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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Compras num hipermercado!

Sou pouco apreciador das grandes superfícies. Dizem que será mais barato, mas também não admira com as quantidades que vendem...

Hoje foi dia de compras, daquelas grandes... de três carros a abarrotar.

Mas o pior foram mesmo a recolha dos produtos. É que o estabelecimento mais perto de minha casa mudou o lugar de todas as coisas. Resultado: perdi o dobro do tempo em busca do que necessitava.

Ora se já lá vou contrariado, essencialmente porque as pessoas adoram ir para estas lojas acompanhadas com a família até à décima geração, imaginem eu a fazer piscinas em busca dos produtos e apassar ene vizes pelos mesmos corredores repletos de gentinha ociosa. Um horror!

Depois vão todos naquela ideia dos descontos fantásticos, nos quais eu não acredito. E toca (quase) todos a comprar o que não necessitam. Os descontos já foram à vida...

Finalmente aquela mania da linha branca da loja, em muitos produtos. De qualidade claramente duvidosa.

Pois é... o povo adora ser (bem) enganado!

Amar fora de portas!

A minha já quase provecta idade, a minha educação e formação cívica e até a minha fé não são, ainda assim, inibidores de ter conversas que aborde com a devida naturalidade a sexualidade do ser humano.

Trago aqui este tema porque há muito a minha cabeça vem pedindo para ser falado (leia-se escrito). Porém, porque há outros assuntos mais prementes foi sendo sempre assunto adiado. Mas agora vamos atacar a fundo.

Sempre achei, por exemplo, que uma grande diferença de idades entre homens e mulheres não é razão para não haver uma relação próxima e efectuosa. Tal como do mesmo sexo. Ainda por cima hoje em dia isso parece ser já uma evidente normalidade.

Basta ver o caso do Presidente Francês, Emanuel Macron para se perceber que o amor não escolhe idades. Da mesma maneira que a relação entre um homem mais velho e uma mulher muito mais nova não me cria qualquer prurido. Tenho até na família um caso em que um tio-avô acabou por ter uma relação com uma mulher quase meio século mais nova. E dessa relação nasceram três filhos.

Portanto sou assim um homem aberto à diferença desde que esta não colida com a liberdade de opção de cada um.

Mas se sou assim “open mind” isso não invalida que não olhe para algumas atitudes e as critique com veemência. É o caso das relações amorosas nos locais de trabalho.

Compreendo que estar oito ou mais horas ao lado de alguém possa, obviamente. criar uma efectuosidade muito próxima. Todavia esta proximidade não pode ou não deve ser levado ao extremo de, no próprio local de trabalho, se demonstrar essa amizade colorida ao ponto de num vão escuro de uma escada ou num qualquer arquivo se consumar um acto sexual.

Ainda por cima quando há tantos hotéis e pensões espalhados pelas cidades.

Parece-me de muito mau gosto e de uma promiscuidade a roçar a libertinagem. O que não deve ser, de todo, aceitável.

Tristemente, tenho sempre a sensação que estes casos carregam consigo outros interesses e outros sentimentos, de parte a parte. O que ainda piora a situação.

A sociedade está cada vez mais flexível para a vida, mas esta flexibilidade nunca deve colocar em causa o bom nome da empresa, sob o risco de cair num ridículo, perfeitamente evitável.

O 11 de Setembro das nossas vidas

Há diversos 11 de Setembro na minha vida.

O primeiro foi em 1999. Estava eu em Barcelona.

Nesta data naquela cidade condal comemora-se o dia do País da Catalunha. E digo país porque os próprios catalães têm um enorme “outdoor” nas autoestradas para Barcelona dizendo “Benvindo ao país da Catalunha”.

A capital, que conheço bem, tem tudo para ser um local muito especial. Desde cultura a entretenimento, aos belos museus e às praias, Barcelona está bem fornecida.

Mas neste dia 11 assisti a uma cidade engalanada de cores entre o vermelho e o laranja. Para melhorar era sábado e no “Nou Camp” – o mítico estádio do clube de futebol Barcelona jogava-se um dérbi citadino. O que equivale dizer que a equipa do Espanhol foi visitante no estádio “blaugrana”.

Nesse fim de tarde o metro da cidade estava repleto. Especialmente de adeptos catalães que se deslocavam para assistirem ao jogo. Entre os magotes reparei em três idosos – duas senhoras e um cavalheiro – que equipados a rigor com as cores do clube principal, se divertiam imenso naquele emaranhado de gente. Um exemplo de adepto que me marcou profundamente.

Nesse mesmo dia o meu pai, que estava em Portugal, partiu um pé!

Outro 11 de Setembro que me lembro tem obviamente a ver com o ataque às torres gémeas em Nova Iorque. Recordo-me que estava em formação numa quinta da entidade empregadora. Curiosamente num curso intensivo de inglês.

O professor era canadiano, todavia casado com uma portuguesa e após a volta “higiénica” a seguir ao almoço, regressámos à sala de aula. Na sala de espera a televisão estava acesa e deste modo tive ainda a infeliz oportunidade de ver, em directo, a segunda torre gémea a cair.

O Randy – assim se chamava o professor - estava lívido, como se não acreditasse no que via. Eu assustei-me com tamanha barbárie. A aula dessa tarde ficou claramente por ali e a verdade é que desde esse fatídico dia o Mundo jamais foi igual. Até hoje!

Neste dia um amigo meu faz anos.

Ora entre o 11 de Barcelona e o 11 de Nova iorque decorreram somente dois anos. Contudo desde este último, vivemos momentos deveras estranhos. O futuro parece muito incerto.

Pois também nós teremos de escolher os 11 de Setembro das nossas vidas: ou o da alegria dos idosos ou o da intemperança humana.

 

Publicidade enganosa?

Tenho a ideia de que os nossos publicitários têm fantásticas ideias. Do melhor que há por esse mundo fora.

De tal forma que há uns anos havia um programa televisivo que falava dos melhores slogans publicitários a nivel Mundial e surgiram sempre muitos portugueses.

Tudo isto para dizer o quê?

Compreendo que uma empresa, perante a concorrência, utilize de todos os métodos legais para tentar suplantar os seus adversários. Mas entre o demonstração das ideias e a prática vai uma distância demasiado considerável.

Custa-me, por isso, que uma operadora de televisão por cabo apresente um slogan onde diz chegar a não sei quantos portugueses mas não consiga reparar as antenas emissoras após os incêndios do centro do país.

Pior... é que continua a cobrar por um serviço que não disponibiliza.

Obviamente que a empresa não terá tido culpa nos incêndios... mas os utentes também não tiveram.

O negócio tem sempre um risco... O fogo é um deles.

Portanto, é tempo dos responsáveis da operadora perceberam que o país não são só cidades... há também (muitas) aldeias.

Fragmentos dos meus dias

1 - Provavelmente muita gente, ao fim de cinco semanas de ausência do trabalho, estivesse quase em depressão. Mas eu não estou. Bem pelo contrário... Nestes dois últimos dias tenho exibido uma paz de espírito que há muito não tinha. Não é só fazer o que se gosta ou partilhar uma equipa. É acima de tudo um aceitar do que o destino tem para nos oferecer.

2 - Regressei ao convívio de alguns colegas mais velhos e com quem adoro conversar. Cada um com a sua forma de estar na vida, de pensar, mas todos com o mesmo fio condutor: a amizade. E isso é realmente o mais importante.

3 - Voltei a escrever em papel. Coisas simples, pequenas ideias para alguma coisa ou coisa nenhuma, Um retorno a um tempo que jamais regressará. Uma saudade amenizada.

4 - Uma colega foi hoje propositadamente à minha procura para se despedir, já que vai abraçar um projecto novo fora de Portugal. Gostei da sua atitude e do carinho que me dispensou... Não esperava. Disse-me que eu estava muito queimado da praia e eu respondi com uma laracha, como de costume, de que hoje já tinha sido multado por excesso... de bronze. Ela descarregou um enorme gargalhada. Gosto das pessoas que sabem rir.

5 - Encontrei nas ruas da cidade uma costumada peregrina, que comigo tem caminhado muita vez até Fátima. Falámos da minha ausência, da família e dos momentos da Cova da Iria deste ano, onde também me relatou que esteve. Gostei muito de a rever.

Pronto... foi mais um dia bom.

Emoções? São para se ter!

Há trinta anos, mais ou menos por esta altura do ano, estive entrevado no Hospital. Febres altíssimas, dores horríveis e sem ninguém para perceber o que eu tinha.

Nessa altura o meu filho mais velho tinha meses de idade. E de toda a gente que me rodeava foi daquele pimpolho que tive mais saudades. Nesses dias de internamento percebi muita coisa na minha vida e passei a dar valor a aspectos que antigamente quase me passavam ao lado.

Sempre fui uma pessoa alegre, bem disposta, de tal forma que onde eu chegava ninguém ficava triste. Ainda hoje sou um pouco assim, quiçá de forma mais moderada.

Mas daqueles dias tenebrosos e de uns outros que alguns mais tarde enublaram a minha vida aprendi a dar mais valor aos meus sentimentos e aos dos outros. Já perdi a vergonha e hoje estou muito confortável nesta minha maneira de estar e ver o mundo.

Deste modo sou hoje um homem de lágrima fácil e adoro abraçar os meus amigos e dizer-lhes quanto gosto deles e os estimo. Da mesma maneira que o digo aos meus filhos, à minha mulher ou aos meus pais. E é tão fácil sermos carinhosos com quem gostamos.

Há quem sinta vergonha por sentir ou por expressar as suas verdadeiras emoções (geralmente só o fazem quando se zangam, porque aí… é normal). Há muito que me deixei desses pruridos. Há muito que assumo o que sinto por quem merece. Há muito que deixei de bajular quem não gosto… só por interesse pessoal.

Podem considerar esta minha atitude uma imbecilidade, mas sabem uma coisa? Gosto de ser assim… porque os meus amigos mesmo que estejam longe, sei que estão lá. E para mim isso basta e deixa-me imensamente feliz.

A gente lê-se por aí!

E se Diana fosse hoje viva?

Há vinte anos o mundo parou com a trágica notícia. Num túnel em Paris a princesa Diana de Gales e o seu namorado árabe e herdeiro do celebérrimo Harrod’s de Londres, Dodi Al-Fayed, morreriam num acidente de viação, quando fugiam a um grupo de perseguidores de estrelas, vulgo paparazzi.

Na altura Diana estava já separada de Carlos, Príncipe de Gales, mas continuava a ser uma voz na luta contra diversas doenças, nomeadamente a SIDA e contra a guerra, especialmente a que usava minas terrestres. Lembro-me de uma imagem de Diana, em Angola, com crianças mutiladas ao colo.

Para além desta postura, sempre em prol dos mais desfavorecidos e indefesos, Diana tinha na comunidade gay muitos amigos. E não escondia essa amizade. O cantor Elton John é um desses casos, mas muitos outros foram exemplo.

Aquando da sua morte fiquei sempre com a nítida sensação de que o acidente não fora obra do acaso. Na verdade a coroa britânica passava por uma crise, acima de tudo pela evidência que Diana tinha no mundo, retirando a Isabel II alguma preponderância. Ora a morte de Diana não podia ter acontecido em melhor altura...

É óbvio que tudo passou, Diana abandonou os tablóides bombásticos e o Palácio de Buckingham passou a poder novamente ter nas mãos o poder visual da sua casa.

Lady Di, como o povo gostava de lhe chamar, estará, no entanto, sempre ligada a uma nova maneira de ser monarca. Muito próxima dos seus subtidos, Diana achava-se uma como os demais, não obstante a sua ascendência aristocrática. Esta postura enervou imensamente a Coroa Britânica muito habituada ao distanciamento do seu povo.

Finalmente a pergunta que intitula este texto: e se Diana ainda fosse viva?

Seria Diana, por exemplo, Prémio Nobel? E se fosse que impactos teria no Mundo?

Jamais o saberemos. Todavia, Diana Spencer será sempre conhecida com a Princesa do Povo. O povo de quem ela realmente gostava.

Eu não disse?

Por aquilo que já foi dado ver hoje, choveu intensamente em Lisboa, enquanto por aqui o sol foi brilhando, mais brando, mas mesmo assim aqueceu-nos.

Bom mas voltando à capital creio que a água foi tanta que inundou estradas e estabelecimentos comerciais.

Ora pois... já se adivinhava. Ou melhor adivinhei eu...

As sargetas entupidas foram, provavelmente, uma das grandes razões para as cheias. Pois as câmaras, nesta altura, estão muuuuuito mais preocupadas nas grandes obras, porque se aproximam as eleições autárquicas. O resto é dispensável...

Calculei isto num texto ou comentário anterior, já não tenho presente e gostaria muuuuuuito de ter falhado o prognóstico.

Mas já ando cá há muitos anos... e a história vai-se, infelizmente, repetindo anualmente.

 

 

Férias... a quanto obrigas?

Tenho uma noção de férias provavelmente diferente da maioria das pessoas.

Neste tempo de licença adoro... não fazer nada. Rigorosamente nada.

É óbvio que há pequeno-almoço, almoço e jantar para preparar, mas mesmo neste tempo tento minimizar os tempos gastos.

Prefiro praia ou passear, sendo que este ano só a primeira tenho feito com regularidade. Talvez segunda vá dar uma volta... Veremos!

Entretanto existem uma quantidade de mails para enviar, coisas para organizar... mas sabem... não estou com pachorra para tal. Sinceramente!

Até o livro que estou a ler parece-me deveras aborrecido. Culpa minha, decerto.

Prefiro dormir ao sol na praia. Obrigações de veraneante... 

Todavia daqui a uma semana estarei a gozar o meu último dia de férias de Verão deste ano. Até lá continuo de licença... Até de escrita!

 

Café, uma bebida social?

Nunca fui dependente do café. Gosto de beber um, mas tem mais sentido como factor social do que como vontade exacerbada. Mesmo no trabalho.

Sei que há muita gente que bebe café de forma quase compulsiva. Estão tão dependentes da cafeína que o dia nem começa bem sem o dito líquido negro.

No entanto eu que não sou cafeínodependente bebo-o sem acúcar enquanto muitos dos dependentes bebem-no somente com acúcar.

Curiosamente nestes dias que tenho estado em casa só bebo café ao pequeno almoço misturado no leite, pois não encontro nenhuma razão social para o fazer.

Há boa maneira europeia, já que na Europa as pessoas raramente chegam a um bar e pedem café só porque sim...

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