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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

O Inferno existe!

Agora, muitas horas depois dos trágicos acontecimentos em Pedrogão Grande, consigo finalmente escrever algo mais sobre estes incêndios no centro do País.

Por aquilo que tenho assistido nas televisões, que hoje me obriguei a ver, pelos depoimentos das vítimas, pelas declarações de bombeiros, descobri que o Inferno existe e está (ainda) presente naquela zona de Portugal.

Este incêndio, ao que escutei, começou de forma natural, se uma trovoada seca for só por si algo natural! Depois foi o que se sabe e o número de vítimas, infelizmente, não pára de subir.

Muito se falará nos próximos dias sobre o que aconteceu, sobre o que poderia ser evitado, sobre o tipo de floresta que Portugal tem, sobre tanta coisa… mas daqui a um mês já ninguém quer saber. É (quase) sempre assim.

Restarão os que sobreviveram para contar estas tristes memórias, sem bens, sem meios, sem animais, sem forma de subsistirem. Mesmo com as campanhas solidárias, que já começaram a surgir, dificilmente a maioria das vítimas, que sairão desta tragédia, conseguirá refazer a sua vida.

O drama dos incêndios em Portugal continua, todos os anos, a fazer vítimas. Este ano prima pelo número infeliz de vidas humanas que foram atingidas de uma só vez. Não tarda nada que os governantes deste Portugal, venham publicamente dizer que vão disponibilizar verbas para ajudar os agricultores no tratamento dos terrenos altamente combustíveis devido à floresta lá naturalmente implantada. Como sempre fazem nestas alturas!

Mas digo eu, daqui deste espaço que ninguém vai ler, que se o afirmarem será profunda demagogia. E mentirão com quantos dentes têm na boca.

Portanto meninos da “geringonça” ficarei atentamente à espera das futuras declarações! Porque o Inferno existe mesmo!

Perguntem aos desgraçados em Pedrogão Grande!

A culpa é da "geringonça"

Já vos disse que não acredito em coincidências? Pronto, repito que não acredito.

Ora pegando naquilo que tem vindo a acontecer a Portugal e contrariando a ideia das coincidências, tenho a dizer que a tal de "Geringonça", comandada por António Costa e "sus muchachos" tem todas as "culpas no cartório" naquilo que vindo a acontecer a Portugal. Basta olhar para os acontecimentos mais recentes... Assim:

Portugal foi Campeão Europeu de Futebol em 2016;

O deficit desceu;

Portugal ganhou o festival da Canção;

A economia está a crescer;

Os pastorinnhos Jacinta e Francisco foram canonizados;

O coiso ganhou a tal coisa este fim de semana.

Só coisas boas. Agora não digam que "eles" não sabem o que fazem.

Eleições Francesas – Álvaro Cunhal teve razão!

Ainda bem que não escolhi ser político. Poderá ser uma profissão com nome e renome, com muitas vantagens e muito futuro, mas para mim não dava… E isto porquê? Porque simplesmente seria incapaz de dizer uma coisa hoje e outra totalmente diferente amanhã sem quaisquer pruridos, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Ora na primeira volta das eleições francesas os votos foram dispersados pelos diversos candidatos. Uns de esquerda e extrema-esquerda (Jean-Luc Mélenchon/Poutou/Arthaud), um socialista (Hamon), outro conservador (François Fillon), um mais liberal (Emmanuele Macron) e obviamente a extrema-direita (Marine Le Pen).

Para a segunda volta transitaram assim a líder da Frente Nacional e Macron, o liberal ligado à banca, de 39 anos.

No último Domingo os franceses voltaram a votar e a escolher. Os resultados foram os esperados (e os desejados pela maioria da Europa) e deste modo Emmanuel Macron vai viver para o Palácio d’Elysée, nos próximos cinco anos.

Bom, até aqui a democracia viveu-se na sua plenitude. Só que, para a primeira volta, a 24 de Abril, muitos foram os apoios dados aos diversos candidatos, especialmente vindo fora da França numa tentativa, quiçá desesperada, de tentarem virar o eleitorado gaulês, para uma esquerda mais radical e menos europeísta.

Com a passagem de Macron à segunda volta numa luta acesa com a candidata Le Pen, muitos dos partidos de esquerda acabaram por assumir o apoio ao banqueiro. Contra vontade muitos deles, creio eu…

Nisto tudo o que mais me admirou foi a eurodeputada portuguesa, Marisa Matias, vir a terreiro afirmar que foram os apoiantes de Mélenchon que fizeram Emmanuele Macron ganhar. Ela que considerava o liberal como a continuidade das más políticas europeias…

Então Álvaro Cunhal teve razão, quando nos anos 80 mandou o partido tapar a cara do candidato e votar em Mário Soares!

Como a história se repete…

Tudo pelo poder!

O tema político dos últimos dias foi qual seria o candidato à Câmara do Porto por parte do PS, após a recusa de Rui Moreira.

O Partido Socialista tem muitas vezes esta tendência, quase mórbida, de dar tiros no próprio pé. Recordo assim de repente umas eleições autárquicas em que João Soares perde a Câmara para Santana Lopes no último instante. Anos mais tarde o PS deu apoio a Mário Soares para a Presidência da República dispersando assim os votos do partido entre o antigo presidente e o poeta Manuel Alegre, fazendo com este não ganhasse por uma unha negra.

Esta semana a secretária geral adjunta do PS voltou a dizer o que não devia. E pronto, entornou-se o caldo no Porto e Rui Moreira veio a terreiro (leia-se entrevista num canal televisivo) dizer de sua justiça.

Este caso confirma as minhas já antigas suspeitas de que o partido liderado por António Costa vive focado no poder a todo o custo e preço. Sem olhar a meios.

Novamente os políticos no seu pior. Como sempre têm sido em Portugal.

Nova (des)Ordem Mundial!

Naquele Verão de 2003, enquanto Portugal literalmente ardia devido a incêndios florestais, eu gozava de uma invulgar paz, numa bucólica cidade austríaca situada à beira de um lago manso e rodeada de montanhas escarpadas e verdejantes. Um pedaço de paraíso muito longe do inferno luso.

Recupero esta memória com a profunda consciência que a paz daqueles dias, e que hoje ainda por lá se mantém, poderá estar em causa. Tudo por culpa de um nova (des)Ordem Mundial.

O Mundo está tão diferente, tão tenebrosamente amedrontado que não temos verdadeira noção do alcance das acções que os novos ditadores deste século vão semeando.

Há quem afirme, e com alguma razão, que a Europa nunca esteve tanto tempo sem conflitos armados de grande escala. Todavia olvidam a guerra dos Balcãs com claras intervenções das Nações Unidas. Mas na essência percebo do que falam.

Só que a tal (des)Ordem que vos falo poderá culminar numa espiral muito violenta que resultará obviamente num eventual conflito armado à escala Mundial. Com os incontáveis custos… que neste momento ninguém consegue avaliar.

Espanta-me por isso esta visão tão egocêntrica destes novos políticos. São pequenos “reis-sol” que justamente pretendem tempo de antena e poder.

Desde os Estados Unidos à Turquia, passando pela Venezuela e Coreia do Norte, estes novos tempos ameaçam com velhos tempos, ainda infelizmente na memória de muitos.

Portugal como ínfimo país, mas associado à U.E. e à Nato, dificilmente passará pelos “intervalos da chuva”. Mesmo que nos queiram convencer do contrário.

Face ao que escrevi, proponho este pensamento: será que estamos claramente conscientes do que o futuro próximo nos reserva?

Luso política

Regressei ontem aos manuscritos e hoje continuei. As palavras desenhadas, os traços tortos, as emendas (muitas)!

Mas passemos ao que realmente é importante...

Gosto pouco de ser gozado. Mas o que esta geringonça que nos governa está a fazer é isso mesmo: gozar com o Zé Povinho.

Imaginem que o lider do PSD era ainda o Primeiro Ministro e deixaria que a CGD despedisse trabalhadores e fechasses balcões? Estão a imaginar?

Qual seria a reacção dos partidos ditos de esquerda? Que acções tomariam? E a CGTP, que faria? E o Sindicato da classe?

Bom demasiadas perguntas para uma sociedade muito egocêntrica e um governo que pretende somente gerir as suas relações internas.

Custa-me perceber que tanto PCP e o BE olhem para este caso sem um queixume, uma advertência, uma ameaça de greve ou acções de rua. A triste subjugação do poder!

Critiquei neste espaço muitas vezes PPC, mas sou agora confrontado com ideias e posturas em tudo semelhantes ao anterior governo, para não dizer iguais.

Enfim, Portugal necessita, de uma vez por todas, de gente séria na política. A sério!

 

A nota para o Professor que é Presidente

Sinceramente já não há pachorra!

Portugal vive uma nova Primavera Marcelista. Se a anterior deu em nada, pois o país continuou a ser governado por uma Polícia Política que o 25 de Abril derrubou, esta que hoje vivemos não parece ainda assim muito diferente. Na verdade não temos uma Polícia omnipresente mas temos um Presidente.

Definitivamente o PR não necessita de se colocar a jeito. É que um destes dias o caldo entorna-se e MRS é capaz de vir publicamente dizer o contrário do que havia dito e muito mais, somente para ficar bem na fotografia. Como diz, e muito bem, o povo, zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades.

Já por aqui fui afirmando, mais em tom de brincadeira que a sério, que o PR não é o PM, mas exibe-se como tal.

Faz hoje precisamente um ano que MRS tomou posse como o mais alto magistrado da nação. Desde esse dia até hoje o PR tem sido uma espécie de estrela de música pimba. A "selfieomania marcelista" é hoje um fenómeno sem igual.

O paradoxo de toda esta situação é que os eleitores que votaram em Marcelo olham agora para o Presidente de soslaio e não entendem esta postura tão... popular. Ao invés quem votou noutros candidatos encontram no actual Presidente alguém que supostamente os escuta.

Eu, céptico como sou no que diz respeito à política e aos políticos, aguardo serenamente pelos momentos de crise institucional. Aí verei (ou veremos!!!) quem é verdadeiramente MRS.

Se fosse professor de Marcelo dar-lhe-ia um 10... Positiva sim, mas... fraquinha... fraquinha... 

Um País à deriva?

Creio ser tempo de alguém neste País chamar os nossos políticos e acordá-los para a realidade. Obviamente que o PR poderia ser uma dessas pessoas se, e repito se estivesse equidistante do actual governo e oposição. Mas não... é mais forte que ele imagina, ser reconhecido e agraciado pelo povo, mas desta forma o PR coloca-se numa posição pouco simpática.

Percebo que o Professor Marcelo pretenda manter os seus altos níveis de popularidade, quiçá a pensar numa reeleição que seria assim quase garantida.

O problema é que Portugal necessita de gente que seja capaz, de uma vez por todas, tomar decisões e que estas tenham como fim solucionar os problemas do país. Ficar refém dos outros partidos da geringonça, como está António Costa, não augura nada de bom para si, nem para o seu partido, num futuro a médio/longo prazo. E um destes dias entra por aí, uma vez mais, uma nova troika obrigando o PM a desfazer tudo o que fez até agora com os custos financeiros, sociais e políticos inerentes.

Obviamente que nessa altura nem PCP nem BE virão a terreiro defender este governo, como o fazem agora no caso Centeno-CGD. Mas são os políticos que temos, que apenas olham para os próprios umbigos.

Termino com uma questão: tivesse um ministro das Finanças da dita Direita metido numa confusão como esta, que agora (ainda) vamos assistindo, que diria a esquerda trauliteira que nos governa?

Terá sido mais ou menos assim?

- Tá lá Tó? Tás bom?

- Tou... Quem fala?

- Sou o Marinho...

- Eh pá não conhecia o teu número. Tás porreiro?

- Tou... Olha vou directo ao asssunto...

- Então conta...

- Preciso de ti na Bola.

- Para quê

- Eh pá Bruxelas chateia-me com isso... Tens de ser tu...

- Eh pá não sei. Quanto pagas?

- O teu preço é o meu preço...

- E podes?

- Então não posso? Só faltava...

- Toma cuidado com as restrições e leis e coisas...

- Tenho já um gabinete de advogados a tratar disso...

- E os outros não dizem nada?

- Que importa... A gente é que manda.

- E posso escolher a equipa?

- Claro... Tás à vontade.

- Ok... Vou pensar. Depois envio-te um SMS.

 

Foi assim que eu sonhei... 

Caríssimos políticos: entendam-se

Marcelo Rebelo de Sousa não é PM, mas age como tal.

António Costa não é PR, mas assume-se como tal.

Centeno não é mentiroso, mas diz inverdades.

Mariana não é Ministra das Finanças, mas faltará pouco.

Passos não é oposição, mas nem sabe o que é.

Cristas não é Passos, mas é oposição.

Jerónimo não é Catarina, mas está quase.

Catarina não é do PS, mas parece.

Louçã não é Gaspar, mas são parentes.

Nogueira é professor, mas não ensina nada de novo.

Arménio Carlos diz que sim, mas depois diz que não.

Carlos Silva nem sim nem não, antes pelo contrário.

No final o povo vai-se rindo e pagando, pois o importante é estar vivo!

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