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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Posso ir trabalhar dia 1?

Conhecem certamente aquela piada do cientista que arrancou as asas à mosca e a conclusão que tirou é que a mosca sem asas ficou surda.

Na nossa política passa-se mais ou menos o mesmo: o cientista da geringonça decidiu que em dia de eleições não deve haver divertimento…

Isto a mim só dá vontade de rir. E não é porque tem piada mas sim porque é muito estúpido.

Pegando na minha memória relembro que em 1987 as eleições foram a 19 de Julho. Muitos partidos acharam que não deveria ser naquele dia, tendo em conta as férias dos portugueses. Fosse por isso ou por outra coisa qualquer, ainda não profundamente explicada, a verdade é que o PSD ganhou nesse ano a sua primeira maioria absoluta.

A questão de eventos desportivos realizarem-se em dia de eleições é obviamente uma questão menor. Porque quem pretender votar fá-lo-á sem qualquer problema e não haverá evento que diminua essa intenção.

Na mesma ordem de ideias que este governo pretende implementar, em dia de eleições não devo ir à praia, ao campo, ao cinema nem sequer visitar aquele familiar que está no hospital ou simplesmente ir à missa? Será que depois de votar já posso ir?

Ora se a geringonça está mesmo preocupada com o absentismo eleitoral luso, porque não disponibiliza uma aplicação para se votar “on-line”? Seria fixe e quiçá haveria menos abstenção.

Há muito que o País deixou de ser uma verdadeira democracia, para passar a ser um estado quase ditatorial. É que é nestas ínfimas atitudes, que começamos a perceber os pequenos ditadores da nossa sociedade. Infelizmente!

No entanto há uma coisa que é certa. Este ano não irei votar porque, provavelmente, estarei a trabalhar. Posso ou tenho que fazer requerimento?

E que tal importar chuva?

Os dias vão passando calmamente e é já na próxima semana que o Verão acaba.

No entanto o calor continua. Pelos campos as terras necessitam de charrua, mas com a seca não há alfaia que fira o chão.

As oliveiras carregadas de bagos verdes e minúsculos esperam anciosamente por uns borrifos de forma a engrossar antes de serem colhidos.

Os marmeleiros carregados apresentam frutos minúsculos. E os dióspiros estão já a amadurecer... 

O pasto, especialmente aquele que conseguiu escapar ao fogo, está demasiado seco para o gado, que requer outra forragem.

Por isso e tendo em conta as chuvas diluvianas nos Estados Unidos, pergunto mui humildemente à geringonça se não será possível importar uns dias de chuva lá das Américas?

É que faziam cá um jeitaço!

Fica a pergunta e o pedido...

Efectivamente!

Tenho consciência que tenho mau feitio.

Por exemplo:

- Lido mal com a má educação dos outros ou com a falta dela;

- Não sou paciente para a “xicoespertice” tão comum na nossa sociedade;

- Detesto bajuladores de meia-tigela;

- Abomino a hipocrisia.

Mas tudo isto não faz de mim um furacão e muito menos uma tempestade tropical!

Ter-se-á esquecido?

Ainda a sofrer dos efeitos nefastos da tempestade Harvey, os Estados Unidos da América preparam-se para mais uma tempestade a que chamaram Irma.

Segundo alguns especialistas esta ainda será pior que a anterior. Veremos então!

Entretanto admira-me que Trump ainda não decidido construir um muro à volta do seu país para impedir a entrada destes acontecimentos atmosféricos.

Será que ele ainda não se lembrou disso?

Fragmentos dos meus dias

1 - Provavelmente muita gente, ao fim de cinco semanas de ausência do trabalho, estivesse quase em depressão. Mas eu não estou. Bem pelo contrário... Nestes dois últimos dias tenho exibido uma paz de espírito que há muito não tinha. Não é só fazer o que se gosta ou partilhar uma equipa. É acima de tudo um aceitar do que o destino tem para nos oferecer.

2 - Regressei ao convívio de alguns colegas mais velhos e com quem adoro conversar. Cada um com a sua forma de estar na vida, de pensar, mas todos com o mesmo fio condutor: a amizade. E isso é realmente o mais importante.

3 - Voltei a escrever em papel. Coisas simples, pequenas ideias para alguma coisa ou coisa nenhuma, Um retorno a um tempo que jamais regressará. Uma saudade amenizada.

4 - Uma colega foi hoje propositadamente à minha procura para se despedir, já que vai abraçar um projecto novo fora de Portugal. Gostei da sua atitude e do carinho que me dispensou... Não esperava. Disse-me que eu estava muito queimado da praia e eu respondi com uma laracha, como de costume, de que hoje já tinha sido multado por excesso... de bronze. Ela descarregou um enorme gargalhada. Gosto das pessoas que sabem rir.

5 - Encontrei nas ruas da cidade uma costumada peregrina, que comigo tem caminhado muita vez até Fátima. Falámos da minha ausência, da família e dos momentos da Cova da Iria deste ano, onde também me relatou que esteve. Gostei muito de a rever.

Pronto... foi mais um dia bom.

Lavrador de cidade!

Após uma Primavera e quase todo o Verão de volta dos tomateiros, que produziram abundantemente, chegou a hora de preparar a terra para as culturas de Inverno.

Para tal socorri-me de mão de obra barata - os meus filhos - que cavaram a terra e fizeram os respectivos regos.

Finalmente a mim coube plantar mais de sessenta pés de couves, posteriormente bem regadas.

Uma cultura a pensar já na ceia do Natal.

Os pés são pequenos, mimosos, mas não tem mais nenhum trabalho senão crescer!

A água não lhes faltará, certamente.

Daqui a mês veremos como estarão.

 

DSC_1670 (1).JPG

 

 

 

 

Isto não é justo!

O país apanhou-me assim em modo “zen”, aquando das minhas férias e toca logo a fazer disparates…

Como a minha licença terminou ontem, achei por bem regressar à minha vida activa como cidadão e tentar actualizar-me com os acontecimentos mais relevantes que ocorreram durante estas últimas três semanas.

No início foram os incêndios, mas estes, infelizmente, eram tão propagados que não consegui evitar a informação que me ia sendo dado conhecer.

Até aqui tudo normal…

Só que começo a ler algumas notícias e percebo que nos últimos dias surgiram algumas polémicas. Não sei qual delas foi primeiro, mas desde as declarações do antigo Presidente Cavaco Silva numa Universidade de Verão até ao caso da greve na Autoeuropa, passando pelos livros escolares com exercícios diferentes para rapazes e raparigas houve um pouco de tudo.

Certamente, por falta de dados, não farei qualquer apontamento sobre os acontecimentos recentes, porque no fundo, no fundo eu fui de férias, mas a parvoíce lusitana dos nossos políticos manteve-se.

Futebol à Hitchocock

Os entendidos dizem que o futebol é o Desporto-Rei.

Sinceramente não sei se é um rei sem coroa ou com a dita. O que sei é que se o Futebol não tivesse sido inventado no século XIX, provavelmente Alfred Hitchcock descobri-lo-ia.

Entre muitos exemplos que já vi e vivi na vida do futebol, raramente algum se comparará ao desta tarde que presenciei em Alvalade.

Em pouco mais de cinco minutos vivi emoções que dão para um ano inteiro.

- Penalti – grita o público.

Espera-se… Não é… Palavra de VAR!

- Penalti – gritam os estorilistas.

Espera-se… Não é… Palavra de VAR!

- Gooooooolo – explode o público. Bas Dost é a letra da música dos “ACDC”.

Não é… Palavra de VAR!

E o público esmorece…

- Gooooooolo – explodem os estorilistas.

Não é… Palavra de VAR!

E o público explode de alegria.

Outra vez. Desta… até ao final.

Pensando melhor… creio de o mestre do cinema de suspense jamais se lembraria de um fim destes.

 

Nota: VAR (Video Assistent Referee) para os não entendidos, é a tecnologia que revê os lances e que pode originar, ou não, alterações de decisões tomadas pelos árbitros de campo.

Estará tudo de férias?

- Pssst, senhor Primeiro-Ministro, pssst. Está por aí?

Já vi que não…

- Oi senhor Ministro das Finanças, consegue ouvir-me?

Outro que também não está…

- Olá pessoal da geringonça, está alguém a trabalhar?

Ninguém me responde…

- Senhor Presidente da República?

Ah ok, já percebi! Está naquela festa comemorativa dos 1250 anos da Associação Associativa dos Sócios Associados.

Bom… era só para avisar Vossas Excelências, caso não tenham percebido, que Portugal bateu mais um record de dívida contraída.

Depois não digam que não vos avisei, sim?

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