36 anos a escrever!
Trinta e seis anos depois a pergunta impõe-se: terá valido a pena?A resposta, porém, não é fácil mas quero acreditar que sim!
A escrita não é o meu modo de vida mas o meu modo de estar e de ser. Há 36 anos era um jovem de óculos altamente graduados, pouco sagaz e convencido que mudava o mundo.
Hoje, decorrida esta trintena de anos, tenho a consciência que errei muitas vezes (provavelmente mais do que devia), mas posso morrer amanhã pois deixo aos meus herdeiros um pequeno património escrito. Nada de valor é certo, mas ainda assim algo que é, no fim de contas, um reflexo do que foi, é e será a minha vida.
Jamais me considerei escritor, poeta, cronista e muito menos jornalista. E nunca fui muito bom em nenhuma destas disciplinas.
Continuarei, todavia, a escrever… Mesmo que a mão me doa!