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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Escrever é... ousar!

Li há muito tempo que "escrever é um acto de profunda solidão"!

Durante anos aceitei esta ideia como imutável e cheia de sentido. É certo que escrevemos quase sempre sozinhos (excepto eu quando estou na Aroeira), mas se entendermos bem, esta solidão só existe de forma temporária, pois assim que alguém pega num texto escrito, a solidão aquando da sua autoria deixa automaticamente de existir! Isto é, quem escreve estará totalmente só se ninguém ler o que escreveu.

Por aqui vou olhando a minha escrita de uma maneira quase simpática. Tem pouco valor o que escrevo pois dificilmente alguém mudaria de maneira de pensar lendo o que escrevi e muito menos alteraria a sua maneira de ser. Todavia não sou um solitário... bem pelo contrário. A interacção que a blogosfera trouxe à escrita tornou-se uma mais valia importante e quase imprescindível! Que nos últimos anos tem, por exemplo, culminado em livro, como por aqui já foi referenciado!

Todavia nada teria sido possível se a tal solidão de quem escreve existisse realmente. Escrevamos apenas um texto ou cinquenta o que fica para a posteridade, para além das mais de duzentas páginas, é o exemplo de coragem, de aventureirismo e acima de tudo de amizade e confiança entre todos os escritores.

O livro com os "Contos de Natal" publicados em 2021 e ora compilados é um exemplo de escrita intemporal e sem quaisquer requisitos, para além do apreço que cada um tem ao esgalhar e publicar os seus textos. Sem julgamentos ou críticas...

Por isso quero convidar todos os que gostam de passar para o papel (ou mesmo para o computador) as suas ideias, principiem a pensar no que escrever sobre o tema "Contos de Natal".

Adoraria ver gente nova a afoitar-se em mais uma aventura, pois a partir do dia 3 de Dezembro começamos já a pensar no próximo livro!

Não fiquem sozinhos! Ousem!

A campanha de Natal já aqui chegou!

Hoje Sábado levantei-me muito mais tarde do que é habitual. Senti que estaria frio na rua e não me apetecia sair de casa.

Bom após um  bom e valente pequeno almoço fui incumbido de dar à luz. Assim fui ao sotão e retirei de lá as luzes de outros anos e toca a montar tudo. Todos os anos se repete esta saga de montar as luzes.

Costuma ser por alturas do primeiro de Dezembro, mas este ano acabei por começar mais cedo. Outros compromissos se levantarão a semana que vem!

Após uma manhã e parte do início da tarde trabalhosa, só quando chegou a noite consegui perceber como ficou a coisa...

 

Depois foi a hora de pegar no meu portátil e ir respondendo a algumas mensagens. Só que na mesa da cozinha onde costumo escrever estava o meu companheiro deste dia, comodamente instalado em cima da toalha da mesa.

20221126_175329_resized.jpgEste bichano não é meu! Creio ser da vizinha da frente. Mas sempre que aqui me apanha... adopta-me! Literalmente...

aqui havia falado do nimal.

Certo é que cada vez que aqui apareço ele surge também. Até já me habituei a ter sempre um pacote de ração para lhe dar. Que ele adora! Pudera!

Macho ou fêmea, não importa, é, definitivamente, uma boa companhia.

(Não obstante este felino, continuo a gostar mais de cães!)

Novo livro a caminho... da Ericeira!

Quando o ano passado três boas alminhas partiram para a aventura de compilarem e organizarem os Contos de Natal publicados em diversos blogues da plataforma SAPO, jamais imaginaram que o sonho tantas vezes sonhado daria um livro bem catita.

Todavia se o sonho de um livro foi assim algo quase extravagante, imagine-se que epítetos para um segundo livro com mais estórias todas elas diferentes dos primeiros?

Pois é disso que hoje aqui venho escrever. Um segundo volume é já uma realidade se bem que oficialmente ainda não tenha sido lançado.

A mesma equipa está a montar o palco, as luzes começam a eclodir e o próprio Sol parece envergonhar-se da luz que irradiamos. Por isso preparem-se para no dia 3 de Dezembro, na bela e pitoresca vila da Ericeira, um segundo livro com os Contos de Natal ver de forma oficial... a luz do dia.

É hora de agradecer a todos quantos colaboraram neste exercício. Nomeadamente a quem teve a ideia, a todos quantos escreveram os contos e a quem criou os belos desenhos que ilustram a capa deste livro.

A todos vós um enorme bem-hajam!

Livro_2.jpg Livro_2_cc.jpg

Será que alguém me explica?

Eram cinco e meia da tarde de hoje, mais ou menos, quando tive de sair de casa para ir aos CTT. Como estava a chover com alguma intensidade fui de carro.

Perto da estação dos Correios arranjei logo lugar para estacionar... Primeira coisa estranha.

Entrei no estabelecimento e este encontrava-se quase vazio, quando normalmente há fila na rua... Segundo evento estranho.

Fiz o que tinha a fazer e regressei ao carro. Reparei então que não havia quase ninguém na rua... Terceira visão bizarra.

Sai do estacionamento com toda a calma sem necessidade de olhar para os lados por causa de outros veículos. Estes simplesmente não existiam. Quarta situação invulgar.

Regressei a casa e temi o pior... Quiçá alguma invasão de extra terrestres ou novas regras para a pandemia. Mas estava tudo calmo em casa e em redor.

Fiquei deveras preocupado com o que se passou esta tarde no meu bairro! Será que alguém consegue explicar-me o que se terá passado?

Escritor ou autor: o que sou realmente?

De vez em quando dou conta de algumas pessoas que escrevem e de se auto-intitularem unicamente como autores em vez de escritores.

De uma forma pragmática diria que todos somos autores. Um juiz quando elabora um despacho ou uma sentença está a ser autor, mas isso não equivale a que seja um escritor. Da mesma maneira quando alguém escreve uma mensagem de correio electrónico está a ser autor, mas provavelmente longe de ser escritor.

Então o porquê de alguém que escreve estórias, contos, poesias ou simplesmente uma opinião se chamar autor e não escritor? A resposta só o próprio a poderá dar, mas imagino que a responsabilidade de ser escritor possa pesar negativamente no espírito de quem escreve.

De vez em quando tento debater este tema com algumas pessoas, mas a maioria defende que quem escreve é simultaneamente autor e escritor.

A mesma dúvida existe para aqueles que pintam um quadro, que tocam um instrumento, que desenham uma casa. Todos serão naturalmente autores… mas poucos serão verdadeiros pintores, músicos ou desenhadores.

Por este lado a incerteza existe mesmo e estou ainda longe e ter uma resposta que me convença!

Há 45 anos... a escrever!

Se o dia do meu aniversário é um momento que gosto de viver em família especialmente aquela que contruí, este dia 22 de Novembro é um dia mais intimista e virado para o que foram estes 45 anos de escrita.

Todos os anos gosto de escrever alguma coisa assim especial sobre o que foi o dia 22 de Novembro… de 1977.

Naquela terça feira, tal como hoje a noticia caiu-me nas mãos qual bomba, pois estava longe, muito longe, de acreditar que alguém ousara publicar uma coisa minha, tão pobre era a minha escrita (provavelmente ainda será!!!).

No entanto quando peguei no jornal que acabara de comprar… ui… aquela sensação estranha de que algo de muito bom me estava prestes a acontecer.

Lá dentro encontrei o texto e a minha assinatura no fim. Senti-me o homem mais feliz do mundo. Uma alegria que ainda hoje recordo com saudade.

Passado quase meio século já não tenho o mesmo entusiasmo de outrora porque quer queiramos, quer não a blogosfera e outras plataformas diluíram aquelas alegrias num mar de escrita que nos chega actualmente aos nossos monitores.

Resumindo esta aventura que começou em 1977 ainda continua. Agora com outros desafios outros projectos.

A vida de cada um de nós é mesmo assim: palavras atiradas ao vento e cada um colhe as que quiser ou puder!

A gente lê-se por aí!

Uma nova linguagem!

Os novos tempos de tecnologia super avançada trouxeram-nos formas rápidas de resolvermos os nossos problemas diários sem sairmos de casa. Pagar contas, transferir dinheiro, solicitar aquele documento, fazer um seguro… etc, etc, etc.

Tudo sob o imenso tecto de uma internet cada vez mais abrangente e também assaz intrusiva e perigosa. Mas é o custo da modernidade.

Os telemóveis modernos e “espertos” são, nesta altura das nossas vidas, equipamentos quase indispensáveis. Através deles conseguimos fazer quase tudo à distância de um simples toque. E curiosamente também falamos, escrevemos postais num blogue ou mandamos mensagens.

É aqui, nesta capacidade de conversarmos com alguém à distância, que reside uma nova forma de comunicação para a qual não há (ainda) um dicionário, mas creio pouco faltará para que tal aconteça.

Certo é que hoje há um novo linguajar, tendo como base… símbolos. Ou os conhecidos “emojis”, expressão de origem nipónica, e para a qual o léxico português ainda não criou uma palavra. Com aqueles símbolos pode-se quase ter uma conversa sem escrever uma única palavra sequer. Isto é, passados milhares de anos, regressámos à era hieroglífica do antigo Egipto. Quem diria?

É nas redes sociais que este tipo de linguagem, à base de uma imensidão de símbolos, tem o seu maior prado para crescer e todos os dias se nota esse crescimento, acima de tudo com a criação de novos bonecos traduzindo uma qualquer sensação por mais bizarra que esta seja.

No entanto, tenho de reconhecer que esta nova forma de comunicação tem uma enorme vantagem quando colocada ao lado da escrita: é que nela não há, aparentemente, erros ortográficos… Nem acordos linguísticos!

Valha-nos isso, ao menos!

Resposta nº 47

... a este desafio da Ana

Tema: o que vai no meu pensamento?

Cada dia o meu pensamento tem uma coisa diferente. Agora pode ser um texto para mais logo ser uma ideia quase filosófica.

No entanto há uma ideia mais geral e que vive permanentemente no meu pensamento e se prende com o desejo de viver somente o minuto seguinte... feliz.

Com a família, com os amigos, com os meus textos escritos, com o meu passado.

O meu pensamento é assim meio imbecil... mas é meu e não o trocaria por nada.

Eu o desorganizado... mas feliz!

A única coisa da minha vida que está organizada é a minha escrita. De resto não me incomoda viver num caos!

Cada vez mais a experiência de vida me indica que é este o melhor caminho. Para quê ser arrumado, organizado, metódico para daqui a umas semanas andar-se em busca de qualquer coisa que está bem arrumada. Tão bem, tão bem que não se encontra.

Prefiro por isso a minha secretária cheia de papéis, pois sei quando necessitar de algo ali naquele monte há-de estar. Basta procurar!

É que bem vistas as coisas dá uma trabalheira enoooooooooooooorme arrumar os pertences, para depois ter outra trabalheira para os desarrumar. Dois trabalhos quando podia só ter um... E tendo em conta que caminho para velho... arrisco-me, se arrumar muito bem, a um destes dias nunca maisachar o que quero ou preciso.

Portanto bem vindo ao meu mundo bem desorganizado, mas obviamente feliz!

Em bicos dos pés!

Não tenho qualquer desejo em ver o próximo Mundial de futebol que se realizará no Qatar.

- Primeiro porque será uma competição enviezada tal as inúmeras polémicas conhecidas;

- Segundo porque a representação portuguesa é tudo menos... uma selecção.

Mas de todas as polémicas ao redor deste torneio há uma que me chamou a atenção e que tem a ver com o número de vítimas mortais de trabalhadores aquando da construção dos estádios e respectivas infraestruturas. Mais de 6 mil mortos... Uma coisa profundamente aberrante.

Depois a constatação de uma total ausência de direitos humanos por parte dos estrangeiros que trabalham no país. Um crime sem criminosos ou no mínimo sem culpados!

Perante este cenário triste e sub humano que farão os nossos governantes?

Se estes fossem gente sensível e de bom-senso provavelmente declinariam o convite tendo em conta o que se sabe sobre aquele país. Porém para os lados de S. Bento e de Belém há quem considere errado o que se faz naquele país árabe, mas fecham-se os ouvidos e já não se houvem os gritos das vítimas nem dos escravos. E assim está tudo bem!

Mais uma vez Portugal a tentar colocar-se em bicos dos pés esta montra mundial no sentido de "abichar" alguma coisa. Só gostaria de saber o que será é...

Entretanto tentarei ver o mundial de Rugby. Pelos menos ali há uma série de cavalheiros a jogarem como brutos.

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