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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Ainda sobre o jogo de ontem

Ontem à noite “a quente” escrevi este pequeno texto…

 

Hoje já mais “a frio” e após ter visionado alguns lances e lido alguns comentários isentos, fico com a certeza de diversas coisas:

 

1 - O clube de Carnide temeu o Sporting até à medula. O entusiasmo com esta nova direcção do Sporting e as últimas vitórias, mesmo sendo nos finais dos jogos, colocaram os nossos adversários em “alerta vermelho”.

2 - A equipa da Luz iniciou o jogo com… 11 jogadores estrangeiros em campo! Onze! Enquanto o Sporting apresentou 7 (sete) atletas lusos.

3 - Finalmente aquele senhor árbitro que só teve olhos para um dos lados. Uma incompetência a todos os níveis. Ou será que na Luz já se herdou os maus costumes do Norte?

 

Custa-me tanto perder assim! Porque não fomos em nada inferiores ao nosso adversário…

Um clube que diz pautar pela seriedade no futebol, não teve a lucidez de assumir os erros dos árbitros. Ficava-lhe bem e não mudava rigorosamente nada o resultado… Provavelmente ficou para agora, o pagamento da dívida do jogo e empate com a Académica… Digo eu!

 

Finalizo com uma simples questão: se a equipa de Carnide é tão boa, se a diferença pontual era e é tão grande, porque necessitou o clube de Carnide de ajuda externa?

 

 

Também publicado aqui

O que a Troika não sabe!

 

Uma das maiores vítimas deste tempo de vacas magras, que vamos obrigatoriamente diluindo nos nossos dias, são justamente as crianças. Estas não entendem como de um dia para o outro deixaram de ter direito a comer mais um pão ou a beber mais um copo de leite porque… não há!

Infelizmente não há para o leite, para o pão, para os bens essenciais. O desemprego alastra ferozmente sem se perceber um fim. As forças políticas clamam, o governo responde, o PR encolhe os ombros, a Troika obriga, o povo paga.

Ontem o meu filho fez anos e eu fui à pastelaria buscar o tão tradicional bolo de aniversário. Lá dentro, entre muita gente sentada, encontrei uma jovem mãe, não teria 30 anos, com duas crianças pequenas mas muito sossegadas ao seu redor. Primeiro passei por ela sem me aperceber da sua presença. Era mais uma que por ali estava. No entanto, ao fim de um pouco, descobri estranhamente que ela aguardava…

Mas não entendia bem o quê… Uma empregada colocou numa caixa de papel um bolo. Entretanto de pé no balcão duas senhoras solicitaram cafés e pastéis de nata. E mais uma vez um bolo para a caixa de papelão.

De súbito olhei para a parede defronte de mim, enquanto aguardava que me fossem buscar o bolo previamente encomendado, e pude ler:

“A partir das 18 horas por cada dois bolos comprados leva mais de um de graça”.

E naquele instante fez-se luz. A mãe aguardava a “Happy Hour” das seis da tarde para poder dar aos filhos uma guloseima que lhes matasse a fome. Em tom baixo perguntei à senhora que me atendia, se o que eu percebera seria verdade. Ao que ela respondeu que sim, mas com uma revelação ainda mais aterradora:

- Ela leva os bolos todos que consegue até às nove da noite, hora a que fechamos. É a única alimentação da família.

Tremi todo. E lembrei-me daquele casal no supermercado… que aqui relatei vai para um ano. Desta vez haveria de ser diferente… Desviei-me e disse para a empregada:

- Arranje um saco com pão, fiambre e se puder queijo. E lá dentro coloque também uns pacotes de leite com chocolate e diga-me quanto é.

A senhora obedeceu sem pestanejar e no final deu-me a conta que paguei sem hesitar. Quando saí pude passar a mão pelo cabelo de uma das crianças e percebi que higiene era algo que ali também faltava.

Já no carro, carregando uma caixa onde residia um bolo grande, sorri sozinho, imaginando a reacção daquela mãe ao perceber um saco com mais do que os costumados bolos.

Será que a Troika tem consciência disto?

Ao meu filho Miguel

Faz hoje precisamente 26 anos que fui pai pela primeira vez.

 

A sensação da fragilidade, o medo, a alegria de vermos naquele berço, nós em continuação, é impossível de descrever. Porém com o tempo, fui conseguindo lidar com todas as vicissitudes que uma criança trás à nossa vida.

 

É que isto de ser pai não é (nada?) fácil… Tento ser o melhor exemplo possível, todavia nem sempre se consegue dar o melhor exemplo. Porém não desisto de lhe mostrar o que considero ser o melhor caminho.

 

A minha relação com o meu filho mais velho é de profundo comprometimento. Não pretendo ser austero, ditador, teimoso. Como não desejo ser mole, demasiado flexível, incongruente. Prefiro um misto… das duas posturas. Temos visões justificadamente diferentes do mundo e da vida. Mas ainda bem que assim é! Porque da diferença sai muitas vezes uma nova verdade que agrada a ambos.

 

Dele tenho a amizade de um homem e não apenas de um descendente.

 

Dele sei que posso contar para o que for preciso, mesmo que no dia a dia o não demonstre (os silêncios são também formas de carinho!).

 

Dele reconheço capacidade para enormes feitos, daqueles que marcam uma pessoa para o resto da vida.

 

Nele vejo um homem, a construir um caminho, por vezes tortuoso é certo, mas firme e coerente.

 

Conheço-o como a palma da minha mão. Sei o que sente no seu interior. Percebo as suas lutas e entendo aquela revolta, por vezes incontida.

Mas é um doce como pessoa. Um homem já feito, com uma alma enorme e que inconscientemente a todos abarca.

 

Hoje, no dia do seu vigésimo sexto aniversário, é esta a minha singela homenagem ao meu filho Miguel.

 

Obrigado por seres meu… filho, amigo, companheiro!

Derby lisboeta - o futebol no seu melhor?

 

Na minha vida de adepto de futebol e do Sporting, já vi ene jogos entre Sporting e o Benfica e vice-versa. Com todos os resultados possíveis, com e sem golos, repletos e isentos de casos, plenos e vazios de alegrias.


 

Gosto contudo de debater, com o calor e elevação devidos, as vicissitudes dos jogos. Preferencialmente, se o meu antagonista for do rival da 2ª circular, uso de todo o tipo de acusações para invectivar o seu clube. Um “peditório” para o qual muitos ainda contribuem, sem perceberem que parte da minha conversa tem a única intenção de os fazer “ferver”. E dá-me incrível prazer vê-los ficarem verdes… mesmo que seja apenas de raiva!

 

 

Estamos em vésperas de mais um derby lisboeta. O Benfica necessita dos três pontos, este fim de semana em disputa, como de pão para a boca. O Sporting obviamente não está melhor, pois se não ganhar, hipoteca seriamente um eventual acesso à Liga Europa.

 

 

É como pensamento nestes pressupostos, que no próximo Domingo, ambas as equipas subirão ao palco da Luz para se defrontarem. O FCPorto a morder os calcanhares ao clube da Luz na luta para a liderança do campeonato e os outros adversários do Sporting, no apuramento para a Liga Europa, aguardam com alguma espectativa o que pode acontecer no relvado verde do Estádio do Benfica.

 

 

É lugar comum dizer-se que estes jogos são de tripla! Uma verdade insofismável. Mas faz muito tempo que não via tamanho entusiasmo por este derby olissiponense… Os adeptos do clube da águia percebem que se vencerem este desafio ficam com a auto-estrada aberta para o título, enquanto o clube de Alvalade ainda lutará (e muito) para se poder chegar à frente. Se a vitória sorrir aos leões a decisão do título passará claramente pelo Estádio do Dragão.

 

 

Uma palavra para os treinadores. Curiosamente nenhum deles tem a continuidade assegurada. E provavelmente este jogo poderá clarificar muitas dúvidas, quanto ao futuro próximo.

 

 

Independentemente de tudo o que se possa dizer e escrever, um derby na capital é sempre um momento de profunda emoção para os jogadores e acima de tudo para adeptos de ambas as equipas.

 

 

Que o jogo decorra sem incidentes, sem casos e com desejável desportivismo. Os atletas merecem e os adeptos necessitam. O futebol agradece.

 

E claro, que ganhe o Sporting… mesmo que não seja o melhor em campo! O que conta no final são os três pontos.

 

 

 

Também pode ler-se aqui

Em memória de Martin Richard

 

Ontem em Boston um pai ficou mais pobre.

Porque o seu filho de oito anos morreu.

Ontem um pai guardou um tesouro consigo para sempre.

Porque jamais esquecerá o abraço do pequeno Martin.

 

Não entendo! Não aceito! Que se construa uma família e alguém, por razões que ninguém conhece, a destrua.

 

Não entendo! Não aceito! Que se erga um castelo e alguém, por motivos que ninguém percebe, o derrube.

 

Não entendo! Não aceito! Que o mundo só se lembre do mal, quando inocentes desaparecem duma forma tão macabra.

 

Olhai senhores, olhai este mundo que foi belo e que placidamente vão conseguindo destruir.

 

Até quando?

Um Jesus dos tempos modernos

Não sei se Jesus Cristo alguma vez se pareceu com Diogo Morgado ou se é este actor português que se pretende parecido com Cristo. Duma forma ou doutra a realidade é que Diogo é hoje uma figura que, ultrapassando a fronteira de Portugal, encarnou uma espécie de “salvador” dos novos tempos.


As sociedades modernas estão tão sedentas de novas figuras e de novos ídolos que olharam para o português e disseram:

 

- É ele, é ele… o novo Jesus!

 

Porém o luso actor parece ser mais sereno que os seus seguidores especialmente do lado feminino. O que tenho lido e ouvido dele parece estar em consonância com alguém que interpretou uma figura profundamente carismática, com uma competência digna de realce.

 

Triste mundo este em que vivemos, por ter pegado num actor e colocado num pedestal a que ele nunca pretendeu subir. Como já referi atrás a incessante busca por novos ícones, seja pela juventude ou pelos menos jovens é um fenómeno cada vez mais um voga. Hoje o Diogo amanhã outro qualquer.

 

Só espero e desejo que o nosso interprete não se deixe cegar por este súbito fervor religioso associado à sua pessoa. Mas reconheço que por vezes se torna muito difícil.

Política à Portuguesa

Nas últimas semanas tenho vindo a perceber que (todos!!!) os políticos sabem muito mais do que dizem e propalam. Por exemplo o Partido Socialista, que tem a sua enorme quota-parte nesta fase do nosso país, tem o desplante de criticar o actual governo, sem todavia, apresentar propostas válidas e concretas para a solução dos problemas nacionais.

Dá mesmo a ideia que alguns políticos, nomeadamente os que se encontram fora do eixo da governação, pretendem que o país se afunde ainda mais, para que surjam finalmente como únicos salvadores da pátria. Creio que esta postura é obviamente pouco ética e acima de tudo desonesta para o povo português. Já assim foi com outros partidos no passado e continua a ser.

Na actual conjectura a alternativa partidária não pode nem deve passar apenas pelo PS e PSD/CDS, mas envolver todos os restantes partidos, especialmente os que têm assento parlamentar. A democracia não tem de ser apenas uma mera definição política, mas outrossim uma acção evidente e concreta, envolvendo o maior número de forças políticas e outros sectores da sociedade.

O país habituou-se desde há muito tempo a esta imagem quase bipolar da política, mas reconheço que esta forma está naturalmente esgotada. E o meu maior receio, é que um destes dias apareça por aí um tipo qualquer, com um discurso muito populista (ou popular!!!) e acabe por levar este rectângulo para caminhos e políticas que não queremos e nem desejamos recordar.

Tenho a perfeita consciência que se o actual líder da oposição dissesse ao país, com a seriedade que o seu lugar em consciência devia obrigar, que medidas tomaria para melhorar a nossa situação, provavelmente não ganharia as próximas eleições. Mas claro, a oposição diz apenas o que os eleitores querem ouvir e não a verdade.

É tempo por isso de acordarmos as nossas consciências de cidadãos. É urgente percebermos a quem os partidos, dito democráticos, estão realmente a servir: se os seus próprios interesses ou unicamente (como deveria ser???) o País!

Esta é uma discussão necessária e obrigatória, sem a qual Portugal jamais conseguirá sair do marasmo em que mergulhou ou obrigaram a mergulhar.

Ausência mais que justificada

 

Nos últimos dias muito se tem falado e especulado sobre a ausência do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, à tomada de posse dos novos Ministros.

Bem vistas as coisas o Presidente do CDS não tinha nada que lá estar. Por duas ordens de razão:

A primeira prende-se que, qualquer um dos novos ministros não é da esfera do CDS. A segunda é que Paulo Portas encontrava-se no Burkina Faso a tentar negociar com investidores locais, a possibilidade de se abrir em Ouagadougou uma nova loja de pronto a despir, da reconhecida marca portuguesa “Sodetanga”.

Chama-se a atenção que esta nova marca de roupas foi devidamente credenciada pela troika, durante a sua última avaliação.

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