estou a contar com as chamadas recebidas! Desta evidência, questiono-me como pode este país e o Mundo viver sem telemóveis? E eu próprio. Talvez por isso, durante as férias, raramente lhes dou uso. Também eles necessitam de férias!

Que agricultor ceifará esta “Seara”?

O PSD continua, duma forma quase permanente, a dar tiros no próprio pé. E o novo exemplo vem do candidato à Câmara de Lisboa por parte do partido laranja.

A lei da limitação de mandatos apresentada e aprovada em sede própria virou-se, como seria de esperar, contra o feiticeiro que a imaginou… Tanto em Lisboa como no Porto os actuais candidatos do PSD tentam conquistar as capitais, após diversos mandatos nas câmaras vizinhas.

Não sou jurista e portanto não devo opinar sobre aquilo que desconheço. Não sei quem tem razão. Mas fica a (triste) sensação nas pessoas, de como uma lei pode ser deturpada e interpretada de forma tão diferente, do próprio espírito com que foi criada.

O Doutor Fernando Seara, ilustre Presidente da autarquia da Vila de Sintra, até poderia via a ser um bom Presidente de Lisboa, se se pudesse candidatar sem ser envolto em celeuma. Na verdade o povo eleitor não é tão idiota como alguns políticos julgam, e entende perfeitamente que estes candidatos são atirados à terra lavrada das autárquicas como semente fraca. E apenas por culpa dos partidos que os apoiam!

E assim, jamais retirarão desta “Seara” o produto do trabalho da sua (má) sementeira.

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