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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Falta de crença!

Portugal é neste momento o país na moda. Não que os grandes costureiros venham para cá com as suas empresas, mas na moda porque toda a gente da restante Europa, e não só, quer visitar este rectângulo, arriscando-se alguns a cá viver.

A esta minha linha de raciocínio contrapõe-se uma série de crimes de colarinho branco recentemente descobertos e que tem envolvido demasiada gente que até agora aparecia (quase) como imputável.

Este último caso com juízes surge infelizmente como o auge de toda uma rede de estranhos envolvimentos em casos de corrupção. É certo que presume-se a inocencia de todos até transitado em julgado, mas seja como for a constitição de juízes como arguidos não cai bem numa classe que se supunha estar acima da lei e a favor desta.

Entretanto os estrangeiros que nos visitaram olharam para estes eventos com alguma estranhesa, quiçá perguntando como pode um país crescer com uma sociedade deveras doente, no que diz respeito à seriedade dos seus mais importantes elementos.

Sei que quem vê caras não vê corações, mas há gente que deveria ter mais cuidado com a sua própria vida, evitando que os portugueses olham para as instituições sempre com ar de desconfiados.

Relembro que até à queda do BPP e mais tarde do BES (não falo do BPN, porque o governo na altura não o deixou cair), toda a gente considerava os bancos como entidades acima de qualquer suspeita e fiáveis.

Depois... foi o que toda a gente sabe. E a confiança nos bancos caiu estrondosamente. Agora é a classe dos Magistrados que é colocada em causa. Entretanto, a do políticos há muito que perdeu credibilidade.

O que equivale dizer que de queda em queda não tarde que nem em mim acredite.

O meu direito ao dever!

Desde (quase) sempre que me habituei a que as gentes do meu país fossem adeptas do fazer pouco e ganhar muito.

É certo que o 25 de Abril trouxe a Portugal a liberdade que durante muitos anos, quase meio século, lhe foi retirada.

Assim com a Revolução dos Cravos passamos todos a ter direitos… muitos direitos:

A falar, a protestar, a manifestar, a uma pensão, a votar, a mais feriados, à saúde e à educação, a uma casa condigna, as estradas mais rápidas, a férias e ao respectivo subsídio, ao 13º mês… e a mais um sem número de coisas, muitas delas feitas quase à medida de cada um.

Olvidaram todavia os políticos, os educadores, os antigos e os novos que aos direitos deverão corresponder sempre normais deveres.

Mas foi nesta (não) conjugação de faces contrárias de uma mesma moeda chamada cidadania, que nasceu uma sociedade de portugueses despreocupados e convictos que a tudo tinham direito sem que tivessem de fazer alguma coisa. Nem eventualmente trabalhar.

Com a entrada de Portugal na União Europeia mais se acentuou a tal filosofia da subsidiodependência a que muitos se candidataram.

Onde pretendo eu chegar com estas palavras? Perguntar-me-ão vocês e com toda a propriedade.

Há uns meses estive a horas de assinar a minha reforma. Só que ao contrário de muitos lusos habitantes, considerei que ainda tinha o dever de dar algo mais ao País. E acabei por não assinar e deste ainda me encontro no activo. Ou dito de outra maneira: tenho o direito de ter deveres para com o país!

Ora com tudo isto não pretendo dizer que sou melhor ou pior que os restantes portugueses. Mas tenho a sensação que Portugal estaria melhor se pensássemos mais nos nossos deveres e somente nos nossos direitos.

É sabido que a riqueza não cai do céu. Trabalha-se, luta-se, batalha-se… e assim se constrói.

Dos justos não reza a história

Como leigo direi que percebo (muito) pouco de justiça, Talvez perceba melhor o que é a injustiça. Mas desta creio que todos os portugueses entendem ou pelo menos têm consciência de que ela existe. Mas adiante...

No dealbar de 2013 escrevi isto sobre a actual Procuradora-Geral da República. Um texto sucinto, mas já na altura explicava como me parecia estar a ser o Magistério desta senhora.

Uma mulher que tem tido a coragem de enfrentar os mais poderosos deste país, não recuando um centímetro na sua vontade. O que é realmente de louvar.

Talvez por isso o actual governo não pretenda renovar o mandato que terminará em Outubro próximo. É sabido que o PGR é nomeado pelo Presidente da República sob proposta do governo.

Ora se pensarmos nos diferentes processos que a Dra. Joana Marques Vidal tem entre mãos, dos quais se destaque a Operação Marquês, parece naturalmente óbvio que o PS se sinta muito desconfortável com a Senhora Procuradora.

Se somarmos a isto o litígio diplomático com Angola, envolvendo o antigo vice-Presidente, Manuel Vicente, num caso de corrupção activa, temos os ingredientes perfeitos para uma saída em Outubro da actual Procuradora-Geral.

Se tal vier a acontecer ficará demonstrado que a separação dos poderes tantas vezes propalada, ainda é, em Portugal, uma verdadeira utopia.

Portugal e os outros

Quando em Portugal acontece uma desgaraça temos por hábito dizer:

- Só em Portugal é que isto acontece.

Como se de um triste designío se tratasse.

No entanto todos os dias assistimos a acidentes que acontecem noutros países e para os quais nada dizemos a não ser, quiçá, um mero:

- É preciso ter azar.

Foi o que acontceu ontem nos Estados Unidos onde um comboio de passageiros descarrilou em cima de um viaduto tombando por cima de uma auto-estrada causando diversas vítimas mortais.

Segundo li hoje, o comboio circulava a uma velocidade excessiva e que poderá estar na causa do descarrilamento. Um acidente provavelmente evitável mas que aos olhos da maioria dos portugueses, será visto como um mero acidente sem qualquer ligação ao designío americano.

O mesmo se passa com os incêndios na Califórnia e que já obrigou à evacuação de milhares de pessoas.

Reafirmo a minha ideia inicial: para os outros tudo o que acontece é mero azar, para os portugueses chama-se incompetência.

De juras eternas a um divórcio litigioso

As relações entre Portugal e Angola estão numa situação demasiado periclitante. O senhor Presidente da República foi, ao que sei, o único estadista europeu a ir àquela antiga colónia portuguesa assistir à tomada de posse do novo Presidente da República Popular de Angola.

Ora até aqui tudo bem, já que naquele país trabalham muitos portugueses. Era necessário fazer-lhes ver que Portugal está atento.

O que realmente me surpreendeu foi que o novo PR angolano, no seu discurso de tomada de posse, nomeou uma série de países a quem quer dar primazia nas relações. Nesta espécie de lista, o actual Chefe de Estado Angolano, não referiu Portugal.

Penso que de propósito.

Esta posição tristemente marcada pelo novo governante angolano, não deverá ter caído bem nem Marcelo (mesmo que este diga o contrário) nem ao nosso próprio governo, não obstante as declarações esfusiantes de Costa.

Angola foi, desde a sua independência, um parceiro privilegiado de Portugal tanto nas importações como exportações.

Face a esta mais recente postura por parte daquele país Africano, Portugal poderá optar por um de dois caminhos:

1 - ou não liga e tudo acaba por passar como se nada tivesse acontecido, enfraquecendo naturalmente a nossa actual posição naquele país

ou

2 - dá um murro na mesa e pede o divórcio litigioso com consequências ainda por calcular.

Termino com uma máxima que, um dia, uma colega de trabalho me indicou: Antes perder um bom amigo que uma boa resposta.

É a hora de Portugal não deixar cair os seus créditos por mãos alheias, correndo o risco, se não o fizer, de perder toda a credibilidaade na esfera diplomática.

Autárquicas 2017: nada de novo!

Em anos de eleições autárquicas os concelhos enchem-se de obras. A pavimentação de ruas repletas de buracos, o concerto de passeios que durante meses e anos foram esventrados e jamais tratados, as belas obras sociais que depois não servem a população porque... falta pessoal especializado.

Tudo serve para mostrar obra, que no fim de contas só serve para "inglês ver", como diz o povo.

Há uns anos um candidato a uma Câmara foi entrevistado para um jornal regional. Questões para aqui respostas para ali, já de gravador desligado, o candidaato referiu-se ao Presidente da edilidade de forma menos positiva apresentando algumas críticas. A principal é que de que se tinha rodeado, por exemplo, de oito acessores.

Este candidato acabou por ganhar as eleições destronando naturalmente o anterior presidente. Todavia passado pouco tempo o novo Presidente da Câmara não tinha oito acessores como o seu antecessor mas somente... onze!

É por estas e muuuuuuitas outras razões que o povo não vai votar. Não é futebol... que tira gente.

A classe política, desde o mero Presidente de junta de freguesia até ao que ocupa um lugar em S.Bento, perdeu, há muito, o estado de graça através da qual, durante muitos anos, enganou o país.

Por isso actualmente Portugal vai saltitando de reforma em reforma, conforme os governos, sem reformar quase nada. Porque o que conta verdadeiramente não é fazer, mas unicamente publicitar um ror de boas intenções.

Novidades, novidades... só amanhã!

À falta de mais demissões governamentais e militares, à ausência de culpados nos fogos de Pedrogão Grande e Castanheira de Pêra, nada melhor para a impressa que… falar do passado.

Este passado remonta a 2016, há um ano precisamente. O dia em que Portugal passou a ser um país com direito a “tempo de antena” nas televisões de todo o mundo, porque um jovem guineense conseguiu a proeza de marcar um golo contra a poderosíssima França na final no Euro2016. E com este remate Portugal conquistou um troféu que lhe fugiu naquela célebre final com a Grécia, em Lisboa, já lá vão uma dúzia de anos.

Desta vez calhou à equipa gaulesa perceber que os jogos só se ganham depois do árbitro apitar para o final do jogo e não por antecipação.

Mas hoje toda a gente recorda aquele Domingo e os dias frenéticos que se seguiram. Como se este país hoje não tivesse mais nada com que se preocupar.

Reconheço que aquele jogo marcou, e de que maneira, a sociedade lusa. Porém o que veio depois não pode nem deve ser esquecido, sob pena de voltarmos a ser novamente um país sem credibilidade. Os acidentes acontecem… aqui e em qualquer lugar do Mundo. Ninguém está imune.

No entanto, convém lembrar que os erros do passado não podem nem devem repetir-se. Não é só de profilaxia que necessitamos. Há a urgente necessidade de assumpção de culpas por parte de alguém. De livre vontade ou impostas. Não se pode empurrar constantemente os problemas e as culpas com a barriga.

Num casamento dito normal os cônjuges casam também com a família do outro. Isto é, os problemas do outro lado são outrossim nossos.

De mesma maneira que os governos não podem nem devem desculpar-se com atitudes de anteriores governações. Quando assumem a governação carregam sempre essa herança. Acontece a todos.

Por isso, será bom que o Governo passa a governar, a assumir as suas responsabilidades em vez de assobiar para o lado ou a ir de férias.

Tudo à volta de um “pê”

O “P”residente de República disse, sobre o caso do roubo do “p”aiol de Tancos, entre outras coisas que “…não deixando ninguém imune…”. Eis assim a ausência de um pê. Em vez de imune não deveria ser im”p”une?

Outro pê que falta é o de “P”rimeiro-Ministro. Numa altura com tantos casos "p"roblemáticos, nada melhor que tirar uma semaninha de férias. À boa maneira lusa… A geringonça definitivamente foi a banhos!

Faltou também a décima segunda consoante ao Ministro da Defesa: falo de “P”ostura de Estado. Outro governante ter-se-ia logo demitido. Mas este “p”ermanece em funções.

Já nem refiro “P”edrogão Grande… Nem é necessário! Creio já ter sido tudo dito, infelizmente. Ou há outrossim outro pê de (não) “P”rotecção Civil?

Depois temos “P”assos Coelho que finalmente disse algo acertado sobre como este governo (não) funciona.

Termino com um último pê de “P”rofessora. Que divulga segredos a quem não deve. Numa época em que tudo se sabe, aquela técnica de educação quase colocou um ano escolar em causa.

Ora no nosso belo “p”aís descobri que há uma evidente ausência de “pês”.

“Pê” com se escreve “P”ortugal!

História dos nossos incêndios

O título sugere que fale aqui de outros grandiosos fogos que deflagraram em Portugal nos últimos anos, porém não é esse o intuito deste texto.

Deste modo recuemos meio século nas nossas vidas. Olhemos para o país dessa altura como se tivéssemos num aparelho como aqueles que agora invadem os nossos ares: um drone.

O que veríamos? Muita pouca floresta, imensos campos cultivados fossem de semeadura ou simplesmente de pastoreio. O povo acordava cedo e cedo pegava na enxada, gadanha ou foice e calcorreava caminhos para cortar a erva, ceifar as searas, mondar as batatas ou o milho. Lembro-me, a título de mero exemplo, do meu falecido avô ter cavado uma fazenda alcatifada de pedras, numa dúzia de dias, para aí depois lançar semente à terra. Sem dúvida outros tempos!

Mas um dia Portugal achou que era tempo de se modernizar. Dos portugueses serem todos iguais, vivessem na cidade ou no campo. De terem mais direitos.

E o país cresceu, desenvolveu-se e em muitas aldeias onde a água, só existia a do poço retirada à força de braços e a luz, a que a lamparina de azeite oferecia, passou a haver luz no tecto e água nos canos. O lume da lareira que cozia as couves e as batatas em viúvas panelas de ferro, foi naturalmente substituído pelo gás de bilha.

Foi a loucura da evolução. Só que…

As pequenas matas onde se recolhia a lenha para a tal lareira deixaram de ser limpas. Depois o velho forno onde era cozido o pão ou a broa, de quinze em quinze dias, deixou de trabalhar porque alguém passava com a carrinha com pão quente todas as manhãs, acordando muito cedo a aldeia. Ora deixou então de ser necessário semear trigo, milho ou o centeio.

Em pouco tempo as matas cresceram exponencialmente. A título de exemplo uma fazenda onde hoje (ainda) existe um pinhal, foi durante muitos anos terra de semeadura e deu centenas de alqueires de milho e trigo, durante dezenas de anos.

O povo aldeão, essencialmente o mais novo, começou então a procurar nas vilas e nas cidades mais costeiras novas formas de rendimento. E diziam quando de lá vinham: em Lisboa é que é vida.

Iniciou-se assim o abandono das terras. Os pais ficavam, mas os filhos partiam. A idade, as doenças e aquela pensão que nunca imaginaram receber obstaram entretanto a que os terrenos continuassem a ser amanhados. Não havia necessidade.

E a floresta a crescer. Desordenadamente!

A terra já não dá milho nem trigo mas dá madeira. E muita e bem paga… e sem trabalho. Nascem assim os eucaliptais e os pinhais bravios. Estes alastram-se desmesuradamente. Até aos dias de hoje.

O mesmo drone que planou no nosso passado, referido acima, deixou agora de ver campos semeados, verdes ou doirados, somente enormes manchas de arvoredo que paulatinamente se estão a transformar em manchas de carvão.

Portugal soltou-se de ser um país essencialmente agrícola, como o fora durante séculos, para se tornar um paraíso em prestação de Serviços. Esplêndido… observaram muitos!

Estamos a pagar por isso.

Pela forma como a nossa classe política nunca olhou para este problema com olhos de ver. E sempre empurrou com a barriga o problema.

Pela forma como tantos técnicos especializados afirmam o que está errado e ninguém os ouve.

Pela forma como o factor climatérico evoluíu negativamente sobre as nossas terras.

O custo de tudo isto começou o país a pagá-lo faz muito tempo, mas este ano o preço, infelizmente, está pela hora da morte.

Obviamente de gente inocente!

Não somos grandes, somos enormes!

Cada vez que olho para o nosso país, considero-o cada vez mais bizarro. Tenho sempre a sensação de que somos assim… imbecilmente derrotistas, mesmo quando ganhamos alguma coisa.

Não sei se esta postura advém ainda daquelas absurdas trovas do Bandarra ou se simplesmente porque gostamos … de sofrer.

Ora bem… Sempre que algo corre menos bem a Portugal, seja no desporto ou na cultura ou noutra actividade qualquer, logo surge a bolorenta ideia de que não prestamos para nada, que somos uns infelizes ou incapazes de dar “aquele passo”. Um chorrilho de tristes conceitos onde o tal fado luso ganha peso e fama.

Detesto derrotistas. Detesto carpideiras. Detesto profetas da desgraça. Especialmente quando já nada disso faz sentido.

Enumeremos então numa mui breve lista:

  • Portugal foi campeão europeu de Futebol sénior;
  • Os melhores jogadores do Mundo de futebol de onze, de praia e futsal são portugueses;
  • Um escritor português foi galardoado com um prémio Nobel da Literatura;
  • Os nossos pintores são altamente considerados;
  • O clima é fantástico;
  • A nossa comida é elogiada pelos grandes chefes;
  • Ganhámos o Festival da Eurovisão com uma das mais belas canções daquele certame;
  • Há uma geringonça que os gauleses de Macron já imitam
  • Temos comprovadamente uma das melhores academias de jogadores de futebol do Mundo;
  • Há diversos campeões olímpicos que são portugueses.

Perante estes dados e muito mais que poderia aqui trazer, ainda achamos que tudo se deve ao demérito dos outros e não à nossa fantástica capacidade para superar as dificuldades.

Que ideia residirá num atleta, que se sacrifica durante anos a fio, ao praticar um determinado desporto, para depois quando alcança uma medalha olímpica, sussurrarem que o mérito não é dele, mas unicamente demérito do adversário?

Como se sentirá um cantor que ganhou um Festival à escala quase mundial, quando afirmam que as outras músicas é que não prestavam para nada?

É tempo de acabarmos com as vitórias morais… que tantas vezes rebaixaram este país. Quer queiram quer não, conseguimos ser bem melhor que muitos outros países. A superação não é um acaso, mas um designío.

Que mais quer este povo?

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