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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

O (estranho) silêncio da esquerda

Ando um tanto admirado com o silêncio da nossa esquerda, no que se refere aos últimos acontecimentos em França que têm como mentores e activistas os coletes amarelos. Supostamente!

Um movimento pujante que tem colocado Paris a ferro e fogo e no centro de uma demonstração de enorme força por parte dos manifestantes e de grande fraqueza por parte do Governo gaulês.

Mas o que neste texto pretendo colocar em causa é a anormal ausência de quaisquer declarações por parte dos partidos de nossa esquerda sempre tão trauliteiros e tão afoitos em trazerem para a rua o protesto.

Ainda não li nem escutei qualquer declaração oriunda destes nossos "canhotos", sempre tão lestos a apoiar as causas e as lutas dos mais desfavorecidos.

Tanto a líder do BE, Catarina Martins, como Jerónimo de Sousa ultimamente têm-se mostrado tão mudos que ando desconfiado de há neste mutismo algo muito estranho. Ainda não percebi foi o quê...

A boa política faz-se de grandes e debatidas ideias, mas acima de tudo de boas práticas sem anormais incoerências tão pródigas nos nossos partidos.

Melhor que carne!

Descobri há pouco tempo que há na Cova da Beira uma festa que lhes é dedicada. Sei também que são muito procurados naquela região portuguesa.

Adoram uma boa manta de caruma sob a qual se escondem. Na realidade nunca os apanhei, mas conheço quem os encontre com perícia e habilidade.

Falo obviamente dos míscaros, uma espécie de cogumelos que originam na cozinha beirã um pitéu muito especial.

Acabado de chegar da Beira Baixa ainda tive tempo de os arranjar (ui que trabalheira!) e cozinhá-los com arroz.

Como diria alguém muito próximo: Arroz de míscaros é muito melhor que carne!

E é mesmo!

miscaros_1.jpg

(Foto retirada da Internet, com a devida vénia ao autor)

 

 

Apontamentos breves

Todo o santo dia andei a queimar lenha na minha aldeia. Restos de uma campanha de azeitona a dar as últimas.

O dia esteve quente, demasiado quente para a época. Uma brisa soprou de manhã ainda assim suficiente para atear a fogueira.

A tarde foi mais branda.

A noite está neste momento deliciosa (são 22 e 20). Parece quase Verão.

O céu está estrelado, um cão ladra enquanto a aldeia mergulha no morfeu.

Encostado ao muro, que outrora foi da escola primaria, vou esgalhando estas breves palavras.

Esta aldeia tem quase tudo. Mas o melhor é sem dúvida a paz que aqui se vive.

E se Portugal se tornasse a França?

A pergunta do título entronca em duas ideias simples. A primeira prende-se com o actual governo alvo de críticas constantes por parte de muitos sectores da nossa economia: professores, enfermeiros, guardas prisionais, juízes, oficiais judiciais, transportes... um ror de gente. A segunda cola-se ao pensamento de que se vestíssemos todos coletes amarelos como reagiria o governo?
Como já respondi a um comentário, Portugal é constituído por um povo adepto de brandos costumes.
Não gosta mas cala.
Não concorda mas aceita.
Não exige mas acata.
Não refila mas remói.
Não fala mas sussurra.
Este país está a saque. Por todas os sectores da sociedade. O governo ao reverter algumas das medidas impostas por Passos Coelho debaixo das ordens de uma tróica cega e insensível, acabou por abrir uma espécie de caixa de Pandora da qual já perdeu totalmente o controlo.
E disso se têm aproveitado os actuais grevistas que sentem que o governo não sabe ou não quer impor-se à restante sociedade.
Só que um destes dias o sentimento dos coletes amarelos gauleses, que tanto têm estragado na cidade luz, pode invadir a sociedade lusa.
E aí é que eu quero ver o aperto dos nossos políticos!
Entretanto até lá... siga a dança!

O teu lixo é um luxo!

Há uns tempos adquiri, um pouco contra vontade, um pedaço de terra rústica contíguo a um outro que já é meu. A aquisição não foi cara e fi-lo acima de tudo pelo barril de pólvora que aquilo parecia ser, já que havia muitos anos que não era amanhado.

Assim que entrei no acordo com a ainda dona (não fiz escritura de compra!!!), logo arranjei um grupo de sapadores para intervirem no terreno no sentido de o limparem do mato de anos.

Hoje andei por lá também. Desta vez preocupei-me em apanhar o lixo urbano que fui encontrando. Demasiadas coisas para um pedaço de terra tão pequeno.

Que o lixo é desagradável já toda a gente tem consciência disso. Todavia livrar-se deste tipo de inertes nos terrenos dos outros é que sinceramente não me parece algo de que alguém se orgulhe.

Lixo_.jpg

 

Quero o meu voto, já!

Mais um caso de má conduta na Assembleia da República.

O que eu naturalmente não percebo é porque este país ainda se admira com isto. E nunca se indigna, nunca!

Este caso de uma deputada que votou em nome de outro, as estórias com as viagens das ilhas ainda por esclarecer e as questões das moradas dos senhores deputados começam a ser demasiados e estranhos acontecimentos para que o povo fique indiferente.

As atitudes pouco respeitadoras por parte dos deputados para um povo que os elegeu para servirem o país, irão criar cada vez maior distância entre os eleitores e os seus representantes.

Pior... se o meu representante rouba de forma descarada, democrática e autorizada o erário público porque terei eu de pagar sempre a tempo e horas os meus inúmeros impostos?

O país é o mesmo. Ou será que não é?

(Uma coisa é certa: dificilmente voltarei a votar)

Chefes, líderes e outros políticos

É já sobejamente conhecido e reconhecido que Portugal é o país de Europa onde se trabalham mais horas sem a corresponde capacidade produtiva e muito menos remunerativa. Muitos dirão que é da falta de formação, do desinteresse dos próprios trabalhadores, da inoperância de quem chefia ou gere.

Em mais de quarenta anos de trabalho que já levo cruzei-me com muitos colegas e obviamente com muitos chefes, mas neste campo com poucos ou nenhuns líderes. Na maioria dos casos o lugar de chefia é um posto que era oferecido como prémio de carreira ou por trabalhos empenhados, já que com o lugar vinham incrementos financeiros de monta.

Sei que muito pior que gerir trabalhos e pressas é gerir pessoas. Quem trabalha de forma consciente e empenhada percebe que há colegas com mais valências que outros e reconhecê-lo não me parece anormal. Anormal será alguém pouco dedicado considerar que está no mesmo patamar que os outros só pelo facto de se levantar cedo e chegar a horas ao trabalho.

Por isso os verdadeiros líderes numa empresa são a ferramenta fundamental para o sucesso de um negócio.

Um líder não manda, pede.

Um líder não quer, gosta.

Um líder não critica, elogia.

Um líder não decide, aconselha.

Um líder não se escusa. Assume.

Ora se pegarmos nestas premissas e tentarmos decalcá-las nos governos dos países, poucos são os dirigentes que se tornam verdadeiros líderes. O caso do actual presidente francês é disto um bom exemplo, pelas piores razões.

Macron tem entre mãos um problema muito mais grave do que ele próprio possa imaginar. Obviamente que não foram os verdadeiros “coletes-amarelos” que colocaram a França em pé de guerra, mas certamente grupos muito bem organizados exímios em criarem turbulência e que aproveitaram a onda de protesto para quase incendiarem o centro de Paris.

Mas pior de tudo isto foi o recuo de Macron nas medidas tomadas apelando agora ao diálogo e concertação dos diversos sectores envolvidos.

Este enorme erro de gestão de um país pode sair muito caro ao novel Presidente Francês. Pois bastaria que tivesse negociado antes e provavelmente nada disto teria acontecido. Um líder na verdadeira acepção da palavra jamais cairia aos pés de gente violenta e sempre disponível para desacatos. Antecipa-se...

Em Portugal os nossos chefes políticos também denotam pouca ou nenhuma liderança. Vão normalmente vogando ao sabor das ondas no mar tempestuoso da política, mas sempre, sempre com a Costa à vista.

Não vá o Diabo tecê-las.

O vício de escrever!

Hoje alguém me perguntou como conseguia eu escrever todos os dias neste blog? Onde arranjava temas e assuntos para aqui apresentar.

Bem como já referi num texto mais antigo o país anónimo, político, conhecido, bizarro ou sereno é sempre um manancial de casos. Depois basta também estar atento ao que nos rodeia. 

Todavia é necessário alguma disciplina pessoal. Abdicar de fazer muitas coisas para que estes textos existam. mas tudo na vida é assim: uma questão de opção.

Há quem opte por ver televisão, eu opto por escrever.

Há quem prefira ir às compras, eu prefiro ler um livro.

Há que adore uma boa noitada com muitos amigos, eu prefiro um serão com muitos blogues para ler.

Não tenho uma varinha mágica que me faça aparecer as palavras e os textos. Tenho muito trabalho em manter este espaço (ainda) vivo.

Assim continuarei mesmo que as mãos de doam!

A gente lê-se por aí!

O pedinte de todos os dias!

Ainda por causa da iniciativa do Banco Alimentar contra a fome assumo que nunca fui muito apreciador de dar esmola. Lembro-me em 1979 logo pela manhã no Rossio em Lisboa um miúdo veio ter comigo a pedir uma esmola.

Disse que não dava dinheiro mas que em troca lhe daria de comer. O que ele aceitou. Fomos então à pastelaria Suiça e lá dentro ele comeu o que quis. Paguei e fui embora.

Perto onde hoje trabalho há uma casa onde normalmente vou tomar o pequeno almoço. Todos os dias. À porta está sempre um homem baixo de origem esgtrangeira, de barba branca e a todos cumprimenta e estende a lata para uma moeda.

Nunca lhe dei nenhuma, seguindo o mesmo princípio. Mas hoje uma antiga colega que trabalha muito perto de mim e que também toma a primeira refeiçãono mesmo sítio que eu trouxe um casaco para dar ao mendigo.

Eu assisti à oferta, mas esta criou uma situação complicada já que passados minutos o pobre estava rodeado de outros pedintes que quase estragaram o casaco… somente por inveja pelo que oude perceber.

E depois falam dos ricos capitalistas.

(In)Evitável!

Entrámos no mês do Natal. Um mês recheado de correrias, luzes, embrulhos e laços, acepipes e cheiros, almoços e jantares de empresas, campanhas a favor disto e daquilo.

Hoje fomos às compras logo pela manhã. O dia acordou frio, com um nevoeiro chato. Mas nada que nos impedisse de fazer as compres necessárias para os próximos dois meses. Já se sabia do Banco Alimentar contra a Fome e da respectiva iniciativa na angariação de produtos. À entrada uns jovens entregaram-nos três sacos (um para cada um) e lá fomos às nossas compras. A lista era enorme e depressa enchemos três carros e mais um para o  B.A.

Não imagino quanto se gastou para entregar à iniciativa, mas afirmo desde já que não me fará falta esse dinheiro.

Mas vamos ao que importa. Esta iniciativa que tem Isabel Jonet como a figura omnipresente é de louvar. Os portugueses já deram provas mais que suficientes de que são solidários com os que menos têm. E em tempos menos fartos nunca faltaram aos apelos.

Por isso não gostei que o PR aparecesse às compras, para televisão filmar. Podia tê-lo feito sim mas de forma (quase) anónima  em qualquer estabelecimento da região de Lisboa. E muito menos deveria ter dito que quem mais ganha mais deve dar.

Estas declarações do Presidente caíram-me mal. Muito mal mesmo. Porque cada um é que sabe da sua vida e não cabe ao PR ou a outro político qualquer fazer observações sobre como cada português deve gastar o seu dinheiro. Ainda por cima de forma voluntária.

Mais uma vez o PR no seu pior. Lamentavelmente e sem necessidade.

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