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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

O grande "artista da bola"!

Diz a sabedoria popular que "mais vale cair em graça que ser engraçado"!

Esta máxima seria convertida em realidade factual quando entrei para o Banco de Portugal. Como nunca caí em graça depressa percebi que o ser engraçado jamais me traria mais desafios ou melhores acometimentos.

Deixá-lo! Sentia-me muito melhor a ser o que era do que lutar por algo que poderia não ter competência. Por muitos não pensarem como eu é que os chefes que tive eram gente fraca, mais preocupada com a sua imagem para cima que para baixo.

Raramente vi um líder, alguém que soubesse estimular a equipa, que colocasse o interesse da empresa à frente do seu interesse pessoal.

Deu-se muita formação às chefias, mas foram muito poucos os que mostraram algum merecimento e lucidez. Curiosamente ao pensar neste tema recordei aquele caso dos mineiros no Chile que durante 17 longos dias ficaram encurralados a mais de 600 metros de profundidade. De tudo o que aconteceu àquela gente, sobressaiu Luis Úrzua (um herói improvável) que sem qualquer formação de liderança mostrou ser o homem ideal no momento preciso.

Daqui se retira que a liderança de uma empresa, de um negócio não se demonstra quando as coisas correm bem, mas essecialmente quando há problemas. Uma boa liderença percebe-se na perspectiva que alguém tem para o futuro.

O que irá acontecer à blogosfera da SAPO é sinal evidente de que não houve uma visão lúcida do que pode trazer o futuro para a plataforma. E se daqui a uns tempos esta encerrar portas definitivamente em todas as suas valências, talvez aí, talvez alguém pergunte quem foi o "artista da bola" que originou a coisa e como se chegou aí!

Provavelmente nessa altura seja tarde demais!

Ainda em busca do Sol!

Este blogue com este nome irá desaparecer assim que a SAPO fechar estas portas. Já o escrevi ontem e hoje reafirmo esse meu desejo.

Estou triste não só pelo futuro desaparecimento desta ferramenta de comunicação, mas pelo apagar da história de cada um de nós que aqui foi depositando.

Agora fica a questão para onde irei com o meu blogue José da Xã? Já o criei numa plataforma, mas sinceramente aquilo não parece fácil ou então sou eu que estou mais burro...Fui buscar ao meu arquivo uma foto com o nascer do Sol na última campanha da azeitona e daí o título deste postal.

Aqui fica endereço da minha nova casa https://josedaxa.blogspot.com/. As mobílias levo-as comigo, as paredes é que serão mui diferentes.

A gente lê-se por aí! (até 17 de Março!

Em contagem decrescente

Desde há uns anos que se adivinhava.

A blogosfera da SAPO vai desaparecer definitivamente.

E se ficar descontinuado é mau, ficar sem memória será bem pior, já que a partir de Novembro tudo isto desaparecerá.

Obviamente que a decisão de fechar esta plataforma foi baseada em dados. Estatísticos e certamente não só! Nem imagino quanto custará manter este serviço, ainda por cima gratuito. Tal como não sei o custo de manter as "nuvens" de dados.

Tudo isto para assumir que o grande problema serão... custos. Demasiados custos. Que os donos desta plataforma assumiram não querer suportar.

Portanto e até ao dia 17 de Março continuarei a escrever o meu postal diário, para no dia em que este blogue completar 18 anos eu o fechar definitivamente.

Não abrirei outro deste cariz. Ficarei com o meu da escrita menos opinativa que será brevemente migrado para outra plataforma.

E pronto "c'ést la vie" como diria alguém.

Termino assumindo que a tristeza que invadiu hoje o meu coração tardiamente se apagará!

Eles "andem" aí!

Andava eu a pensar que teria de fechar este estaminé por falta de clientela quando começo a perceber que as visitas e visualizações haviam subido em flecha.

Ora se já não há referência aos blogues na Página Principal da SAPO, como explicar este fenómeno?

Fui às estatísticas e à opção "origem das visitas" para descobrirt que das duas uma:

- ou o meu chinês melhorou muito;

- ou o meu portuiguês piorou tanto que até os chineses percebem o que escrevo:

já que a maioria das visitas a este espaço tem origem na República Popular da China.

  1. China - 266
  2. Canada - 1
  3. Estados Unidos - 1
  4. Noruega - 1

Nos anos setenta do século passado, um antigo Ministro Francês visitou a China para depois escrever um livro que foi um sucesso e onde o autor falava do despertar daquele imenso país.

Meio século passado a China alastrou a sua teia tentacular a todo o Mundo, incluindo um pequeno rectângulo de terra chamado Portugal.

E desde o dealbar deste ano até a blogosfera lusa começou a estar sobre a alçada dos olhares chineses. Não imagino o que pretendem, mas eu só troco o mdeu blogue por euros!

E muuuuuuuuuuuuitos!

Este fim de semana!

Estou na Beira Baixa para carregar a carrinha de lenha de forma a conseguir suportar estes dias de frio polar.

Entre diversas coisas que fiz e andei a ver, acabei aqui

coracao_BB.jpg 

literalmente no coração da Serra da Gardunha.

A mais de 1000 metros de altura e com uma paisagem que nos leva para além da barragem de Santa Águeda que alimenta a cidade de Castelo Branco.

Lá em cima um friozinho daqueles... glaciares de fim de tarde!

Valeu o "Baloiço do Castelo Velho" para me animar!

Baloico_castelo_velho.jpg

Será a longevidade hereditária?

Esta questão tem aflorado amiúde ao meu pensamento neste dealbar de 2026.

Tudo porque uma tia, irmã mais nova do meu pai fez já este ano e no mesmo dia da minha neta, 86 anos.

Ora bem... o meu avô paterno morreu em 1972 com mais de 80 anos devido a um enfarte fulminante, tendo deixsdo sete filhos vivos. Ao que sei ainda enterrou três crianças, mas naquele tempo seria (quase) normal a enorme mortalidade infantil.

Daí os que sobreviveram foram os mais fortes e mais resistentes. E a tal de resistência tem perdurado durante muitos anos, de tal forma que dos sete filhos ainda estão hoje vivos... cinco. E exceptuando a minha tia Madalena que terá falecido, vítimo dos maus tratos sofridos do marido alcoólico, o meu tio Manuel imitou o pai ao morrer também de enfarte mas com a módica oidade de 96 anos.

Restam assim os meus quatro tios de 96, 91, 87 e 86 anosbrespectivamente e o meu pai de 93.

A segunda geração já começa a contar anos. O mais velho dos meus primos deve estar  muito perto dos 80 se não tiver já chegado. O mais novo dos dezassete netos do meu avô já deve ter mais de meio século de idade. E destes apenas uma faleceu no Canadá, vítimo de um cancro e não deixando descendência.

Como se percebe esta minha família consegue resistir estoicamente às maleitas e aos COVID's desta vida. Não sei até quando! Mas resistentes parecem ser!

Será esta longevidade dos meus tios e do meu pai, hereditária?

E quem serão os genuínos herdeiros?

Aguardemos.

Campo Pequeno: a sala imprópria!

Estive indeciso em como principiar este postal, mas desta vez vou ser curto e grosso: o Campo Pequeno não é minimamente uma razoável sala de espectáculos.

O preço do aluguer desta sala deve ser muito baixo, porém os portugueses podem ser pobres, mas não são burros nem imbecis.

Ofereceram-me bilhetes para ir ver o "Cats" àquela sala, que em tempos teve outros artistas, mas que algumas associações embicaram em fechar por motivos taurinos. Bom mais uma vez a liberdade de uns contra a liberdade de outros!

Voltando ao conhecido musical fico com vontade de o ver outra vez. Todavia para ser fantástico teria de ser em Londres onde provavelmente as salas estarão preparadas para este tipo de actividade. Agora no Campo Pequeno é que "nunca-jamais-em-tempo-algum".

Nada daquilo é feito para deixar os espectadores felizes. Nada. E já tinha notado isso quando em Maio do ano passado ali assisti a um outro musical.

O "Cats" é um espectáculo que merece ser visto em toda sua plenitude, desde o chão do palco até ao cimo. No meu caso só vi parte das perfomances porque, como a plateia está toda ao mesmo nível, as filas mais de trás não vêem nada. Ou só parte!

Mais sorte tiveram os que ficando, quiçá, mais longe do palco, por estarem na bancada e num nível mais alto puderam apreciar melhor o musical. O som continua a ser sofrível. Por vezes estava muito alto para logo a seguir cair nos decibéis. E não era de propósito, certamente!

O resultado não foi o melhor e este musical merecia um local com outro impacto e outra qualidade de som.

Conheço diversas salas de espectáculo em Lisboa, mas a do Campo Pequeno será a pior de todas. É tão mázinha que mete dó!

Resumindo... se alguém tiver um bilhete para ir ao Campo Pequeno ver um qualquer concerto ou espactáculo, aconselho a que venda quanto antes.

A diferença está na massa!

Creio que em tempos houve para aí um anúncio, já não lembro a quê que tinha como slogan publicitário o titulo deste postal.

Quem como eu vive na cidade tem sempre ao seus redor um conjunto de supermercados (a expressão "grande superfície" parece-me exagerada), todos eles equipadpos de secção de padaria e onde poderemos achar todo o tipo de pão.

Pão grande, pequeno, mistura, branco, encarnado, de alfarroba, de beterraba, de milho e até, imaginem, há pão feito de simples farinha de trigo. Porém com tanto fermento dentro que ao fim de dois dias qualquer pedaço de pão está carregadinho de humidade. Depois há aquele pão de massa mãe e alguns devem ter ainda mais longínquos antepassados porque rapidamente o pão ganhar bolor.

Nunca fui padeiro e muito menos ousei abraçar a aventura de um dia cozer pão. Porém na aldeia onde fui criado houve aaaaaaaaanos a fio uma belíssima padaria de cujo forno exalava sempre um perfume de vida renovadaque se espalhava pelo povo. Era de tal forma saboroso e bem feito que facilmente comeria um pão de quilo ao pequeno almoço. Confesso que nunca o fiz, mas vontade nunca me faltou!

Curiosamente a padaria da aldeia vizinha usava dos mesmos produtos da padaria da minha aldeia, mas nunca, nunca conseguiram chegar aos calcanhares daquele pão que eu comia.

Hoje foi ao mercado que costumo frequentar em tempos de veraneio. Há lá um posto que vende pão de local chamado Alfarim povoação que faz paredes meias com a aldeia do Meco. Trouxe um pão de quilo e não sei se foi a saudade ou outra coisa qualquer não é que o raio do pão quase pareceu o da minha aldeia?

Portanto... a diferença estará na massa?

Cisnes negros!

Conforme vou avançando na idade mais consciente fico de que a vida é um segundo. Mais, estou cada vez mais ciente que não vale comprar bravatas, zangas, guerras para chegarmos mais longe pois no dia seguinte à nossa morte será o primeiro dia em que seremos esquecidos.

Dito isto não entendo esta "foçanguice" (como se dizia no meu tempo de escola), pelo poder e pelo dinheiro! Talvez seja tempo de explicar a alguns que: 1 - ninguém é eterno: 2 - ficar na história deverá ser sempre pelos melhores motivos.

Portanto reconheço que estou nos antípodas deste Mundo e desta sociedade onde o poder gera dinheiro e o dinheiro gera poder numa mistura demasiado explosiva e em que o menos apto, o mais pobre, o menos capaz irá pagar sempre a factura desta mistura.

Trump, Putin, Netanyahu, Kim Jong-un só para dar uns exemplos serão as figuras proeminentes de um Mundo à beira de um colapso grandioso e com consequências terríveis para todos nós.

Provavelmente cada um destes péssimos chefes mundiais julgarão que basta a demonstração de força para que os seus adversários se subjuguem á vontade deles. Porém não esqueçamos que a Mãe Natureza é muito rica em lições para o ser humano e basta perceber porque o leão é considerado o rei da selva para temermos o pior.

Cuidemos então de nós e dos nossos e deixemos o dinheiro e o poder que aquele acarreta e que transforma qualquer ser humano num qualquer esgoto.

Cuidemos do ambiente, e da nossa Natureza. Cuidemos de quem nos cuidou e acima de tudo cuidemos daqueles que um dia poderão cuidar de nós.

Rico não é ter mais que todos os outros, mas apenas ser mais que muitos!

Pois... como escutei um deste dias a alguém os cisnes negros desta nova era podem ser improváveis, mas não são impossíveis.

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