Greve dos professores: razões certas, formas erradas
Sempre considerei a greve como um direito do trabalhador para conquistar melhores salários ou condições de trabalho.
Mesmo sem direito a receber o dia de greve, esta deve prejudicar mais o patronato que o empregado. E daí a força que aquela forma de luta pode ter numa mudança de atitude por parte de quem tem, geralmente, mais poder.
Mas o que perspectivo para os próximos dias por parte dos professores surge como uma forma pouco democrática de lutar. Não ponho sequer em questão a justiça da greve, mas creio que prejudicar os alunos em vez do Estado (que é o verdadeiro patrão!) não me parece ser o mais sensato.
Há com certeza outras formas de luta ou outros dias para greves que não dos dias de exames. E eu estou perfeitamente à-vontade porque nem tenho filhos no secundário, mas compreendo e de que maneira a ansiedade de pais e filhos. Estes exames podem definir o futuro de um estudante.
Formar estudantes é umas das mais nobres profissões! Sempre o achei! Mas usar os alunos como armas de arremesso, mesmo que a razão lhes assista, como é o caso, parece-me profundamente descabido, injusto para os alunos e claramente impopular.