Num artigo, hoje publicado no Jornal Público, o professor António Macedo desenvolve a história da língua portuguesa e das diferentes razões da sua evolução.
Já aqui escrevi que sou obstinadamente contra o NAO (Novo Acordo Ortográfico). Não entendo a necessidade de tamanho erro. Ou melhor… Percebo! Mas não concordo.
Foi um desejo político que criou este (mau) Acordo.
Foi uma teimosia ministerial que pariu este (horrível) Acordo.
Foi um português insensível que criou este (estúpido) Acordo.
Por isso é bom que se leia este texto, hoje publicado. Que se reflicta. E aqueles que se apressaram a implementar o tal NAO, recuem de vez nos seus malfadados intentos.
A bem da nossa língua e da unidade do nosso país. Porque, para dividi-lo, já basta o que basta.
Recebi com evidente tristeza a notícia de que o Museu do Brinquedo, poderá fechar as portas, muito em breve.
De todos os museus que conheço – e conheço muitos – este é um daqueles que mais gostei. Nem mesmo o Musée de la Poupée em Paris, semelhante na filosofia, se compara a este espaço.
Em Maio de 2006 visitei este museu na bela vila de Sintra. O edifício é amplo, arejado e muito bem organizado. Ali pude apreciar a história do brinquedo, sentir alguma nostalgia dos momentos de meninice e conversar com o seu criador e grande impulsionador, o engenheiro João Arbués Moreira.
Todavia manter um museu desta qualidade é obviamente muito oneroso e já na altura os bilhetes pareciam ser demasiado em conta para a exposição que se seguiria. Por tudo isto é tempo de ajudarmos este espaço, com a nossa presença e dos nossos amigos e conhecidos.
O Museu do Brinquedo merece! E a criança que há em todos nós também.
Durante duas épocas José Mourinho e Pepe Guardiola, enquanto treinadores, trocaram entre si alguns “mimos” verbais. Tudo em nome dos clubes que representavam tentando, a maior parte das vezes em vão, desferir rudes golpes na estrutura psicológica dos adversários.
Mas o futebol, tal como na vida comum, é pródigo em situações, no mínimo, bizarras. José Mourinho vai rumar novamente a Londres onde iniciou oficialmente a sua carreira de treinador fora de portas. E digo oficialmente porque ainda há aquela história dum tal Barcelona-Atlético de Madrid, para a taça do Rei, em que a equipa “blaugrana” foi para o intervalo a perder por 3 a zero e regressou na segunda parte disposta dar a volta ao resultado. Ao que parece nesse já longínquo ano de 1997 Bobby Robson, à altura treinador do Barcelona, no balneário foi dando instruções aos jogadores para a segunda parte mas o seu tradutor convertia em indicações diferentes. O tradutor chamava-se José Mourinho e o atleta que contou este episódio dava pelo nome de Oscar mas sabia o suficiente de inglês para entender as contradições entre Robson e Mourinho. Fosse disso ou não, a verdade é que o Barcelona passou essa eliminatória mesmo depois de estar a perder por 4 a 2, vencendo o jogo por 5 a 4.
Portanto o nosso José vai receber uma equipa que em anos consecutivos ganhou dois títulos: Liga dos campeões e a Liga Europa. E que desde a sua partida nunca mais conquistou qualquer título inglês.
Do outro lado do canal da Mancha o antigo jogador do Barcelona, curiosamente também presente na tal eliminatória dos 5 a 4, como defesa central ao lado de Fernando Couto, vai herdar uma equipa que ganhou tudo o que havia para vencer este ano: campeonato e taça da Alemanha e a Liga dos Campeões. Um presente envenenado?
Seja como for Guardiola e Mourinho são treinadores, separados nos clubes e campeonatos, mas juntos no regresso aos grandes palcos europeus (e não só!).
E a vibrarem como ninguém com o futebol dos seus comandados!
Todos, sem excepção, têm o direito de reclamar e dizer o que acham bem ou mal. Terá sido quiçá a maior conquista que nos trouxe o 25 de Abril de 1974. Porém a liberdade, que durante tantos anos nos foi suprimida, não é de todo um valor absoluto.
Mas há quem não pense assim, infelizmente! Há uma franja de portugueses que se sente no direito de dizer o que quer, quando quer e onde quer. E se alguém os proíbe clamam aos quatro ventos pela tal liberdade, olvidando claramente a dos outros.
Os episódios de hoje, com elementos do governo, são exemplos evidentes dessa falta de respeito pela liberdade. Viver em democracia tem (também) destes custos: saber escutar e aceitar as diferentes opiniões. Doutra forma viveríamos em ditadura…
Estas atitudes pouco democráticas obrigam-me a colocar a seguinte questão: e se aqueles que agora inibem os governantes de falar estivessem no governo e alguém os não deixassem discursar, que diriam?
Posso, como eles, não concordar com a forma como estes governantes estão a gerir este país, mas merecem o meu respeito como democrata que sou.
Já aqui referi que a liberdade não é um valor absoluto mas sobressai duma relação entre o respeito e a dignidade de cada um. E como a pessoa é um só único e diferente dos demais, com naturais desejos e vontades, encantos e desencantos, alegrias e tristezas, não se pode exigir que todos vejam o mundo da mesma forma e da mesmíssima maneira.
A liberdade é portanto, um bem demasiado precioso, para ser desperdiçado!
Mas já nas últimas semanas pudemos ver as praias repletas de gente. Os dias meio soalheiros - que este ano a Primavera tem sido assaz fresquinha – ainda assim proporcionavam umas tardes bem saborosas.
Eu, para não fugir à regra, também por lá passei e passeei. E pude observar com natural tristeza quanto lixo se espalhava pela beira-mar. Acredito que algum venha ali parar trazido pelas intempéries, mas há muito que assim não parece…
Já aqui escrevi a forma como cada um de nós pode reciclar a praia. Pelo que vejo não bastam os caixotes para o lixo espalhados pelo areal. Aquele não se desloca para lá de modo próprio. Portanto cabe a cada um de nós preservar as nossas praias.
Percebo que há leitores que pensarão ao ler o que atrás escrevi: já faço a minha parte, não tenho que fazer o que os outros não querem, nem limpar o que os outros sujam.
Acredito, e em termos meramente teóricos, isso é uma verdade… Porém cada ano que passa vejo as praias daca vez mais sujas. E custa-me que os concessionários, que espalham as cadeiras e as camas quase até ao mar, não tenham o cuidado de preservar a limpeza do areal que exploram.
A mim, como educador, cabe a obrigação de ensinar os meus descendentes a não sujarem o ambiente. Mas como cidadão posso tentar sensibilizá-los para ajudarem na limpeza de um património que é de todos.