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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Pontos de vista

1

Sempre que é lançada uma nave espacial esta leva uns depósitos de combustível que depois, já vazios, são abandonados. Do mesmo modo o PS está a utilizar os partidos à sua esquerda para ganhar propulsão para uma eventual maioria absoluta em 2019. Nessa altura António Costa libertar-se-á dos partidos à custa dos quais tomou o poder, para então sozinho tentar governar.

2

O PSD prepara-se para directas com dois candidatos a lutarem pelos votos de cada militante laranja. Os candidatos são claramente diferentes. Conforme for o vencedor assim o PS se preparará para o combate político. Se Rui Rio se sugere mais conciliador com o partido do Largo do Rato, o que não significa mais submisso, já Santana Lopes surge como antagonista às actuais posturas da geringonça.

3

O Presidente da República entretanto vai desbravando caminhos para os corações dos portugueses. Se assim continuar dificilmente alguém se lhe oporá aquando da sua reeleição. Vejo muita gente de esquerda a concordar com a postura um tanto populista e popular do Professor Marcelo. Só gostaria de saber se após o último Verão, literalmente muito quente para o País e para o governo, o PR por causa das trapalhadas governativas (incêndios com mais de uma centena de mortes, Tancos, Raríssimas!) tivesse dissolvido a Assembleia da República se, ainda assim, estaria no coração de tanto português…

4

A recente e polémica lei dos Financiamento dos Partidos vetada pelo PR veio trazer ao de cima o pior da política lusa. Um jogo de interesses, a maioria escondidos, que envergonha a classe política lusa, nomeadamente os deputados, que devem o seu lugar ao voto popular e para quem deviam ser o mais transparentes possíveis. Imagino que referente a este assunto a procissão ainda vá somente no adro.

Quando o PR é PM!

Sempre achei o actual PR um Presidente espectáculo. Selfies, beijos e danças, tudo tem servido para cativar o povo português.

Faltava no entanto ao Professor Marcelo um momento diferente, que o colocasse perante uma situação que, como Chefe Supremo da Nação, o obrigasse a uma verdadeira atitude de estadista.

Infelizmente houve Pedrogão e este Outubro Vermelho.

Aquela atitude surgiu hoje, num discurso sereno mas assertivo. Colocou os dedos nas feridas e chamou a si alguma responsabilidade dos trágicos acontecimentos. Algo que António Costa nunca teve a coragem de fazer...

Dito de outra maneira o senhor Presidente fez o discurso que deveria ter sido feito pelo chefe do Governo e apontou à senhora Ministra da Administração Interna a porta de saída. Isto é, teve a coragem que faltou ao PM de correr com a Ministra.

Mas mais... Já preparado para a moção de censura do CDS, Marcelo encostou a geringonça à parede, obrigando aquela a ficar refém do PS, se se pretender manter o actual estado de coisas.

Pela primeira vez vi, na democracia portuguesa, um Presidente fazer de PM enquanto António Costa parecia, no seu patético discurso, um mero porta voz de um partido.

Chapeu para o Senhor Presidente!

De juras eternas a um divórcio litigioso

As relações entre Portugal e Angola estão numa situação demasiado periclitante. O senhor Presidente da República foi, ao que sei, o único estadista europeu a ir àquela antiga colónia portuguesa assistir à tomada de posse do novo Presidente da República Popular de Angola.

Ora até aqui tudo bem, já que naquele país trabalham muitos portugueses. Era necessário fazer-lhes ver que Portugal está atento.

O que realmente me surpreendeu foi que o novo PR angolano, no seu discurso de tomada de posse, nomeou uma série de países a quem quer dar primazia nas relações. Nesta espécie de lista, o actual Chefe de Estado Angolano, não referiu Portugal.

Penso que de propósito.

Esta posição tristemente marcada pelo novo governante angolano, não deverá ter caído bem nem Marcelo (mesmo que este diga o contrário) nem ao nosso próprio governo, não obstante as declarações esfusiantes de Costa.

Angola foi, desde a sua independência, um parceiro privilegiado de Portugal tanto nas importações como exportações.

Face a esta mais recente postura por parte daquele país Africano, Portugal poderá optar por um de dois caminhos:

1 - ou não liga e tudo acaba por passar como se nada tivesse acontecido, enfraquecendo naturalmente a nossa actual posição naquele país

ou

2 - dá um murro na mesa e pede o divórcio litigioso com consequências ainda por calcular.

Termino com uma máxima que, um dia, uma colega de trabalho me indicou: Antes perder um bom amigo que uma boa resposta.

É a hora de Portugal não deixar cair os seus créditos por mãos alheias, correndo o risco, se não o fizer, de perder toda a credibilidaade na esfera diplomática.

Um País à deriva?

Creio ser tempo de alguém neste País chamar os nossos políticos e acordá-los para a realidade. Obviamente que o PR poderia ser uma dessas pessoas se, e repito se estivesse equidistante do actual governo e oposição. Mas não... é mais forte que ele imagina, ser reconhecido e agraciado pelo povo, mas desta forma o PR coloca-se numa posição pouco simpática.

Percebo que o Professor Marcelo pretenda manter os seus altos níveis de popularidade, quiçá a pensar numa reeleição que seria assim quase garantida.

O problema é que Portugal necessita de gente que seja capaz, de uma vez por todas, tomar decisões e que estas tenham como fim solucionar os problemas do país. Ficar refém dos outros partidos da geringonça, como está António Costa, não augura nada de bom para si, nem para o seu partido, num futuro a médio/longo prazo. E um destes dias entra por aí, uma vez mais, uma nova troika obrigando o PM a desfazer tudo o que fez até agora com os custos financeiros, sociais e políticos inerentes.

Obviamente que nessa altura nem PCP nem BE virão a terreiro defender este governo, como o fazem agora no caso Centeno-CGD. Mas são os políticos que temos, que apenas olham para os próprios umbigos.

Termino com uma questão: tivesse um ministro das Finanças da dita Direita metido numa confusão como esta, que agora (ainda) vamos assistindo, que diria a esquerda trauliteira que nos governa?

Ainda a tomada de posse de Marcelo!

Nas eleições de Outubro passado, mais conhecido por Outubro vermelho na opinião de alguns, originou uma convergência mais à esquerda dos eleitores portugueses.

Nos dias seguintes aos resultados das eleições começou a falar-se de tal maioria de esquerda no Parlamento para formar um governo. Os partidos políticos, supostamente envolvidos nesta nova definição, assumiram com alegria o paradigma político chegando ao ponto de dizer que o povo português se tornara um povo inteligente e sem receios da “tal” Europa.

Diz o mesmo povo que “o peixe morre pela boca” e bastou ver o que aconteceu na passada quarta-feira na AR para confirmar o adágio popular. Marcelo foi por diversas vezes interrompido para as palmas, mas raramente os partidos de uma esquerda radical e pouco democrática ousaram aplaudir o novo PR.

Esta atitude tem sido muito criticada por alguma sociedade mais conservadora e institucional. Mas pensando bem e sem querer julgar, reconheço alguma razão aos “ofendidos”. Porque se fosse Sampaio da Nóvoa, Marisa ou Edgar a ganhar as eleições certamente que a Direita se levantaria e aplaudiria o novo Presidente.

Mas pior… a inteligência que dera a “tal” maioria de esquerda que governa este país foi rapidamente substituída por um antónimo.

Porque a esquerda portuguesa só sabe ganhar e não sabe perder. Algo que não é compaginável com a democracia!

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