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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Coragem precisa-se!

Oiço tanta gente a falar desta miséria que estamos a viver com a pandemia que fico sem ponta de sangue quando percebo que os nossoa governantes não têm coragem para parar o país.

Das duas uma: ou param já este rectângulo e deste modo podemos baixar os contágios ou então arriscamo-nos a no final desta profundíssima crise (se houver final) a termos uma população reduzida. À velocidade a que as pessoas estão a morrer...

Outra situação bem mais grave prende-se com a opção entregue aos médicos. Ter que decidir entre este ou aquele doente quando no fundo e face ao juramento que fizeram, deveriam salvar ambos parece-me tenebroso.

Os bons governantes medem-se pela forma como se impoêm sem receios perante os problemas. Não demonstrar coragem para confinar toda a gente como foi em Março e Abril só porque estão reféns de umas quaisquer Associações empresariais parece-me muito má ideia.

O país irá pagar demasiado caro essa falta de coragem!

Depois não venham cá com desculpas.

Assumir um enorme desafio!

Numa altura em que o assunto Covid-19 é tema central de todos os noticiários sabe bem alguém chegar ao pé de nós e dizer que vai ser mãe. O dom da vida é isso mesmo… um dom!

Ainda por cima com a opção muito afoita de ser por inseminação artificial.

Esta futura mãe mostrou muita coragem ao perceber que não obstante não ter um homem a seu lado isto não a impediria de vir a dar à luz!

São gestos destes que me fazem ainda acreditar na humanidade.

Desejo-te o melhor que a vida tiver para te oferecer C.!

Arséne Lupin do século XXI

Há umas semanas reparei que iria estrear na plataforma Netflix uma série de nome “Arséne Lupin”.

Ora o célebre ladrão de casaca que Maurice Leblanc imortalizou no século passado, renasce agora na pele de um imigrante senegalês (Omar Sy).

Não sou um enorme apreciador de livros passados para o cinema, mas este Arsene mexeu comigo e deixei-me embalar na série francesa (neste momento com apenas cinco episódios).

Omar Sy ou Assane Diop usa os mesmos métodos de Arséne Lupin, cujas obras leu todas, para conseguir o que pretende.

Muita acção, muita espontaneidade e bem realizado, a série prende-nos desde o início não obstante o primeiro episódio parecer-me o mais fraco dos cinco.

Experimentem! Verão que não se irão arrepender!

 

 

Um exemplo de homem!

Foi meu director durante uns anos. Acabei mesmo por lhe comprar um carro, o primeiro que tive com mudanças automáticas.

Assumiu-se, já com alguma idade, homossexual. Mas independentemente da sua opção sexual sempre se mostrou um enormíssimo gestor.

Dizia ele: tudo o que se passa neste Departamento é culpa minha já que sou o Director.

Uma postura pouco vista em gestores, nomeadamente quando gerem empresas de cariz estatal! Outro exemplo prende-se com um erro de gestão, que a certa altura, cometeu.

Um dia decidiu nomear alguém para chefiar um certo serviço. Neste havia uma pessoa mais apetrechada e muito mais competente para tomar as rédeas do serviço, mas foi preterida. Desta decisão de gestão sairam algumas consequências, sendo que o serviço foi o mais prejudicado.

Todavia, anos mais tarde o departamento foi reformulado com novas funções e a pessoa preterida foi chamada à presença do director. Este iniciou a conversa com uma assumpção de culpa:

- Há anos tive um mau momento de gestão e fui injusto para consigo. É chegada a hora de emendar esse erro! Deste modo convido-a a chefiar o novo serviço que vai iniciar-se. Aceita?

A colega aceitou.

Admirei a coragem deste homem ao assumir um erro. O que nos tempos que correm não parece fácil.

Soube hoje que apareceu morto em casa. 

Uma invenção para todos!

Não obstante se perder no passado a origem dos óculos a verdade é que há mais de meio século raras eram as pessoas que usavam... cangalhas, como popularmente se diz! Muito menos nas crianças e jovens.

Mas como eu nunca fui uma pessoa vulgar teria de me calhar, aos seis anos de idade, o uso permanente de óculos.

Decorrido mais de 50 anos, muitos pares de óculos adquiridos e estragados, muitas lentes de contacto, fico a pensar o que seria de mim e de tantos que por esse mundo fora usam óculos se estes não tivessem sido inventados.

Para além da roda, os óculos foram uma esplêndida invenção para todos!

Confusões linguísticas!

Um destes dias à mesa estávamos seis a comer, que é o número agora normal cá em casa, pois já fomos onze…

Como não gostamos de deitar comida fora eis-nos a almoçar o que não se comera em dias anteriores: um arroz de frango e uma feijoada com entrecosto.

A determinada altura perguntei aos outros almoçantes se o que estávamos a comer eram sobras ou restos.

Vieram logo respostas:

- Restos…

- Sobras…

- É a mesma coisa…

Bom achei graça porque cada um tem um entendimento diferente sobre a mesma coisa.

Por mim assumo que o que comi naquele dia foram sobras de outros almoços. Os restos são, essencialmente, o que fica no prato sem ser consumido e que não voltará para o tacho, mas sim para o compostor.

A nossa língua preza-se muito a estas dúvidas.

Outro caso é do envelope ou sobrescrito… Mas há mais… acredito.

Venham de lá então essas confusões!

37a9m25d - #24 – II série

As saídas do João Silva

O João Silva foi um contínuo que trabalhou comigo. Magro, muito devido aos seus problemas de estômago, era no entanto um colega bem divertido, tendo sempre um dito, uma chalaça para dizer sobre uma qualquer situação.

Naquele tempo tive de conduzir um carro da empresa pelas ruas da cidade. Nunca foi coisa que me preocupasse, mas reconheço que não esperava que fosse uma das minhas atribuições. Enfim… já passou!

Assim todas as manhãs, bem cedo, dirigia-me à garagem e esperava que dois colegas chegassem. O João era sempre um deles, mas o outro variava. Todavia de tarde íamos só os dois.

Era nesta hora que o João se mostrava mais aberto e mais jovial. Certa tarde de muito calor este colega vê uma jovem bem formosa a atravessar a passadeira enquanto o sinal se apresentava de cor vermelha. Sem que eu fizesse qualquer observação diz o João:

- Pulgas destas não saltam na minha cama…

Dei uma sonora gargalhada e fiquei com a frase gravada.

Outra vez estávamos a falar de preços de qualquer coisa e diz o contínuo:

- Mas isso custa para cima de um balúrdio…

Após uma breve pausa, continua:

- Mas eu não sei quanto é um balúrdio…

O João no seu melhor, pensei eu!

Mas a melhor estória dele ou sei lá desabafo, estaria reservada para aquela tarde plúmbea, lembro-me bem!

A entrada na garagem da nossa empresa era feita por uma porta larga de uma antiga igreja que em meados do século passado fora desativada e vendida pelo patriarcado à empresa. Assim sempre que eu chegava à porta da garagem apitava e aguardava que um segurança abrisse remotamente as grossas e pesadas portas.

Estava eu nesta espera quando reparei que na rua um casal de turistas olhava com espanto para a porta e para o que estaria prestes a acontecer que seria eu entrar na garagem com o carro.

João também reparou neles e logo declarou:

- Não admira que estejam espantados, na terra deles os carros não costumam ir à missa.

Impagável!

"O Natal é quando um homem quiser!"

Carissima vizinhança deste cantinho à beira net plantado.
Vimos por este meio convidar-vos a um possível projecto que nós, Isabel Silva e José da Xã, pensamos ser interessante para os "nossos contos de Natal".
Para que tal tenha seguimento, será necessário que alinhem connosco.
Primeiramente, vamos pedir aqueles que tinham vontade de escrever um conto,  mas que não tiveram tempo, para o fazerem na mesma. Aqueles que não tinham sequer pensado nisso, e que estão a pensar agora, força.
Pensamos na data limite de 31 de Março para recebermos os vossos escritos.
Prometemos não vender as vossas histórias no mercado negro, nem fazermos contrabando em cartéis sul-americanos.
Prometemos tratá-las com amor e carinho, e no fim que resultem numa bela obra de arte.
Já que confinamos, confinemos com aproveitamento e arte.

Os contos deverão ser enviados para a seguinte caixa de correio electrónico: contosdenatal@sapo.pt.

Brinquedos para que te quero!

Com a vinda da neta cá para casa durante a semana a minha vida alterou-se substancialmente. Passei a ver programas infantis, tornei-me num expert no youtube na busca de músicas para a hora de refeição e acima de tudo passei também a brincar com a neta.

É neste último ponto que reparo a desnecessidade que foi no passado Natal a oferta de tantos brinquedos.

Uma criança com um ano brinca com aquilo que estiver mais à mão ou ao pé! Basta uma pequena caixa de cartão, uma chinela ou uma mera migalha que encontre ocasionalmente no chão e a brincadeira está feita.

Andam avós, tios, primos a gastar dinheiro em brinquedos para depois serem olimpicamente ignorados…

Certamente que a criança tenderá a evoluir e o que hoje pode parecer banal para ela amanhã tornar-se-á imprescindível! Faz parte da natural evolução da criança.

Portanto reafirmo que comprar muitos brinquedos para um bebé de um ano de idade é um erro! Ou dito de outra forma: é deitar dinheiro para a rua!

Também nos podemos irritar?

A irritação de Marcelo Rebelo de Sousa levou-me a pensar que o Presidente da República enquanto cidadão é igual a todos nós. Não gostou que não lhe respondessem por escrito? Temos pena! É assim que se trabalha em Portugal.

Depois houve contradições nos resultados dos testes? Temos outra vez pena! Acontece a muitos em Portugal!

Não desejo mal a rigorosamente ninguém, mas não estando em perigo a vida do senhor Presidente da República até foi bom isto acontecer-lhe. Talvez assim ele tenha real consciência de como trabalham (mal) alguns serviços no nosso país.

Serviços esses usados pelo comum português, isto é, todos nós!

Mas nós não temos direito a irritarmo-nos!

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