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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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A televisão mais pobre

Soube agora que faleceu Cordeiro de Vale, pseudónimo de Serafim Marques.

Quem, como eu, desde muito cedo se interessou pelo desporto não esquece os seus fantástu«icos comentários e relatos quando na televisão se podia ver gratuitamente o Torneio das Cinco Nações de Rugby.

Já com alguma idade - 93 anos - Cordeiro do Vale será sempre insubstituível. Tal como o foram Adriano Cerqueira ou Fernando Pessa.

Especialmente para quem cresceu a ouvi-lo e a vê-lo na RTP.

Descanse em Paz

 

Um regresso sem emoção!

Há uns anos vi todos os os episódios de todas as temporadas de "24". Uma série americana que gostei tanto que, ainda hoje, o toque do meu telemóvel é igual ao toque que a "CTU", o Centro de Operações, tinha nos seus equipamentos.

Na passada segunda reiniciou esta série na televisão num dos canais pagos com o pomposo nome "24 Legacy". Não com os mesmos actores é certo, mas com a tentativa, pouco conseguida aliás, de pregar o espectador ao rectângulo televisivo.

A fórmula é a mesma das temporadas anteriores, em que a acção decorre em tempo real, algo que ainda está por comprovar.

Desta vez não temos Kiefer Sutherland a fazer de Jack Bauer, mas sim Corey Hawkings a fazer de Eric Carter.

Uma vez mais os americanos contra os terroristas. E um herói para salvar o país!

Sinceramente esta série foi emitida na pior altura possível tenho em conta os recentes "desacatos" entre Trump e a justiça Norte-Americana por causa dos muçulmanos.,

Quase sempre a história se repete: os regressos de séries terminadas há demasiado tempo, raramente trazem novidades ou são melhores que os primeiros.

Antes era o satélite a ajudar o agente agora são os drones e... pouco mais.

Traição e muitas mortes foram o prato forte deste primeiro episódio.

Uma série a rever. Pode ser que me surpreenda, mas não acredito.

Para já nada de novo.

Marcelo e Donald – unidos pela televisão

Esta noite, após o choque diurno que foi perceber como Trump chegou à Casa Branca, dei por mim a pensar serenamente.

Donald Trump foi uma vedeta televisiva que sempre se mostrou muito à vontade perante as camaras de televisão. Também o actual Presidente da República Portuguesa foi estrela de TV. Ainda por cima em canais diferentes com uma saída polémica pelo meio, que lhe acabaria ainda por dar mais valor.

Bem vistas as coisas, a campanha de ambos (Marcelo Rebelo de Sousa e Donald Trump) estava feita. Donde se conclui que foi o grande écran, muito antes da corrida começar o grande vencedor das eleições. Ou dito de uma forma mais simples foram as televisões que programaram e prepararam ambas as vitórias eleitorais.

É óbvio que Hillary seria fácil de bater nas urnas. Com um discurso pouco apelativo, ao invés de Trump, a ex-primeira dama nunca soube puxar dos galões e dar um murro na mesa. Com todo o respeito, até o Tino de Rans ganharia à senhora Clinton.

Também Marcelo não necessitou de grandes confrontos políticos. Quando começou a campanha a vitória estava assegurada, já.

Creio assim que é a primeira vez que duas estrelas de televisão, ganham as eleições para Presidentes no mesmo ano. Pode não significar nada e ser somente uma estúpida e ridícula coincidência.

Mas eu, sinceramente, não acredito em coincidências!

Televisão em directo!

"Ganda" baile...

... Levou o apresentador de um noticiário de um canal privado. 

O tema versava o caso do fugitivo que supostamente matou duas pessoas em Aguiar da Beira. O "pivot" a certa altura apresentou uma senhora especializada em Psicologia Forense (palavras dele!) e com a qual encetou um diálogo.

Não me cabe aqui relatar tudo o que foi dito nessa entrevista. Convém unicamente realçar a forma desempoeirada como a dita especialista foi respondendo às formulações que o apresentador ia fazendo, porque nem perguntas eram...

A cada teoria rebuscada assumida, a senhora dizia serenamente, com um ligeiro sorriso de (quase) gozo:

- Não penso nada assim...

Uma ideia atrás da outra e o "pivot" acabou por se render à evidência da idiotice das suas suposições, de tal forma, que a determinada altura foi vísivel que estava a despachar a entrevistada.

Não imagino se as questões foram da sua autoria ou se era a equipa que apoio que as enviava via auricular.

Fosse como fosse a verdade é que, pela primeira vez, vi alguém, em directo, enfrentar um suposto jornalista televisivo, sem quaisquer rodeios e sem papas na língua.

Um momento alto de televisão que eu vou gostar de recordar.

Quando o velho é (ainda) actual!

A RTP Memória está a trasmitir uma série que foi um sucesso na televisão portuguesa nos anos 80. Para quem não sabe, chama-se "Yes Minister".

Vi hoje um dos seus episódios.

No final, após umas boas gargalhadas, fiquei com a ideia que após tantos anos o Mundo não mudou assim tanto. Os discursos parecem os mesmos, as influências quase "divinas" mui semelhantes ao que ainda hoje se passará na política portuguesa. E não só!

Naqueles já idos anos do "discosound" olhávamos para a série e acreditando que o 25 de Abril servira para alguma coisa, dizíamos: Em Portugal os nossos governantes nunca serão assim!

Porém, 30 anos mais tarde, olho para os que vivem da poítica e cada vez mais se parecem com o Secretário Sir Humphrey ou o Ministro Jim Hacker.

Já o nosso Eça de Queirós falava e escrevia, nas célebres "Farpas", da pobreza dos nossos políticos dizendo: Ninguem crê na honestidade dos homens públicos.

Mais de um século depois fica provado que Portugal não evoluíu rigorosamente nada.

Para mal dos nossos pecados!

A pobreza da televisão

Esta noite saí para ir a um compromisso já marcado desde o ano passado.

Quando cheguei  já relativamente tarde e sem jantar, acabei por ligar  televisão (algo que raramente faço) e passei por alguns espaços para saber das últimas. Porém num dos canais encontrei uma autêntica peixeirada entre comentaddores. E fiquei ali.

Percebi obviamente que falavam de futebol mas a linguagem, a postura e a educação raiavam níveis tão reles que até me meteu dó.

Desde palhaços a mentirosos a troca de galhardetes foi sempre do mais baixo que se pode imaginar.

Por muito que goste de futebol não posso nem devo concordar com este folclore.

A televisão é espectáculo... mas isto é deprimente.
E devia ser proibido.

Ética e profissionalismo!

Irrita-me olimpicamente que alguém diga: sou muito católico.

Como se a fé em que cada um acredita ou não fosse algo mensurável. Ninguém pode dizer que fulano é mais católico que cicrano e menos que beltrano.

Há assim nestas espécies de teorias quantitativas algo profundamente errado. Os valores não se medem... exibem-se ou não.

Trago aqui este tema muito por causa das notícias que alguns telejornais apresentaram sobre a visita do Papa Francisco ao México. Entre diversas coisas disseram que o México "... é um dos países mais católicos do Mundo."

Como pode o México ser mais católico que Espanha ou a China? Ou menos que a Rússia ou a Namíbia?

Eu percebi o que os tais canais noticiosos pretenderam dizer... Mas quem tem a responsabilidade de dar uma informação deve ter o cuidado de não deixar azo a que apareçam diferentes interpretações das notícias que transmitem!

Não é somente uma questão de forma mas uma questão de conteúdo! E acima de tudo de ética e profissionalismo...

Que infelizmente tenho vindo a constatar, que no caso do (nosso) jornalismo, é justamente cada vez menor!

 

As televisões do nosso descontentamento!

As televisões são um tempo perdido.

A olhar para aquele rectângulo pouco se aprende. E se meter política... menos ainda!

Deste modo faz tempo que raramente olho a televisão (a não ser um ou outro joguito de futebol de selecções). Mas hoje, muito devido ao jogo de ontem em Alvalade retive-me alguns minutos a ver os telejornais à espera de rever os golos e os lances polémicos.

Constatei que a televisão deixou de ser "a caixa que mudou o mundo" para se tornar o centro do mundo, com gente a fazer tudo o que for possível para aparecer no pequeno écran!

E há lá gente tão fraquinha, mas tão fraquinha que até mete dó.

(Des)informar é preciso?

Detesto ser desinformado. Ou melhor odeio que divulguem acontecimentos (bons ou maus) fazendo-me crer que são verdade quando não o são!

Abomino que manipulem qualquer notícia a seu belprazer sem olhar às respectivas consequências.

É por estas e outras razões que não compro jornais nem oiço ou vejo telejornais. Mais de 90% das noticias estão eivadas de erros seja dos próprios factos seja da interpretação dos mesmos.

Sei que há uma autoridade, a ERC, que devia chamar à atenção dos diversos meios de comunicação social para não só a forma como a notícia é apresentada mas acima de tudo para a verdade dos acontecimentos.

O poder das televisões e da internet é cada vez maior. Usar esse poder para informar, esclarecer, divulgar ou ensinar é meritório. Todavia o seu contrário parece-me seriamente desajustado e muito, muito perigoso.

E há ainda quem não tenha consciência disso.

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