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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

E se?

Nem imaginam as vezes que me coloco a mim mesmo a questão supra.

E se... tivesse estudado e tirado um curso superior?

E se... tivesse emigrado?

E se... tivesse escolhido outro emprego?

E se... tivesse enveredado pela política?

E se... tanta coisa...

A verdade é que em cada passo que dei na vida tive sempre outra opção em aberto mas não a escolhi. 

Consciente de que jamais saberei onde estaria ou o que seria neste momento se optasse por outros caminhos, de uma coisa estou quase certo: a escrita provavelmente faria ainda parte de mim!

Fosse eu quem fosse!

Depressão: o problema existe!

Quando em 2020 o actor Pedro Lima de suicidou o problema da saúde mental ou a falta dela foi muito debatido.

Li na altura muitas ideias referindo que seria necessário olhar para a "depressão" como uma doença grave com consequências muito nefastas. Todavia passado uns tempos o tema foi substituído por outros, quiçá menos importantes, mas que por qualquer razão justificavam a sua chamada.

Porém as doenças do foro mental continuam a crescer e a pandemia não só veio colocar a nu muitas dessas doenças, outrora escondidas ou dissimuladas, como fez crescer muitas mais.

Temos assim entre mãos uma mini pandemia que se vai alastrando por todos os sectores da sociedade sem, todavia, haver vacina para tal.

É que quase todos os dias chegam às nossas mãos notícias de alguém que perdeu a vida porque não conseguiu enfrentar a sua doença.

Portanto urge estar atento àqueles que nos rodeiam. Perceber os sinais, descobrir nuances, enfrentar a dura realidade que a depressão pode atacar os que nos estão mais próximos.

Nem todos estão interiormente preparados para as bizarras vicissitudes da vida.

Convém, por isso, não esquecer!

Outros tempos!

Hoje em conversa com umas pessoas recordei os meus tempos de escola nomeadamente o trajecto que fazia entre o Laranjeiro onde morava e Almada, onde se encontravam as escolas.

Decorria o ano de 1969. A Ponte Salazar era uma realidade e a doca 13 na Margueira estava já em construção.

Naquele tempo, que eu me lembre, havia duas empresas de camionagem que serviam a zona: a Beira-Rio e a Piedense. Mais tarde viriam a juntar-se e passaram a chamar-se Transul. Foi nos autocarros desta empresa que passei a deslocar-me de casa para a escola e vive-versa.

A primária era já passado e a Escola preparatória era na altura longe!

Perto de onde morava havia uma paragem de autocarro. Todavia eu tinha por hábito percorrer cerca de 500 metros para apanhá-lo noutra paragem só porque era mais barato... um tostão. Ao fim de uma semana eram 5 tostões que se poupavam. Mais os 5 de regresso... era um escudo.

Descia na Cova da Piedade e subia a pé até à escola preparatória por um quilómetro. O regresso era igual, quando não vinha mesmo a pé da escola até a casa para poupar uns tostões.

Quando hoje relembro esse passado longínquo sinto uma profunda nostalgia. Não só por aquilo que fazia para não gastar dinheiro, mas pelo espírito de sacrifício com que me muni para ultrapassar alguns desafios que apareceram no caminho.

Numa altura em que a minha inocência perante o Mundo e a vida era uma crua realidade!

Outros tempos!

Campanha eleitoral: prometer o impossível!

A campanha eleitoral está novamente na rua! Numa altura em que o Covid se alastra sem temor, manter as arruadas como eram feitas antes da pandemia, mesmo com máscaras, parece-me um tanto arriscado!

A verdade é que nenhum partido abdica desse quinhão de cinco minutos de fama já que as televisões estarão lá para dar cobertura.

Ora como sabemos os actuais partidos pouco têm para dizer de diferente do que disseram há dois anos, aos portugueses. Ou há seis, dez...

As promessas de um futuro doirado mantêm-se inalteradas quando no fundo, no fundo nenhum lider partidário, em consciência, sabe o que poderá vir a fazer.

Faz tempo que deixei de acreditar em ideologias políticas geralmente plasmadas de utópicas realidades. Por isso não me identifico com uma esquerda pouco ciente de como pensa e reage a sociedade lusa, nem com uma direita que não se mostra na sua totalidade, escondendo quiçá parte de algum jogo político.

Mas desta vez desejo ir votar... Não sei em quem... Provavelmente em branco, mas certamente votarei!

Resposta nº 3...

... a este desafio da Ana

Tema: uma memória

Talvez esta seja a resposta mais fácil de todas deste desafio. Tal como muitos que me conhecem bem neste mundo de escrita, imaginam qual seja a minha resposta.

Decorria o ano de 1977. Três anos antes tinha havido um golpe de Estado que derrubara um regime ditatorial. Vivíamos ainda no túnel de vento criado por esta transformação política e muitos jovens achavam-se capazes de mudar o Mundo. Eu também!

Das ideias aos actos foi um ápice. E como nunca tive jeito para a política usei a escrita para tentar intervir.

A minha primeira boa memória leva-me assim a recuar mais de 40 anos e aterrar naquele dia em que comprei um jornal e vi pela primeira vez impresso o meu nome no final de um texto.

Um momento que jamais esquecerei!

Bravatas

Não sei se correponde à verdade, mas os  brasileiros costumam dizer: "Dou um boi para não entrar numa guerra e uma boiada para não sair dela".

Já eu não entro em guerras ou em bravatas, quantas vezes estéreis e sem sentido. Tenho muito mais que fazer e pensar. Mas creio que há muita gente que por causa de minudências compram guerras só porque sim!

Viverei provavelmente numa realidade paralela, mas não é algo que me dê muito prazer essa das demandas. Sou um homem de paz. De serenidade e diálogo construtivo e daqui custar-me ver tanta gente em bolandas com outros.

Antigamente falava-se que a culpa era da política, depois do futebol, todavia agora é das máscaras e do seu uso ou até das vacinas!

Há quem só se sinta bem a criar zaragata!

Porque será?

Couve-Flor?

Hoje andei pelo quintal onde já restam poucas couves, A maioria comeram-se cá por casa e as restantes fui distribuindo essencialmente pelos amigos.

O espaço que criei pelo corte de algumas couves fez com as que ficaram se desenvolvessem de forma exponencial, alargando-se.

Fui olhando para as que restavam e gostei ainda da sua vivacidade não obstante os últimos dias serem de muito frio.

Entre todas escolhi fotografar esta que se segue. E coloco uma questão curiosa: será esta a verdadeira couve-flor?

Couve_quase_flor.jpg

Irresponsabilidade pura!

Ainda no seguimento deste postal chegou até mim esta estória real de vida.

Uma mãe deixou o seu filho numa ama, como todos os dias em que trabalha. Essa senhora tem outras crianças consigo. A determinada altura a ama soube que estava infectada com Covid-19, mas em vez de comunicar aos pais a sua situação de doença vírica, calou-se e deixou que tudo eventualmente passasse por entre os pingos da chuva.

Obviamente que as coisas correram mal, já que as crianças que tomava conta foram infectadas que por sua vez infectaram pais e mães e estes colegas e outros familiares.

Tudo porque alguém não fez o que lhe competia que seria simplesmente isolar-se e não ter mais contactos com as crianças a seu cuidado.

Dos números de infectados que diariamente tendem a crescer quantos se devem à incúria de pessoas como a senhora irresponsável aqui referida?

Uma coisa é sermos infectados sem o sabermos e andarmos por aí involutariamente a disseminar o virus, outra é termos conhecimento da situação e não ligarmos patavina às indicações das entidades de saúde, originando com isso uma disseminação com consequências imprevisíveis e quiçá catastróficas...

Hoje vi o debate...

Não tenho ligado um caroço à campanha eleitoral, debates televisivos incluídos. E pelo que tenho lido por aí não perdi nada.

Percebi entretanto que esta noite haveria um debate entre o actual Primeiro Ministro e lider do PS, Doutor António Costa, e o líder do maior partido da oposição, Doutor Rui Rio.

Picou-me a curiosidade para perceber como o Presidente do PSD lidaria com alguma fanfarronice de António Costa. Fazia muito tempo que não assistia a estes debates, até porque já sei o que cada um diz e quer. Mas vi porque poderia haver surpresas. Que houve!

Gostei do debate e se AC começou até relativamente bem, com o caminhar do debate e com a chamada para cima da mesa de temas mais polémicos o senhor Primeiro-Ministro foi perdendo fulgor e estaleca enquanto RR foi sempre em crescendo.

Achei mesmo corajoso que o lider do PSD assumisse uma posição, por exemplo no que se refere ao salário mínimo, pouco popular. Poderia ter evitado, mas preferiu ser menos demagógico e mais realista.

Sinceramente gostei!

Os temas sucederam-se, mas Rio conseguiu (quase) sempre ficar por cima de AC (salvo seja!).

O tempo passou rápido, sinal evidente de que ambos se empenharam em responder tão bem quanto podiam ou sabiam.

Não imagino se este debate irá porventura influenciar algum eleitorado, mas tivessse eu dúvidas sobre em quem votaria, certamente que esta noite ficaria esclarecido.

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