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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Lição aprendida

Hoje andei com um armário às voltas. Lá de dentro retirei uma enormidade de velhos cd's com músicas e cantores fantásticos. E revisitei mentalmente muitas das canções que eles continham.

Havia discos que nem imaginava que tinha.

Passou-me na altura pela cabeça, a imbecil ideia de usar uma dessas plataformas tão usuais e vendê-los a todos, já que a música é agora servida via internet sem limitações e com acesso a (quase) tudo, libertando assim muito espaço.

Mas depois aterrei e achei que seria melhor ficarem por ali, guardados sem serem escutados, mas ainda assim são meus.

Lembrei-me que há uns anos vendi muitos dos meus discos de vinil... e não imaginam como ainda me sinto hoje sem eles.

Alguns eram autênticas preciosidades.

Pelo menos desta vez a história não vai repetir-se.

 

A entrevista dos irmãos Sobral

Apercebi-me hoje através de algumas plataformas que Luísa e Salvador Sobral estariam na RTP para uma entrevista.

Deste modo a televisão pública conseguiu (finalmente) a minha atenção durante quase uma hora.

Bom... quanto à entrevista creio que os irmãos foram iguais a eles mesmos, sem grandes subterfúgios e vedetismos, que era quase natural que mostrassem.

O entrevistador correu diversos momentos, especialmente desde a génese da canção até ao momento mais importante, quando Portugal é vencedor do Festival da Eurovisão a que os manos responderam com assertividade.

Um diálogo muito curioso, profundamente sereno e até com aquele toque insólito quando a Luísa refere que teve uma mensagem do PM para o Salvador e havia esquecido de lha entregar.

Acima de tudo gostei muito da postura de Salvador ao assumir que defende causas humanitárias sem qualquer ligação a organizações. Num jovem que salta do anonimato para se tornar uma estrela na música... parece-me algo que deve ser salientado.

Finalmente guardei uma frase também de Salvador: Eu quero ser conhecido como músico e não como vencedor de um Festival.

"Touché!".

 

O Anti-herói

Desde que me conheço jamais apreciei heróis. E quando falo de heróis, não me refiro aos “Chuck Norris” dos nossos imaginários, mas personagens verdadeiras, na maioria dos casos construídos ou fabricados pelas televisões, rádios, jornais ou mais recentemente a internet.

O herói é geralmente aquela figura que tem um condão muito especial para resolver problemas, quando já ninguém supõe e acredita numa boa solução.

Todos nós, quase sem excepção, fomos construindo e alimentando esses tais heróis. Muitos deles acabaram por viver e conviver muito mal com esse dito heroísmo e acabaram por definhar em vidas vazias.

Ora Salvador Sobral é essencialmente o… anti-herói. Quem o escuta, partilha, divulga, comenta está a tentar criar mais uma figura para idolatrar sem contudo perceber se é isso que o próprio pretende.

Desde há uns dias e até ao próximo Sábado à noite e quiçá até muito mais tarde, o jovem músico será tema de conversa, notícia e critica.

Ultimamente as redes sociais, a blogosfera e a Comunicação Social, têm trucidado, ou melhor, têm gasto o nome do rapaz (eu obviamente incluído).

Mas quando escuto o seu discurso – e já o ouvi em muitos lados – noto nele uma coerência invulgar no seu único e actual propósito: representar condignamente Portugal no Festival da Eurovisão.

As páginas que já se escreveram sobre tudo e mais um par de botas acerca de Salvador, faz-me crer que Portugal necessita deste herói como de pão para a boca. O ano passado foi a vitória lusa no Euro2016, este ano “as fichas” estão apostadas, sem reservas, neste rapaz.

No entanto o sucesso, todos nós mais ou menos o sabemos, é algo efémero. Talvez por isso Salvador Sobral não abandona o seu registo, postura, comportamentos e muito menos filosofia de vida.

De forma paradoxal concluirei que o representante de Portugal no Eurofestival, ao tentar não tornar-se um herói, acabou por o ser, tendo em conta a sua forma de estar.

Creio ser tempo de libertarmos este jovem de nós mesmos, de forma a sofrermos menos com o seu anti-heroísmo.

Nós e ele!

O Zeca será eterno

Faz hoje 30 anos que uma doença estúpida (como são todas as doenças!!!) levou dos portugueses a voz que cantou a luta contra um regime ditatorial.

Zeca Afonso cantou e encantou-nos. Curiosamente nunca comprei um disco dele, vá lá saber-se porquê, mas conhecia muitas das suas músicas.

Não foi somente o homem de compôs Grandola, Vila Morena... Foi um cantor que amou a liberdade e a música a um nível que dificilmente alguém conseguirá superar.

Era conhecido a sua tendência de esquerda, mas isso não invalidou que o valor das suas canções fosse naturalmente reconhecido por todos os que o escutaram, independentemente da opção de esquerda ou de direita.

Uma coisa tenho a certeza em relação a este cantautor: Zeca foi a voz que cantou a dor, a tristeza e o medo de Portugal e soará, como um eco, para sempre.

As mortes em 2016

Ainda o ano não acabou e poder-se-á já dizer que 2016 foi um ano deveras nefasto para a música. E não só!

No início de Janeiro partia David Bowie. Em Abril desaparecia Prince e meses mais tarde, Leonard Cohen. Ontem foi a vez de George Michael que também achou por bem seguir os passos de outros cantores.

Se juntarmos a estes, Keit Emerson e Greg Lake dos “progressivos” ELP, constatamos que a música em 2016 perdeu muitos e bons músicos.

Mas o cinema foi também outra grande vítima da “negra”.

Para além de Ettore Scola, um dos grandes realizadores italianos, deixou-nos Alan Rickman, Bud Spencer, Zsa Zsa Gabor, George Gaines e Gene Wilder, só para falar dos actores mais famosos.

Portugal também não fugiu à inevitabilidade da morte e partiram este ano grandes actores como Nicolau Breyner, Camilo de Oliveira, Francisco Nicholson ou Carlos Rodrigues.

Finalmente e outrossim em Portugal faleceu quiçá um dos homens e desportistas mais importantes do século XX. Chamava-se Mário Moniz Pereira!

Venha 2017 e depressa!

Leonard no céu!

O que vou escrever a seguir poder-se-á apelidar de blasfémia mas nunca gostei muito de Leonard Cohen, especialmente da sua voz rouca e monocórdica. Nunca percebi bem porquê… Tal como não gosto de Bob Dylan, por exemplo…

No entanto sei que o desaparecimento do compositor canadiano é uma enorme perda para a música. Reconheço isso, com a humildade de alguém que gosta de música e que viu sempre em Leonard um mestre na sua arte de compor

Hoje o céu tem mais um artista a escrever, letras e músicas, para os outros anjos cantores. Só espero é que ele não arrisque cantar!

Ministro com bom gosto... musical?

Por hábito e para manutenção da minha já pobre sanidade mental raramente vejo televisão.

Todavia a noite passada acabei por assistir a uma reportagem onde a figura principal era o actual Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

Este elemento do actual governo regressou à escola secundária que frequenou enquanto estudante do secundário.

Apercebi-me das naturais e simpáticas trocas de galhardetes entre o ministro e antigos professores e empregados da escola, quando a determinada altura o Senhor Ministro descreve que numa sala havia um leitor de cassetes mas com uma só cassete. Nesta estava gravada, num lado os Supertramp e do outro os Dire Straits.

No entanto não percebi realmente se o responsável pela pasta da Educação gostou daquelas bandas ou se fazia um frete ao escutá-las!

Quero acreditar na minha primeira hipótese!

 

"Bravo!"

A sala estava quase repleta. A música surgia imponente, marcante, quase feroz. Quando a determinda altura os aplausos amainaram após mais uma valsa, desta vez composta por Tchaikovski, quae do silêncio momentâneo ouve-se uma voz feminina que grita do meio do público:

- Bravo!

Um momento que achei diferente nesta tarde/noite numa Lisboa de intempérie, mas que não me impediu de ir ao antigo Pavilhão Atlântico assistir ao concerto "Música para o novo ano" apresentada pela Orquesta Metropolina de Lisboa soberbamente dirigida pelo Maestro Sebastian Perlowski.

Os ingressos havia-os ganho no Natal, oferta do meu filho mais velho (obrigado M.) e de alguma forma estava céptico quanto à qualidade do concerto. Não pela orquesta, nem o seu maestro mas essencialmente pelo local. Não me parecia que o pavilhão tivesse as condições esssenciais para um espectáculo deste género.

Todavia a surpresa foi boa e consegui ouvir com grande naturalidade e sem grande esforço todo o concerto. Este compôs-se de duas partes sendo que na primeira foram tocados oito trechos entre árias da ópera Carmen de Bizet, valsas de Johann Strauss II e Tchaikovski.

A segunda parte trouxe-nos mais sete temas repetindo as origens da primeira: Bizet com a sua "Carmen", Tchaikowski e Strauss e respectivas valsas, sendo o oitavo tema a famosíssima "Marcha Radetzky" obviamente acompanhada pelo público.

Julguei que terminara. Porém o público insistiu e apareceu um "Intermezzo" tocado pela Orquestra numa forma bem simpática de desejar o bom ano de 2016 à assistência. Para o fim nada melhor que mais uma bonita valsa de Strauss.

Óptimo concerto, bem tocado, fantasticamente bem dirigido e para repetir, com toda certeza!

 

 

Uma Mensagem com (muito) sentido

Gosto da fadista Mariza. Tem uma forma muito peculiar de cantar o fado e isso apraz-me.

Mas desta vez não venho falar de fado, mas de uma canção que é sobretudo uma grande mensagem (não deveriam todas as canções conter uma mensagem?).

Quando somos jovens e estudamos e pensamos ser qualquer coisa, não temos verdadeira consciência daquilo que realmente gostaríamos de fazer no futuro. Ou vamos pela conversa dos antecessores (raramente!), ou dos amigos (quase sempre!), ou então vamos à sorte (também acontece!).

Anos mais tarde olhamos o nosso passado e algures lá, nesse tempo e lugar imutáveis, apercebemo-nos que escolhemos o caminho errado. Todavia cientes que estávamos certos… Ou talvez não?

Seja como for há um momento na nossa vida que consideramos mudar. Mas essa mudança acarreta na maioria das vezes custos familiares e de organização… E é aqui que reside grande parte da nossa coragem. Ou mudamos e arriscamo-nos a ser felizes mesmo com alguns custos ou abdicamos dessa coragem e aceitamos o que futuro nos reserva.

Voltando à Mariza em “Melhor de mim” assumo que é uma canção fantástica. Pela música, pela voz, pela (tal) mensagem e pelo vídeo que aqui partilho.

 

 

A voz que cantou Paris

Faz hoje 100 anos que nasceu Edith Piaf. Uma voz inesquecível, tenebrosa e ao mesmo tempo tão quente que até dói.

Quando surgiram os primeiros leitores de CD's, adquiri logo um que me custou, na altura, os olhos da cara. Para logo a seguir comprar dois CD's com as canções de Edith Piaf.

Desde muito novo que aprendi a ouvir Piaf. Mas só em 1980 é que realmente percebi aquela voz. Foi precisamente na cidade Luz. Era uma normal noite parisiense quando entrei pela primeira vez na Place du Tertre, no coração de Montmartre. Para além dos costumados artistas plásticos ouvi ao longe um violino que tocava Piaf. Um som que jamais esqueci e que me fez naquele instante entender Paris.

Edit será sempre a voz que cantou Paris como ninguém. E também o amor! E a tristeza! Tudo Piaf conseguiu traduzir com a sua belíssima e inesquecível voz.

Não é usual deixar aqui videos mas Piaf, por aquilo que foi e ainda é para mim merece este meu destaque.

Um hino ao amor, à cidade Luz, à vida parisiense.

A música, letra e voz perfeitas.

Obrigado Edit Piaf, esteja lá onde estiver!

 

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