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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Boas notícias, estranhas notícias!

Fiquei contente quando soube que a criança em Proença-a-Velha fora encontrada!

Quem como eu lida diariamente com uma neta com idade aproximada do petiz Noah nem imagina a aflição dos pais durante as 30 horas em que a criança esteve desaparecida.

Porém desde o dealbar desta situação que alguns acontecimentos me pareceram de cariz duvidoso. E tudo se adensou no meu pensamento quando o inocente foi, neste fim de tarde, encontrado a quatro quilómetros de casa (se fosse em linha recta), mas que teria de perfazer mais de 10 para chegar ao local.

Ora uma criança de 2 anos, por muito desenvolvida que seja, não apresenta tamanha aotonomia, Diria que morfologicamente seria quase impossível. Já para não falar de diversos cursos de água que teria de encontrar pelo caminho e demais impedimentos naturais. Depois houve a noite, a fome, a sede, o sono, o frio e quiçá a chuva. No fundo demasiados dados negativos concentrados numa só criança. Ainda por cima tão pequena.

Não quero, nem desejo especular sobre aquilo que se irá apurar, se se conseguir chegar a alguma conclusão, mas tenho a sensação de que a verdade sobre este estranho desaparecimento ainda estará muito longe de ser revelada.

Ficam portanto as boas notícias do aparecimento do menino, perduram as estranhas!

O elástico político e outras ideias!

Desde que António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa subiram às cadeiras de S. Bento e Belém nunca mais os portugueses perceberam quem é deveras o PM e o PR.

Umas vezes estão tão de acordo um com o outro que ficamos sem saber quem realmente decidiu o quê! Noutras jogam em tabuleiros tão opostos que logo se desconfia que irá haver uma zanga para no momento seguinte andarem novamente aos abraços.

Então desde que enfrentamos a pandemia este elástico político que aproxima agora e afasta amanhã tornou-se muito mais evidente.

Hoje é António Costa a dizer que não haverá mais confinamentos para amanhã, perante os maus resultados de infectados, concluir o seu contrário. Marcelo faz mais ou menos o mesmo, mas em momentos diferentes. Há assim uma espécie de jogo estranho e bizarro entre os dois políticos e para o qual os portugueses não estão devidamente preparados.

Nem sei bem se eles mesmo percebem o jogo que estão a jogar. Mas enfim… São os políticos que temos por ora!

Vejamos então: Marcelo deveria ter obrigado Costa a demitir Eduardo Cabrita. Da mesma forma o presidente da Câmara de Lisboa e em prol da verdade já deveria ter sido chamado a S. Bento para óbvios esclarecimentos. Porém nada disso aconteceu e continuamos a viver os nossos dias como se tudo o que tem acontecido fosse perfeitamente normal. Um PM a fazer de PR e este por vezes a fazer de PM.

No fundo, no fundo até é normalíssimo em Portugal.

Tenho por isso a sensação que o PS estará a cavar a sua própria sepultura em futuras eleições. Mas não será o PSD o mais favorecido, curiosamente!

Termino assim com uma espécie de adivinha que será imaginar quem ganhará com estes desmandos governativos…

Nunca na vida!

Tenho um primo na aldeia que é construtor e que sempre que há trabalhos para fazer é a ele que recorro! Seja para arranjar um telhado de um barracão, seja para uma qualquer alteração em casa.

Quando conversamos sobre um trabalho e lhe pergunto se for da maneira que ele propõe se as coisas não correrão mal e devolve usualmente a seguinte resposta: "Nunca na vida"!

Gostaria de, tal como ele, ter a certeza da sua certeza (passe o pleonasmo)! 

Nunca na vida é algo que dificilmente direi porque a minha caminhada neste mundo tem sido recheada de tantas dúvidas e incertezas que seria insensato assumir aquela expressão para o futuro. É verdade que há pouco mais de um ano muita gente daria a mesma resposta ou semelhante, se lhes perguntassemos se acreditariam numa pandemia tão limitadora quanto a que ainda vivemos. Provavelmente diriam este "nunca na vida" como se fossem donos de todas as certezas do Mundo.
Porém a realidade apressou-se a contrariar os futurismos.

Seria mesmo bom e conveniente que comecássemos a pensar nisso!

Hoje por tudo o que nos tem acontecido estamos todos mais cientes que o futuro é muito incerto.

Pois é... estamos certos quanto à incerteza!

Alimentação equilibrada é o quê?

Leio muitos textos envolvendo alimentação, provavelmente em demasia. Uns são a favor da dieta mediterrânica, como é essencialmente a portuguesa, outros a defenderem uma alimentação mais vegetariana e outros ainda com diferentes opções das anteriores.

Porém todos têm um ponto em comum: aconselham uma dieta equilibrada. Só que tudo serve para o tal equilibrio... depende apenas de quem o apresenta.

É, portanto, com este último parágrafo que a coisa começa a complicar-se, tendo por base as tais diferentes visões.

Fico assim sem saber o que devo ou não comer. O que me fará mal ou o que devo comer sem qualquer problema ou restrições.

Face ao que descorri atrás concluo que se colocar num prato da balança um quilo de carne ou peixe e no outro prato outro quilo de legumes, farei uma alimentação, literalmente, equibrada.

Será assim?

Do jornalismo à (triste) realidade!

Gosto da capa de hoje do Jornal desportivo espanhol "Marca"

ao referir que os médicos são já os vencedores do torneio europeu. Tudo devido à forma célere e competente como lidaram com a síncope cardíaca que atingiu a estrela dinamarquesa Christian Eriksen.

As imagens chocantes correram mundo e ao que sabe o jogador recuperou, mas continua internado para novas baterias de exames.

Como sempre olho para estas situações e fico a pensar como é que elas acontecem, especialmente em atletas altamente treinados e preparados. É que se puxarmos pela memória, e não é preciso muito, lembramo-nos do malogrado Alfredo Quintana, guarda redes de Andebol do FC Porto e da selecção nacional ou de Alex Apolinário malogrado jogador do Alverca.

Com todos estes acidentes a acontecer e cada vez com mais frequência, pergunto-me até que ponto os médicos dos clubes e das federações validam com assertividade os atletas da sua real condição física? Ou provavelmente exige-se demasiado esforço e empenhamento aos atletas, olvidando que estes são simples seres humanos e não puras máquinas.

Quadras de Santo António

Nunca fui grande poeta

A escrever quadras a eito

Não fosse o santo lisboeta

Nunca teria qualquer jeito.

 

Santo de Lisboa, do amor,

Dos milagres e manjericos,

Faz-me um simples favor.

Não me dês só dias ricos.

 

Sou mui pobre e assim serei

Qual bom beato franciscano.

Como tu Santo António farei,

Dos meus dias todos um ano.

 

Hoje é dia de António, o santo

Maravilhoso frade alfacinha.

Não aventes para um canto,

O que a minha alma adivinha.

Há livros eternos!

Há muuuuuuuuitos anos dois amigos jornalistas oferecerem-me, pelos meus 25 anos, uma colectânea de um dos meus poetas preferidos.

JLBorges.jpg

Um gesto normal entre amigos!

Só que a partir de ontem passei-o a incluir naquelas obras inesquecíveis e eternas. E tudo porque na sua primeira página há duas dedicatórias escritas por esses meus amigos.

Soube apenas ontem que um deles partiu definitivamente já no passado mês de Maio. Dele guardo então a tal dedicatória que ora reproduzo,

CSP_ded.jpg

para além de muitos almoços, jantares e jogos de futebol. Para além de diversas tertúlias...

O Carlos Santos Pereira passou pela vida num ápice. Pela minha e certamente pela vida de todos com quem ele lidou.

Obrigado por tudo o que ensinaste, companheiro!

Descansa em paz, seja lá onde estiveres.

Colheita de hoje

Hoje foi dia de colheita após ontem não ter estado em casa durante todo o santo dia. Mas não fui passear.

Portanto hoje foi mais um dia de colheita.

Colheita.jpg

O feijão verde cresce com vontade. Os feijoeiros parecem aqueles mágicos que se contam nas escolas, tal é a altura que estão a alcançar.

Eu que nem sou enorme apreciador de feijão verde reconheço que este aqui produzido tem outro sabor.

Os tomateiros entretanto começaram timidamente a dar os primeiros frutos, enquanto as curgetes, os pepinos e as acelgas já dão para o trabalho.

Finalmente e dando cumprimento a uma promessa, eis minuto e meio dos meus tomateiros.

Que diria Camões?

Se Luiz de Camões descesse à Terra e visse a nossa língua actual, que ele soube tão bem trabalhar, abusivamente maltratada, dar-lhe-ia quase de certeza um fanico, que o levaria de novo para o outro mundo.

Sei que não serei, porventura, o melhor dos exemplos linguísticos, mas tento na medida do possível não estragar mais o nosso léxico, jã tão depauperado por vocábulos incompreensíveis ou adaptados a maioria da língua anglo-saxónica.

O (des)acordo ortográfico (que só Portugal usa commumente) veio de certa forma autorizar que a língua portuguesa passasse a ser um monte de equívocos e dúvidas.

Não subscrevo de maneira nenhuma o tal acordo linguístico, tal como Camões, tenho a certeza, jamais o subscreveria.

Gosto demasiado da minha língua para a estragar com um acordo patético que não acrescentou qualquer mais-valia ao português.

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