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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Visita de médico!

Ontem a minha neta após a hora do recreio matinal e já no jardim veio chamar-me:

- Avô. avô, gato!

Apontava para um canto do jardim onde cresce uma planta enorme. No início não vi nada mas de repende percebi que algo se mexia por detrás de alguma folhagem.

Na verdade um mui pequeno felino de cor amarela andava por ali cheio de medo e obviamente arisco como são quase todos os felinos, nomeadamente quando são pequenos e nascidos ao "Deus-dará".

Não o persegui nem tentei agarrá-lo tndo mesmo ido buscar uma embalagem de plástico com água para que ele bebesse. Todavia sempre que eu entrava em casa ele aparecia no jardim. Eu saía e ele voltava a fugir. Num instante percebi que fugia para o passeio por debaixo de um portão.

gatito.jpg

Assim nesse local de fuga coloquei uns pedacitos de carne muito pequenos para que ele os pudesse comer.

Num ápice ele encontrou-os e devorou-os.

Consegui ainda apanhá-lo a cheirar onde estivera a comida.

 

Não o consegui nunca apanhar e durante a noite desapareceu.

Poder-se-á dizer que foi mesmo uma visita de médico.

Juventude precoce?

Sempre que o tempo meteorológico e o outro se alinham aproveito para ir ao parque infantil com a neta. Esta adora baloiço e escorrega... como qualquer criança.

Ao redor do parque há umas árvores e uns bancos largos, daqueles de jardim.

Esta semana tenho encontrado um par de namorados que desde cedo por ali estão em brincadeiras próprias da juventude e da paixão. No entanto hoje apercebi-me mais a fundo da idade daqueles miúdos. No máximo terão 13 anos se não menos, sendo que a menina é fisicamente mais alta que o rapaz que parece, talvez por isso, ser mais novo que ela.

Não me compete fazer qualquer crítica aos costumes dos outros, mas naquele parque olho para o lado e vejo a minha neta de dois anos a brincar e pergunto-me: e se aquela menina fosse minha neta?

Ainda no seguimento do que escrevi ontem aqui, fico cada vez mais com a sensação que há algo de errado na educação de hoje de crianças e jovens. Por culpa dos pais, avós, tios e demais família. Mas chamo também o Estado à barra, que sem perceber muito bem o que anda a fazer com os nossos miúdos de vez em quando tem umas ideias peregrinas para impor nas escolas.

Sei que os jovens têm hoje a tendência, quase natural, de saberem muito sobre certos "assuntos" que eu só tive conhecimento já era homem crescido. Uns dirão que é conhecimento, outros...

Depois surge-me outra questão e que se prende com os pais destes miúdos... Saberão eles o que se passa com os seus infantes? Calculo que não!

Podem-me chamar de retrógado ou antiquado que eu não levo a mal, pois considero que há na vida tempo para tudo... No meio disto tudo o que me surpreende são os progenitores destas quase crianças, que vivem as suas vidas descansados sem realmente perceberem o que lhes pode surgir em casa.

Imagino que as hormonas nestas idades estejam aos pulos e aos saltos, mas caberá aos educadores ensinar e quiçá controlar os impetos sexuais destes adolescentes, de maneira a não terminarem em dramas e tragédias familiares.

Educar (hoje) uma criança!

Um trabalho... complicado

Hoje educar uma criança é assaz diferente daforma como eu tentei educar as minhas. Escrevi tentei porque sinceramente não sei se as eduquei como deveria ser. Só o tempo dirá se fiz bem ou mal o meu trabalho. Mas até agora...  tudo impecável!

Mas regressando aos dias actuais, envolvendo crianças e a sua educação tenho consciência que esta parece ser mais complicada que outrora, se bem com enormíssimas melhorias em comparação com a que dei aos meus filhos. Eis algumas razões:

- A primeira prende-se com acesso à informação que muitos pais acedem via internet tentanto aprender com os erros evitados e cometidos por outros pais. No entanto esta pesquisa nem sempre dá as melhores notícias e daí ser necessário ter algum bom-senso para perceber onde começa e acaba o exagero;

- A segunda está assente na alimentação e naquilo que os pais pretendem evitar dar aos filhos como é o caso do açúcar ou o sal em excesso. Parece-me uma postura feliz, mas desde que não se fundamentalize pois pode tornar-se contraproducente;

- Outra razão está ligada aos meios que entram pela nossa casa sem que demos conta. A televisão é uma delas, mas as plataformas pagas também surgem com grande relevo apresentando uma panóplia de opções para quase todos os gostos e feitios. E se algumas delas são engraçadas há muitas que são, no mínimo, idiotas e sem conteúdo;

- Já nem quero falar de uma quantidade e diversidade de componentes electrónicos que moram em muitos lares e aos quais as crianças acedem facilmente criando mais tarde uma depedência quase feroz.

Lembro-me de ter dado aos meus filhos "Gameboys" para se entreterem. Mas nesse tempo tudo era novidade e não havia real assertividade dos perigos inerentes à coisa.

Nos dias que ora correm tento educar a criança mais nova cá de casa da forma que provavelmente os meus filhos deveriam ter sido educados: mais brincadeira, menos jogos electrónicos e menos videos.

Todavia os tempos eram outros e os educadores quase permanentes (avós) tinham uma visão bem diferente de educação. Hoje dou por mim deitado no chão a brincar com a minha neta como se tivessa a idade dela. Com os brinquedos que foram do pai e do tio...

Por isso digo que não conta o brinquedo que se dá a uma criança, mas tão-somente a brincadeira que alimentamos com ele! Nós incluidos!

Na minha horta...

Por aqui o vento abriu as portas e deixou-se correr. Há uma agitação tão frenética que temi pela minha pobre horta. O feijão já deu o que tinha a dar. As curgetes estão a produzir com frequência e as aboboreiras crescem no terreno com à-vontade, como tanto gostam!
Entretanto mesmo ao lado o tomatal verde faz pela vida e balança ao sabor do vento inclemente. Receei que a estrutura que vai suportando os tomateiros se desmoronasse qual castelo de cartas.

Por isso fui ajustar a estrutura e prender melhor algumas pernadas dos tomateiros, nomeadamente os mais carregados de tomates.

Gosto de passear por entre os tomateiros, perceber a próxima colheita e imaginar uma próxima e bela sopa de tomate.

Agora é aguardar que venha o calor para amadurecer os frutos ainda muito verdes.

 

Fuga na capital!

Das minhas limitadas capacidades há uma que se destaca e que se prende com a minha orientação geográfica.

Tirando um caso em Barcelona, sempre soube onde estava e qual o caminho de destino. Fosse em Lisboa, Porto, Viena de Áustria ou Londres nunca me perdia.

Se regressar a um local ainda se torna mais fácil, como me aconteceu quando fui a segunda vez a Paris depois de lá ter estado 20 anos antes.

Não imagino se esta minha faculdade é inata ou se foi por ter andado nos escuteiros que aquela se tornou mais sensível. O que eu sei é que não tenho quaisquer dificuldades em saber onde estou.

Ontem tive de levar uma pessoa a uma consulta a um hospital em Lisboa. Saímos cedo, mas o trânsito que apanhei para Lisboa, nomeadamente para chegar à A5, a autoestrada que vem de Cascais, foi tanto que temi não chegar a tempo.

Como conheço bem a capital consegui fugir do movimento. Entretanto no meio deste desvio achei algumas ruas cortadas devido a obras. Setas e mais setas: vira à direita, vira à esquerda, segue em frente, vira novamente à esquerda… uma confusão. Até que cheguei a um local onde nunca tinha passado, ou se tinha já não me recordava.  Perdido? Nahhhhh!

Parei o carro, olhei em redor e consegui vislumbrar o rio Tejo por entre uma nesga de dois prédios e decidi descer a rua… Até chegar bem perto do rio.

Depois foi fácil chegar ao hospital!

Resposta nº 26...

... a este desafio da Ana

Tema: objectivos para o futuro

O meu primeiro objectivo para o futuro é tão simples como pedir para estar vivo no segundo seguinte. Mas mais a sério diria que o meu objectivo num futuro mais ou menos longo, quiçá menos, é poder publicar os livros que tenho em mente.

Valerão pouco para os outros, mas o suficiente para mim... É o que vale, não é?

A gente lê-se por aí!

Balbúrdia no escritório

Ontem Sábado foi dia de "pegar de caras" a tarefa de limpar e arrumar o meu escritório. Comecei cedo pois não imaginava quanto tempo iria perder nesta azáfama. Na verdade e desde que me reformara jamais aquele local fora sujeito a limpeza a fundo e acima de tudo a uma reciclagem do muito papel que fui acumulando devido ao trabalho e que agora valia... zero!

Comecei por tirar os livros mais pesados, essencialmente enciclopédias que durante anos a fio consultei, mas que actualmente são verdadeiros monos. Fui espalhando pelo corredor e pela cozinha e forma a desempedir o espaço que necessitaria para retirar móveis, principalmente prateleiras, que fazia alguns anos não saíam do lugar.

Ao fim de umas horas olhei o escritório e tinha este (mau) aspecto.

 

As torres gémeas feitas de livros empilhados espalharam-se por diversos lugares.

Demorou tempo a tudo regressar ao seu lugar. Porém, e tendo em conta novos livros, tive de fazer alguma ginástica para que todos voltassem às prateleiras. Alguns foram mesmo retirados e estão em trânsito para outro escritório.

Tive que optar por diversas alterações de forma a haver alguma lógica na arrumação. De outra forma ando sempre em busca daquele livro que nunca acabo por encontrar, mas que sei  que está lá.

Todavia como diz o vestuto ditado "após a tempestade vem a bonança" e era já quase noite quando este espaço ficou apresentável!

Não sei é quanto tempo vai durar assim! Mas isso é outra conversa!!!!

Aeroporto - versão 2022

A porta das chegadas está sempre aberta ou melhor sendo automática nunca se fecha tal é a quantidade de passageiros a saírem após as suas longas ou curtas viagens.

Espero alguém que deveria ter chegado às 20 horas, mas o avião aterrou hora e meia depois do previsto.

Nem imagino como estará lá dentro... mas uma coisa é certa: o turismo, provavelmente ira ressentir-se desta morosidade em sair do aeroporto.

Mais uma realidade idiota deste pobre país, na qual as autoridades competentes nem sequer poisam os olhos.

Como sempre aliás quando há problemas. Desde que não se saiba... não há problemas!

A nossa língua!

Na minha escrita nunca fui adepto dos estrangeirismos, só se não tiver outra solução. Usar palavras oriundas de outras línguas não me parece uma forma escorreita da língua portuguesa evoluir.

Todavia também tenho consciência que a era da informática veio trazer à nossa língua vocábulos para os quais não temos uma tradução real. A própria palavra “internet” será, porventura, o primeiro exemplo.

Com esta veio “software”, “hardware”, "email", “server”, “pc” de (personal computer), “slot” ou “sim (leia-se sime)”.

Até nesta área recente da blogosfera, cuja palavra “blog” é a contracção de duas palavras “web” e “log”, surgem estas influências de estrangeirismos. Tal como a expressão “post” em vez de postal quando nos referimos a um texto publicado.

Temos o “streamming” e o “facebook”, o “world wide web” e o “instagram”, o “twitter” e o “google”.

Há outrossim o “print” e o “scanner”, o “usb” e a “drive”. Já para não falar dos extintos “cd´s” ou dos “blueray”.

Portanto um conjunto de vocábulos comummente usados e que, como já referi, raramente temos tradutor à altura, nesta língua que foi de Camões.

Por este lado sempre que não tenho uma palavra que possa substituir a original oriunda no estrangeiro tento aportuguesá-la. Um exemplo é o “feicebuque” que uso sempre que me refiro àquela rede social ou mesmo a palavra "blogue".

Contudo o que mais me custa é tanta gente escrever com estes e muitos outros estrangeirismos como se todos soubessem o significado. Então quando se referem a tipos de música… noto um certo exagero!

Talvez o problema seja unicamente meu, mas se escrevesse um texto em Charales do Ninhou (aquele linguajar tão próprio de Minde) a maioria não “penetraria na piação”*.

Como eu por vezes não entendo o que outros escrevem!

 

- * “perceberia a conversa

Valer a pena!

Pelos terrenos que lavrei na minha vida sempre tentei semear boas sementes. Não que pensasse em colher os melhores frutos, mas tão somente colher qualquer coisa que alimentasse o meu espírito sempre tão ávido de um afago.

Também toda a vida afirmei que quando me reformasse bastaria que alguém se lembrasse de mim apenas um dia num ano, mesmo não o sabendo, já sentiria que tinha valido a pena.

Mas ou fosse da semente, da terra ou do reles semeador a verdade é que tenho colhido muuuuuuuuuuito mais do que alguma vez imaginei.

Por vezes não são necessário almoços e jantares de despedida para nos sentirmos sinceramente homenageados. Basta uma palavra, um gesto, um mero sorriso para percebermos que não fomos indiferentes aos outros. Porque no fundo, no fundo isto é o que verdadeiramente conta nesta vida.

O resto em nosso redor serão sempre meras minudências que não valem um "cêntimo furado"!

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