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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Sporting: fim ou início de um ciclo?

Com a época a acabar é tempo das análises. E muitas serão feitas, especialmente no que se refere ao Sporting. Já aqui escrevi e comentei que grande parte da culpa de estarmos nesta situação foram as consecutivas ruinosas gestões financeiras. Todas em nome de títulos  que nunca ganhámos, exceptuando como é sabido 2000 e 2002. Contentavam-nos com os segundos lugares que davam acesso directo à Liga dos Campeões: o dinheiro primeiro!

O nosso vizinho da segunda circular colocou um ex-presidente seu na prisão. Os nossos dirigentes entraram e saíram do clube e nunca ninguém lhes perguntou por contas… O costume! E a dívida a subir…

Com o Euro 2004 pensámos que seria o fim dos nossos problemas, mas pelo contrário, este evento foi o rombo que deu cabo do pouco que ainda dispúnhamos. Impotente para pagar todas as dívidas o Sporting foi vendendo os parcos recursos que o novo Estádio ainda apresentava.

E a equipa de futebol a esvair-se…

Nem vale a pena falarmos dos “grandes” jogadores que passaram pela equipa principal sem categoria nem nível… A lista é tão extensa que não lhe dedico qualquer linha. Assim como treinadores, adjuntos, preparadores de coisa nenhuma e tanta, tanta gente… sem utilidade. E a ganhar fortunas!

Foi aqui referido o exemplo de Sir Alex Ferguson, que ao fim de 26 anos abandona o Manchester. Este escocês entrou no United em 1986 e só seis anos mais tarde ganhou o seu primeiro título da liga inglesa. Em Portugal e especialmente no Sporting isso era impensável. Mas claro nós percebemos mais de futebol que os outros…

Hoje, perante o descalabro financeiro e desportivo desta época, começamos a perguntar: como chegámos aqui? Mas a pergunta só terá verdadeiro sentido se logo a seguir colocarmos a seguinte questão: como saímos daqui?

E é aqui que reside, talvez, a solução. Jamais esquecer, para não se repetir esta época como disse e muito bem o Pedro Correia neste texto, mas perceber que futuro se pretende para o Sporting. E neste sentido Bruno de Carvalho deve, com seriedade, comunicar a todos os Sportinguistas, sem quaisquer receios, qual a real situação do clube e da SAD. O que pertence ao clube e o que já foi vendido, quanto devemos e a quem, e mais importante que tudo, saber para que lutamos com os actuais atletas.

Eu, como sportinguista, não me aborreço se estiver mais uns anos sem nada ganhar, desde que com isso se consiga sanear as contas do clube e investir nos atletas da Academia.

Obviamente que para tudo isso é necessário coragem e (muita) determinação. Assim Bruno de Carvalho queira! 

 

 

 

Publicado também aqui

 

Na minha cidade II – Beleza a quanto obrigas

 

O caso aconteceu vai para mais de vinte anos. Lembrei-me hoje dele, nem sei bem porquê. A verdade é que assisti ao acontecimento e ainda hoje me rio da situação.

 

Era uma daqueles dias soalheiros de Abril. Se bem que a temperatura não fosse elevada, ainda assim a manhã estava agradável. Numa carrinha seguia eu atrás mais dois colegas à frente. Na rua da Madalena, quase a chegar ao Poço do Borratém a carrinha imobilizou-se devido ao sinal vermelho. Vidros abertos todos reparamos numa jovem muito bonita que subia a rua no sentido contrário ao nosso. A rapariga vestia uma saia curta, mas sem exagero, e uma blusa de cava generosamente decotada. O cabelo castanho comprido, caía-lhe pelos ombros. O passo parecia decidido.  O motorista avaliou a cachopa e calmamente observou:

 

- As raparigas desta cidade andam cada vez mais à fresca!

 

Obviamente que a jovem percebeu que a observação tinha-a como destino. Num ápice respondeu:

 

- Isso foi o que o meu pai disse à sua mãe!

 

O meu companheiro de viagem, apanhado de surpresa pela rápida resposta, ficou atónito mas não pode responder: o sinal passara a verde.

Reflexão breve

 

Há quem lhe chame fé, destino. Outros ainda, apenas sorte.

 

Seja como for, estar 17 dias soterrada debaixo dos escombros de um edifício, que ruiu no passado dia 24 de Abril e sobreviver para contar a sua história, é algo que não toca a todos.

 

Reshmi de 19 anos e mãe de duas crianças trabalhava numa das fábricas instaladas no prédio agora em ruínas, foi resgatada ainda com vida na passada sexta feira.

 

Uma coisa é certa: a esperança é sempre a última a morrer. 

Uma breve história e um livro

 

Conhecemo-nos no liceu, no que se chamava na altura de sétimo ano, hoje 11º. Sempre se mostrou ser muito bom aluno, ao contrário de mim que sempre fui cábula e preguiçoso.

 

Em breve percebemos que tínhamos muita coisa em comum, para além de sermos ambos adeptos do Sporting. E a escrita era uma delas, para além do cinema. No final desse ano lectivo mais precisamente a 30 de Junho de 1978, iniciávamos, com outros amigos, uma longa caminhada. Um jornal regional franqueara as suas páginas para lá colocarmos o que na altura pensávamos, sentíamos e desejávamos.

 

Uma aventura que durou oito anos… Depois, cada um seguiu o seu próprio destino. E só em 2012, vinte e cinco anos passados, nos voltámos a encontrar num jantar…

 

Mas independentemente da distância e afastamento que a vida (quase) nos obrigou, jamais deixámos de ser amigos. E foi com imensa alegria que li aqui que o Pedro publicou um livro, disponível a partir de hoje.

 

O tema, controverso e sem consenso generalizado, é por isso mesmo, desde já, uma aposta ganha. Vou ler com aquele interesse com que sempre li e leio as coisas que ele escreveu e escreve.

 

Para o meu amigo Pedro Correia o meu imenso abraço de muitas felicidades e maiores sucessos.

Na minha cidade - Gordura não é formosura!

Nota de abertura

 

O caso que hoje presenciei deu-me a ideia para “abrir” um espaço, ao que mais de genuíno vou conseguindo assistir em Lisboa. Por isso o nome “Na minha cidade”. Desculpem alguma linguagem menos própria. Mas neste caso não houve como evitá-lo.


Comecemos então!

 

 

Lisboa, 17 e 30 do dia de hoje.

 

Vou descendo uma avenida de carro, devagar. Reparo que a alguns metros aproxima-se uma passadeira de peões. Da esquerda surge então uma jovem muito roliça saboreando um bolo. Percebe-se o porquê de tanta gordura. A rapariga entra então de supetão na passadeira obrigando o carro que subia em sentido contrário a fazer uma travagem forçada. Entretanto eu já me imobilizara para lhe dar a devida passagem. Entretantp o condutor da outra viatura baixa calmamente o vidro, ao qual se segue o seguinte diálogo:

 

- Estás tão gorda que nem consegues parar antes da passadeira.

 

A rapariga vira-se para o condutor e responde:

 

- Vai passear cabrão!

 

Resposta pronta:

 

- Sou cabrão porque tenho uma mulher boa, não é como tu gorda e malcriada.

 

Espantada com a rápida devolução do seu antagonista e sem mais argumentos desfiou então, em altos berros, um rol de epítetos de um colorido imenso.

 

À boa maneira bairrista de Lisboa.

Comentadores televisivos – o perigo da opinião

 

Não sou grandemente apreciador de comentadores televisivos. Consideram-se (quase) sempre os maiores, com ideias brilhantes e soluções miraculosas para esta e outras crises. E já nem me refiro aos comentadores desportivos, mais conhecidos por “paineleiros”. Que estes são feitos geralmente de uma outra massa e portanto tem de ser tratados de forma diversa.

 

Por vezes dou comigo a percorrer canais de televisão em busca de notícias. Mas a única coisa que me é dado observar são os tais comentadores, tão do agrado de quase toda a gente. Aqueles debitam opiniões como quem come tremoços. Sentem-se senhores de verdades incontestáveis e nunca assumem o seu partidarismo (dizem que não têm???).

 

Criticam tudo e todos com uma veleidade e uma sobranceria invulgar. A verdade por que muitas vezes pugnam não tem cabimento neste país. E das duas uma: ou sabem isso e continuam, por teimosia ou estupidez a insistir na mesma tecla, ou por outro não têm consciência do que se passa no nosso país mais profundo.

 

Nestes comentadores não coloco, como é óbvio, aqueles que de uma forma ou doutra se encontram ou encontraram ligados aos partidos, mas os que se dizem equidistantes de partidos e interesses. Geralmente desconfio muito dos que se autoproclamam de independentes. Cheira-me sempre a outra coisa!

 

Também aqui neste espaço vou opinando e dizendo aquilo que sinto sobre este governo e outros que já existiram. Mas longe de mim ter a mínima veleidade de pensar que posso tornar-me num “opinion maker”. Quanto aos outros, televisionados por excelência, já não sei se terão este mesmo pensamento.

Um futuro “limpinho”?

 

Face ao empate desta noite em casa (porque não apitou o Capela o jogo?), o clube de Carnide vai na próxima semana ao Dragão tentar arrancar no mínimo um empate, de forma a manter-se na liderança co campeonato. Lembra-me esta situação, algo passado, vai para uns anos, com o meu Sporting.

 

E nesse ano, que poderia ter sido inesquecível, perdemos na capela da Luz com um golo de Luizão (o tal que é grande, mas não é grande coisa!) ao colo do Ricardo.

 

Pode ser que este ano o Jackson de encavalite em cima do Artur… Só espero que também seja “limpinho”! E aos 93 minutos…

 

Nada está ganho nem perdido para qualquer das duas equipas. Uma recebe em casa a quarta equipa de Lisboa (a primeira é o Sporting, depois vem o Belenenses, a que se segue o Atlético) para depois ir a Paços de Ferreira. Dois jogos difíceis e que vão requerer toda a concentração da equipa de Vitor Pereira.

 

O clube de Carnide para além de visitar o Dragão sobre brasas, recebe na última jornada o Moreirense.

 

Assim nos próximos fins-de-semana, o FCPorto vai ter mais uns milhões de adeptos a torcer por eles.

 

Eu, assumidamente, sou um deles!

 

 

 

 

Também pode ler-se aqui

Um Governo como o país: perdido

 

Os novos cortes anunciados pelo primeiro-ministro na semana passada, tiveram o condão de dividir mais o governo que qualquer outra campanha feita pela oposição. Ao que parece Paulo Portas quer demarcar-se destas novas medidas posicionando-se numa zona diria cinzenta, isto é entre aquilo que o governo quer fazer e o que CDS-PP não quer assumir.

 

Duma forma fria, dir-se-ia que Paulo Portas não quer abandonar o governo. Se o fizesse originaria, quase de certeza, novas eleições e que culminaria numa derrota estrondosa para os partidos da coligação. Mas por outro lado, não aprova de todo as novas medidas, o que o inclui numa rota de colisão com o actual ministro das Finanças Vitor Gaspar.

 

Uma coisa é certa: dentro do governo vive-se uma paz podre. Pedro Passos Coelho já não consegue gerar consensos entre as diferentes forças partidárias, PSD e CDS/PP e alguns independentes. E mesmo que publicamente tudo pareça viver na maior harmonia, as últimas declarações do Ministro dos Negócios Estrangeiros deixam transparecer um clima duvidoso.

 

Este governo perdeu-se assim no meio desta trapalhada a que chamaram troika, austeridade forçada e cortes na despesa.

 

Por tudo isto o país real vive também perdido, entre o medo de um desemprego precoce ou a retirada de mais um naco à reforma. Até que não haja mais nada para subtrair.

 

Nesse dia, finalmente, estaremos todos em pé de igualdade, prontos para (re)começar do zero. Obviamente fora do Euro e quiçá da própria União Europeia.

Primeiro dia de praia

 

 

O dia esteve convidativo com o sol quente mas sem exagero, uma brisa morna, Ingredientes suficientes para partir à aventura do primeiro dia de pria, deste ano. Nos caminhos de acesso às praias, os carros perfilavam-se já para quando for a hora de saída.

Gosto de praia, de sentir o frio do mar, o vento na face e o sol a aquecer-me. E fiz alguns quilómetros, coisa para uma hora e picos a caminhar.

A água do mar convidava a um belo mergulho,,, que fiz com natural prazer,

Alguma gente, mas por aquilo que pude perceber apenas verdadeiros apreciadores de praia.

Como eu!

 

 

Só um esclarecimento (para os meus amigos “capelistas”)

Regresso ao tema do derby da segunda circular, numa tentativa, quiçá impossível, de explicar a alguns dos meus amigos "capelistas" a razão da tão justificada revolta dos sportinguistas. Mas abro aqui primeiro uma ressalva quase Lapalissiana: uma grande penalidade não equivale a um golo certo.

Adiante...

No decorrer dos longos campeonatos todas as equipas são alvos de erros de arbitragem. Umas vezes a favor, outras contra. Foi, é e será sempre assim. Todavia e ao contrário da justica, no futebol o árbitro é a ultima instância na decisão tomada, e para a qual não existe hipótese de recurso.

Mas estas são as regras deste desporto, claramente aceites por todos os intervenientes. Só que no jogo do passado dia 21 de Abril, o que mais me aborreceu não foram apenas os erros de arbitragem, prejudicando “inocentemente “ o Sporting mas a forma como Jorge Jesus reagiu no final do jogo.

É sobejamente conhecido a forma pouco ortodoxa de se expressar, do actual treinador do clube de Carnide. E foi essa postura que acabou por o trair. Ao afirmar que o jogo fora “limpinho”, Jesus apenas tentou, obviamente sem sucesso, branquear as decisões de um árbitro sem categoria e sem nível para ajuizar tal encontro.

Entendo que Jesus quisesse valorizar a vitória da sua equipa. Era justo e normal que o pretendesse. Mas digam o que disserem Jorge Jesus, para além de não conseguir os seus intentos, ficou (muito) mal nesta “fotografia”.

Diz o povo que “há mais marés que marinheiros”. Pode ser que um destes dias Jesus se limpe a este “guardanapo”, quando for prejudicado por alguma equipa de arbitragem.

Aguardemos… serenamente!

 

 

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