Do futebol inglês… e não só
Desde que me conheço sempre gostei de futebol. Especialmente o inglês!
Recordo com alguma nostalgia, as tardes a ver as finais da Taça de Inglaterra acompanhado do meu pai, quase sempre apresentadas com pompa e circunstância pela RTP.
Hoje, passados alguns anos, ainda prefiro o futebol britânico ao português ou de qualquer parte do Mundo, com ou sem vedetas. E é só o Sporting que me rouba a atenção de um jogo na terra de Sua Majestade.
Diversas são as razões para esta minha preferência futebolística: a filosofia de jogo, as arbitragens, os adeptos, o “fairplay” e ultimamente a carreira de José Mourinho.
O futebol inglês exibe de uma espectacularidade difícil de se ver noutros países ou Continentes, onde o Desporto-Rei criou boas e profundas raízes. Aquela filosofia de jogo em que “marcar mais golos que os sofridos”, faz com que, à partida, os desafios raramente acabem sem golos. Há, no entanto, quem privilegie a segurança defensiva, caso da Itália. Na Alemanha o poder físico dos jogadores destaca-se ao recorte técnico. Em Espanha, pelo contrário, a técnica apurada dos atletas é deveras apreciada. E em Portugal…
… Em Portugal o futebol escreve-se e joga-se (infelizmente) de forma muito diferente do inglês. O que importa é o resultado final. Ganhar… apenas e só e seja a que preço for! No nosso país jamais seria possível o que um atleta fez em Inglaterra, vai para uns anos: um árbitro marcou uma grande penalidade por uma pretensa falta dentro de área, mas a suposta vítima foi lesta a esclarecer o juiz da partida que não tinha havido qualquer infracção. E o árbitro acabou por não assinalar.
É por estas (e por muuuuuuitas outras!) que o futebol luso tem cada vez menos adeptos, os clubes menos sócios e as SAD’s cada vez mais dívidas.