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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

O que andei e ando a ler

Acabei hoje de ler uma obra que já havia lido há muuuuuitos anos. E da qual já pouco ou nada recordava.

Chama-se Lisboa em Camisa foi escrita por Gervásio Lobato e retrata a aventura duma família da média burguesia de Lisboa.

lx_camisa (1).jpg

 

Situações pitorescas, amores e ódios, penetras e todo um conjunto de personagens muito bem construídas. Com um humor mordaz e claramente bem conseguido.

Continuo assim a ler livros mais antigos.

Olho agora a estante do meu escritório e tenho dúvidas na próxima escolha.

Provavelmente outra releitura. Opto então por "O Trigo e o Joio" de Fernando Namora.

Conhecem?

trigo_joio.jpg

 

O que andei e ando a ler

Acabei hoje de ler uma obra que já havia lido há muuuuuitos anos. E da qual já pouco ou nada recordava.

Chama-se Lisboa em Camisa foi escrita por Gervásio Lobato e retrata a aventura duma família da média burguesia de Lisboa.

lx_camisa (1).jpg

 

Situações pitorescas, amores e ódios, penetras e todo um conjunto de personagens muito bem construídas. Com um humor mordaz e claramente bem conseguido.

Continuo assim a ler livros mais antigos.

Olho agora a estante do meu escritório e tenho dúvidas na próxima escolha.

Provavelmente outra releitura. Opto por "O Trigo e o Joio" de Fernando Namora.

Conhecem?

 

A BD e as traduções

É sobejamente conhecido o meu gosto pela Nona Arte, culminando numas centenas de livros de muitos autores e quase outros tantos heróis.

Em qualquer Feira do Livro ou alfarrabista que visite é certo trazer mais uns livros para engrossar a minha biblioteca, sejam eles novos ou velhos, não importa.

No entanto tenho vindo a reparar que muitos das actuais edições apresentam traduções, especialmente oriundas do francês, no mínimo... sofríveis. Ora, compreendo que a língua de Balzac e Victor Hugo seja pouco apelativa, já que nestes tempos o inglês ganhou uma maior dinâmica, muito à força da informática. Só que eu comcei a aprender Francês desde muito cedo, especialmente na escola e daí entender muito bem aquela língua, por vezes até melhor que o inglês.

Criei recentemente umas pequenas listas contendo os heróis de BD que povoam a minha estante. Peguei em cada livro, transcrevi o título e inseri-o na lista. Depois fui ao sítio da internet com referência ao herói e procurei os livros publicados de forma a validar o ano da primeira publicação, respectivos autores e naturalmente as editoras.

A verdade é que encontrei diversos títulos em francês incorrectamente traduzidos para português. E mesmo a versão inglesa respeita o título original.

Perante esta estranha evidência, creio ser meu dever chamar a atenção para as editores no sentido de não desvirtuarem o livro com traduções pouco rigorosas.

Tenho consciência que um bom tradutor custa caro. Mas neste mundo das publicações nem tudo deveria ser válido só para se ganhar mais uns euros.

 

Feira do Livro de Lisboa

Este ano já fui à Feira do Livro por duas vezes. E em ambos comprei livros e quase todos de Banda Desenhada.

Parece que regressei à juventude, sendo certo que gostar da nona arte não é sinal de mocidade mas quiçá um gosto muito especial.

Para além de três albuns de BD veio um livro que eu já procurava faz muito tempo. Chama-se Lisboa em Camisa e o seu autor Gervásio Lobato.

Mas há algo nesta Feira que me deixa... assim um pouco, sei lá, estranho. É que naquele recinto misturam-se um sem número de cheiros de livros velhos dos alfarrabistas a que se juntam os dos livros novos mais os aromas de farturas fritas em óleo queimado e perfumes de hamburguers gordurosos. Todos tão contraditórios que quase me senti numa daquelas feiras de aldeia onde em cada barraca se confeciona uma coisa diferente.

Percebo que num local daqueles haja onde comer... Mas achei um tanto exagerado a quantidade de carros e roulotes só destinadas ao repasto.

Mas pronto isto sou eu e o meu costumado mau-feitio.

Livros: a preservação de um património!

Algo que me faz muita impressão é o despejo de uma casa. Geralmente quando os donos morreram e os descendentes não pretendem guardar nada.

Andou um casal uma vida inteira a lutar por ter uns tarecos, para no dia seguinte à sua morte tudo aparecer ao lado de um caixote do lixo.

Este fim de semana assisti aqui mesmo ao meu lado a um desses casos. O último morador já morreu há uns anos e os herdeiros decidiram vender a casa. Havia então que libertar a moradia.

Assim, a uma vintena de metros da minha casa onde há um caixote do lixo, passou este a ser o "depósito de inúteis". Ao seu redor vi um pouco de tudo, desde roupas a loiças, tachos, panelas e outros utensílios domésticos. De tal forma que dei por muitos carros pararem para recolherem o que outros deitaram fora.

Aquilo foi um corropio de gente. Inimaginável.

Quando a tarde se encostou à noite também eu por lá passei que, como sabem, sou um anormal apreciador de coisas velhas. Entre muito lixo e coisas sem valor encontrei algo que me encheu o coração de tristeza. Falo obviamente de livros. Muitos livros.

Se bem que a grande maioria fossem claramente temáticos, sem qualquer interesse, encontrei no monte 10 pesadíssimos volumes que correspondiam a uma reconhecida enciclopédia "Larrouse".

Eu sei que basta "googleit" em qualquer computador ou outro equipamento para saber tudo e mais um par de botas sobre qualquer assunto. Porém uma enciclopédia longa e abrangente parece-me que é uma espécie a ser preservada. Digo eu!

A verdade é que a trouxe os livros para casa. É certo que cheiram demasiado a mofo, mas já têm destino traçado: uma biblioteca aqui perto, que serve a terceira idade.

 

Já li e comovi-me!

Falei dele aqui.

Entretanto ofereceram-me, mas andei uns dias com receio de o ler.

E tinha razão no meu pensamento.

Porque é um livro que me faz ter muitas saudades do caminho.

Porque é um livro que sinto que só pode fazer bem a quem o lê, mesmo que não tenham fé alguma.

Porque me fez chorar.

Obrigado a quem mo ofereceu, a quem o escreveu e acima de tudo a quem o viveu

Um livro a ler!

Conheço uma das escritoras. Já com ela partilhei caminhos de Fátima.

Também conheço algumas das personagens. Já com elas partilhei muitos quilómetros.

Eis assim um livro que irei ler assim que o comprar. Quiçá na próxima Feira do Livro de Lisboa.

A obra publicada sobre a égide da Fundação Francisco Manuel dos Santos foi lançada no passado dia 7 de Abril.

Fica aqui o registo em video desse lançamento.

 

E aqui está a capa do livro.

peregrinos.jpg

 

 

Há magia na Banda Desenhada!

Hoje viajei de Metro. Quando entrei na carruagem esta estava quase repleta. Mas encontrei um lugar quase escondido e acabei por me sentar.

A meu lado deparei-me com um jovem que lia um livro, o que hoje é... uma raridade. Ainda por cima não era um livro qualquer mas um album de banda desenhada duma personagem contemporânea minha, já que nasceu em 1959 e a quem baptizaram com o nome de Ásterix.

Obviamente que me meti logo com o infante e fui falando das diversas aventuras e da diferenças de qualidade dos livros escritos e desenhados pela dupla Goscinny/)Uderzo e as obras posteriores à morte do escritor Francês.

Achei graça à sua postura e à sua admiração, quiçá por ver alguém tão velho a falar de BD. Nem imagina ele a quantidade de livros de Banda Desenhada que tenho em casa.

A Nona Arte, como alguns lhe chamam, teve sempre em mim um efeito apaziguador. Há livros que já li inúmeras vezes e não me canso de os reler. São assim uma espécie de carregadores de boa disposição

Tintin, Ásterix, Lucky Luke, Comanche, Gaston Lagaffe, Mafalda, Corto Maltese são meros exemplos de personagens que revisito amiúde.

Mas há mais, muitos mais.

E quando fecho a última página de um destes livros sinto que me renovei!

Esta é a verdadeira magia da BD.

Ontem foi um dia especial

Quando éramos uns jovens imberbes, julgávamo-nos capazes de mudar o mundo. Apontámos então baterias para a escrita como veículo de transmissão das nossas ideias e desejos. Sonhávamos ser isto e aquilo, escrever grandes livros, publicar obras marcantes, colocar no mundo um pouco do nosso cunho pessoal através das palavras.

De todos os que em 1978 abraçaram um "Espaço Vivo", só mesmo o Pedro Correia fez da escrita a sua vida. Nem podia ser de outra maneira já que a competência estava lá. Depois o dinamismo, a tenacidade, o rigor, o profissionalismo fizeram o resto.

Fez-se assim jornalista e escritor, para além de bloguer, vai naturalmente espalhando a qualidade dos seus textos e das suas ideias por jornais e demais plataformas.

Contas feitas este meu amigo de longa data já publicou, desde 2014, quatro livros.

Por isso, ontem, ver o Pedro sentado naquela cadeira a observar uma sala repleta de gente, comoveu-me. Obviamente que o mérito daquele lugar é todinho dele. Unica e exclusivamente!

Só que, saber que partilhámos tantas aventuras juntos fez com que eu sentisse que valeu a pena!

Ontem, por mui breves instantes, naquele espaço repleto regressei àquelas reuniões na esplanada de um café, cujo nome já esqueci, ou os longos almoços e jantares no Pancão. Já para não falar das tardes e noites nas nossas casas onde ultimávamos os textos antes de irem para o jornal. Os nossos primórdios...

Depois a vida surgiu-nos com outras propostas e cada um, à sua maneira, foi trilhando o seu próprio caminho.

Hoje tantos anos decorridos estamos todos muito diferentes: mais velhos, mais pesados (pelos anos e não só!), ainda assim parece que foi ontem que nos lançámos à aventura... da escrita.

O resultado está à vista!

Decisão difícil!

Por vezes gosto de dar a volta aos meus livros.

Encontro sempre algum que já não me lembrava que tinha!

Depois há aquela espécie de livros que nunca mais vou usar, porque a Internet me dá informação quiçá melhor e mais actualizada, que são as enciclopédias.

Este tipo de livros, para além do seu enorme volume físico, deixaram de ser actualizados, ou pelo menos nunca mais recebi nenhuma actualização. Por outro lado a Wikipédia responde a tudo de forma muito mais veloz. Provavelmente também com incorrecções...

O problema é que neste momento tenho duas enciclopédias: uma com 23 volumes e outra com mais de trinta. Todavia não me apetece libertar de nenhum daqueles livros, mas por outro... à pala deles faz tempo que não compro novas obras.

Porque me falta espaço.

Um dilema dos tempos modernos ou somente (mais) uma parvoíce minha?

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