Sem prendas de Natal
Pela primeira vez em 34 anos de trabalho não recebi subsídio de Natal. Ou melhor, não o recebi todo junto como era uso. Porque a opção de aquele ser repartido pelos doze meses deste ano não fez crescer mensalmente o meu pecúlio financeiro.E assim olho para o próximo Natal de forma diferente do que sempre foi, até aqui.
Gostava da azáfama das prendas, do que escolher para os filhos ou para os sobrinhos, para o pai ou para o afilhado, para a minha mulher ou a mãe. Dilemas diversos mas que sabiam bem.
Este ano “alguém” me tirou esse prazer, esse gosto. Não quero aqui acusar rigorosamente seja quem for desta minha tristeza, mas que ela invadiu estes últimos dias é bem verdade!
Sei de antemão que neste preciso momento há muitas (demasiadas!) famílias que nem dinheiro têm para os bens essenciais, quanto mais para prendas. Serei quiçá egoísta em pensar desta forma, admito!
Só que este meu pequeno prazer de poder dar, oferecer, brindar família e amigos com pequenas alegrias foi inibido pura e simplesmente por decreto.
No fundo, no fundo deixei de ser dono da minha própria vida. Não será esta nova filosofia imposta por quem não conheço uma nova forma de ditadura?