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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Eu sou do SCP!

Após a decisão dos sócios em retirarem BdC do seu lugar, democratica e eleitoralmente conseguido em 2017, creio ser tempo de aqui tentar explicar qual a minha relação de mais de meio século com o Sporting.

Já o escrevi que sou do Sporting por influencia do meu pai... e não só. O meu tio e padrinho levou-me também e muitas vezes a Alvalade. Depois com o tempo e com as ligações com colegas e amigos este gosto ficou para sempre preso ao meu coração e à minha alma.

Um dia achei que poderia vir a ser um bom atleta e literalmente corri atrás do sonho. Mas quanto mais corria mais se afastava esse sonho.

Desci então à terra e passei a olhar o Sporting somente como adepto e mais tarde como sócio. No antigo estádio de Alvalade, no Restelo, no Lavradio no velho campo da CUF, no Bonfim em Setúbal ou mais recentemente no Estádio José Gomes na Reboleira. Em todos eles vi o Sporting jogar, com diferentes resultados.

De 1982 a 1999 foram 17 anos sem este clube ganhar um campeonato. Todavia sempre que começava uma época lá esfregávamos as mãos para dizer: este ano é que é. Mas nunca era. De tal forma que os nossos adversários até glosavam a situação.

Depois em três anos o Sporting foi duas vezes campeão. Parecia que o mal havia passado e o clube ganhara pujança e estaleca para o futuro.

Mas o Sporting volta a cair. E acaba por se arrastar durante anos. Com diferentes presidentes, com diferentes posturas e visões para o clube. Até que aquele 7º lugar na classificação acordou as gentes leoninas do marasmo entregando num acto eleitoral os destinos do clube a BdC.

Quase todos gostámos do que vimos a seguir. BdC não temia os adversários e a determinada altura passou a ser quase um herói. Um mandato onde reorganizou as contas e o clube, cativando sócios, conseguindo trazer a Alvalade milhares de adeptos.

Era este o Sporting que wueríamos...

Só que veio o segundo mandato e de repente... tudo se esfumou. BdC passou a disparar contra tudo e contra todos quase sempre de forma irracional. Passou com demasiada frequência recados através das redes sociais com as consequências que hoje todos nós conhecemos.

Mas o pior... ainda estaria para vir. O veneno que BdC espalhou por algumas cabeças é ainda evidente e após o resultado de ontem, a divisão entre sportinguistas nunca foi tão evidente.

O agora destituído Presidente conseguiu, em poucos meses, destruir muito mais o Sporting que os nossos adversários em muuuuuuuuitos anos. E pior... Ao dizer que ao sair do Sporting, entregará o cartão e que nunca mais será adepto deste clube só prova que o seu amor pelo Sporting era efémero e destituído de qualquer sentimento verdadeiro.

Eu, ao invés de BdC e independentemente do que possa vir a acontecer num futuro mais ou menos breve serei sempre do Sporting Clube de Portugal. Jamais entregarei o cartão de sócio por que os Presidentes passam e o clube, de uma forma melhor ou pior, ficará até depois da minha morte.

(Re)visitar Évora!

Tal como havia escrito neste postal em Abril passado, regressei à capital do Alto Alentejo. A cidade museu onde ao dobrar de uma esquina há um antigo palacete, uma janela bonita, um azulejo especial.

No Museu do Relógio encontravam-se três aparelhos já reparados e tendo em conta o sábado achei por bem regressar a uma cidade, da qual gosto especialmente.

Nunca lá trabalhei nem nunca lá vivi. Todavia Évora é uma cidade fascinante.

Eram 10 e maia da manhã quando cheguei a uma cidade que se encontra em festa, à conta do S.João. Percorri as ruas pejadas de turistas, visitei demoradamente a Igreja do Convento de S. Francisco, assim como uma exposição de Presépios pertencentes a um casal da terra, com mais de 2700 peças.

Uma exposição de peças de arte sacra e paramentos, também pertencentes ao velho Convento Franciscano, foi outra das mostras que visitei.

A igreja do Convento surgiu como uma belíssima surpresa. Totalmente recuperada desde 2015, merece um olhar atento sobre a quantidade de retábulos expostos. Todavia de toda ela sobressai esta Capela pela sua imponência e beleza.

20180623_160120.jpg

Mas, sinceramente, todo o trabalho de restauro feito na igreja está ao nível de muita coisa que já vi fora de Portugal. Muito, muito bom!

A Capela dos Ossos, celebérrimo templo anexo ao Convento continua a ser um monumento curioso. Especialmente a sua frase na entrada: "Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos", como que a dar a chamar-nos à atenção para a nossa efémera vida. 

Tentei entretanto chegar à Sé, mas esta fechou cedo demais para o meu tempo. Só que já em tempos a visitara... Portanto não fiquei grandemente aborrecido!

Aproveitei para ver se as obras ao lado já haviam terminado.

Parece que ainda não...

20180623_170339.jpg

 

 

 

 

Paradoxos à Proust

Muitas vezes dou por mim a perguntar porque quererá tanta gente tão rica mais dinheiro ou bens? É que bem vistas as coisas um dia, mais tarde ou mais cedo, morreremos e ficará cá tudo.

Esta não é assim uma grande conclusão, mas Marcel Proust num texto belíssimo e deveras profundo explicou com assertividade o que leva as pessoas a... Escreveu-o num contexto próprio da época, mas ainda assim provou algumas idieias das quais eu próprio tenho noção.

Diz a determinada altura no seu "Pesares, devaneios ao sabor do tempo" que "...mais vale sonhar a vida que vivê-la, mesmo que vivê-la seja sonhá-la..."

Plasmando esta frase na nossa sociedade concluo que é por isto que aos ricos não interessa, por exemplo, comprar um carro novo, mas unicamente a busca de um modelo raro e as tentativas para a sua aquisição. Não é importante o bem em si, mas a sua busca e a sua conquista, Não interessa chegar a um lugar desconhecido, mas tão-somente imaginar como será.
Proust toca, neste naco de prosa, na real condição humana. Vive-se para que um dia com a nossa morte possamos ser realmente imortais.

Parece um paradoxo...

Pode ser... Mas os nossos dias não estão recheados deles? 

A história pode repetir-se!

O mundo tal qual o vimos hoje está cada vez mais perigoso. Por todo o lado têm surgido pequenos ditadores que vão tentanto manter o seu estado político com braço de ferro e suportado, quase sempre, pelas forças armadas.

È na Venezuela, na Coreia do Norte, em Myanmar, em alguns países de África e mais recentemente nos Estados Unidos.

Se bem que na terra do Tio Sam as coisas ainda não tenham chegado ao extremo doutros países, Donald Trump caminha abruptamente para um regime demasiado populista sem ser popular e com decisões que altrapassam e muito a linha do bom senso.

Já li por aí que o Presidente dos Estados Unidos não tem nenhuma ideia para a política ou para e economia do seu país, apenas quer fazer o inverso do que fez Barak Obama. 

Pelo que me é dado perceber ninguém no mundo consegue fazer parar aquele Presidente. Por isso será bom que os países entendam (especialmente os da Europa Ocidental) que do outro lado do Atlântico governa um homem sem escrúpulos e acima de tudo sem consciência de quanto poderá estragar o mundo sem que disso obtenha qualquer proveito.

O que vive actualmente na Casa Branca não é um ser humano. É algo que nem descrever...

Decidam então vocês, meus caros leitores, o que ele é, não se esquecendo obviamente do que se passou em meados do século passado!

É que a história pode repetir-se.

Os “erres” da selecção!

É o assunto do dia. Ninguém quer saber quanto paga a mais de IMI, ou quanto irá pagar de selo do carro ou se a gasolina é a mais cara da UE. Isso interessa para alguma coisa? Não…

O que realmente conta agora é a Selecção Nacional. Ponto.
Ao fim de dois jogos sofríveis, então contra Marrocos foi exasperante, Portugal arrisca-se a passar aos oitavos de final sem jogar um “caroço”.
Desde 2016 que nos habituámos a isto. Foi assim que se ganhou o Euro. Foi assim a nossa caminhada para esta fase final. É assim agora na Rússia.
Entretanto o conhecido símbolo de uma marca de carros de luxo, poderá ser usado para referir os “erres” que suportam Portugal nesta caminhada.
O RR corresponde a Ronaldo e Rui (Patrício). Um a marcar, outro a defender. São eles o verdadeiro esteio na equipa das quinas. Um à frente outro atrás e no meio um enormíssimo deserto de ideias…
Os oitavos de final não estão (ainda) garantidos, há que, pelo menos, empatar com o Irão. Se assim for iremos lutar com a equipa que joga em casa pelo acesso aos quartos de final. O que me parece um desafio já mais complicado.
A minha pergunta e provavelmente de muitos portugueses é perceber porque jogamos tão pouco? O que se passará na cabeça dos atletas para de um minuto para o outro desaprenderem de jogar?
É certo que ninguém tem o espirito vencedor de Ronaldo nem a calma de Rui, mas por favor acho que é tempo de acordarem deste marasmo e colocarem no campo tudo o que sabem e sempre souberam.
Não é por mim, que até nem sou fervoroso adepto da selecção, mas por todos os outros milhares de lusos que ontem pararam para ver o jogo.

O (mau) jogo de hoje

Resume-se nisto: foi mau demais para ser verdade.

Se existisse justiça no futebol Portugal deveria ter perdido o jogo e por goleada, tal a forma displicente como jogou e acima de tudo, pelo perfume que Marrocos colocou no relvado.

Salvou-se Patrício e Ronaldo. Os outros... podem vir para casa, faxavor!

Termino com esta frase que é já recorrente na nossa selecção: "Ganda banho de bola que levámos".

Paz social, uma guerra aberta!

O que previ neste texto, que publiquei no iníco do mês, começa agora a confirmar-se.

Segundo as últimas sondagens o PS parece ter vindo a perder força. As razões para tal poderão estar associadas ao caso Sócrates, mas outrossim à instabilidade social que começa a crescer.

Foi a greve dos enfermeiros seguida pelos médicos. Agora há uma dura batalha com os professores com mais greves anunciadas. Ainda por cima numa altura crucial...

Resumindo... saúde e educação, dois pilares essenciais na sociedade portuguesa e claramente influenciadores nas decisões eleitorais, no centro deste furacão de instabilidade social.

Para isto o PCP usou dos seus "soldados" mais fiéis para a nova frente de batalha. É o caso de Mário Nogueira, tendo a seu lado o líder da CGTP Arménio Carlos. Ambos dão a cara à instabilidade social que no início desta legislatura foi reduzida a mera insignificância.

O partido da Soeiro Pereira Gomes teme que o PS ganhe as próximas eleições com maioria absoluta, perdendo, se assim acontecesse, a força e influência que tem tido. António Costa que nunca pretendeu fazer coligações com o Passos Coelho poderá, em face dos resultados eleitorais, ficar mais disponível para outros acordos de regime ou mesmo coligações.

É sabido de alguma antiga convergência entre os antigos presidentes das mais importantes edilidades portuguesas. Não sei se será suficiente para formar um futuro governo. Tudo dependerá das exigências europeias.

Maior flexibilidade laborar e menos intervenção estatal em alguns sectores estratégicos, poderão obrigar AC a virar o foco de apoio para outros partidos (leia-se PPD/PSD).

A paz social é hoje uma utopia... até que a gerinçonça queira!

Três ilhas, cinco dias - uma breve análise

O arquipélago dos Açores é constituído por 9 ilhas. Destas já conheci seis. Faltam assim S.Jorge, Graciosa e Santa Maria.

Durante muito tempo ouvi falar das Flores e do Corvo como ilhas onde a pobreza era evidente. No entanto e nos dias que por ali passei fiquei com uma noção diferente daquela que havia lido e ouvido.

Os insulares são gente simpática, disponível e muito hospitaleira. Terão obviamente partes menos boas, mas também no Continente as temos. E com demasiada fartura.

Curioso é que não vi ninguém a pedir, não percebi gente ociosa, não evidenciei qualquer violência.

O peixe é fonte de riqueza e sustento para muitas famílias. E por onde passei vi também muito gado bovino, algum caprino, assim como galinhas, galos, patos que passeavam livremente à beira da estrada.

Outra curiosidade prende-se com a quantidade de merendários espalhados pelas ilhas, especialmente nas Flores, já que o Corvo tem somente uma estrada de 7800 metros que vai da vila ao Caldeirão. Nestes merendários podem-se encontrar fornos de lenha, água canalizada e grelhas para churrascos, já com a lenha preparada. Durante estes dias somente em Ponta Delgada das Flores vi o convívio familiar num destes pontos.

Percebi também que nas Flores há alguns estrangeiros a viver permanentemente. O Neil, escocês e que era o proprietário do alojamento onde ficámos e encontrei o Luc um francês de Toulouse e antigo colaborador das Forças Militares Gaulesas. Radicado há 20 antos nas Flores vive da sua reforma e do que a terra, que entretanto comprou, lhe dá. Para além dos dois barcos nos quais pesca.

O Pico pareceu-me mais cosmopolitano, com maior movimento de automóveis já que a ilha é a segunda maior do arquipélago. No entanto a simpatia mantinha-se e percebi unicamente uma certa animosidade para com o Faial.

Voltarei àquele arquipélago. Essencialmente para ver as três ilhas que me faltam.

 

Imaginação ou dura realidade?

Há muito que deixei de falar da actual situação do Sporting seja com quem for. Cresce todos os dias em mim uma ferida para a qual ainda não descobri antídoto nem um mero antibiótico.

Ainda por cima há sempre um colega, amigo ou simples conhecido sportinguista que ao ver-me vai atirando uns bitaites. Nem calculam o mal que me fazem.

Quem comigo convive diariamente sabe que eu não pretendo abordar o assunto Sporting. Não é cobardia mas somente escudar-me de mais dor.

Só que ontem pelo telefone após um assunto de trabalho, um colega insistiu em falar mais uma vez do Sporting, contra minha vontade. Perguntou-me se iria à AG, se votaria sim ou não à queda de BdC.

Após as minhas respostas ele deixou um aviso: se BdC não cair Sábado ele irá fazer muuuuuuuuuuito pior do que fez até aqui.

Depois de desligar o telefone fiquei a pensar no que aquele sportinguista me havia dito. E tentei adivinhar o "day aftter" de BdC se não for destituído.

Sinceramente... não gostei do que imaginei!

 

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