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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Estado de graça

A expressão "estado de graça" tão conhecida no nosso léxico é geralmente usada nas actividades desportivas ou na vida política. Não vou aqui dissertar sobre o seu significado pois toda a gente sabe o que quer dizer.

Mas será que esta ideia se pode aplicar nas relações inter-pessoais, isto é, nas nossas relações com a família, amigos mais ou menos coloridos também poderá existir o tal "estado de graça"?

Bom... diz-me a experiência de vida que sim, que todos temos momentos eufóricos nas relações com os outros, para de um momento para o outro tudo se esvair. Ou como define o Dicionário Priberam:

"estado de graça", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2024, https://dicionario.priberam.org/estado%20de%20gra%C3%A7a.
 

Estadogeralmente temporárioem que se recebe a benevolência ou a simpatia de outrém.

Uma das diversas circunstâncias da vida onde o "estado de graça" tem tendência a desaparecer será nos casamentos. Muitos fazem-no como escapatória a um passado familiar penoso, para rapidamente perceberam que tudo foi um erro, que com o matrimónio nada melhorou...
O ser humano é um animal estranho, muito complexo e na maioria das vezes insensato. Talvez por isso fascinante quando o tentamos desvendar.

A gente lê-se por aí!

 

 

 

 
 

 

 

A água e a vida!

1foto1texto

Resposta a este desafio!

A água que corre entre as galerias ripícolas assemelha-se por vezes à vida que cada um vai vivendo.

Eis um exemplo de uma ribeira que mesmo de caudal quase invisível vai correndo por entre pedras, ramos e folhas até a um ribeiro maior, por sua vez criou uma albufeira, para após muitos quilómetros acabar no Tejo e mais tarde no Oceano Atlântico.

Também a vida começa muito pequena para ir crescendo conforme vamos ficando mais velhos. Ums vezes andamos devagar, outras mais depressa para no fim da vida desaguarmos num mundo que nunca conhecemos.

agua_ameal.jpg

 

O silêncio é de ouro!

Haverá pouco mais de um mês escrevi este postal, tudo por causa da maneira como cada um dirima a sua própria doença, especialmente através da quantidade de comprimidos que toma.

O curioso é que ontem calhou a vez ao meu pai que do alto dos seus 91 anos de idade dizia, quase com graça, à médica que o anda a seguir, após esta lhe ter receitado mais um comprimido:

- Ó Dôtora daqui a nada não me chega um dia para todos os comprimidos que tenho de tomar...

Ao sorriso da médica, continuou:

- Mais um comprimido significa que estou cada vez pior...

Para finalizar:

- Acha que vale a pena?

A médica desfez-se em razões quase óbvias, mas o meu pai não ficou muito convencido! Já no carro a caminho de casa, apercebi-me que fazia contas. Nada lhe disse pois já imaginava que seria dele que partiria a conversa:

- Sabes quantos comprimidos tomo por dia?

- Isso interessa? O que realmente conta é que cada um tem a sua função profilática ou curativa.

Um silêncio que estranhei. De súbito remata:

- Curativa? Ou será para adiar o que é certo?

Percebi a sua ideia, mas não lhe respondi... O silêncio nestes casos é de ouro... fino!

BD, a arte da fantasia

O primeiro livro de Banda desenhada que tive foi "Lucky Luke, Fora da Lei". Um livro publicado em 1967 pela Editorial IBIS, editora já extinta, ou melhor, absorvida pela Livraria Bertrand nos anos 70 do século passado.

ll_fora_lei.jpg 

Assim iniciou o meu gosto pela BD. Rapidamente passei do cavaleiro solitário para Astérix e daqui para Tintin. Bem mais tarde conheci Corto Maltese, Mandrake ou Fantasma. Depois cairam nas minhas mãos Comanche, Chevalier Ardent, Blake and Mortimore, Gaston Lagaffe.

Até que entrei numa BD mais interventiva como foi ou será que ainda é... a Mafalda do argentino Quino. Um dia alguém escreveu sobre esta menina: "não me preocupo com aquilo que penso da Mafalda, mas apenas com o que ela pensa de mim"! Touché... acrescento!

Na minha modesta biblioteca os livros de Banda Desenhada têm reservadas apenas três prateleiras, muito apertadinhos, pois sempre que surge algum novo há que lhe arranjar lugar.

Terei centenas de livros desta, denominada por Morris, nona arte! E quase todos os meses lá vem mais um... especialmente comprados nessas plataformas de vendas de artigos usados.

Confesso que já li todos estes livros, alguns mais de... uma dezena de vezes. E o mais curioso, sempre que regresso à repetição de leitura de um livro, encontro naturalmente novos pormenores que haviam escapado nas leituras anteriores.

Talvez daí eu chamar à BD a verdadeira arte da fantasia.

Nota final para a foto que ilustra este postal que é do meu primeiro livro, tendo este já uma cor bem amarelada devido ao manuseamento e outrossim à patine da idade!

 

 

Os debates!

Os debates entre os partidos com assento parlamentar terminaram ontem após o "duelo final" entre Pedro Nuno Santos do PS e Luís Montenegro da AD.

Finalizada esta espécie de epopeia verbal fica a triste ideia de que estes políticos continuam a exibir de uma linguagem muito política, mas pouco esclarecedora das verdadeiras necessidades do País.

Tivesse eu força e tempo de antena faria a campanha pelo maior partido da nossa sociedade, não tendo, todavia, lugar na assembleia da República e que se chama... abstenção.

Faz tenpo que defendo que os portugueses não deveriam votar ou melhor se votassem que colocassem o voto em branco. Imaginem uma votação em que os votos em branco fossem muito superiores aos votos expressos nos partidos. Como se sentiriam os actuais lideres partidários? Como constituiriam um governo em que o povo não se reveria?

Demagogia, insensatez, imbecilidade e acima de tudo demasiada má educação resume de forma sucinta, este conjunto de troca de galhardetes entre os diversos partidos. Mas o que mais me chocou foi a postura de alguns lideres partidários ao mostrarem quase uma subserviência aos partidos maiores.

Portanto agora segue-se a campanha eleitoral que eu tentarei, por todos os meios ao mdeu alcance, não ver!

Como cidadão com os direitos (ainda) intactos irei votar. Mas a única coisa que sei neste momento é em quem não irei votar!

O triste definhar do PCP

Quando há meio século se fez o 25 de Abril logo surgiu o PCP, o PS comomaiores forças políticas. Com a evolução do golpe de estado e a quase certeza da democracia rapidamente surgiram novos partidos.

Nas primeiras eleições para a Assembleia Constituinte em 1975 o PCP teve cerca de 12% dos votos correspondendo a 711 935 eleitores.

Se dermos um salto no tempo para as últimas eleições em 2022 temos o mesmo Partido Comunista que não chega aos 5% correspondendo a 238 962 votos. Isto é o partido da Soeiro Pereira Gomes perdeu meio milhão de votantes. Ora se eu fosse líder do PCP ficaria deveras preocupado.

E não me venham dizer que a culpa é da Direita. A esquerda em Portugal, especialmente através do BE e do Livre, tem crescido. Não tanto quanto muitos gostariam e desejariam, mas a verdade é que desde 2015 é a esquerda que mexe os cordelinhos do poder.

No outro dia vi e ouvi o debate entre Paulo Raimundo e Pedro Nuno Santos. Sinceramente fiquei com a nítida ideia de que o Secretário Geral do PCP estava mal preparado para o debate. Muito mal...

A verdade é que os comunistas mantêm o discurso como estivessem ainda no PREC, olvidando que o Mundo se alterou, as pessoas mudaram e o acesso à informção generalizada está ali à mão de semear.

O PCP teve no seu auge o apoio do trabalhadores das indústrias, transportes e obviamente agricultura (esta mais reflectida no Alentejo). Actualmente muitos desses antigos operários e trabalhadores rurais já não existem e os operários mais jovens não se interessam por sindicalismos nem reindivicações. O que equivale dizer que o PCP perdeu influência a nível operário e agrícola. Depois faltaram ais comunistas renovarem-se, mudarem o discurso, olharem para os problemas com visão de futuro e não como se URSS ainda existisse.

Se se confirmarem as sondagens que tenho visto, Paulo Raimundo pode ver o seu partido a perder (ainda) mais deputados.

Termino então com esta ideia: o País está envelhecido e o PCP muito mais! E é pena!

O professor do futuro!

À questão muitas vezes formulada por outrém, se já me arrependi de alguma coisa no meu passado, posso assumir que não me arrependo nada do que fiz nem do que não fiz. Porque todas as minhas acções foram decididas, muitas vezes, sem ter verdadeira consciência das consequências dos meus actos. Era novo, inexperiente e acima de tudo ingénuo.

Provavelmente com aquilo que sei hoje muitas daquelas decisões seriam tomadas de forma diferente. Porque na verdade actualmente não serei a mesma pessoa do meu, já longínquo, passado. Mas é normal que assim seja. A idade, a experiência, a vida vai-nos permanentemente mostrando outros horizontes.

Hoje sou um homem maduro, bem consciente das minhas actuais limitações físicas e até psicológicas. Se em alguns casos serei mais paciente, noutros a minha postura extremou-se. Mas certamente não serei só eu que me tornei assim. Todos nós, conforme vamos avançando na idade e através dos eventos que se atravessam no nosso caminho, aprendemos a lidar melhor (ou se calhar até na) com as situações.

Faz parte da nossa vivência. O que realmente não podemos ter é receio do futuro. Nada sabemos sobre ele, é certo, mas ainda assim com o lastro do nosso passado conseguiremos iluminar o futuro.

Digo eu!

Baixar o nível... sem aumentar de interesse!

O título deste postal traduz o nível dos nossos debates televisivos.

Ontem foi mais uma noite onde o PS e o BE trocaram de argumentos, mas sem se hostilizarem muito. Pudera... PNS vê com bons olhos uma aliança com MM. Livrava-se duma penada da AD e do PCP, enquanto Mariana conseguiria quiça subir finalmente ao poder... algo que procura há demasiado tempo. Vai daqui tivemos um debate sereno sem grandes troca de galhardetes e pautado por uma postura quase amorfa.

Ao invés de muitos comentadores, sinto que o debate esclareceu muito pouco e perderam os dois. Pedro Nuno Santos porque não irá cativar, com aquele discurso, os indecisos, Mariana Mortágua porque assentou os pés num certo registo que jamais abandonou e que se repete debate após debate: habitação e SNS. Parece que o país só tem estes problemas dois problemas! Era bom era!

Interim pelas 22 horas assistiu-se a um espectáculo degradante e pouco habitual em televisão. Escuso-me de falar do nome dos intervenientes pois não merecem um segundo de atenção. Baixaram tanto o nível do debate que até senti dó das figuras tristes que nos ofereceram.

Os eleitores merecem mais e melhor!

Hoje na capital!

Uma profissão que poderia ter tido era... táxista.

Conheço bem a cidade de Lisboa. Muitos recantos, ruas estreitas e caminhos mais rápidos para chegar ao destino.

Hoje parecia um táxista ou um condutor dessas plataformas de automóveis de aluguer. Comecei nos arredores de Lisboa, mais precisamente em A-da-Beja para ir parar em primeiro lugar a um hospital na actual zona nobre da cidade, mais conhecida como Parque das Nações.

A meio da manhã lá fui para o outro extremo da cidade em busca de outra pessoa que também estava num hospital. A meio do caminho percebi que havia percorrido somente nesta manhã mais de 60 quilómetros através de estradas e auto estradas que circundam a capital.

Ainda bem que conheço muitas vias alternativas para chegar a qualquer lado nesta urbe. Todavia por vezes também fico preso no trânsito. Hoje não foi um dia desses.

Mas há algo nestas estradas, avenidas, ruas e vielas e que se prende com o estado do pavimento que mui rapidamente se deteora.

Seria bom que alguém com responsabilidades camarárias neste sector tivesse conhecimento e melhorasse as vias.

A gente lê-se por aí!

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