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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

O MEU DIÁRIO (excertos)

Divagando!
Corro qual lebre esbaforida e escondo-me, na toca segura do teu olhar!
Na escuridão de uma qualquer clareira sem luz, sento-me e espero que chegues!
Olho as copas altas e frondosas das árvores que me ladeiam e mais parecem soldados que me escoltam, nesta espera do que não se apressa em chegar... não desanímo nem desisto!
Todos os pássaros me provocam ensaiando voos que não consigo imitar. Assobio, simplesmente.
Recolho a toalha, onde me sentei e de olhos bem abertos enfrento o regresso que me devolverá à realidade de uma rua qualquer onde caminho, sem ver nada nem ninguém.
Dou conta que é tarde, que não fiz nada do que destinei fazer! Apenas divaguei. Saborosamente!

Ah!


Esqueci-me de almoçar!



O Novo (des)Acordo Ortográfico


O novo acordo ortográfico para os países de expressão portuguesa parece não ser consensual em grande parte da sociedade portuguesa e pelo que sei também não é bem aceite no outro lado do Atlântico. Entretanto o governo declarou que este Acordo só entrará em pleno funcionamento daqui a seis anos. Até lá atravessamos uma fase de (in)transição.
Correm através da Internet petições, solicitações; organizam-se colóquios e seminários; tudo em prol da língua portuguesa. Mas ainda não sei o que diz a Sociedade da Língua Portuguesa. Todavia nunca entendi para que serve ou a quem serve um Acordo Ortográfico. Olhemos o exemplo do Inglês. A língua falada e escrita nas ilhas britânicas é diferente do americano e do australiano (e já não coloco aqui o inglês dos países Africanos e Asiáticos). Porém, que eu saiba, jamais se assistiu a qualquer acordo entre os diversos países. Nem acredito que algum deles aceitasse alterações à sua língua, para além daquelas que eles próprios introduziram, da mesma forma que aceitamos modificações à nossa.
Ora o português tem realmente evoluído desde a idade média, mas nos últimos dois séculos tendeu a estabilizar, muito por força dos escritores do século XIX e dum jornalismo crescente.
Uma língua viva tem de aceitar naturais modificações, porém estas baseiam-se mais no adir de novas palavras no que na alteração de etimologia das já existentes. Portugal deu às antigas colónias a sua língua, de forma que todos se conseguissem entender. Mal ou bem o português foi aceite e hoje é a língua oficial nesses territórios independentes. Carece assim saber o porquê deste (des)acordo. Eu tenho uma explicação, que poderá eventualmente não corresponder à verdade, mas é a minha opinião e vale o que vale. Como é do conhecimento geral o país mais populoso a falar o português é o Brasil. Para lá fugiu a corte há duzentos anos e de lá veio muita riqueza que encheu os bolsos a muita burguesia e especialmente ao Rei. Actualmente o Brasil influencia Portugal duma maneira clara e evidente (música, novelas, emigração crescente). E é natural que os nossos editores e livreiros vejam no mercado brasileiro uma boa referência para aumentar as vendas. Mas se a função das editoras é colocar à venda o que melhor se faz em Portugal, em termos de escrita, também é verdade que a eles cabe uma quota-parte da continuação da boa língua de Camões.
Portugal não pode ficar à mercê de quem quer mudar, só para agradar a uns quantos da indústria livreira. Os partidos com assento na Assembleia da República, por seu lado, assobiam para o lado as futuras alterações ao Português. Parece que o rei vai nu e ninguém vê.
Depois admirem-se que os jovens entrem na Universidade e não saibam escrever.
Já agora, que tal um referendo sobre este assunto?

O MEU DIÁRIO (excertos)

Cinquenta anos!
Assisti ontem ao aniversário dos cinquenta anos de casados daqueles que considero meus “pais afectivos”. Dou-lhes esta denominação, sentida, porque desta forma os quero distinguir!
Foi uma festa simples, fantástica, única e fashion!
Foi fantástica porque singela, foi fashion porque única.
Estávamos todos felizes e bonitos... estávamos também, unidos num sentimento de carinho, amor e admiração por dois seres que tanto nos mimam e apoiam, ao longo dos nossos, por vezes, turbulentos dias.
Houve discursos, bolo, presentes e muito champanhe.
Cinquenta anos de casados, é um feito, que muito poucos podem, hoje aspirar celebrar. Mas que é gostoso de ver, é.
Num casamento de cinquenta anos, que mais contará?
- o AMOR, A ESTABILIDADE, OU AMBAS AS COISAS?
Resposta: - neste caso ambas as coisas.

Longa vida aos que saboreiam e apreciam os dia!

AS CORES DO DIA!

O DIA AMANHECEU CINZENTO E CHUVOSO, TRAZENDO-NOS UM INVERNO DESPROPOSITADO ,QUE APÓS UMA  IGUALMENTE DESPROPOSITADA SEMANA DE VERÃO, É TUDO MENOS PRIMAVERA.

NÃO TE DEIXES SOTERRAR PELAS CORES DOMINANTES DA PAISAGEM.

ALINDA A TUA ALMA.

PENSA, SOMENTE EM AZUL, MUITO AZUL.



BOM DIA!

Saudade



Desbravo estas poucas palavras


Que elas matam as saudades de ti.


São folhas levadas pela brisa,


Repousando no teu terno regaço.


 


As tuas lembranças são-me tão caras


E os teus lábios sedosos tão fiéis.


Que os sinto quentes, fervorosos,


Como me tocassem neste instante.


 


Há no teu sorriso transparente


O fogo eterno da paixão bravia,


e do amor feroz que rasgámos,


em longas noites de lua cheia.


 


Quando sinto só, sei lembrar-te:


o olhar vivo, os lábios sedosos,


o corpo frágil, o cabelo em rebuliço


a vida envolta num pensamento.


 


Depois… depois quase feliz,


Respiro enfim, um ar perfumado…


É o vento que me traz o teu aroma…


A mar…e amar a terra fecunda…



A Lua, amiga e confidente

Eugénia deitou-se. Desde as 6 da manhã que andava a pé, num afã costumado e cansativo. Nem as refeições eram momentaneamente repousantes. Havia sempre alguém da casa que clamava e exigia a sua presença.
Puxou o lençol para cima e tapou-se. Não era que tivesse frio, porém fora um hábito que adquirira desde criança. Pela janela escancarada viu a Lua, sua amiga e confidente, que do alto do firmamento negro ouvia em silêncio a mulher triste desabafar, quase em surdina:
- Um dia parto... Sem destino.
E após um longo silencio continuou:
- ... Parto para longe, onde ninguém me conheça...
A confissão quase ameaça era, havia muitos anos, repetidamente a mesma. Mas ia ficando, sempre. Primeiro porque os gaiatos exigiram cueiros e cuidados permanentes. Mais tarde pretendiam batas limpas e asseadas na escola e agora crescidos nem sabia porquê, tudo servia de razão para ficar mais um dia, uma semana, um mês. E este último somado a tantos outros entornavam-se em anos e anos e anos…
A noite cálida e serena não trouxe consigo nenhuma brisa. Durante todo o dia um sol tórrido quase queimara as entranhas de um povo corajosamente sofredor, carregando aos ombros fardos de canseiras e fomes.
De súbito pareceu ouvir um leve arranhar no lado de fora da  porta do quarto. Sabia de antemão quem era, mas fez que não ouviu. Sem resposta, insistiram em bater ao de leve. Mas Eugénia manteve-se em profundo silêncio aguardando que do outro lado a julgasse já a dormir. Porém a insistência manteve-se e ela não teve outro remédio senão responder:
- Entre!
A porta abriu-se devagar rangendo nas velhas dobradiças e da penumbra surgiu um homem já de provecta idade. O cabelo branco e ralo cobria-lhe parte da fronte num desalinho, vestia um pijama surrado, de mangas puídas e muito curto. Nos braços, até onde se podia ver, a pele flácida e enrugada caia-lhe como de pedaços de carne a mais. Aproximou-se de Eugénia e sussurrou-lhe ao ouvido:
- Posso deitar-me aqui a teu lado?
A sopeira pode sentir então o odor nauseabundo que exalava do patrão. Uma estranha mistura de vinho, aguardente, alho e suor. Um pegulho que a enojava!
Mas nada disse. Deixou-se ficar, olhando a Lua, sua amiga e confidente. O homem, não obstante o silêncio da criada, teimou em invadir o leito. Mas desta vez apenas pretendia companhia:
- Desculpa, mas hoje não me apetece dormir sozinho... Não te importas que aqui fique?
E chegou o seu corpo à sopeira:
- Só assim, está bem?
Não estava bem, mas que podia ela fazer? A mulher teve pena daquele homem, sempre tivera. Desde o primeiro dia que ali entrara, havia muitos anos.
O fidalgo era descendente de uma rica família com origens no princípio da história do país. O seu avô, D. Acácio, tivera apenas três filhos: Clemência, Francisco e Amândio. A rapariga fora a mais velha dos irmãos; solteirona por convicção, gozara a vida até morrer. Imensos romances com diferentes epílogos, haviam partilhado a sua companhia contra a vontade férrea porém impotente de um pai austero, que acabou por considerar a filha como uma reles meretriz:
- Criei eu uma mulher para ser uma senhora e não uma galdéria pronta a encafuar-se em qualquer alcofa. Que pouca vergonha... Uma desgraça.
Quanto a Francisco, pai de D. Miguel, seguira as pisadas do antecessor e dedicara-se com êxito aos negócios agrícolas. Por sua vez, o mais novo perdera tempo e dinheiro em casinos e bordéis. Jamais casara e acabaria por perecer numa rixa, na feira de S. Sebastião por desavenças que envolveu saias e um marido ciumento.
Com a morte do pai Francisco, D. Miguel herdou não só o título nobiliário como a fortuna amealhada pela família. Da tia Clemência recebeu um belo palacete onde passou a viver e mais alguns nacos de terra fértil. De Amândio nada herdou. Tudo se evaporara...
Rico, solteiro e naturalmente bem parecido, num ápice o fidalgo passou a ser um candidato perfeito a marido, muito disputado pelas raparigas solteiras das redondezas. Porém só a Maria Violante conseguiria levá-lo ao altar. Conta-se que o sogro pagou uma grossa maquia para que Miguel aceitasse a jovem para sua esposa.
Realmente a noiva não era feia, bem pelo contrário. Mas exibia um estupor de um feitio que afastava qualquer candidato a marido. De ideias fixas, raramente dava o braço a torcer. Inflexível, arrogante e teimosa foi com incontida alegria que o pai viu partir a filha para a casa do genro. Confessaria um dia mais tarde numa roda restrita de velhos amigos:
- Foi o dinheiro mais bem gasto da minha vida! Desgraçado é do D. Miguel que tem de a aturar.
Todavia nos primeiros anos o casamento parecia quase perfeito. Foi o tempo de nascerem as crianças: três. Tal e qual o seu avô Acácio, dois rapazes e uma rapariga. Entretanto Maria Eugénia, ainda muito jovem, com pouco mais de doze anos, entrou ao serviço do casal, com a principal função de tomar conta dos gaiatos. Nessa altura já D. Miguel escapava sempre que podia de casa, enquanto a esposa se preocupava em caricaturar as vidas das vizinhas, em chás recheados de maledicência e coscuvilhice. A relação entre os cônjuges deteriorara-se abruptamente. O homem trocara uma postura alegre e acolhedora, pelo silêncio, rematado com uma tristeza permanente. Violante passou a usar e abusar da sua prepotência para desancar medonhas reprimendas na criadagem, como forma tristemente compensatória da sua vida medíocre.
Foi neste arruinado ambiente que Eugénia acabou por crescer. Também ela necessitava de carinho e algum consolo, principalmente após a morte recente da mãe. Mas no velho palacete teve de aprender à força a ser a mãe extremosa dos inocentes, a criada solícita da patroa, a governanta competente da casa e finalmente a amante fiel de D. Miguel...
Adormeceu por fim a mirar a Lua, sua amiga e confidente, sentindo nas costas o bafo quente e envinagrado do patrão. Quando acordou já a alvorada penetrava pela janela com se fosse uma carícia. Estranhamente sentiu ainda a seu lado o fidalgo. Estava tão sossegado que nem o ouvia respirar. Era a primeira vez em muitos anos que D. Miguel se deixava ficar na sua cama até de manhã.
Receosa do que poderia a patroa saber e pensar, resolveu então partir. A ameaça tantas vezes arremessada entre dentes transformara-se numa oportunidade única. Em silêncio, não fosse o fidalgo dar conta, amontoou os seus parcos pertences e encafuou-os numa cesta de verga comprada na feira de S.Bernardo. Arranjou-se, sempre em silêncio e saiu do quarto.
Fechou a porta devagar e desceu a frondosa escadaria. As tábuas velhas do soalho centenário rangiam à sua passagem, mas ninguém desconfiou da sua partida. Abriu a pesada porta e saiu. A manhã crescia por detrás das copas dos pinheiros que envolviam a imensa propriedade. Rodilha à cabeça lançou com perícia a cesta para o cimo, rodou-a um pouco para equilibrar e partiu. Depressa alcançou o caminho para a estação de comboios. Era ali que escolheria um novo destino para a sua vida. Nem sabia se para cima ou para baixo. Jamais saíra da aldeia. Punha o seu destino na Lua, sua amiga e confidente, que o Sol da manhã já não deixava antever mas que ela sabia que estava lá, colada ao firmamento, e ela que decidisse.
Entretanto no velho solar D. Miguel jazia naquela que fora durante muitos anos a cama de Maria Eugénia.
Em silêncio. Morto

A MEU FILHO QUERIDO!

 


Meu filho, meu amor!
Voo à procura de ti.
Como as borboletas azuis, és o meu infinito!
Como as margens de um rio, és o que me contém!
Como as palmeiras mais altas e arrogantes, és o meu poiso do olhar...
Que belo seria, se fosses o meu verdadeiro amigo de conversas!...
Quem sabe, falas também, comigo, assim, em silêncio!
O sol vai alto, cega-me o horizonte. Quase não alcanço.
Só a noite me assusta.

voo á procura de ti!



O MEU DIÁRIO (excerto)

Da noite tudo se passou nas calmas, já que com este tempo tão exaltado, meteorologicamente falando, nunca se sabe!

 


O teatro era muito bom. Um monólogo quase surreal: “UMA SOLIDÃO DEMASIADO RUIDOSA...”  de Bohumil Hrabal.

 Versava sobre a vida de um individuo que trabalhava há trinta e cinco anos  numa cave , atulhada de livros. Ele tinha como tarefa, prensar papel velho... mas lia os livros ou excertos deles, antes de os destruir... 

Construíu um pensamento fragmentado, como fragmentada e solitária era a sua vida.


Era culto , sem querer, e sofria-lhe as consequências.


Enfim, o universo de Kafka no seu esplendor.



Do Plano Marshall à OCDE, na UE rumando à “tramação”!

Em 1947, o general Marshall, propõe auxílio à Europa que, finda a guerra, estava na penúria. Os Estados Unidos declaravam assim guerra «à fome, à pobreza, ao desespero, ao caos».


Evolui-se então para a OECE (Organização Europeia de Cooperação Económica) e a que se sucede a OCDE actual.


Todos os passos seguintes até à presente UE, são os que sabemos: - 1950, plano SHUMAN,1957-tratado de Roma = CEE, e todos os demais até ao TRATADO de LISBOA...


Começou por cinco países ... só em1979 houve um sufrágio universal que elegia 410 membros para o Parlamento Europeu.


 Lembraram-se que talvez fosse melhor passar a uma união de facto e surgiu a União Europeia,(UE)... depois com vinte cinco e agora vinte e sete!!Países... Já andamos nos Balcãs e estamos às portas de Istambul...


A velha Europa está temporariamente em poisio! Não se sente confortável com tantos “apêndices”.
A globalização, o pós onze de Setembro, a luta do Irão pelo controlo do Islão, vieram baralhar o que já não era muito claro:
- Que rumo para a UE?
Queria criar-se um mercado que fosse competir com o mercado americano... aí surgiu a China, que está arrasando aos poucos todos os mercados, o americano incluído.
 Pelo caminho esquecemos o essencial, a saber:
1-Desde Maastricht, ao Tratado de Lisboa passando por todos os outros, nenhum foi validado pelos Povos que figuram nas bandeiras desfraldadas por essas cimeiras onde decidem de nós à nossa revelia.
2- para sermos uma potência alternativa à América teríamos que ter uma politica de defesa EXTERNA comum e uma força de intervenção rápida comum, coisas que não temos pois que para isso é preciso Lideres à altura e dinheiro que baste.

 


Que fazer com a China, com a Rússia e com o Irão que quer controlar o Islão?

 


Teremos que inevitavelmente estar sempre ao lado da América, onde aliás “bebemos” em 1947 os nossos alicerces de uma “casa europeia comum”, de resto, estamos mesmo “tramados”.

 


 



O MEU DIÁRIO (excerto)

 ...16/07/2...


São 22hrs da véspera do meu aniversário!


O dia esteve como eu, chuvoso, apesar de ser Verão. Que fazer quando cá dentro tudo está despedaçado?


A vida é demasiado curta para a vivermos com tédio. Eu sou uma amante da luxúria, da cor, da estética!


Acorrentam-me ao desalento, e eu, qual escravo insubmisso, rebelo-me e fujo, para longe de mim e de todos esses fantasmas horrendos que me querem apanhar.


Não me quero perder nos labirintos da solidão. Escarafuncho ao limite todos os recantos onde more uma alma que me entenda e acarinhe. Não encontro, mas não desisto de procurar.


Amanhã serei grande! Cresci demais e não me sinto à altura de tal tamanho. Quero fugir dos enredos do vazio. Que terei eu para dizer daqui a um ano?


 



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