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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Estará tudo de férias?

- Pssst, senhor Primeiro-Ministro, pssst. Está por aí?

Já vi que não…

- Oi senhor Ministro das Finanças, consegue ouvir-me?

Outro que também não está…

- Olá pessoal da geringonça, está alguém a trabalhar?

Ninguém me responde…

- Senhor Presidente da República?

Ah ok, já percebi! Está naquela festa comemorativa dos 1250 anos da Associação Associativa dos Sócios Associados.

Bom… era só para avisar Vossas Excelências, caso não tenham percebido, que Portugal bateu mais um record de dívida contraída.

Depois não digam que não vos avisei, sim?

SIRESP é o quê?

Ando há dias a tentar perceber o que quer dizer SIRESP.

Nestas coisas prefiro, antes de tentar saber através de outras fontes de informação, descobrir por mim próprio o que as siglas representam realmente. Comecei por isso a puxar pela cabeça… Deu nisto:

 

Sistema Interno de Recepção e Envio de Sinais Parvos;

Sociedade Íntima de Recolha e Embalagem de Sítios Perdidos;

Sistema Interessado em Retirar ao Estudo os Salafrários Políticos;

Serviço Ímpar para Repelir o Estado das Suas Promessas;

Sistema Indetectável para Roubar o Erário ao Serviço Público;

Somos Imbecis, Rançosos, Estúpidos, Sépticos e Patetas;

Sistema Internacional para Reger e Enviar Sinais Planetários.

 

Qual destas opções será verdadeira? Ou não é nenhuma? Sugere outra?

A cusquice humana!

Creio ser da natureza do homem este tentar saber o que se passa na vida dos outros. Não imagino se é porque não quer saber da sua, se é somente por mera curiosidade ou outra razão qualquer. Talvez por isso as chamadas revistas cor de rosa tenham tanta saída.

Mas ao contrário do que é maioritariamente assumido pela sociedade não são só as mulheres as únicas interessadas na vida alheia. Há muito homem que é como o gato: muuuuuuuito curioso.

Hoje viajei de Metro. Este apresentava-se quase cheio e por isso fiquei, sem qualquer problema, de pé. Diversas pessoas ao meu redor: altas, baixas, brancas e de outras cores, portuguesas e estrangeiras. Uma miscelânea usual agora nos nossos transportes.

Numa estação entrou uma jovem que vinha vidrada no seu telemóvel, como é agora habitual. Ficou naquele meio a digitar e naturalmente receber mensagens. Entretanto percebi que um cavalheiro situado precisamente atrás dela, estava deveras atento no que a jovem escrevia, mesmo que o fizesse de forma dissimulada. Chegou ao ponto de se rir…

E eu a assistir. Placidamente!

Nova paragem e a menina volta a escrever. E o cidadão continuava a ler. De tal forma que a determinada altura nem fazia menção de esconder a sua atitude.

Pelo meu lado esbocei então um sorriso interior pois acabara de chegar à conclusão de que a curiosidade humana não é coisa somente de mulher.

Irrita-me

Nota de abertura

Em vez de escrever tudo num comentário a este texto, vai o post infra, como resposta.

 

Assim irrita-me:

 

- Não ter ideias para escrever um texto simples;

- Os peões a atravessar nas passadeiras como estivessem num hipermercado às compras;

- Os malcheirosos no Metropolitano;

- A falta de civismo da maioria dos condutores;

- As famílias inteiras no hipermercado como estivessem a passar numa passadeira;

- As crianças birrentas;

- A forma como se dão notícias nas TV’s e não só;

- Os comentadores tudologos;

- Os atletas fumadores;

- Os taxistas imbecis;

- Os novos doutores mal educados que foram em tempos crianças birrentas.

E finalmente, irrita-me:

- Que o meu clube perca!

Compras para crianças? Não contem comigo!

Hoje fui às compras! Algo que me aborrece, especialmente quando são coisas de senhoras e me pedem a opinião.

Com a minha idade e os anos de casamento já sei o que a minha mulher quer ouvir quando me pede opinião: deseja escutar a sua ideia mas dita num tom mais grosso.

Mas por acaso desta vez nem foi isso. Andámos em busca de um brinquedo para oferecer ao elemento mais pequeno da família, que no passado dia 30 fez dois anos.

Carrinhos para aqui, carrinhos para ali, caixas de construção, muitos jogos, puzzles, instrumentos musicais, enfim um manancial de brinquedos.

Depois aquelas figuras da televisão que todos os pais conhecem, mas eu não.

Resumindo acabei por comprar uns carrinhos bem pequenos, semelhantes aos poucos que tive quando era menino. Não achei nada mais interesssante para oferecer ao miúdo.

Fiquei naturalmente com a sensação que fazer compras para crianças já não é comigo!

Roubo de granadas - mais uma bomba militar!

A notícia desta tarde prende-se com espantoso roubo de granadas e municões num paiol em Tancos. Algo inexplicável!

Sei que não andamos em guerra com ninguém, talvez com os fogos mas para esses as granadas não são necessárias e portanto reconheço que com mais granada menos granada, não é por aí que vamos perder ou ganhar qualquer guerra.

O que realmente me atormenta é saber que essas e outras armas podem desaparecer de um paiol militar sem que ninguém na hora dê por isso.

O Ministro da Defesa, confrontado com a notícia, não poderia dizer outra coisa senão o que disse. Todavia paira no ar uma certa desconfiança e um receio objectivo e que se prende com a segurança de todos nós. Daqui as seguintes questões:

1 - Como pode um quartel militar ser invadido por estranhos com capacidade para roubarem mais de cem granadas e outras munições?

2 - Ou será que há alguém dentro do quartel com acesso privilegiado ao paiol mas de confiança duvidosa?

As chefias militares responsáveis por estes quartéis vão ter uns próximos dias bem complicados, para explicarem o que aconteceu, se o conseguirem, porque me parece que há aqui demasiado desleixo militar.

O PR deveria, em bom rigor, já que é o Chefe Supremo das Forças Armadas, dizer alguma coisa... ele que gosta tanto de botar discurso. Pois mas agora é complicado.

Resumindo... mais armas na rua, em mãos que não imaginamos quem sejam, nem o que poderão fazer com elas. Depois se acontecer algo de muito grave lá vai o governo criar mais legislação.

(Confidenciaram-me entretanto que as granadas serão para ser destribuídas pelos aviões comerciais de forma a atacarem qualquer dronne que voe a maior altura que a lei permite).

Branduras de Santos Populares

Há uns anos fui passar férias ao Algarve, como qualquer bom português que se preze.

Os meus miúdos eram pequenos, a escola havia acabado e o preço do alojamento mais barato. Assim aproveitei o final de Junho e início de Julho para gozar 15 dias de férias no "reino dos Algarves".

Cheguei a um sábado e logo nesse dia tentei inteirar-me da logística do local no que respeita a refeições já que estava preparado para confeccionar no apartamento.

Soube que o pão era vendido à entrada do empreendimento turístico de manhã cedo. No dia seguinte que era Domingo e levantei-me para ir buscar o dito pão. Ao portão encontrei diversas pessoaas que aguardavam também o padeiro.

O dia acordou sombrio, triste, cinzento. Se bem que não estivesse frio, estranhei aquela frescura da manhã. A carrinha apareceu e lá comprei o pão que achei suficiente. Mas tive de perguntar maiss a brincar que a sério:

- Mas que tempo é este aqui no Algarve? Vem uma pessoa de tão longe para passar férias ao Sol e apanha este tempo.

O padeiro teve logo resposta:

- Isto é a brandura do S. Pedro que é para apanhar os tremoços.

E partiu sem dizer mais nada.

Como sei a forma de colher os tremoços percebi automaticamente aquelas palavras.

Curiosamente lembrei-me este fim de semana, daquelas palavras algarvias, tal esteve o tempo por aqui!

Só que desta vez a brandura não foi do S. Pedro mas do S.João!

Quadras a Santo António de Lisboa

Ó meu querido Santo António

Padroeiro da minha cidade.

Não te peço grande génio

Só quero metade da idade.

 

És santo e casamenteiro

Diz a velhinha tradição

Não te esqueças companheiro

Que quem manda é o coração

 

Em Pádua também és adorado

Como santinho milagreiro.

Só te peço antepassado

Que não me falte o dinheiro.

 

Termino estas pobres quadras

Dedicadas ao Santo franciscano

Aventurei-me nestas estradas

De poeta das palavras, cigano..

Feira do Livro de Lisboa

Este ano já fui à Feira do Livro por duas vezes. E em ambos comprei livros e quase todos de Banda Desenhada.

Parece que regressei à juventude, sendo certo que gostar da nona arte não é sinal de mocidade mas quiçá um gosto muito especial.

Para além de três albuns de BD veio um livro que eu já procurava faz muito tempo. Chama-se Lisboa em Camisa e o seu autor Gervásio Lobato.

Mas há algo nesta Feira que me deixa... assim um pouco, sei lá, estranho. É que naquele recinto misturam-se um sem número de cheiros de livros velhos dos alfarrabistas a que se juntam os dos livros novos mais os aromas de farturas fritas em óleo queimado e perfumes de hamburguers gordurosos. Todos tão contraditórios que quase me senti numa daquelas feiras de aldeia onde em cada barraca se confeciona uma coisa diferente.

Percebo que num local daqueles haja onde comer... Mas achei um tanto exagerado a quantidade de carros e roulotes só destinadas ao repasto.

Mas pronto isto sou eu e o meu costumado mau-feitio.

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