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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Estará tudo de férias?

- Pssst, senhor Primeiro-Ministro, pssst. Está por aí?

Já vi que não…

- Oi senhor Ministro das Finanças, consegue ouvir-me?

Outro que também não está…

- Olá pessoal da geringonça, está alguém a trabalhar?

Ninguém me responde…

- Senhor Presidente da República?

Ah ok, já percebi! Está naquela festa comemorativa dos 1250 anos da Associação Associativa dos Sócios Associados.

Bom… era só para avisar Vossas Excelências, caso não tenham percebido, que Portugal bateu mais um record de dívida contraída.

Depois não digam que não vos avisei, sim?

Responsabilizar quem?

Hoje lembrei-me de uma rábula humorística onde o saudoso Raul Solnado era figura central. Nessa peça televisiva dos anos setenta, logo a seguir ao 25 de Abril, a personagem que Solnado representava era um desempregado que se manifestava com muitos outros na rua e com as costumadas palavras de ordem da época: "Trabalho sim Desemprego não". Um suposto empregador chegava perto de manifestante e oferecia-lhe trabalho. Ao que o outro respondia: "Mas porquê a mim está aqui tanta gente".

Esta entrada leva-me para aquilo que tem sido a filosofia deste país nos últimos 40 anos: uma profunda falta de vontade de trabalhar, ao que se junta uma total fuga para a frente quando os problemas surgem, associada à incapacidade de cada um assumir os seus próprios erros, aludindo sempre ao passado mais ou menos recente para justificar o futuro. Maioritariamente vê-se esta atitude na classe política, toda ele muito preocupada com os terríveis acontecimentos, mas incapaz de fazer ou mandar fazer algo que seja realmente eficaz.

O País continua assim a arder. Hoje acaba aqui para logo começar ali. Extingue-se acolá, reacende-se além.

Os bombeiros andam numa roda viva. Depois, parece que não há uma voz de comando, para além do SIRESP que continua a (não) fazer das suas.

Em 2003 Mação foi vítima dos fogos. Nessa altura falou-se, como hoje se fala, em reordenar a floresta e mais uma série de iniciativas. Resultado 14 anos depois? Novo incêndio com porporções gigantecas.

Em 2005, a aldeia que não me viu nascer mas crescer, foi também vítima de um incêndio de enormes proporções. Uma dúzia de anos passados ainda são visiveís os cadáveres de árvores queimadas, já que ninguém do Parque Natural que envolve a povoação, se preocupou em cortar e limpar.

No meio deste enorme parque de características muitos especiais, o meu pai tem alguns nacos de terra. Que nessa altura do incêndio ficou com tudo queimado. Especialmente oliveiras, azinheiras, medronheiros e pinheiros. O meu pai é neste momento um homem com muita idade, o que originou que algumas dessas fazendas abraçadas pelo fogo fossem mais ou menos despresadas.

No entanto, recentemente tenho sido eu a avançar com trabalho e dinheiro para cortar o mato que cresceu a seguir ao fogo. Neste sentido apresentei um projecto ao PRD2020 de forma a captar alguma ajuda financeira. Ora quem ouviu falar os Ministros da Agricultura ficou a ideia de que agora é que haveria dinheiro para limpar matas e os terrenos semi abandonados. Profundo engano...

Como sempre a demagogia barata venceu e o meu projecto não vai ser elegível. Isto é, já gastei o dinheiro mas não vou ser ressarcido desse gasto.

Entretanto os terrenos à volta do que é meu estão, neste momento, repletos de mato, pois os seus legítimos proprietários não podem ou não querem gastar dinheiro qu eu gastei em algo que nunca será rentável.

Mais uma vez o Estado diz uma coisa todavia a realidade é bem diferente. Cortar mato, recolhe-lo, queimá-lo e depois manter o terreno livre de mais mato custa muuuuuuuuuuito dinheiro. Para dar um mero exemplo, só para o herbicida já gastei mais de 1000 euros. E ainda não está tudo. Falta pagar ainda a mão-de-obra.

Tenho que não caberá ao Estado fazer tudo... mas pelo menos não mintam. Não prometam o que sabem que nunca irão cumprir.

Certa vez ouvi um comentador televisivo dizer: um político que diga somente a verdade nunca ganhará eleições.

Novidades, novidades... só amanhã!

À falta de mais demissões governamentais e militares, à ausência de culpados nos fogos de Pedrogão Grande e Castanheira de Pêra, nada melhor para a impressa que… falar do passado.

Este passado remonta a 2016, há um ano precisamente. O dia em que Portugal passou a ser um país com direito a “tempo de antena” nas televisões de todo o mundo, porque um jovem guineense conseguiu a proeza de marcar um golo contra a poderosíssima França na final no Euro2016. E com este remate Portugal conquistou um troféu que lhe fugiu naquela célebre final com a Grécia, em Lisboa, já lá vão uma dúzia de anos.

Desta vez calhou à equipa gaulesa perceber que os jogos só se ganham depois do árbitro apitar para o final do jogo e não por antecipação.

Mas hoje toda a gente recorda aquele Domingo e os dias frenéticos que se seguiram. Como se este país hoje não tivesse mais nada com que se preocupar.

Reconheço que aquele jogo marcou, e de que maneira, a sociedade lusa. Porém o que veio depois não pode nem deve ser esquecido, sob pena de voltarmos a ser novamente um país sem credibilidade. Os acidentes acontecem… aqui e em qualquer lugar do Mundo. Ninguém está imune.

No entanto, convém lembrar que os erros do passado não podem nem devem repetir-se. Não é só de profilaxia que necessitamos. Há a urgente necessidade de assumpção de culpas por parte de alguém. De livre vontade ou impostas. Não se pode empurrar constantemente os problemas e as culpas com a barriga.

Num casamento dito normal os cônjuges casam também com a família do outro. Isto é, os problemas do outro lado são outrossim nossos.

De mesma maneira que os governos não podem nem devem desculpar-se com atitudes de anteriores governações. Quando assumem a governação carregam sempre essa herança. Acontece a todos.

Por isso, será bom que o Governo passa a governar, a assumir as suas responsabilidades em vez de assobiar para o lado ou a ir de férias.

O Inferno existe!

Agora, muitas horas depois dos trágicos acontecimentos em Pedrogão Grande, consigo finalmente escrever algo mais sobre estes incêndios no centro do País.

Por aquilo que tenho assistido nas televisões, que hoje me obriguei a ver, pelos depoimentos das vítimas, pelas declarações de bombeiros, descobri que o Inferno existe e está (ainda) presente naquela zona de Portugal.

Este incêndio, ao que escutei, começou de forma natural, se uma trovoada seca for só por si algo natural! Depois foi o que se sabe e o número de vítimas, infelizmente, não pára de subir.

Muito se falará nos próximos dias sobre o que aconteceu, sobre o que poderia ser evitado, sobre o tipo de floresta que Portugal tem, sobre tanta coisa… mas daqui a um mês já ninguém quer saber. É (quase) sempre assim.

Restarão os que sobreviveram para contar estas tristes memórias, sem bens, sem meios, sem animais, sem forma de subsistirem. Mesmo com as campanhas solidárias, que já começaram a surgir, dificilmente a maioria das vítimas, que sairão desta tragédia, conseguirá refazer a sua vida.

O drama dos incêndios em Portugal continua, todos os anos, a fazer vítimas. Este ano prima pelo número infeliz de vidas humanas que foram atingidas de uma só vez. Não tarda nada que os governantes deste Portugal, venham publicamente dizer que vão disponibilizar verbas para ajudar os agricultores no tratamento dos terrenos altamente combustíveis devido à floresta lá naturalmente implantada. Como sempre fazem nestas alturas!

Mas digo eu, daqui deste espaço que ninguém vai ler, que se o afirmarem será profunda demagogia. E mentirão com quantos dentes têm na boca.

Portanto meninos da “geringonça” ficarei atentamente à espera das futuras declarações! Porque o Inferno existe mesmo!

Perguntem aos desgraçados em Pedrogão Grande!

A culpa é da "geringonça"

Já vos disse que não acredito em coincidências? Pronto, repito que não acredito.

Ora pegando naquilo que tem vindo a acontecer a Portugal e contrariando a ideia das coincidências, tenho a dizer que a tal de "Geringonça", comandada por António Costa e "sus muchachos" tem todas as "culpas no cartório" naquilo que vindo a acontecer a Portugal. Basta olhar para os acontecimentos mais recentes... Assim:

Portugal foi Campeão Europeu de Futebol em 2016;

O deficit desceu;

Portugal ganhou o festival da Canção;

A economia está a crescer;

Os pastorinnhos Jacinta e Francisco foram canonizados;

O coiso ganhou a tal coisa este fim de semana.

Só coisas boas. Agora não digam que "eles" não sabem o que fazem.

Eleições Francesas – Álvaro Cunhal teve razão!

Ainda bem que não escolhi ser político. Poderá ser uma profissão com nome e renome, com muitas vantagens e muito futuro, mas para mim não dava… E isto porquê? Porque simplesmente seria incapaz de dizer uma coisa hoje e outra totalmente diferente amanhã sem quaisquer pruridos, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Ora na primeira volta das eleições francesas os votos foram dispersados pelos diversos candidatos. Uns de esquerda e extrema-esquerda (Jean-Luc Mélenchon/Poutou/Arthaud), um socialista (Hamon), outro conservador (François Fillon), um mais liberal (Emmanuele Macron) e obviamente a extrema-direita (Marine Le Pen).

Para a segunda volta transitaram assim a líder da Frente Nacional e Macron, o liberal ligado à banca, de 39 anos.

No último Domingo os franceses voltaram a votar e a escolher. Os resultados foram os esperados (e os desejados pela maioria da Europa) e deste modo Emmanuel Macron vai viver para o Palácio d’Elysée, nos próximos cinco anos.

Bom, até aqui a democracia viveu-se na sua plenitude. Só que, para a primeira volta, a 24 de Abril, muitos foram os apoios dados aos diversos candidatos, especialmente vindo fora da França numa tentativa, quiçá desesperada, de tentarem virar o eleitorado gaulês, para uma esquerda mais radical e menos europeísta.

Com a passagem de Macron à segunda volta numa luta acesa com a candidata Le Pen, muitos dos partidos de esquerda acabaram por assumir o apoio ao banqueiro. Contra vontade muitos deles, creio eu…

Nisto tudo o que mais me admirou foi a eurodeputada portuguesa, Marisa Matias, vir a terreiro afirmar que foram os apoiantes de Mélenchon que fizeram Emmanuele Macron ganhar. Ela que considerava o liberal como a continuidade das más políticas europeias…

Então Álvaro Cunhal teve razão, quando nos anos 80 mandou o partido tapar a cara do candidato e votar em Mário Soares!

Como a história se repete…

Tudo pelo poder!

O tema político dos últimos dias foi qual seria o candidato à Câmara do Porto por parte do PS, após a recusa de Rui Moreira.

O Partido Socialista tem muitas vezes esta tendência, quase mórbida, de dar tiros no próprio pé. Recordo assim de repente umas eleições autárquicas em que João Soares perde a Câmara para Santana Lopes no último instante. Anos mais tarde o PS deu apoio a Mário Soares para a Presidência da República dispersando assim os votos do partido entre o antigo presidente e o poeta Manuel Alegre, fazendo com este não ganhasse por uma unha negra.

Esta semana a secretária geral adjunta do PS voltou a dizer o que não devia. E pronto, entornou-se o caldo no Porto e Rui Moreira veio a terreiro (leia-se entrevista num canal televisivo) dizer de sua justiça.

Este caso confirma as minhas já antigas suspeitas de que o partido liderado por António Costa vive focado no poder a todo o custo e preço. Sem olhar a meios.

Novamente os políticos no seu pior. Como sempre têm sido em Portugal.

Nova (des)Ordem Mundial!

Naquele Verão de 2003, enquanto Portugal literalmente ardia devido a incêndios florestais, eu gozava de uma invulgar paz, numa bucólica cidade austríaca situada à beira de um lago manso e rodeada de montanhas escarpadas e verdejantes. Um pedaço de paraíso muito longe do inferno luso.

Recupero esta memória com a profunda consciência que a paz daqueles dias, e que hoje ainda por lá se mantém, poderá estar em causa. Tudo por culpa de um nova (des)Ordem Mundial.

O Mundo está tão diferente, tão tenebrosamente amedrontado que não temos verdadeira noção do alcance das acções que os novos ditadores deste século vão semeando.

Há quem afirme, e com alguma razão, que a Europa nunca esteve tanto tempo sem conflitos armados de grande escala. Todavia olvidam a guerra dos Balcãs com claras intervenções das Nações Unidas. Mas na essência percebo do que falam.

Só que a tal (des)Ordem que vos falo poderá culminar numa espiral muito violenta que resultará obviamente num eventual conflito armado à escala Mundial. Com os incontáveis custos… que neste momento ninguém consegue avaliar.

Espanta-me por isso esta visão tão egocêntrica destes novos políticos. São pequenos “reis-sol” que justamente pretendem tempo de antena e poder.

Desde os Estados Unidos à Turquia, passando pela Venezuela e Coreia do Norte, estes novos tempos ameaçam com velhos tempos, ainda infelizmente na memória de muitos.

Portugal como ínfimo país, mas associado à U.E. e à Nato, dificilmente passará pelos “intervalos da chuva”. Mesmo que nos queiram convencer do contrário.

Face ao que escrevi, proponho este pensamento: será que estamos claramente conscientes do que o futuro próximo nos reserva?

Luso política

Regressei ontem aos manuscritos e hoje continuei. As palavras desenhadas, os traços tortos, as emendas (muitas)!

Mas passemos ao que realmente é importante...

Gosto pouco de ser gozado. Mas o que esta geringonça que nos governa está a fazer é isso mesmo: gozar com o Zé Povinho.

Imaginem que o lider do PSD era ainda o Primeiro Ministro e deixaria que a CGD despedisse trabalhadores e fechasses balcões? Estão a imaginar?

Qual seria a reacção dos partidos ditos de esquerda? Que acções tomariam? E a CGTP, que faria? E o Sindicato da classe?

Bom demasiadas perguntas para uma sociedade muito egocêntrica e um governo que pretende somente gerir as suas relações internas.

Custa-me perceber que tanto PCP e o BE olhem para este caso sem um queixume, uma advertência, uma ameaça de greve ou acções de rua. A triste subjugação do poder!

Critiquei neste espaço muitas vezes PPC, mas sou agora confrontado com ideias e posturas em tudo semelhantes ao anterior governo, para não dizer iguais.

Enfim, Portugal necessita, de uma vez por todas, de gente séria na política. A sério!

 

A nota para o Professor que é Presidente

Sinceramente já não há pachorra!

Portugal vive uma nova Primavera Marcelista. Se a anterior deu em nada, pois o país continuou a ser governado por uma Polícia Política que o 25 de Abril derrubou, esta que hoje vivemos não parece ainda assim muito diferente. Na verdade não temos uma Polícia omnipresente mas temos um Presidente.

Definitivamente o PR não necessita de se colocar a jeito. É que um destes dias o caldo entorna-se e MRS é capaz de vir publicamente dizer o contrário do que havia dito e muito mais, somente para ficar bem na fotografia. Como diz, e muito bem, o povo, zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades.

Já por aqui fui afirmando, mais em tom de brincadeira que a sério, que o PR não é o PM, mas exibe-se como tal.

Faz hoje precisamente um ano que MRS tomou posse como o mais alto magistrado da nação. Desde esse dia até hoje o PR tem sido uma espécie de estrela de música pimba. A "selfieomania marcelista" é hoje um fenómeno sem igual.

O paradoxo de toda esta situação é que os eleitores que votaram em Marcelo olham agora para o Presidente de soslaio e não entendem esta postura tão... popular. Ao invés quem votou noutros candidatos encontram no actual Presidente alguém que supostamente os escuta.

Eu, céptico como sou no que diz respeito à política e aos políticos, aguardo serenamente pelos momentos de crise institucional. Aí verei (ou veremos!!!) quem é verdadeiramente MRS.

Se fosse professor de Marcelo dar-lhe-ia um 10... Positiva sim, mas... fraquinha... fraquinha... 

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