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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Café, uma bebida social?

Nunca fui dependente do café. Gosto de beber um, mas tem mais sentido como factor social do que como vontade exacerbada. Mesmo no trabalho.

Sei que há muita gente que bebe café de forma quase compulsiva. Estão tão dependentes da cafeína que o dia nem começa bem sem o dito líquido negro.

No entanto eu que não sou cafeínodependente bebo-o sem acúcar enquanto muitos dos dependentes bebem-no somente com acúcar.

Curiosamente nestes dias que tenho estado em casa só bebo café ao pequeno almoço misturado no leite, pois não encontro nenhuma razão social para o fazer.

Há boa maneira europeia, já que na Europa as pessoas raramente chegam a um bar e pedem café só porque sim...

Na minha cidade - 4

São seis e meia da tarde. O sol brilha mas é arrefecido por este vento que tudo tem atrapalhado (menos os drones!!!).

Aguardo que a minha mulher saia do cabeleireiro. Sei por experiência própria que ainda vou ter de aguardar muito tempo. Mas convivo bem com isso.

Entro num café onde já sou conhecido e peço aquela cerveja fresca da minha marca preferida. Um outro cliente que já lá se encontra e que também conheço, acompanha-me com uma mesma bebida. Conversamos disto e daquilo até que entra uma jovem, de vestido preto muito curto, abundantemente perfumada e a falar ao telemóvel.

Faz uma pequena pausa na conversação e pergunta à senhora por detrás do balcão por tabaco. A outra aponta para a máquina.

Sem nada que nos interessasse, eu e o outro cavalheiro vamos falando de aguardentes e outras bebidas brancas de melhor ou menor qualidade. Nem damos pela jovem sair.

Só que o meu interlocutor é também fumador e aproveita a máquina estar ligada para comprar cigarros. Coloca umas moedas com direito a troco e quando mete a mão no depósito de devolução eis que recebe mais dinheiro que o devido.

A jovem metera uma nota, retirou o maço de tabaco e nem esperou pelo troco, tal era a atenção ao telemóvel.

Com este caso percebi duas coisas:

1 - o tabaco ainda não é caro;

2 - quando se está ao telemóvel perde-se perfeitamente a noção da realidade.

Por isso as campanhas de prevenção contra o uso do telemóvel no carro necessitam de mais exemplos de vida. Como este.

Finalmente... Ainda fomos à rua em busca da jovem mas ela já havia desaparecido.

Na minha cidade é assim:..

Paridade, a lei de homens feita para as mulheres

Nunca fugi às polémicas. E hoje vou mais uma vez dizer algo que pode aborrecer muita gente.

Vejamos então… Se eu fosse uma mulher lusa sentia-me altamente ofendida com a nova lei aprovada recentemente na Assembleia da República, tendo em conta as quotas de mulheres e homens na Administração das empresas públicas e nas cotadas em bolsa.

Isto é, amanhã uma mulher vai para a gestão de uma empresa, não pelo seu valor, não pela sua competência e capacidade de trabalho, mas unicamente por ser… do sexo feminino. Haverá forma mais discriminatória do que esta?

Tenho perfeita consciência qua a maioria das administrações de gestão de empresas estão entregues a homens. Todavia colocar senhoras nestes lugares, somente por decreto parece ser a forma mais vil de rebaixar uma mulher.

No entanto ficam muitas perguntas: como se escolhem então essas mulheres? Pela cor do cabelo, pela marca de roupa que usam ou pelo tom de pele?

Obviamente se for pelo curriculum ou provas dadas não necessitariam da tal lei da paridade, não acham? O que eu acho mais estranho nisto tudo é que a maioria das deputadas, no hemiciclo português, tenham aprovado esta lei.

A minha empresa tem muita mulher em lugar de gestão que nunca necessitou da tal lei. Subiram a pulso e mostraram muita competência e saber.

Há coisas neste país difíceis de compreender. Esta lei é uma delas…

A morte que veio do Céu

Sinceramente não entendo como foi possível o trágico acidente na praia de São Joâo, na Costa da Caparica.

Não sei como se pilota um avião, mas imagino que deverá haver procedimentos de segurança quanto às pessoas que estão em terra. Digo eu...

Ora esta tarde um homem e uma criança morreram porque um piloto não soube colocar o avião no mar? Faz algum sentido?

Eu sei que os acidentes podem acontecer, mas aterrar na areia quando provavelmente o poderia fazer dentro de água é que me parece ser mais que um acidente, é azelhice e muita irresponsabilidade.

Pronto mais um caso para a nossa morosa justiça resolver. Daqui a uns... sei lá 30 anos devermos ter as responsabilidades atribuídas.

Nessa altura, todavia, já ninguém se lembrará do caso da "Morte que veio do Céu".

A cusquice humana!

Creio ser da natureza do homem este tentar saber o que se passa na vida dos outros. Não imagino se é porque não quer saber da sua, se é somente por mera curiosidade ou outra razão qualquer. Talvez por isso as chamadas revistas cor de rosa tenham tanta saída.

Mas ao contrário do que é maioritariamente assumido pela sociedade não são só as mulheres as únicas interessadas na vida alheia. Há muito homem que é como o gato: muuuuuuuito curioso.

Hoje viajei de Metro. Este apresentava-se quase cheio e por isso fiquei, sem qualquer problema, de pé. Diversas pessoas ao meu redor: altas, baixas, brancas e de outras cores, portuguesas e estrangeiras. Uma miscelânea usual agora nos nossos transportes.

Numa estação entrou uma jovem que vinha vidrada no seu telemóvel, como é agora habitual. Ficou naquele meio a digitar e naturalmente receber mensagens. Entretanto percebi que um cavalheiro situado precisamente atrás dela, estava deveras atento no que a jovem escrevia, mesmo que o fizesse de forma dissimulada. Chegou ao ponto de se rir…

E eu a assistir. Placidamente!

Nova paragem e a menina volta a escrever. E o cidadão continuava a ler. De tal forma que a determinada altura nem fazia menção de esconder a sua atitude.

Pelo meu lado esbocei então um sorriso interior pois acabara de chegar à conclusão de que a curiosidade humana não é coisa somente de mulher.

Irrita-me

Nota de abertura

Em vez de escrever tudo num comentário a este texto, vai o post infra, como resposta.

 

Assim irrita-me:

 

- Não ter ideias para escrever um texto simples;

- Os peões a atravessar nas passadeiras como estivessem num hipermercado às compras;

- Os malcheirosos no Metropolitano;

- A falta de civismo da maioria dos condutores;

- As famílias inteiras no hipermercado como estivessem a passar numa passadeira;

- As crianças birrentas;

- A forma como se dão notícias nas TV’s e não só;

- Os comentadores tudologos;

- Os atletas fumadores;

- Os taxistas imbecis;

- Os novos doutores mal educados que foram em tempos crianças birrentas.

E finalmente, irrita-me:

- Que o meu clube perca!

Reflexão ao almoço!

Às três da tarde éramos nove sentados à mesa e uma debaixo de mesa.

Ao Domingo é (quase) sempre assim.

O almoço coube a mim fazê-lo: Uma sopinha cheia de entulho, seguido de chambão de vaca estufado com batatas assadas no forno. Gelado e melão para encerrar o repasto. E claro cafés e digestivos.

Durante a refeição olhei para a mesa e percebi que sou um felizardo. Não é só por ter esta família barulhenta (mais a cadela Bolota, a que fica debaixo da mesa), mas essencialmente por poder comer coisas por mim cultivadas ou apanhadas.

Vejamos então: o azeite que tanto trabalho me dá em Novembro, o tomate da salada, as cebolas, a hortaliça da sopa e por fim as batatas que foram arrancadas à terra na semana passada.

Quantos se poderão vangloriar disso?

A agricultura dá muita chatice, muito trabalho para se ter um momento destes. Mas acreditem vale bem a pena!

Roubo de granadas - mais uma bomba militar!

A notícia desta tarde prende-se com espantoso roubo de granadas e municões num paiol em Tancos. Algo inexplicável!

Sei que não andamos em guerra com ninguém, talvez com os fogos mas para esses as granadas não são necessárias e portanto reconheço que com mais granada menos granada, não é por aí que vamos perder ou ganhar qualquer guerra.

O que realmente me atormenta é saber que essas e outras armas podem desaparecer de um paiol militar sem que ninguém na hora dê por isso.

O Ministro da Defesa, confrontado com a notícia, não poderia dizer outra coisa senão o que disse. Todavia paira no ar uma certa desconfiança e um receio objectivo e que se prende com a segurança de todos nós. Daqui as seguintes questões:

1 - Como pode um quartel militar ser invadido por estranhos com capacidade para roubarem mais de cem granadas e outras munições?

2 - Ou será que há alguém dentro do quartel com acesso privilegiado ao paiol mas de confiança duvidosa?

As chefias militares responsáveis por estes quartéis vão ter uns próximos dias bem complicados, para explicarem o que aconteceu, se o conseguirem, porque me parece que há aqui demasiado desleixo militar.

O PR deveria, em bom rigor, já que é o Chefe Supremo das Forças Armadas, dizer alguma coisa... ele que gosta tanto de botar discurso. Pois mas agora é complicado.

Resumindo... mais armas na rua, em mãos que não imaginamos quem sejam, nem o que poderão fazer com elas. Depois se acontecer algo de muito grave lá vai o governo criar mais legislação.

(Confidenciaram-me entretanto que as granadas serão para ser destribuídas pelos aviões comerciais de forma a atacarem qualquer dronne que voe a maior altura que a lei permite).

Prevenção a quanto obrigas!

A prevenção, tal como a palavra o exige, deve fazer-se para prevenir. Ora, se para os incêndios aquela deu no que deu, com as nefastas consequências que todos infelizmente sabemos e ainda estamos no ínicio do Verão, creio que não seria dispiciente começar-se a pensar já no... próximo Inverno.

Ah pois... daqui a uns meses Iniciam-se es estações do Outono e do Inverno e com elas podem surgir fortes chuvadas que, ao contrário do fogo que se apaga com água, esta não tem antídotos. Leva tudo o que apanha pela frente (ainda estão recordados do Funchal em 2010?).

Deste modo coloco uma simples questão: será que alguém já reparou nas sarjetas no local onde mora? Se estão limpas, desentupidas? Pois... provavelmente não reparou. E os Serviços Municipalizados também não. O usual!

Só para dar um exemplo, à minha porta existem duas sargetas, uma em cada lado da rua. A do meu lado está completamente destapada sem haver qualquer perigo de entupimento. A maioria das vezes sou eu que o faço sem qualquer problema. Todavia a do outro lado parece um pequeno canteiro que até flores tem.

Resumindo... passado o Verão quente ou não, temos o Outono e o Inverno sem que ninguém, que eu visse até hoje, se preocupasse em prevenir eventuais inundações.

Se lá chegarmos e tivermos umas bátegas de água fortes com as sargetas entupidas como estão, provavelmente iremos ter grandes inundações. Com os inerentes e graves prejuízos.

Depois virá legislação e mais legislação para... nada acontecer como habitualmente, pois não é a legislação que evitará as inundações, os incêndios e outros desmandos (quase) naturais.

Só o verdadeiro e eficaz trabalho de prevenção. E esse, sinceramente, ninguém quer ter!

 

Tela humana ou dar sangue não é fixe?

Um destes dias um boa amiga comunicava-me que havia sido tela para uma tatuagem.

Na nossa troca de mensagens perguntou-me o que achava da sua opção. Eu disse-lhe que achava engraçado embora eu jamais o fizesse.

Ela acabou por escrever um texto no seu blogue que até foi destacado e portanto a nossa conversa acabou aqui. 

Hoje tive que ir a uma consulta e apanhei o metro por ser obviamente mais rápido de chegar. Muitos turistas como agora é usual, muita juventude e obviamente muitos idosos. Uma miscelânia que é actualmente comum ver-se na nossa cidade.

Mesmo assim acabei por me sentar. Sem muito com que me preocupar até chegar ao destino fui-me actualizando com as notícias. O metro pára numa estação onde sai e entra muita gente. Uma jovem vem então sentar-se a meu lado. Tem um aspecto fresco, saudável e carrega uma mochila que aparenta ser pesada.

Por fim reparo que tem os braços repletos de diversas tatuagens. Está também ligada ao telemóvel e vai-se rindo, provavelmente com as mensagens que vai trocando.

Este é o cenário... Segue agora o meu pensamento.

Pelo que sei, quem tem tatuagens não pode ser dador de sangue. Nunca percebi porquê, mas não pode. Assim ao olhar para a mocita tão engraçada e com aspecto tão saudável perguntei a mim mesmo como alguém prefere usar a sua pele como tela para uma tatuagem, a ter que dar sangue, tão necessário a tanta gente?

Creio que as campanhas de dádiva de sangue tão frequentes também deviam esclarecer isso. Porque há provavelmente quem não saiba e continue a tatuar-se pensando que poderá num futuro ser doador.

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