Diálogo improvável entre Seguro e Costa
Seguro (de mão estendida para um cumprimento):
- Viva camarada Costa!
Costa (apertando com força a do camarada):
- Viva… (risos)
Seguro (sacudindo a mão depois do aperto):
- Estás a rir de quê?
Costa (esfregando as mãos):
- Estou a rir das tuas figuras.
Seguro (mirando o fato que se assenta impecavelmente):
- Mas que figuras. Esta roupinha está óptima…
Costa (coçando a cabeça):
- Não é roupa, és tu…
Seguro (preocupado):
- Eu o quê?
Costa (mudando de assunto):
- Vamos unir o partido?
Seguro (já despistado):
-A quem?
Costa (desentendido):
- Ajustar estratégias…
Seguro (inseguro):
- Com quem?
Costa (irritado):
- Porra Tó Zé! Temos todo o país a olhar para nós.
Seguro (vai à janela, olha para a estação dos correios no Largo do Rato):
- Não vejo ninguém!
Costa (começa a perder a paciência):
- Temos de falar para o partido… e para a imprensa!
Seguro (senta-se num sofá e cruza as pernas, calmamente):
- Então porque estou aqui?
Costa (desiste):
- Vou-me embora!
Seguro (vai ao espelho e penteia-se):
- Eu também vou!