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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

A minha série de sempre!

Nem mesmo quando via televisão fui muito adepto das séries. A maioria são enlatados que mudam o rumo dos enredos conforme nos países de origem as audiências vão subindo ou descendo.

Todavia houve uma excepção e chamou-se 24 e teve, ao que me lembro, 5 temporadas. Dava na RTP 2 às quartas feiras a partir das 22 e 00, se não estou em erro. Assim todas as semanas o meu filho mais novo e eu próprio sentávamo-nos ambos na sala para ver um novo episódio.

Hoje com as novas plataformas de séries, podem-se ver os episódios todos de uma só vez sem parar. E de não sei quantas temporadas.

Digam o que disserem gosto de ver um episódio, digeri-lo calmamente e passados uns dias voltar a ver o aeguinte. Tem muito mais... charme!

Já agora sabem em que ano foi emitido o primeiro episódio desta série de origem norte-americana? Eu digo, eu digo... 2001. Mas só dois anos depois é que a RTP transmitiu a primeira série.

Finalmente ainda hoje tenho no meu telemóvel o toque de telefone que a série usava pois esta será sempre a minha série preferida.

A gente lê-se por aí!

Hoje fui "à bola"!

Há meio século "ir à bola" era coisa de homem macho... hoje denominado "alpha".

Só que a sociedade mudou muito (e as mentalidades!), e ainda bem acrescento, originando que actualmente "ir à bola" deixou de ser coisa só de homem, mas de ambos os sexos.

Deste modo vêem-se cada vez mais mulheres nos estádios não só como acompanhantes de maridos, pais ou irmãos, mas como ferrenhas adeptas do futebol e do clube do seu coração com as vestimentas a rigor (tshirt, cachecol e demais apetrechos). 

Após muitos meses sem gente no futebol gostei de ver o estádio do Sporting bem composto não obstante as limitações e fiquei plenamente convencido que as mulheres leoninas são um capital humano a ter em conta para o futuro da instituição.

O futebol, esse, é somente um desporto, mas os clubes serão eternos.

Idade: saber tê-la!

Há quem náo viva bem com a idade que tem. Uns são novos e queriam ser mais velhos (também me aconteceu!!!) outras são mais velhos e julgam que ainda são novos (ainda não me aconteceu!!!).

Sempre achei que cada idade tem os seus momentos mais tristes. mas também momentos fantásticos. Talvez neste último caso esteja a capacidade que os mais velhos têm em antecipar os problemas.

Os mais novos geralmente sentem os dias de uma maneira mais eufórica o que equivale dizer que agem mais com o coração que com a cabeça. Faz parte!

Entretanto os mais velhos são geralmente mais pausados e reagem de uma forma cuidada aos estímulos que surgem. Só que nem toda a gente mais vivida pensa assim. Esquecem-se da idade que têm e pretendem, com a idade que têm, exibir das mesmas aptidões que os mais novos, olvidando muitas vezes o ridículo a que se propõem.

Chegando eu a esta idade, rapidamente percebi de algumas limitações com que fui brindado. Não me alimento com as quantidades de antigamente, bebo muito menos, tenho diversas dores ortopédicas e visto-me com roupas discretas próprias para esta idade.

Posto tudo isto assumo que gosto de ter a idade que tenho, sentir que perdi algumas competências, mas ganhei muitas outras.

A paz comigo mesmo é uma delas. E com os outros também!

O melhor do mundo são as crianças!

Serão mesmo?

Mas se são porque utilizam os pais, avós, tios, primos e restante família personagens para atemorizar os petizes no sentido de eles se “comportarem”?

Nestas férias quando estava a sair da praia ultrapassei um casal que trazia consigo uma criança de tenra idade. Calculei que fossem os avós.

A criança era “naturalmente” irrequieta (e coloco aspas no advérbio de propósito, sem qualquer conotação pejorativa, bem pelo contrário). A determinada altura oiço a avó dizer:

- Olha que vou chamar o senhor polícia…

Tudo porque o petiz não sossegava e como se o hipotético agente de autoridade fosse o maior dos fantasmas.

Esta situação não é única mas há quem ainda utilize outras figuras como o “papão” (imagino que seja um pai grande), o bicho (ainda estou para saber qual será) ou outra qualquer entidade estranha no sentido de colocar a criança no seu lugar.

Nunca usei esta técnica (quase) ancestral para atemorizar os meus filhos. Tentei sempre explicar de forma assertiva como se comportarem, fosse na rua ou em casa! E eles perceberam e sempre se portaram muito bem.

Esta será outrossim a técnica que usarei com a minha neta. Explicar o porquê e não utilizar monstros, fantasmas e afins para a fazer perceber como deve estar na sociedade.

As crianças serão o melhor do Mundo, é certo! Portanto cuidemos delas com o cuidado devido (passe o pleonasmo) de forma a termos no futuro cidadãos conscientes, educados e acima de tudo bem formados.

Eis o Outono!

Chegámos ao Outono!

Uma estação com sabor a castanhas e jeropiga. Com cheiro a mosto e a alambique. Com tentações de azeite e azeitona.

Uma estação repleta das cores da terra, das folhas caídas, das chuvas e quiçá do frio. Dos magustos e dióspiros maduros.

É o tempo das nozes negras antes de secarem. Das lavras e sementeiras, da corrida à lenha para a lareira.

Outono a estação do ano que é agora simbolo da minha vida.

Os meus livros!

Tenho uma relação próxima com os livros. Especialmente os meus.

Andei no passado Domingo em arrumações após a saga das pinturas e descobri que tenho obras fantásticas para ler e que já não me lembrava.

Eu sei que nos anos setenta comprei uma colecção de "Romances históricos", mas nunca mais me lembrei deles. Ainda por cima estavam na fila de trás tapados por uns policiais bem vetustos e curiosos.

Por falar em policiais descobri umas dezenas de livros de diferentes autores e aos quais ainda não dediquei uma atenção especial como merecem. Haja tempo...

Depois encontrei uma série de enciclopédias em livros enormes e de manuseamento difícil. Obviamente desactualizados tal a velocidade com que tudo mudou neste último meio século. Porém ali ficaram descansados até por que nunca se sabe o que será o futuro e o que hoje é acesso rápido e quase instantâneo amanhã pode ser uma proibição...

Agora vai ser tempo de pegar nas obras e não deixar nenhuma por ler. O livro tem essa vantagem, em relaçáo aos periféricos da especialidade, de ter forma, cheiro e peso.

No fundo é como se fossem parte integrante de mim mesmo!

A arte de saber educar - #2

No seguimento deste texto que escrevi no princípio deste mês ocorreu-me acrescentar mais umas coisas, essencialmente porque vieram-me à ideia umas outras ideias e (maus) exemplos.

No passado sábado encontrei um jovem na rua, filho mais novo de um primo direito. Cumprimentá-mo-nos para logo perceber que aquele rapaz (da mesma idade do meu filho mais novo) estava já alccolizado. Regressava a casa num estado ébrio onde o esperava uma mulher e um filho ainda de meses.

Pego neste triste exemplo para tentar explicar que cada filho é diferente dos outros. Neste caso são três irmãos, todos eles diferentes e com posturas de vida antagónicas. Um licenciou-se e é professor, outro é responsável num hotal e o deste exemplo trabalha com o pai nas obras.

Algures no passado este rapaz deu sinais de que ia tresmalhar. Com toda a certeza. Mas nem pai nem mãe tiveram coragem ou quiçá competência para o colocar no caminho mais... certo. 

Na realidade fica-se sem perceber se os progenitores foram brandos, deixando o rapaz viver como queria, sem quaisquer regras ou demasiado austeros tornando-se aquele alguém revoltado e fazendo do álcool a arma de arremesso contra os próprios pais.

Seja como for é óbvio que educar é, para além de uma arte, a capacidade de os progenitores terão de ter para se adaptarem à personalidade de cada filho, sem que se percam o foco do bom-senso.

Promessas só promessas!

Quando a pandemia começou e tivemos que nos confinar em casa, ums das enormes queixas prendeu-se com a ausência de afectos.

Nada de beijos, abraços e outros cumprimentos.

A desgraça, o desânimo, a tristeza alastrou-se a muita gente. Todavia ficaram as constzntes promessas de que quando isto melhorasse regressariam os afectos.

Pois é... promessas só promessas.

Na verdade ainda não recebi nem os beijos nem os abraços nem outros afectos que durante tanto tempo me prometeram.

E tenho tantos para receber.

Depois queixam-se das promessas não  cumpridas dos políticos.

558 quilómetros e meio!

Hoje foi um dia daqueles...

Levantei-me ainda antes das seis da manhã e às seis e meia estava a sair para às sete ter pequeno almoço tomado.

Parti de seguida para a Beira Baixa, até à aldeia beirã de onde é natural a minha mulher e a irmã. Após uma semana de intempérie para aqueles lados achou-se que seria oportuno perceber se alguma coisa havia sido comprometida.

Felizmente estava tudo bem. Não obstante ter chuvido bastante ainda assim não foi suficiente para estragar. Principalmente a azeitona que ainda se encontrava bem verde e segura.

O rio mais importante da aldeia manteve o seu caudal de fim de Verão e a maioria das ribeiras nem corriam.

Portanto quem está longe das coisas tem sempre uma permanente preocupação em perceber se tudo está bem!

Finalmente constatei que este Outono, se tudo correr como deve ser, haverá muita azeitona.

Haja coragem para a apanhar. E braços. Muuuuuuuuitos!

Não me dêem um desconto!

Ontem de tarde fui a duas lojas. A uma fui comprar a tinta para as pinturas cá de casa e a outra comprar óculos e lentes após uma actualização recente.

Chego à loja peço 10 litros de uma determinada cor e espero. Ao fim de cinco minutos de espera o balconista entrega-me as duas latas de cinco litros e eu pergunto:

- Quanto devo?

- São 93 euros já com desconto.

Apenas respondo enquanto entrego o cartão MB para pagamento:

- Aqui tem e obrigado!

Vou para o carro onde coloco a tinta e parto a pé para a outra loja. Aqui após escolher armações, falámos das novas lentes já que passei a usar lentes progressivas (a velhice não perdoa!).

Finalmente pergunto:

- Quanto me vai ficar tudo isto? - e apontei para os aros, como se estes já tivessem já as correcções. O patrão saca de um papel e começa a fazer contas sempre a somar:

- As armações custam 809 euros e a lente bifocal 513. Mais as outras lentes 630. Dá tudo...

E começa a somar. Finalmente:

- Tudo somado são 1925 euros. Agora aplico o desconto e fica... - um silêncio sepulcral - 1275 euros.

O choque dos quase 2 mil euros foi grande, mas o desconto seguinte de 650 euros foi realmente maior.

Bom estes dois casos são sintomáticos da filosofia do nosso país. Em vez de se ter um preço fixo e mais barato para as coisas, inflaciona-se o valor para depois, simpaticamente, se aplicar um desconto.

Se no caso do oculista eu sou um cliente muito antigo já na loja das tintas não o sou. Mas em ambos obtive um bom desconto de 35 e 55 por cento respectivamente. As grandes superfícies comerciais também já entraram, há muito, neste regime de descontos. De uma outra maneira, é certo, mas utilizam também o chamariz descontos para atrair clientes.

Olimpicamente não sou nada apologista deste tipo de filosofia de vendas. E sabem porquê? Porque fico sempre a pensar que provavelmente me poderiam ter feito ainda maior desconto.

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