Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Portugal, o Titanic europeu?

Bem pensado, bem pensado Portugal é um imenso Titanic. E hoje que se comemora os 100 anos do seu desaparecimento nas águas do Atlântico, deu-me para fazer as seguintes (in)devidas conclusões:

- Ofereceram aos passageiros do Titanic uma viagem no melhor paquete do mundo até ao Novo Continente;

- Ofereceram aos portugueses uma viagem no melhor Continente do mundo até à felicidade;

 

- Ninguém pensou que houvesse no mar algo mais poderoso que aquele paquete de mais de 260 metros de comprido. Todavia surgiu vindo do nada, um iceberg que afundou em menos de três horas aquele enorme navio;

- Ninguém pensou que houvesse no mundo uma moeda tão poderosa como o Euro. Todavia surgiu uma falência da Europa que atirou Portugal em menos que nada para a bicha da sopa dos pobres;

 

- Foram lançados avisos para o Titanic de que havia enormes icebergs na rota do navio. A informação não chegou a quem devia ou chegou tarde;

- Foram lançados avisos a diversos governos portugueses para cuidarem das contas públicas e não só. A informação não chegou ou não foi bem acolhida;

 

- Desapareceram mais de 1700 pessoas com o afundamento do Titanic nas águas geladas;

- Desapareceram mais de 200 mil postos de trabalho com o mergulho deste pobre país numa imensa crise;

 

Face ao que descrevi acima, concluo que Portugal tem realmente muito de Titanic.

No dia em que faz 100 anos que se afundou. E Portugal quando afunda?

Barça ao colo?

Se fosse em Portugal o que se passou esta noite com o Levante, realmente não me admiraria. Mas não foi neste nosso país, tão propenso a "casos", mas sim em Espanha, campeã em título do mundo e da europa. Falo obviamenteda o jogo entre o Levante e o Barcelona, em que a equipa da capital da Catalunha ganhou por 2 a 1. O resultado espelha uma inverdade tão imensa que nem cem blogues seriam suficienetes para espelhar o que passou naquele Estádio Cidade de Valência. É sobejamente conhecido a (má) ideia que os agentes desportivos em geral e os jornalistas em particular têm de José Mourinho. Bem pelo contrário, esses mesmos agentes e jornalistas referem-se a Pepe Guardiola como um grande cavalheiro e conhecedor de futebol. Isto tudo para dizer que a forma como o Barcelona ganhou o jogo foi de tal forma injustamente conseguida que raia o escândalo. É por demais sabido que se aproxima um clássico entre Barça e Real, desta vez em Nou Camp, a cinco jornadas do fim do campeonato. E se o Barcelona não tivesse ganho esta noite provavelmente Mourinho teria as contas muito facilitadas para o próximo embate. Mas claro em Espanha, raros são os que querem os sucessos de Mourinho, retirando obviamente os próprios adeptos do Real. Mas marcar uma grande penalidade contra o Levante quando foi o defesa é que sofreu a falta, parece-me demasiado forçado e a requerer quiçá por parte das autoridades espanholas uma observação cuidada aos árbitros e outrossim aos fiscais de linha. Ainda bem que o PPC não está em Espanha...

A MAC onde eu nasci!

O governo pretende fechar a Maternidade Alfredo da Costa (MAC). Um cordão humano junto a este hospital mostrou o descontentamento da população.

 

Entretanto tenho lido em alguns blogues, as mais diversas razões para o não encerramento da MAC:

- ou porque nasceram lá;

- ou porque acham que faz parte de um negócio qualquer o seu desmantelamento;

- ou porque há interesses de outros hospitais nesse negócio;

- ou… ou… ou…

 

Mas, a mim que também nasci na MAC, não me faz qualquer espécie que os seus serviços sejam distribuídos por outros hospitais. Aliás faz todo o sentido. Se não vejamos. Manter um hospital naquelas condições requer:

 

- a continuação do pessoal médico, como do administrativo e do pessoal gestor;

- o próprio edifício exige manutenção permanente nas suas estruturas;

- o número de partos não justifica o investimento, tendo em conta que Lisboa tem outros hospitais onde pode assegurar com qualidade e competência os mesmos serviços prestados na MAC.

 

Hoje vi uma faixa de um grupo de pessoas onde se podia ler “A saúde é um direito não é um negócio”. Ora há qualquer coisa de errado nisto. A saúde não é algo que se tenha ou não, por decreto. Podemos ter (ou não!), isso sim, direito aos cuidados médicos. Ora isto é uma coisa completamente diferente. Saúde é o estado daquele que é são. E a regra da proximidade dos hospitais não dá melhores cuidados médicos. Eu tenho um amigo que vive muito perto de um hospital (entre 200 a 300 metros), mas nem mesmo assim impediu um acidente vascular da mulher, do qual veio a falecer.

 

Se o desmembramento da MAC for avante é forçoso claramente manter as mesmas equipas médicas seja em que hospital for. Com o risco de, se isso não acontecer, os serviços prestados sofrerem na sua qualidade e rapidez.

 

Todavia acredito que o actual ministro da Saúde vai tomar isso em consideração.

Rescaldo do Sporting-Benfica

Ainda se vivem momentos de euforia e de alguma raiva contida quando me lembrei de escrever este rescaldo. Na verdade o penalti que os Benfiquistas tanto reclamam não o é. Pior, devia ser falta do avançado do Benfica por tentar simular uma falta. Mas como? Perguntar-me-ão! Então vamos supor que o lance acontece à entrada da grande área e que o jogador do Benfica teria a baliza escancarada à sua mercê… Alguém acredita que o jogador se atiraria para o chão? Creio que não. Ora daqui advém a ideia, de que o jogador só caiu porque já não conseguia apanhar a bola dentro de campo em vez de saltar sobre o adversário. No jogo da primeira volta um defesa do Benfica agarrou-se a um do Sporting (creio que foi o Capitão América) mas o árbitro nada marcou. No dia seguinte não vi referências a esse lance nas redes sociais. Quanto aos penalties ainda uma dica: quando é que um penalti assinalado é um golo? Ainda esta semana o Sporting sofreu uma grande penalidade que Rui Patrício defendeu. O próprio Benfica beneficiou de um penalti em Braga que não converteu, como outros que o Cardoso falhou… Estranho entretanto, que falem tanto de árbitros quando foi o próprio treinador do Benfica a dizer que “só tinha a dizer bem dos árbitros portugueses”. Para finalizar chamo à memória de todos, o célebre jogo na Luz em que o Luizão se colocou às cavalitas do Ricardo (na altura guarda redes do Sporting!), para marcar um golo que daria a vitória e a conquista do campeonato. O problema é que o Benfica numa semana ficou arredado de duas provas: Champions e Liga, podendo eventualmente ganhar a Taça da Liga. Mas para isso é necessário jogar contra o Gil Vicente. E ganhar! Sem jogar e sem marcar nada está ganho.

Homenagem ao Padre Jorge!

Hoje é Domingo de Páscoa.

 

Para mim e para a maioria dos católicos, este dia é o mais importante (e o mais bonito!) de todos. E por isso é dia de irmos à missa, de sentir a verdade de Ressurreição de Cristo em todos nós.

 

Mas hoje a manhã foi realmente muito especial. Pelo dia, obviamente, mas pela pessoa (leia-se padre) que me fez sentir este dia ainda duma forma mais profunda. O Padre Jorge Anselmo que conheço das diversas peregrinações que tenho feito a Fátima a pé, é um ser excepcional. E daí o peso que este dia teve em mim.

 

Na Igreja de Nossa Senhora das Mercês, o Padre Jorge apresentou-se, uma vez mais, como um homem de corpo e alma virada para Cristo. Quem com ele convive dia a dia, momento a momento, vai descobrindo na pessoa a obra de Deus. Um amigo. Um ser humano por excelência pois consegue evangelizar todos os que o rodeiam, pela postura serena e carinhosa como nos transmite a Palavra de Deus.

 

Reconheço-lhe grandes qualidades como padre. Sabe e sente o que diz. Tudo lhe vem de dentro de si. Nada é fabricacdo ou dito sem verdadeiro sentimento cristão.

 

Tenho para com Padre Jorge Anselmo uma gratidão profunda. Não só pelo que fez ao meu coração mas por aquilo que vai fazendo a quem com ele convive. Um exemplo perfeito de Igreja, de doutrina e fé.

 

Bem hajas Padre Jorge!

Agradecimentos e não só...

Ainda lambo as feridas da última peregrinação e já preparo tudo para a próxima!

Pois é, para peregrinar não basta só caminhar. É necessário saber sofrer. Mas é também uma alegria imensa conforme era tema deste ano.

 

Apetece-me por isso falar aqui de alguns companheiros de jornada, porque me marcaram, porque me fizeram chorar e rir, porque me fizeram feliz por os poder ajudar, porque me falaram das suas tristezas e angústias, como eu falei das minhas. Por tanta coisa... que nem todas as palavras do nosso léxico seriam suficientes para as descrever.

 

Falo assim da Joana e do Ricardo, um jovem casal muito unido, mas ambos imbuídos da palavra de Deus, um exemplo.

Da Júlia, curiosamente com quem comecei e com quem acabei esta peregrinação a conversar, uma amiga.

Do Bruno Gago sempre disponível e atento, uma força da natureza.

Do Luís Costa que naquele seu jeito tão peculiar empurrava os últimos para mais um passo, um corajoso.

Dos meus amigos Fernanda e José Cardoso que se integraram nesta família, pela primeira vez, como se fosse a deles, uma alegria.

Da Ana Vanessa com quem partilhei caminho e lágrimas, uma ternura.

Do Hugo, um amigo sempre disponível de coração puro e recto, um símbolo.

Da Mafalda uma mulher enorme, que enriqueceu este meu caminho, inesquecível.

E obviamente do Padre Jorge Anselmo, que duma forma tão simpática, tâo simples e tão evangelizadora vai fazendo correr no nosso coração, o Espirito Santo.

 

Refiro por fim duas pessoas muito importantes na minha vida e que caminharam também comigo: a minha mulher, um exemplo de coragem e tenacidade e finalmente o meu filho que numa partilha em Meca me fez chorar, o exemplo perfeito de como os caminhos de Deus se abrem muitas vezes por trilhos ínvios. Adorei tê-los comigo.

 

A todos os outros companheiros de viagem um agradecimento profundo por tudo o resto que aqui não soube explicar.

 

E se tudo correr bem, até para o ano!

De regresso... ou à espera do próximo ano!

Regressei da minha viagem!

 

Uma jornada cansativa e dolorosa! Durante 5 dias e 4 noites, fui até terras de Fátima, a pé.

Mas não fui só! Para além de Deus e do seu filho Jesus que sempre me acompanharam neste caminho ao regaço da Mãe Santíssima, caminhámos mais 105 peregrinos. Uma comunidade em busca de Deus e do seu filho cruxificado.

 

Cento e cinquenta quilómetros a pé,  passados em  leituras, silêncios e orações. Sob o tema: "Alegrai-vos sempre no Senhor", este caminho fez-se em alegria permanente. Escrevi aqui que partia para o interior... de mim mesmo. E foi verdade! Um interior a requerer lavagem espiritual. E que barrela eu levei!

 

No primeiro dia foi entregue a cada peregrino um simples saco de rede, onde cada um ia colocando o que fosse colhendo pela viagem (e foi tanto, tanto, que o Hugo Novo teve de levar na mochila pois não chegou o saquito!!!!).

O padre Jorge Anselmo, que nestas coisas é sempre uma santa referência, pediu então que escrevêssemos num papel previamente entregue qual a nossa maior alegria de que tivéssemos recordação.

 

Numa partilha na eucaristia de Meca, subi então a terreiro e lembrando um texto, também ele fantástico, de Jorge Luís Borges, acabei por assumir que naquele pequeno papel não cabia uma só alegria mas sim muitas. E por isso nadaescreveria...

Mas Deus havia-me de acordar para a verdade, que estava ali à minha frente e que jamais tomara a devida atenção. A alegria vivia ali comigo, lado a lado com os peregrinos. E essa alegria chamava-se simplesmente... "Partilha".

 

Partilha de chão e prato. De copo e roteiro. De dores e tristezas. Até de singelos cruxifixos feitos pelas mãos hábeis do Padro Jorge. E aquele peregrino só, a esforçar-se por andar mais depressa e dar-lhe a mão ou o braço e partilharmos o caminho a seu  lado. Sabia tão bem...

Tantas histórias de vida ou a minha vida toda numa história? Jamais o saberei...

E naquela tarde solarenga quando chegámos ao altar da Virgem Mãe, partilhámos os restos das lágrimas que não vertemos pelo caminho.

 

Ainda ontem cheguei e já sinto saudades de partir uma vez mais... Saio sempre enriquecido destas caminhadas. O mundo hoje está vestido de cores diferentes porque há esperança no meu coração!

 

Relembro finalmente aqui, apenas algumas frases que ouvi e senti neste caminho:

 

Não sei por que estou nesta peregrinação, mas Deus sabe;

Reguem a fé com a palavra de Deus, qual chuva em terreno seco;

Aprendo a rezar com os pés.

 

Bem hajam a todos quantos caminharam comigo.

 

Pág. 2/2

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2010
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2009
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2008
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D