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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Lisboa hoje: o centro das atenções

A capital acordou sob um dia cinzento, mas sem chuva. No entanto aquela preparou-se para centrar sobre si todas as atenções de um país.

Em primeiro o Congresso do PSD onde o ex-Primeiro Ministro, Pedro Passos Coelho, passará a pasta ao novo líder laranja Rui Rio. Haverá ainda a discussão de moções de estratégia para o futuro e de lugares chaves no partido, mas prevejo que tudo será feito com toda a serenidade.

Obviamente que os partidos do governo e até o próprio CDS estarão claramente atentos aos diversos discursos de alguns congressistas presentes no Palácio de Congressos na Junqueira, ali paredes meias com o Tejo.

Quase ao mesmo tempo, no lado contrário da cidade decorrerá durante a tarde, sem hora para terminar, uma reunião magna onde Bruno de Carvalho, Presidente do Sporting, irá pedir aos sócios um voto de confiança.

A esta Assembleia Geral também os adversários desportivos estarão atentos, pois se BdC continuar a liderar o meu Sporting os adversários (internos e externos) não irão dormir descansados tal a forma contundente como BdC defende as cores leoninas.

Portanto sobre Lisboa, este sábado, incidiram todos os holofotes noticiosos.

Renovar é preciso!

Segundo li, em Espanha numa sondagem recente, os Partidos da esfera da governação PP (em exercício) e o PSOE têm vindo a perder força. Ao invés o Podemos, que nasce em 2014 como alternativa de esquerda às políticas europeias, e o Ciudadanos (partido liberal nascido em 2006) têm crescido a olhos vistos.

Após a vitória de Ines Arrimadas (sem maioria) nas eleições antecipadas na Catalunha em Dezembro, o partido liderado por Alberto Rivera tem vindo a ser uma surpresa ao ultrapassar, para já, o partido de Pablo Iglésias.

Ora bem… enquanto em Espanha os eleitores vão começando a repartir os seus votos por novos partidos, em Portugal continuamos estoicamente agarrados a organizações muito pouco modernas e claramente preocupadas com os seus próprios interesses.

Falta a este país alguém que se preocupe mais com as pessoas do que a manutenção do “status quo” político. Numa altura em que o maior partido da oposição se presta a mudar de líder seria bom que este tomasse o exemplo do que se passa em Espanha e alterasse o seu discurso para algo mais assertivo e condizente com as reais necessidades do povo.

É verdade que este governo tem tido a seu favor a uma economia em crescendo. Porém caminha sobre papel de arroz e que ao mínimo exagero pode deitar tudo a perder.

A política como deve ser far-se-á sempre de renovação.

Todavia há quem não acredite nisso.

O caudal de um novo Rio

Este fim-de-semana trouxe um novo Rio às águas turvas da política portuguesa.

O ex-presidente da edilidade portista ganhou ao ex-provedor da Santa Casa da Misericórdia numas eleições directas no PSD, assaz renhidas e com direito a debates televisivos e radiofónicos.

Em termos meramente políticos estas eleições não vão mudar nada no país. Eventualmente só daqui a dois anos, mas para isso o novo Presidente do PSD terá um trabalho hercúleo ao tentar unir não só o partido, tendo em conta as diferentes facções internas ainda residentes, como trazer muitos portugueses que se reviam nesta faixa política para o centro das suas atenções.

Será então aqui que Rui Rio terá de dedicar mais atenção. A decisão de António Costa em não aceitar coligações com o PSD após as eleições de 2015, afastando o tal Bloco Central, criou muitos anticorpos na sociedade contra o líder do PS. Ou dito de outra forma os apoiantes laranja verão com muitos maus olhos uma eventual coligação política com o actual Primeiro Ministro. Nem tudo parece válido para se chegar ao poder, dirão alguns sociais democratas.

Quem, no entanto, poderá vir a ganhar com esta nova direcção partidária será certamente o CDS que tem na sua actual direcção alguém que consegue fazer chegar ao eleitorado laranja um discurso mais fundamentado e assertivo.

Rui Rio parece ser um homem pragmático e de ideias fixas, o que poderá levar ao afastamento de alguns históricos do partido para as trincheiras da oposição interna, todavia sempre preparados para a costumada farpa.

Face ao que precede prevê-se um ano de 2018 bem interessante. Por um lado a geringonça a tentar gerir para 2019, ainda algum capital de simpatia que angariou, não obstante os tristes eventos do Verão, o caso Raríssimas ou a relação (demasiado) próxima entre políticos e dirigentes desportivos. Por outro o PSD a tentar reerguer-se do fosso para onde foi atirado, mais pelos adversários políticos internos de PPC do que por este mesmo dirigente, através das suas intervenções.

Um palavra final para Pedro Passos Coelho que após o ciclo como Primeiro Ministro vai sair de deputado a seu pedido. Um afastamento definitivo ou meramente estratégico?

Pontos de vista

1

Sempre que é lançada uma nave espacial esta leva uns depósitos de combustível que depois, já vazios, são abandonados. Do mesmo modo o PS está a utilizar os partidos à sua esquerda para ganhar propulsão para uma eventual maioria absoluta em 2019. Nessa altura António Costa libertar-se-á dos partidos à custa dos quais tomou o poder, para então sozinho tentar governar.

2

O PSD prepara-se para directas com dois candidatos a lutarem pelos votos de cada militante laranja. Os candidatos são claramente diferentes. Conforme for o vencedor assim o PS se preparará para o combate político. Se Rui Rio se sugere mais conciliador com o partido do Largo do Rato, o que não significa mais submisso, já Santana Lopes surge como antagonista às actuais posturas da geringonça.

3

O Presidente da República entretanto vai desbravando caminhos para os corações dos portugueses. Se assim continuar dificilmente alguém se lhe oporá aquando da sua reeleição. Vejo muita gente de esquerda a concordar com a postura um tanto populista e popular do Professor Marcelo. Só gostaria de saber se após o último Verão, literalmente muito quente para o País e para o governo, o PR por causa das trapalhadas governativas (incêndios com mais de uma centena de mortes, Tancos, Raríssimas!) tivesse dissolvido a Assembleia da República se, ainda assim, estaria no coração de tanto português…

4

A recente e polémica lei dos Financiamento dos Partidos vetada pelo PR veio trazer ao de cima o pior da política lusa. Um jogo de interesses, a maioria escondidos, que envergonha a classe política lusa, nomeadamente os deputados, que devem o seu lugar ao voto popular e para quem deviam ser o mais transparentes possíveis. Imagino que referente a este assunto a procissão ainda vá somente no adro.

Duas faces de uma mesma moeda

Vi com atenção o debate entre os candidatos à liderança do PSD.

Pedro Santana Lopes e Rui Rio dispensam naturalmente apresentações, pois cada um à sua maneira fez o seu próprio caminho na sociedade política portuguesa.

Creio que quem for militante do partido e ainda tenha algumas dúvidas em quem votar, após este debate deverá ter ficado elucidado, porque o debate pareceu-me claramente esclarecedor.

É sabido que a génese de ambos é obviamente a mesma, todavia com naturais diferenças que foram evidenciadas durante o debate..

Não sei se é do nome mas Rui Rio meteu alguma água neste duelo. Essencialmente por ter atacado o seu adversário por um passado já mais ou menos longínquo. Por seu lado Pedro Santana Lopes pareceu-me mais bem preparado, mais esclarecido e essencialmente com um verbo fácil.

O debate não foi morno, bem pelo contrário, mas sinto que a haver um vencedor este seria o antigo Provedor da Santa Casa. E utilizando uma linguagem futebolística... por goleada!

Geringoncelo!

 

O Doutor António Costa, ilustre Primeiro Ministro de Portugal não deve viver no mesmo país que eu vivo.

Primeiro fala, no seu habitual discurso de Natal, em emprego quando tem entre mãos um problema na AutoEuropa que não consegue resolver. Outro político de uma estirpe diferente já teria avisado Arménio Carlos das graves consequências das futuras greves.

Depois as questões dos incêndios deste Verão foram aflorados, mas sem a assumpção de medidas efectivas para as zonas ardidas e muito especialmente para aquelas que não arderam ainda e que passarão a ser fortes candidatas a fogos no próximo ano.

Paralelamente lamento sinceramente que o senhor PM não tenha a coragem de demitir os ministros devidos. Creio que não o fez por não ter ninguém que queira ficar intimamente ligado a esta geringonça. Daí se perceber também a passagem de Eduardo Cabrita para a pasta da Administração Interna. Ou, outro caso, a não saída do Ministro Vieira da Silva após o escândalo "Raríssimas".

A sorte deste Governo é que oposição (leia-se PSD) está mais preocupada em guerras interiores do que fazer verdadeira oposição.

E depois há Marcelo Rebelo de Sousa...

Que quer queiram quer não tem dado a cara por causas, tem cumprido uma agenda atarefadíssima quase omnipresente. Diria mesmo que só com um sósia é que podia estar quase em dois lados ao mesmo tempo. O problema seria o discurso...

Mas o PR está, ao que parece, atento. E não tem receio de dizer o que pensa.

O que se torna muito complicado para o actual governo que não gosta nada de ser criticado.

A solução para a Catalunha pode passar por Portugal

As recentes eleições na Catalunha parecem não ter resolvido um imbróglio em que se meteram os independentistas catalães.

Se bem que tenham sido os Ciudadanos-Partido de la Ciudadanía, liderados pela “muy guapa” Inês Arrimadas a ganhar as eleições catalãs, a falta de uma maioria absoluta por parte do partido “naranja” vai obrigar alguns dos partidos a entenderem-se… ou talvez não.

Os partidos independentistas têm em número de deputados regionais a maioria, todavia as diferenças entre ambos são tão evidentes de dificilmente haverá acordo entre eles para formarem um governo.

Será nestas circunstâncias que Portugal poderá dar uma ajuda na resolução deste imbróglio. Para tal basta ligarem ao nosso Primeiro-Ministro António Costa que ele sabe como criar uma geringonça.

Desta vez catalã!

Almoço de Natal!

Não, não vou trazer aqui um menu de acepipes para a mesa de Natal.

O almoço de que fala o título deste texto refere-se simplesmente àquele em que estará presente o Presidente da República na vila de Pedrogão Grande, aceitando não só um convite como cumprindo ao mesmo tempo uma promesssa.

Só que António Costa não surge nesse repasto. O PR desvalorizou a situação quando questionado, mas se eu fosse Primeiro Ministro não me sentiria nada confortável com esta situação. Nada mesmo.

É sabido do gosto que Marcelo tem pela arribalta, ou de como consegue estar em tantos sítios diferentes quase ao mesmo tempo. Percebo que o PR sinta que deve estar mais próximo dos que sofrem, mais solidário com os que mais necessitam, mais congregador de vontades e desejos.

No entanto ainda não entendi se esta postura é realmente sentida, verdadeira ou se faz parte de uma estratégia eleitoralista.

Perguntar-me-ão: Já? Já claro! Se o Professsor Marcelo conseguiu estar 10 anos a dar a cara na televisão para ganhar umas eleições quase sem oposição, acho perfeitamente normal que se esteja, neste momento, a preparar para uma reeleição. E desta vez ganhará ainda com maior percentagem.

Paralelamente a esta posição António Costa, que tem um país a rodar sobre rodas, com a economia a crescer (e a dívida também!!!) e os ratings a subir, mesmo assim não consegue convencer o mesmo eleitorado de Marcelo. A verdade poderá estar na forma como tem gerido os diversos problemas no Governo. Desde o caso dos incêndios de Verão, até ao caso Raríssimas o senhor Primeiro Ministro vai paulatinamente dando tiros nos pés (à boa moda de Passos Coelho enquanto governante).

Talvez por isso (e não só) António Costa almoce no dia de Natal, quiçá, com a sua família de sangue e o PR vá almoçar com a sua família de coração, que são os portugueses.

Bons exemplos: Raríssimos!

Já escrevi algures por aí que uma demissão não elimina por si só um problema. Será uma das consequências, mas terão provavelmente de haver outras, sejam elas políticas, cíveis ou até, se for caso disso, criminais.

Recordo aqui que em 2001 e não obstante ter-se demitido, Jorge Coelho na altura da queda de Entre-os-Rios deveria ter assumido mais responsabilidades já que, segundo alguns autarcas da região, o Ministro sabia do estado da Ponte e nada fez para evitar o acidente.

Temos hoje um secretário de estado com “rabos-de-palha” associados à Raríssimas e que pede a demissão quase ao mesmo tempo da Presidente daquela entidade de ajuda. E não é pelo senhor Ministro ter mandado fazer averiguações que Vieira da Silva não deverá tirar as óbvias conclusões do seu lugar no Governo. Muito longe disso…

Nem sequer imagino se fosse PPC o primeiro Ministro com um caso destes… Provavelmente já teríamos manifestações e outras formas de luta por parte dos “geringonços”.

A classe política lusa continua demasiada amadora nas suas acções de “bas-fond”, pois esquece-se de que o país é demasiado pequeno para tantos políticos que nunca trabalharam nem imaginam o que isso seja. E claro onde impera outrossim a inveja e a hipocrisia.

Não quero com estas palavras defender uns e atacar outros. Gostaria, ao invés do que se possa pensar, repito gostaria que nunca chegássemos a este ponto quase sem retorno.

Não é bom para a nossa sociedade e muito menos para o país!

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