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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

A diferença está na crença

Ser do Sporting tem destas coisas estranhas: ou estamos numa quase depressão ou passamos para a euforia repentina. Será assim uma espécie de personalidade bipolar.

Ora bem, na passada quarta feira e logo após o jogo em Bucareste eu, que ao intervalo acreditava tanto na passagem do Sporting como acreditava ir à Lua, escrevi uma quantidade de coisas sobre o que poderia ou deveria ser o sorteio da Liga dos Campeões. Estava eufórico, feliz… sonhava!

A verdade é que depois do sorteio da Liga dos Campeões regressei à minha tristeza terrena, pois percebi que dificilmente o Sporting passará aos oitavos de final.

Voltei a escrever sobre isso e recebo de muitos Sportinguistas uma verdadeira injecção de fé clubística. Mesmo com os colossos europeus que nos calharam, poucos ou nenhuns assumem a eliminação e acreditam que iremos fazer uma boa figura.

É por estas e por outras que ser do Sporting é ser alguém muito diferente dos demais. Nem melhor, nem pior.

Somente diferente!

 

Confesso...

... que não sou grande adepto fora do nosso estádio.

Sempre que estou a ver os jogos ao vivo vou comentando com os que me rodeiam, dizendo umas baboseiras, puxo pela equipa, mas sempre em tom sereno e calmo. Mesmo que o jogo não esteja a correr de feição, tenho sempre esperança.

Porém quando estou em minha casa... Bom... tenho perfeita consciência que sou irascível e tenho pouca paciência para a equipa. Barafusto, grito e até, pasme-se, sou capaz de chamar alguns impropérios a árbitros, jogadores, treinadores e até aos adeptos. Reconheço que sou impossível. Mas também grito quando marcamos, salto e cerro os punhos...

Hoje, mesmo em férias e após o golo do empate voltei ao meu estado de stress futebolístico. De tal forma que quando chegou o intervalo, desliguei a televisão e fui fazer um petisco para o jantar.

O problema é que o telemóvel tem uma aplicação que vai indicando a marcha do marcador e deste modo fui sabendo o resultado. Fiquei por isso preso entre deixar queimar o jantar e ir ver o resto do jogo ou esperar por vê-lo mais tarde.

Optei pela segunda hipótese porque assumo que não sou grande adepto fora de portas, isto é, Alvalade!

 

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Como vi esta época!

Em Abril deste ano escrevi este texto em que lamentava que aos inúmeros golos de Bas Dost não estivesse outrossim associada uma melhor classificação do Sporting. E adiei para outra prosa algumas considerações sobre a época já finda (pelo menos para o Sporting).

Então vamos lá…

A 28 de Agosto o clube de Alvalade era líder. Estávamos na terceira jornada e ainda haveria muuuuuuuuito caminho para calcorrear. Nessa altura escrevi que o discurso deveria ser moderado tanto por parte do treinador como dos dirigentes.

Não me deram ouvidos e a 18 de Setembro o Sporting sofre a primeira derrota que o atirou nessa jornada para o segundo lugar. Lembro-me bem desse jogo em que em apenas 15 minutos houve uma espécie de apagão na defesa do Sporting encaixando por isso três golos.

A partir desse jogo foi um penoso caminhar até ao fim. Com mais baixos que altos a equipa de Jorge Jesus jamais conseguiu erguer-se do lodaçal onde se enfiara. E nem mesmo aquela história do jogo da Luz com casos, é desculpa suficiente para a má época que o Sporting presenteou os seus adeptos.

A verdade é que o Sporting vinha duma época onde jogara muito bom futebol (o melhor para muitos entendidos!). Portanto, com mais tempo para preparar a equipa, mesmo com a ausência de algumas pedras-chave devido ao Europeu, de boa memória para Portugal, a matriz teria de ser forçosamente outra e o Sporting deveria ter lutado para ser campeão até muuuuuuuuito mais tarde.

Depois há a velha questão das contratações! Escudando o ponta-de-lança holandês, que foi assim uma pérola… o resto que veio… foi um “flop”. Chamo aqui Campbell, Castaignos, Meli ou André Filipe. Nenhum deles mostrou ser reforço o que me leva a perguntar como aparecem estes atletas no plantel. Pior… com a sua chegada atiraram alguns jogadores da Academia para a segunda liga ou para outras equipas. Um erro que foi demasiadamente caro.

Não vale a pena agora chorar sobre o sangue derramado. É realmente necessário, para aproxima época que Bruno de Carvalho se muna de um treinador (seja JJ ou outro qualquer!) com um discurso assertivo e menos demagógico. Os sportinguistas são gente paciente, mas detestam ser enganados.

O Sporting é obviamente muito grande. Ora se um treinador não consegue lidar com a pressão de estar à frente de uma equipa destas a lutar por um título, é bom que o diga de antemão e não aceite ser treinador só porque sim. Fica ele melhor e nós também.

As contas desta época são claramente negativas e nem mesmo o melhor marcador nacional ser da nossa equipa ameniza a má época.

Aprendem-se muitas lições com os erros cometidos. A primeira é não voltar a repeti-los.

Será bom que a estrutura do futebol do Sporting nunca se esqueça disso. Nós, sportinguistas estaremos muito atentos.

 

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Pode ser que acordem!

Li e apoio até à meduta a ideia e o sentimento expressado aqui pelo meu amigo Luciano.

Ser do Sporting é ser diferente.

Esta é uma posição bem vista que, espero, acorde os jogadores, treinadores e dirigentes para a próxima época.

Porque nem tudo é aceitável nem desculpável.

Esforço, Dedicação, Devoção e Glória eis o Sporting.

Há quem se esqueça disto!

A vida é feita de pequenos nadas

Um sportinguista escreveu as palavras que titulam este texto e que são outrossim uma belíssima canção. Chama-se o seu autor Sérgio Godinho e lembrei-me desta frase enquanto olhava a longuíssima fila de sócios que se preparavam para votar.

Não interessa aqui fazer apologia de um ou outro candidato, mas somente dar conta daquilo que foi a grandeza de milhares de sportinguistas, que deixaram o conforto das suas casas, para aguardarem horas para exercerem o seu direito de voto.

Um exemplo de grande civismo e fervor por parte dos incontáveis sócios leoninos.

Também eu lá estive, assim como o meu filho mais velho e o meu sobrinho.

Pois... a vida é realmente feita de pequenos nadas ou dito de outra forma cada voto colocado hoje na urna será um pequeno nada que poderá mudar a vida do Sporting.

 

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Pós-verdade no Sporting!

Muitas horas já passaram desde o murro no estômago que levei no Domingo à noite em Alvalade.

Quando saí tentei manter-me calmo e sereno. No entanto dentro do meu espírito de sportinguista fervilhava uma turbulência que só as horas passadas amenizaram.

Naquelas horas seguinte apetecia-me disparar para todo o lado, culpar toda a gente e mais alguma pela derrota sofrida, arranjar desculpas…

Hoje quase 48 horas passadas tento, de forma mais calma, tentar perceber o que realmente se passou na noite de Domingo. A opinião seguinte vale o que vale e só a mim me culpa. Assim direi que:

- o Sporting não tem banco;

- os jogadores não aguentam jogos à quarta e ao domingo;

- colocaram a fasquia da a níveis que a equipa não consegue chegar;

- vendemos pérolas verdadeiras e ficámos com o pechisbeque;

Então de quem é a culpa deste estado de coisas? Perguntar-me-ão. Não sei, assumo.

O que sei é que o Sporting necessita de… paz! Pacificar os adeptos, os dirigentes, os seus inimigos e acima de tudo o plantel.

A violência, seja ela física ou verbal, gera violência. Não vale a pena disparar para tudo quanto mexe no futebol à espera de se acertar em alguém, pois essa postura geralmente tem tendência a virar-se contra o clube.

Temos demasiados adversários. Provavelmente mais que todos os outros. Que falam de nós, escrevem sobre nós, que nos invectivam. Tal não me preocupa, quiçá enobrece…

No entanto não podemos nem devemos responder no mesmo tom. Temos de saber sofrer, preferencialmente em silêncio…

Porque somos todos donos dos nossos silêncios, mas reféns das nossas palavras.

 

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A minha visão

Já escrevi algures por aí que o grande “calcanhar de Aquiles” do desporto luso são os seus dirigentes. Mesmo com licenciaturas específicas e formações académicas superiores, o Desporto será sempre o parente (mais) pobre da nossa sociedade.

Obviamente que este tema que aqui trago hoje advém dos tristes acontecimentos no final do último jogo em Alvalade, entre o Sporting e o Arouca.

Com as imagens recentes vindas a público, há duas certezas que retiro delas: a primeira é que Bruno de Carvalho não deveria estar naquele sítio, fazia sentido que assim fosse e a segunda é que o Presidente do Arouca não foi selvaticamente sovado pelo Presidente do Sporting, ao contrário do que pretendeu fazer crer aos jornalistas (e não só!) que estiveram, nessa noite, presentes no Estádio.

Bom… depois há as consequentes e tão costumadas trocas de galhardetes verbais que só fica mal a quem as profere. Sinceramente!

Todos sabemos que o actual Presidente do Sporting não é pessoa para se calar. Mas devia! Como dizia o meu sábio avô “O calado vence sempre!”.

Hoje será quase impossível alguém remeter-se ao silêncio enquanto é vilipendiado. A resposta deverá ser pronta porque “quem não se sente não é filho de boa gente”. São posturas e valem o que valem!

Percebo por isso, se bem que não concorde, a postura de Bruno de Carvalho, mas o Actual Presidente não deveria colocar-se a jeito dos seus adversários, especialmente os internos, que vêem nestes “fait-divers” idiotas uma oportunidade única para atacar o Presidente do Sporting.

 

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Resumindo...

Cá em casa somos todos do Sporting!

Somente três lugares na Bancada Norte… mas todos sofredores pelo clube de coração.

Ontem após a vitória em Braga por números expressivos, discutiu-se qual o jogo em que o Sporting perdera o campeonato.

A primeira ideia é que foi o jogo em casa com o nosso principal adversário, eu contrariei com o empate com o Tondela após estarmos a ganhar. Houve quem avançasse com a derrota com o União da Madeira, equipa que acabou por descer, ou com o empate a zero em casa com o Rio Ave.

Duma forma ou doutra uma coisa é certa: o Sporting deixou fugir o título por entre as mãos de forma quase inglória. Por isso o futebol é um desporto e não uma ciência exacta!

Como se diz em futebol… quem não marca arrisca-se a sofrer!

Porém os especialistas são unânimes numa análise deste campeonato: o Sporting foi a equipa que melhor futebol jogou. Uma realidade que desejo alargada à próxima época. Com estes ou outros jogadores…

Entretanto Jorge Jesus mostrou capacidade de gestão de um plantel já de si curto e que em Setembro ficou sem Carrillo, por motivos de todos conhecidos. Sei que veio Bruno César, Coates e Zeegelaar tendo também regressado Ruben Semedo. Mas todos eles insuficientes para as reais aspirações do Sporting.

Durante todo este percurso terá JJ tomado decisões erradas? Talvez… Mas não o fazemos muitas vezes nas nossas vidas?

A época terminou, para regressarmos oficialmente em Agosto. O contador é então colocado a zero e partimos todos de novo.

E lá estaremos em Alvalade, uma vez mais, para vibrar e puxar pela nossa equipa!

Há lá coisa melhor?

 

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Uma tarde de fortes emoções!

Manda o bom senso que não tomemos decisões quando estamos sujeitos a fortes emoções, sejam elas quais forem. E na escrita penso precisamente o mesmo.

Venho com este simples preâmbulo assumir que ontem quando cheguei a casa completamente extenuado após ter assistido a um jogo fantástico, decidi não escrever grandes coisas… Não fosse espalhar-me.

Sei que neste momento o Sporting é, para os nossos adversários, aquela equipa que ganha todos os jogos de forma sempre injusta e perde com natural justiça. Vá-se lá saber porquê!

Mas não me preocupo com esta visão clubística. Faz parte do futebol… Ou parafraseando um presidente de uma das nossas vítimas deste campeonato direi: “Desculpas de perdedores”.

Regressemos então aos últimos jogos do Sporting. Em primeiro lugar um estádio cheio é algo digno de se ver. Com o Porto foram cerca de 50 mil, com o Braga mais de 42 mil adeptos… E aquelas entradas em campo das equipas… cachecóis bem erguidos, vozes desafinadas no tom mas afinadas na crença a cantar em uníssono a versão leonina do “My Way”, tem sido arrepiante.

Mas a tarde de ontem estava toldada. Quando cheguei ao estádio o céu plúmbeo ameaçava borrasca. E ela veio na forma de chuva forte e muito vento.

Começa o jogo e logo percebo que o nosso adversário não tinha qualquer intenção de facilitar o nosso jogo. O costume das equipas que visitam Alvalade! Bola lá, bola cá eis que Wilson Eduardo abre o marcador para o Braga. Primeiro um silêncio de morte, exceptuando naturalmente a claque adversária. Depois regressaram os cânticos e aquela frase “nós acreditamos em vocês” repetida até à exaustão.

Todavia haveria que sofrer muito mais… Ou como diz o ditado: no pain, no gain!

O intervalo apareceu e nos corredores o silêncio parecia quase sepulcral… E os semblantes carregados! Mas estranhamente… ou talvez não… consegui perceber que havia ali uma espécie de fé latente que, endossada para dentro do campo através do apoio, daria aquele tónus à equipa suficiente para virar o resultado.

Começa a segunda parte e o jogo parece ter mudado de figura. Das bancadas surge a tal força dos adeptos com os cânticos e o apoio sempre constante. Mesmo quando uma jogada corria menos bem, lá vinham os aplausos (quão diferentes estes adeptos de tempos bem recentes!).

E nasce o primeiro golo. Penalti ou não… ninguém quer saber. Há que marcar mais golos. Há que virar o resultado. Há que puxar ainda mais pela equipa.

Quando Montero empata a partida, todos saltam à minha volta. Mantenho-me calmo e sereno exteriormente, se bem que por dentro… O meu filho mais velho está quase rouco de tanto gritar. Pois eu guardei-me para o melhor… para aquela cabeçada de Slimani que quase deitou o estádio abaixo.

Foi a altura de extravasar os meus sentimentos reprimidos durante 90 minutos. E gritei então bem alto:

Gooooooooooooolo!

E repeti vezes sem conta: Golo, golo, golo…

Ao meu redor todos saltaram de alegria, abraços trocados entre gente que não conheço mas que nutrem como eu o mesmo amor pelo Sporting. Ninguém conseguia parar.

Regressa-se ao jogo. “Quatro minutos de compensação” informa o “speaker”. Quatro minutos que pareceram quatro horas, dias, semanas.

Finalmente o apito final e uma vez mais o estádio quase rebenta de euforia… Sento-me na cadeira e agradeço aos meus deuses esta vitória. Tão sofrida mas tão saborosa.

Na fila debaixo uma menina de seis ou sete anos chora com a vitória, abraçada à mãe. Também ela sofre pelo Sporting. Começa cedo a cachopita!

Já na rua, os semblantes carregados do intervalo foram substituídos por rasgados sorrisos. E quem pagou foram as bifanas e as “jolas”.

Há muito trânsito para chegar a casa. Mas ninguém se rala!

 

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