As recentes declarações de Cavaco Silva sobre os rendimentos referentes às suas reformas caíram extremamente mal na sociedade portuguesa.
Primeiro porque não correspondem à verdade. E esta mentira dificilmente o PR vai conseguir explicar aos portugueses.
Segundo porque ao PR não basta parecer sério, tem de o ser na sua vida pessoal, correndo o risco de não o sendo, perder todo um capital de credibilidade que levou anos a conquistar.
Mas o que mais me espanta é que o PR diga estes disparates assim sem mais nem menos. Ele que devia dar (ser) o exemplo a todo o povo…
Não imagino o que se seguirá após estas declarações, mas creio que a partir de agora ninguém olhará para este homem da mesma forma.
Antes de ser PR, Cavaco Silva é um cidadão de direito português. E como qualquer outro tem direito a receber a reforma correspondente aos seus descontos enquanto trabalhador activo. Mas declarar publicamente que não sabe quanto vai receber de reforma do BdP, quando é reformado daquele entidade desde 2004 parece-me demasiado rebuscado.
Faltou ainda ao PR pensar na declaração do IRS que deve ter entregue no TC aquando do seu novo mandato. Aí está discriminado o valor das suas pensões. Pensasse ele um minuto nesse documento e não estaria agora nesta incómoda situação.
Cavaco Silva deu na passada sexta feira um tiro no seu próprio pé e certamente no do governo!
Fui durante muitos anos amante deste tipo de música, criada à base de sintetizadores, sendo Jean Michel Jarre um dos melhores compositores, a par de Klaus Schulze.
Os "Concertos da China" foi um duplo album que guardei durante anos a fio.
Depois passei para outras músicas e outros estilos. Até que me apareceu Kitaro.
A música só por si não traz nada de novo. Muito influenciada pelos sons europeus dos anos 70 e 80 e orientais, o video vale essencialmente pela beleza das imagens.
Álvaro Santos Pereira e diversas organizações assinaram esta manhã um acordo que envolve governo, associações empresariais e confederações sindicais, tendo em conta novas normas de trabalho.
Como era sabido a CGTP não fez parte desse acordo, deixando nas mãos de outros, decisões que também lhe cabiam opinar e decidir. Depois queixam-se de maus acordos…
Já é conhecida a forma obtusa e radical como a CGTP vê estas coisas da concertação e de acordos com o patronato. Nunca está presente nas reuniões finais e prefere a confrontação de rua à negociação sensata e ponderada.
Também há pouco tempo o Bloco de Esquerda não se reuniu com a “troika”, com os naturais resultados negativos nas eleições legislativas, assumidos por Francisco Louçã.
O país vive momentos tenebrosos, é certo. A todos é pedido um esforço (independentemente de algumas excepções) e aqueles cavalheiros, teimosos e agarrados a teorias já desajustadas à realidade querem fazer acordos impossíveis, porque não pretendem abdicar de princípios irrealistas e impraticáveis.
Ontem ouvi a entrevista do Ministro Álvaro e fora alguns tiros no pé dados anteriormente, no que respeita a declarações públicas, aquele governante esteve calmo, sereno, explicando o que havia para explicar.
Não é um político, mais um técnico. E nada de tecnocrata, pelo que me apercebi. Conseguiu esquivar-se com alguma subtileza a questões um tanto incómodas (caso das nomeações na EDP) e assumiu outras sem rodeios (o aumento do desemprego para o próximo ano).
Com certeza, ao contrário de muitos, gostei do que disse, não pelo seu conteúdo obviamente, mas pela forma cordata e calma com que tentou explicar os novos acordos entretanto firmados.
O Estado não é uma pessoa de bem. Paga aos seus fornecedores tarde e más horas, demonstrando uma falência técnica que lhe advém de políticas pouco correctas e sérias.
A maioria dos políticos servem-se dela (política) e não a servem. Os “boys” servem-se dos políticos e não os servem. Os autarcas servem-se das câmaras e não as servem. Os gestores públicos servem-se das empresas e não as servem.
Então o que se sobra?
Nada, ou melhor quase nada. Sobra a dignidade de um povo habituado a fazer sacrifícios em toda a sua história quase milenar. É este povo, que deu ao mundo outros mundos, que se encontra refém desses mesmos mundos que outrora foram seus.
Angola quer investir em Portugal, a China já entrou na EDP e sabe-se lá em que mais empresas está interessada. O governo também pretende investimento brasileiro em Portugal. Timor chegou a oferecer-se para comprar dívida soberana Portuguesa. Portanto estamos nas mãos daqueles que durante séculos foram chamadas “Províncias ultramarinas” se exceptuarmos a China.
Esta verdade que toda a gente vê mas ninguém quer assumir publicamente é fruto de anos de despesismo e “fartar-vilanagem” por parte do Estado e não só. O mesmo Estado que quer as pessoas a trabalhar mais, a ganhar menos e a pagar mais impostos. O mesmo Estado que não paga a quem deve e penhora a quem não lhe paga. Um Estado que quer o céu para si e o inferno para os outros. Um Estado que liberta mais depressa o criminoso que o queixoso. Um Estado que se preocupa mais com a opinião dos estrangeiros do que com a da sua população.
As notícias sobre as últimas nomeações do governo têm feito furor, tanto nas televisões como nos jornais. Mas eu, que tenho a mania idiota de ver as notícias por primas diferentes, pergunto:
Onde estão os meninos (ou boys) saídos dos governos socráticos? Os assessores, chefes de gabinete, adjuntos e outros?
Responder-me-ão com alguma propriedade: voltaram às origens!
Pois é, a maioria deles regressou aos seus anteriores locais de trabalho, donde haviam sido requisitados, mas desta vez com novas e acrescidas funções. Isso é certo!
É preciso não esquecer que estas pessoas cumpriram um serviço público e têm de ser agraciados por esse esforço. Desta forma, tudo o que é lugar de chefia e de relevo vai obviamente ser ocupado por estes cavalheiros, independentemente do mérito ou capacidade. E as suas vidas jamais serão as mesmas. Com uma evidente constatação: tudo o que dizem vai ser tomado em consideração (eh pá o gajo fez parte do governo, deve saber o que diz!!!).
Por isso refiro muitas vezes o actual Presidente Cavaco Silva porque, após a sua saída do governo, regressou ao seu gabinete do BdP, onde se manteve até ser reformado por limite de idade (onde já se viu!!!), quando naturalmente podia, se assim o entendesse, ir para uma qualquer empresa da esfera do Estado ou outra de igual valia com vencimento chorudo e todas as mordomias inerentes ao cargo.