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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Branduras de Santos Populares

Há uns anos fui passar férias ao Algarve, como qualquer bom português que se preze.

Os meus miúdos eram pequenos, a escola havia acabado e o preço do alojamento mais barato. Assim aproveitei o final de Junho e início de Julho para gozar 15 dias de férias no "reino dos Algarves".

Cheguei a um sábado e logo nesse dia tentei inteirar-me da logística do local no que respeita a refeições já que estava preparado para confeccionar no apartamento.

Soube que o pão era vendido à entrada do empreendimento turístico de manhã cedo. No dia seguinte que era Domingo e levantei-me para ir buscar o dito pão. Ao portão encontrei diversas pessoaas que aguardavam também o padeiro.

O dia acordou sombrio, triste, cinzento. Se bem que não estivesse frio, estranhei aquela frescura da manhã. A carrinha apareceu e lá comprei o pão que achei suficiente. Mas tive de perguntar maiss a brincar que a sério:

- Mas que tempo é este aqui no Algarve? Vem uma pessoa de tão longe para passar férias ao Sol e apanha este tempo.

O padeiro teve logo resposta:

- Isto é a brandura do S. Pedro que é para apanhar os tremoços.

E partiu sem dizer mais nada.

Como sei a forma de colher os tremoços percebi automaticamente aquelas palavras.

Curiosamente lembrei-me este fim de semana, daquelas palavras algarvias, tal esteve o tempo por aqui!

Só que desta vez a brandura não foi do S. Pedro mas do S.João!

Quadras a Santo António de Lisboa

Ó meu querido Santo António

Padroeiro da minha cidade.

Não te peço grande génio

Só quero metade da idade.

 

És santo e casamenteiro

Diz a velhinha tradição

Não te esqueças companheiro

Que quem manda é o coração

 

Em Pádua também és adorado

Como santinho milagreiro.

Só te peço antepassado

Que não me falte o dinheiro.

 

Termino estas pobres quadras

Dedicadas ao Santo franciscano

Aventurei-me nestas estradas

De poeta das palavras, cigano..

Feira do Livro de Lisboa

Este ano já fui à Feira do Livro por duas vezes. E em ambos comprei livros e quase todos de Banda Desenhada.

Parece que regressei à juventude, sendo certo que gostar da nona arte não é sinal de mocidade mas quiçá um gosto muito especial.

Para além de três albuns de BD veio um livro que eu já procurava faz muito tempo. Chama-se Lisboa em Camisa e o seu autor Gervásio Lobato.

Mas há algo nesta Feira que me deixa... assim um pouco, sei lá, estranho. É que naquele recinto misturam-se um sem número de cheiros de livros velhos dos alfarrabistas a que se juntam os dos livros novos mais os aromas de farturas fritas em óleo queimado e perfumes de hamburguers gordurosos. Todos tão contraditórios que quase me senti numa daquelas feiras de aldeia onde em cada barraca se confeciona uma coisa diferente.

Percebo que num local daqueles haja onde comer... Mas achei um tanto exagerado a quantidade de carros e roulotes só destinadas ao repasto.

Mas pronto isto sou eu e o meu costumado mau-feitio.

Pim, pam, pum!

Os automóveis actuais vêm repletos de inovações. Ele são câmaras, espelhos panorâmicos, televisão, gps, leitor de mp3, usb e mais comummente os sensores de estacionamento.

Também eu tenho uma viatura com algumas destas novas funcionalidades. Do leitor de cd´s, do gps, da televisão ou dos sensores de estacionamento, são estes últimos os que para mim têm mais valor e utilidade.

Respeito a sua sinalética e até hoje consegui não estragar os carros dos outros. Uma pequena maravilha no mundo automóvel.

No entanto conheço quem considere esta tecnologia pouco eficaz, De tal forma que quando estaciona o seu carro liga pouco aos sinais sonoros que os sensores lhe vão transmitindo. De tal forma que só conhece três sons:

Pim - quando o sensor indica que a traseira está muito próximo da outra viatura, mas que não liga;

Pam - quando choca com o carro atrás do seu;

Pum - quando percebe a asneira e chega à frente e o pára choques volta ao lugar.

 

O centro das atenções

Uma simples dica... Se um dia pretenderem ser o centro das atenções e ter os holofotes apontados para vocês... basta irem ao dentista.

Foi o que me aconteceu hoje, com a bonita ideia de extrair dois dentes.

Pronto... após muita gritaria e correrias à frente das criminosas seringas lá conseguiram que eu ficasse quietinho e deram-me então uma longuíssima anestesia que durou pela tarde fora.

Meia hora depois estava mais magro sem dois dentes.

Durante uns longuíssimos dias estou destinado a comer dieta mole. A coisa boa é que podem ser gelados.

E vão nove!

Pois é... Nove números da Revista mais "in" do Mundo e arredores (não se esqueçam que o número 0 também conta!!!).

Ah pois é... Parece que foi ontem e já lá vão quase dois anos da "Inominável".

Fica aqui então a foto de capa, acabadinha de ser publicada.

rev_8 (1).jpg

 

E meninas e meninos... façam lá a vossa parte de divulgar esta publicação, está bem?

Não custa nada!

Na minha cidade! - 3

São nove da manhã. Estou num dos centros financeiros da cidade, paredes meias com a Avenida da Liberdade. Após o meu pequeno almoço tenho que ir a uma caixa automática fazer pagamentos.

À porta um colega fuma um cigarro.

Cumprimentos para cá, larachas para lá eis senão quando reparo numa situação estranha que se passa ali mesmo ao pé: uma mulher com três crianças pequenas encontra-se num meio de uma passadeira à conversa com outra senhora.

Não se preocupou com os carros. De todo! Mais uma que considera a passadeira o prolongamento do passeio.

É meio-dia e meia hora. Somos seis num táxi. Tivemos sorte de apanhar um desses com muitos lugares. O trânsito àquela hora está autenticamente um caos. São os transeuntes, na maioria turistas, os já célebres "tuk-tuk", os autocarros, os centenários electricos tudo junto com destino às zonas mais turisticas da cidade, curiosamente local para onde tentamos ir.

Uma das conhecidas calçadas de Lisboa tem dois sentidos para os carros, mas somente um para os electricos. O táxi começa a subir a rua mas a meio há uma carrinha a descarregar. Impossível passar.

O táxista é paciente e estranhamente não apita. Todavia o pior estaria para chegar... Duzentos metros mais acima a rua alarga, mas há carros estacionados no sentido descendente e em segunda fila está outro carro. Mesmo à nossa frente um electrico não consegue passar. Os carros no sentido descendente estão parados porque não conseguem contornar o que está mal parado. Há que recuar de forma a dar espaço ao transporte público de passar.

Ao lado do nosso táxi uma menina tenta recuar o carro no sentido ascendente. Por diversas vezes que o tenta. Enerva-se e deixa descair o seu veículo batendo no da frente (o tal que está indevidamente parado e atrapalhor tudo isto!). O "nosso" táxista decide, á boa maneira marialva, salta do táxi, tira a menina do carro e retira a viatura do local.

Entra no táxi todo contente. Finalmente seguimos viagem. Com imenso prazer assistimos sem querer a mais um belíssimo retrato humano da nossa cidade.

Pá... assim não vale!

Parece que a rainha da pop anda por aí "like a Virgin", a passear pelas nossas praias.

Quando soube da notícia disse para os meus botões de punho, que eu cá não sou desses: ena Portugal está mesmo na moda.

Mas como diz, e bem, o povo... mais vale um bom desengano que andar toda a vida enganado, descobri hoje que a dita cantora de "Like a prayer" veio ao nosso país porque o namorado, vejam lá bem... é português.

Bolas eu a pensar que aquela senhora que eu tinha visto nos jerónimos a petiscar um pastel de Belém era somente uma "Beautiful stranger".

Portanto... mesmo com tantas vitórias extramuros... com as contas públicas quase todas certas, Portugal ainda não entrou na moda.

Já fui enganado!

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