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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Sempre a somar!

Ano após ano vou adicionando um algarismo. 

Para muitos um drama, para mim uma alegria.

Serei por isso diferente dos demais? Não sei nem é nada que me tire o sono, realmente.

Hoje conto assim mais um aniversário. O último da quinta década. Daqui a um ano, se lá chegar, estarei nos sessenta.

Escrevo então este texto com a consciência que a vida é uma breve passagem. Que amanhã será sempre outro dia e que nasce para ser vivido na sua plenitude. Como eu gosto!

Costumo dizer, em tom de brincadeira, que tenho muitos anos no BI, conto metade no coração e ainda metade da metade na cabeça.

Curiosamente eu, que nunca soube ser criança, cada dia tenho mais vontade de a libertar e deixá-la brincar como nunca o fez e para sempre.

A gente lê-se por aí.

O Mundo virado do avesso

A notícia entrou-me pelo monitor: um jovem assassinou 17 pessoas numa escola no estado da Florida, na terra do tio Sam.

Olho, leio e não acredito: dezassete pessoas? Como pode ter sido possível?

Estes casos repetem-se nos Estados Unidos. Todos os anos há dezenas de mortes perpetradas por indivíduos fortemente armados e sem qualquer sentido humano desatam a disparar contra tudo o que se move.

É óbvio que num país onde qualquer pessoa pode comprar uma arma é demasiado fácil acontecerem tragédias como a desta quarta feira.

Contudo muito para além do acto bárbaro e cobarde fica a ideia de que há algo bizarro nas novas sociedades, para que este tipo de acontecimentos se venham a verificar tão amiúde.

Podem vir técnicos de psicologia e especialistas em psiquiatria tentarem desconstruir as razões destes crimes com as teorias do costume, que nada disto parece minimamente razoável.

Chamar-me-ão de retrógrado ou antiquado, mas defendo valores que vão muito para além da liberdade de pensamento e de ideias. O meu combate vai no sentido de defender a vida humana seja ela qual for e em quaisquer circunstâncias.

Admira-me no entanto que o actual Presidente Americano tente, a toda a força, eliminar focos de terrorismo por esse Mundo fora, mas vai olvidando o terrorismo urbano que se propaga no seu próprio país. E pior… muitos destes jovens, quiçá, se reveêm em Trump e na sua forma muito peculiar de estar na política e na vida, o que torna esta situação ainda mais grave.

O mundo está completamente virado do avesso. Umas vezes por nossa culpa já que nos tornamos cada vez mais amorfos em relação ao que não nos toca pessoalmente, outras por culpa de outros que se encontram bem escudados no seus castelos, sendo geralmente os inocentes a pagar.

Quase sempre com a vida.

Que se inicie a Quaresma

Hoje foi dia de Carnaval. Dia de folia para muita gente... e ainda bem.

Para mim, no entanto, foi mais um dia de trabalho na aldeia. Cortar lenha, carregá-la e arrumá-la para os próximos invernos.

Após três dias de renovados trabalhos agrícolas regresso à cidade para uma pausa.

Entretanto amanhã é quarta feira de Cinzas, dia em que se queimam os ramos do Domingo com o mesmo nome da quaresma distribuídos no fim da eucaristia do ano anterior. Neste mesmo dia há muitos e muitos anos o meu avô, homem católico e temente a Deus, partia de madrugada de casa e andava por lá o dia todo sem comer, levando apenas uma infusa cheia.

Um dia de jejum a que o meu antecessor se obrigava antecipando uma quaresma que se prentendia de preparação interior para a Páscoa, a pouco mais de quarenta dias de calendário.

Gosto especialmente desta época que me irá conduzir a momentos de imensa busca interior. Oxála consiga apaziguar esta minha alma tão dorida.

Há coisas que não consigo esquecer. E queria tanto!

 

O regresso das crianças!

Com a chegada do V., agora com dois anos e meio, todos lá em casa passaram a viver em função dele.

Lembro-me quando os meus filhos eram crianças que sabia quais os brinquedos da época ou os desenhos animados que eles mais gostavam. Conquanto os miúdos foram crescendo todos nós fomos perdendo essas valências. Para regressarem agora.

Não é que saibamos tudo, mas vamos estando mais atentos e os canais de bonecada estão sintonizados em todas as televisões.

Com o V. regressámos à meninice. Há brincadeiras que nunca estão desactualizadas. E as escondidas é uma delas.

Um destes dias, à tarde, andava uma tia-avó a esconder-se na ampla casa de um sobrinho-neto. E este dela... Uma brincadeira pegada e que durou algum tempo.

Depois vieram os carrinhos e a bola. Desta vez foi o avô e um tio que entraram na brincadeira.

Finalmente os bonecos da televisão enquanto jantava.

Quando partiu deixou um rasto de desarrumação que já não estávamos habituados.

 

 

 

É oficial...

A família vai crescer. O V. vai ter finalmente uma companhia.

Sempre lidámos com os mais novos da mesma maneira, fossem eles filhos ou sobrinhos.

Deste modo criá-los foi amá-los, ensinar-lhes o caminho, colocá-los no trilho que nos pareceu o mais correcto.

Mas foram todos eles que palmilharam a estrada.

Por isso o dom da vida é recebido com imensa alegria.

Bodas de diamante!

Naquele dia 2 de Fevereiro numa igreja humilde de aldeia perante o padre Felicidade e um ror de família, uma jovem de 18 anos aceitou amar e respeitar um também jovem de 25 anos, militar em promissor início de carreira.

Nesse dia, creio que nenhum deles imaginou ou teve sequer consciência do que seria o seu futuro e até onde caminhariam juntos. Hoje estão naturalmente idosos, com as doenças próprias da idade, os esquecimentos devidos, mas a certeza de um longo passado. Com as tristezas e as alegrias correspondentes.

Vivem agora um dia de cada vez, sem grandes pressas, pois percebem que quem já muito andou, pouco terá para andar. A família continua a ser o grande lastro deste casal e com quem podem sempre contar, seja o filho, a nora ou os dois netos.

Finalmente e após anos na cidade regressaram, faz muito tempo, à aldeia que os viu nascer e onde casaram.

Neste mesmo dia de Fevereiro. Há 60 anos!

 

Dúvidas que me assistem!

Ontem participei num jantar em homenagem a um colega que abraçou a reforma recentemente. O M. foi um colega, mas é sobretudo um bom amigo.

Muita gente no jantar, muita gargalhada sinónimo de boa disposição e o recordar de tempos passados. Achei curioso o desejo do homenageado em tirar fotos com todos os presentes à mesa.

Também eu aproveitei para rever outros colegas e amigos que, abraçando diferentes projectos dentro da empresa, afastaram-se do centro.

As saudades, por exemplo, que eu tinha da C. agora permanentemente em Évora. Foi uma festa revermo-nos.

Já de regresso a casa, num transporte suburbano que eu não usava há mais de vinte anos, quiçá mais, dei por mim a pensar no meu futuro. Se tudo correr bem em breve serei eu a partir da casa onde servi 35 anos. E o pensamento e a dúvida ficaram presos naquele jantar donde acabara de sair.

Será que algum dia terei também um jantar destes? Serei merecedor disso? E se não houver essa iniciativa devo ficar desiludido?

Muitas questões para as quais não obtive qualquer resposta.

Sempre fui um homem de afectos, de proximidades. E gosto das pessoas e ainda acredito nalgumas delas. O problema reside em saber se os outros acreditam também em mim.

Seja como for prefiro a verdade de um não acto à hipocrisia de uma acção.

Passos palmilhados (ou como a vida nos transforma)

Hoje dei por mim a pensar nas minhas opções do passado. Onde estaria hoje se naquela encruzilhada da juventude tivesse optado por estudar em vez de ir logo trabalhar?

Obviamente que nem eu nem ninguém saberá, com propriedade, responder a esta questão. Mas a dúvida permanece hoje e sempre o meu espírito.

Quando somos jovens e inexperientes julgamos que os mais velhos não entendem o que queremos ou gostamos. É normal e faz parte da aprendizagem natural de cada um de nós.

Todavia é nesta capacidade de entendermos o nosso passado que reside parte do sucesso do nosso futuro. Neste momento da minha vida mais do que nunca percebo ou descubro os erros que cometi em jovem. A surdez a quem me dava bons conselhos, o enfado com que escutava algumas reprimendas, a permanente dúvida existencial, a certeza das minhas ideias.

Os anos vão já pesando e a cada dia que passa cada vez tenha mais consciência dos tropeções que dei por culpa própria.

Esta minha reflexão serve unicamente como desabafo. Não tem qualquer intenção de demonstrar alguma coisa a alguém, pois só caindo é que conseguimos levantar. E ao fazê-lo estamos sempre a aprender a andar neste caminho tortuoso que é a vida de cada um de nós.

Reviver o passado

Um destes dias ao mixordar nuns papéis antigos encontrei o meu primeiro contracto de trabalho.

Numa folha azul encontram-se 5 cláusulas devidamente dactilografadas, em que ambas as entidades se comprometiam a uma série de regras.

Desde esse ano até hoje já passaram perto de 40 anos. Entretanto mudei de emprego e neste de Departamentos, para estar agora quase na porta de saída.

Lembro-me, ainda assim do primeiro dia. Era Novembro e pairava naquele 3º andar, de um prédio velho na Avenida da Liberdade, um cheiro entre o bafio dos papéis e a aragem da minha alegria.

Por lá andei alguns anos subjugado a um contracto a prazo. O primeiro ordenado correspondeu a 9.800 escudos ou em valores actuais a 48.88 euros. Acrescia um subsídio de almoço de 1320 escudos ou 6.58 euros.

Numa altura em que se fala tanto de precaridade no emprego, olvidarão que esta já existe há demasiados anos.

Curiosamente numa altura em que a esquerda lusa estava ainda no auge. E o governo era chefiado por uma mulher que mais tarde se ligaria a uma esquerda mais radical.

Outros tempos, outras vontades!

C_Trabalho_0 (1).jpg C_Trabalho_1.jpg

 

 

Resoluçôes para 2018

Nâo tenho por hábito fazer resoluçôes de início de ano, mas desta vez vou avançar com umas ideias para os próximos 365 dias

Provavelmente durante este ano reformar-me-ei ou talvez nâo. E se isso acontecer os meus dias transformar-se-ão.

Também gostaria de ler muito mais livros do que li o ano passado e acima de tudo pegar num projecto de escrita que tenho pensado e semi-escrito há alguns anos e recomeçar o trabalho nele.

Quanto ao resto... gostaria de, no mínimo, chegar ao final deste ano da mesma forma que cheguei 2017: vivo e com a saúde que mereço.

A gente lê-se por aí.

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