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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Uma Semana Santa diferente...

... para nos obrigar a pensar!

Com o Domingo de Ramos celebrado ontem, iniciou-se a semana maior dos católicos a que eu orgulhosamente pertenço.

Se o vírus não tivesse entrado pelo país adentro, parte deste tempo Pascal seria passado a caminhar até Fátima, num encontro sempre renovado com a Mãe de todos nós.

Porém Deus propôs-me e  propõe-nos este ano outros desafios, diferentes alternativas.

O confinamento, quarentena, clausura, o que quiserem chamar, a que estamos actualmente sujeitos, obriga-nos a repensar a nossa vida neste mundo terreno, a finalmente perceber que somos demasiado frágeis, a inventar dentro de nós novas formas de percebermos este universo que nos rodeia.

Esta semana maior deverá assim servir para acordarmos para uma realidade que será certamente muito diferente daquela que até agora estávamos habituados. Deus através do seu filho Jesus Cristo deu-nos em exemplo de entrega e de sacrifício. É este então o tempo de Lhe seguirmos o exemplo de renovação dos nossos corações, de diferenciarmos o que é importante do que é acessório.

Sei que muita gente não crê neste renascimento Pascal. Não importa… Acredito eu!

E é por isso que rezo todos os dias pelos meus familiares, por todos os meus amigos mesmo aqueles que não crêem (essencialmente estes!!!) e, acima de tudo, por todos aqueles que nos hospitais vão lutando pelas vidas dos outros. São eles as verdadeiras testemunhas da Redenção e Ressurreição de Cristo.

Santa Páscoa para todos!

Entretanto neste Domingo...

Hoje é dia 5 de Abril.

Hoje passa a quinta semana sem ver e abraçar os meus filhos e neta.

Hoje é um daqueles domingos de perfeito Inverno e que dá razão ao conhecido adágio popular de que em Abril "águas mil".

Levantei-me mais tarde do que é costume.

Ao almoço comeram-se uns bifes com cogumelos acompanhados de puré de batata e salada. E tudo feito por mim.

A tarde passei-a em actividades domésticas que não são, de todo, do meu agrado... limpezas... Bahhhhh!

Uma coisa é certa: trabalho agora mais que quando ia para Lisboa.

E ainda agora começou!

Vá lá, cuide-se.

As minhas sugestões de filmes...

... para a próxima quarentena!

Após as sugestões de livros que fiz aqui e de discos neste postal é a vez de apresentar algumas ideias de filmes para este tempo de quarentena.

A exemplo das leituras e das músicas estas são simples sugestões de longas metragens de grande qualidade realizadas por directores de excepção.

Poderia acrescentar alguns trailers dos filmes, mas da mesma maneira que não apresentei capas de livros e discos escuso-me a mostrar dos filmes.

Ora vamos lá às dicas:

Um assassino pelas costas de Steven Splielberg

Sínopse – Cuidado com quem nos metemos na estrada;

Forrest Gump de Robert Zemeckis

Sínopse – Quiçá a melhor interpretação de Tom Hanks;

Obsessão de Brian de Palma

Sínopse – Um drama impensável e imprevisível;

Melancolia de Lars von Trier

Sínopse – A Terra nos seus momentos finais;

Missing de Costa-Gravas

Sínopse – A busca do filho num país em guerra;

Ben-Hur de William Wyller

Sínopse – Uma longuíssima metragem própria para esta época da Páscoa;

Uma noite na Ópera  de Sam Wood

Sínopse – Uma fantástica comédia onde os irmãos Marx atravessam o Atlântico;

New York, New York de Martin Scorcese

Sínopse – O amor pela música e por uma mulher são incompatíveis;

Os inadaptados de John Huston

Sínopse – O último filme de Marilyn Monroe. Imperdível;

12 homens zangados de Sidney Lumet

Sínopse – A luta por um homem inocente.

A vida não é um filme!

Por vezes no silêncio da noite fico a pensar no que estamos mesmo a passar. A quaretena, o confinamento, o estado de emergência suoeriormente renovado leva-me a pensar que aquilo que por vezes vemos em filmes seja na televisão ou no cinema é somente uma mera amostra da realidade.

Quando vemos as séries ou as longas metragens sabemos que no fim "vamos todos ficar bem" porque no final regressamos a casa ou simplesmente mudamos de canal.

Só que esta pandemia continua a alastrar-se pelo Mundo sem que ninguém consiga por termo ou sequer dominá-la.

E pela primeira vez temo pela minha vida e dos meus! Não é que não esteja consciente que viver é um momento, mas gostaria de estar cá por mais algum tempo acima de tudo para poder ver crescer os netos (no meu caso neta!!!).

Finalmente e não querendo ser "profeta da desgraça" direi que infelizmente não "vamos ficar todos bem". Vamos certamente ter nas nossas vidas exemplos de amigos e familiares que partiram devido à pandemia.

Portanto por muito que lhe custe... fique em casa. Reserve-se para outras alturas. E acima de tudo não se coloque a jeito para alimentar estatísticas.

Cuidem-se porque a vida, decididamente, não é filme! É sempre bem pior!

As minhas sugestões de discos...

... para estes dias de confinamento!

Não só de livros vive o homem, isso é certo. Até porque há muita gente que não tem hábitos de leitura. Por isso a música merece outrossim destaque nesta minha nova vida de prisioneiro.

O meu gosto atravessa muitas décadas, muitos tipos de música e logo daí muitos artistas. Assumo que das músicas mais recentes conheço pouco e não gosto muito de julgar sem ouvir.

Entretanto fui a um dos armários com discos e procurei escolher algumas obras que me marcaram nestes derradeiros sessenta anos de vida. Portanto, se puderem, escutem alguns destes artistas, músicos, maestros e verão como a liberdade física que vos é por ora negada cresce um cada som.

A ordem que apresento não tem a ver com a minha maior preferência. De todo... Escrevi conforme os discos aparecem na minha mão (e não só). Então vamos lá:

Frampton comes Alive - Peter Frampton

- talvez um dos melhores albuns ao vivo do século XX;

Made in Japan - Deep Purple

- um disco que é um marco na música rock dos anos 70. Imperdível!;

White Mantions - Vários

- um CD que anda sempre no carro. Creio ser inequívoco;

Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band - The Beatles

- o melhor disco dos The Beatles e um dos melhores do século passado;

Secos e Molhados I - Secos e Molhados

- Um disco surpreendente e irreverente. Obrigatório escutar.

A Night at the Opera - The Queen

- O melhor disco da banda inglesa onde Fredy Mercury foi a estrela maior;

Whish you Where Here - Pink Floyd

-  Um disco a raiar a perfeição. Não há adjectivos suficientes;

Ar de Rock - Rui Veloso

- a música portuguesa no seu melhor. E mais não digo;

Alchemy - Dire Straits

- um duplo disco também ele ao vivo e soberbo;

Best Moves - Chris de Burgh

- uma compilação das melhores músicas do cantor de origem irlandesa e que nasceu na Argentina.

Um optimista em quarentena

Já estou cansado de escrever coisas paravas. E tudo devido a um virus que parace ser muito mais mortífero do que se imagina.

Este confinamento que me obriga a trabalhar a partir de casa tem, ao invés do que muita gente diz, também alguns aspectos positivos.

Já referi aqui alguns, mas é tempo de ver esta clausura pelo prisma de um optimista, como eu sou:

- estando sempre em casa não me arrisco a contrair a doença, ainda por cima se quero criar a neta... mais uma razão;

- o quintal anda agora bem amanhado com os feijões a nasceram e os tomateiros e curgetes pegadas à terra;

- recuperei alguns cd's mais velhos e estou a escutá-los enquanto estou em teletrabalho;

- estou numa espécie de estágio para o tempo de reforma que se aproxima;

- os meus relógios estão todos com corda e a trabalhar;

- descobri que a família não são só as pessoas que têm o mesmo sangue, mas é essencialmente um sentimento de partilha;

e por fim este género de prisão domiciliária tem uma outra vantagem:

- descobri a Netflix.

As minhas sugestões de livros...

... para estes dias de clausura.

Neste tempo de confinamento teremos sempre nos livros uns enormes aliados para passar o tempo. Deste modo apresento aqui alguns dos livros que li, alguns recentemente, enquanto outros li há muitos anos e que considero que merecem uma leitura atenta. Obras de géneros diferentes, mas que por isso mesmo estimulantes. Vamos então ao rol:

O Físico - Noah Gordon

Sinopse - os primóridios do exercício da medicina (dos barbeiros aos médicos);

O Valente Soldado Schweik - Jaroslv Haseks

Sinopse - na primeira guerra mundial um estranho falsificador de cães de companhia entra no serviço militar;

A cidade e as serras - Eça de Queirós

Sinopse - um português habituado á sociedade parisiense regressa às origens;

Os coxos dançam sozinhos - José Prata

Sinopse - Um invulgar inspector da polícia procura um criminoso;

Esteiros - Soeiro Pereira Gomes

Sinopse - A vida de uma criança nas margens do Tejo;

Contos da Montanha - Miguel Torga

Sinopse - A visão melancólica e triste de um transmontano;

Servidão Humana - Somerset Maugham
 
Sinopse - O amor triste e submisso de um homem;
 
Robinson Crusoé - Daniel Defoe
 
Sinopse - A aventura de um náufrago numa ilha (quase) deserta.

Sejamos conscientes

Cada dia que passa desta pandemia que se vai alastrado a todo o mundo, sem excepção, temos (ou deveríamos ter) uma maior consciência de que esta doença é demasiado mortífera para o nosso gosto ou melhor para o nosso tipo de vida.

Não sou possuidor de dados estatísticos, mas provavelmente haverá no final deste ano de 2020 mais mortes a nível mundial devido ao cancro ou a problemas cardíacos que devido ao Convid19. Todavia esta doença tem-nos limitado as vidas, começando no trabalho e terminando nas nossas relações mais próximas.

A liberdade que tanto idolatramos resume-se agora unicamente às palavras que vamos dizendo, ouvindo, lendo ou escrevendo. Tudo o resto está-nos vedado.

Mas tem de ser… De outra forma poderemos estar a criar uma bola de neve semelhante à que existiu há 100 anos e que matou milhões de humanos por todo o mundo.

Custa ficar confinado? Custa.

É difícil trabalhar em casa? É.

Todavia esta é uma causa profunda e de todos para todos.

Sejamos assim conscientes do nosso lugar, função e atitude não só para os nossos mais próximos, mas essencialmente para os outros.

Crónica de um confinamento!

Faz hoje 15 dias que iniciei o meu confinamento.

Desde esse dia 14 de Março apenas saí uma vez e foi somente para ir às compras.

Durante a semana dedico-me ao teletrabalho, uma experiência nova em fim de carreira profissional, mas que tem corrido bastante bem, tendo em conta a quantidade de utilizadores que tem a empresa onde trabalho.

Todavia continuo a levantar-me cedo. Sete da manhã e eis-me a pé. E sinceramente ainda não me cansei de estar em casa...

Aqui há sempre que fazer! Jardim, quintal, arrumações, leituras, escrita e um ror de outras coisas que durante o ano nunca se fazem por não serem essenciais.

Portanto por aqui vamos estando bem. Confinados, atentos e seguros.

Como convém nesta altura da nossa estranha vida.

Cuidem-se.

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