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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Novidades, novidades... só amanhã!

À falta de mais demissões governamentais e militares, à ausência de culpados nos fogos de Pedrogão Grande e Castanheira de Pêra, nada melhor para a impressa que… falar do passado.

Este passado remonta a 2016, há um ano precisamente. O dia em que Portugal passou a ser um país com direito a “tempo de antena” nas televisões de todo o mundo, porque um jovem guineense conseguiu a proeza de marcar um golo contra a poderosíssima França na final no Euro2016. E com este remate Portugal conquistou um troféu que lhe fugiu naquela célebre final com a Grécia, em Lisboa, já lá vão uma dúzia de anos.

Desta vez calhou à equipa gaulesa perceber que os jogos só se ganham depois do árbitro apitar para o final do jogo e não por antecipação.

Mas hoje toda a gente recorda aquele Domingo e os dias frenéticos que se seguiram. Como se este país hoje não tivesse mais nada com que se preocupar.

Reconheço que aquele jogo marcou, e de que maneira, a sociedade lusa. Porém o que veio depois não pode nem deve ser esquecido, sob pena de voltarmos a ser novamente um país sem credibilidade. Os acidentes acontecem… aqui e em qualquer lugar do Mundo. Ninguém está imune.

No entanto, convém lembrar que os erros do passado não podem nem devem repetir-se. Não é só de profilaxia que necessitamos. Há a urgente necessidade de assumpção de culpas por parte de alguém. De livre vontade ou impostas. Não se pode empurrar constantemente os problemas e as culpas com a barriga.

Num casamento dito normal os cônjuges casam também com a família do outro. Isto é, os problemas do outro lado são outrossim nossos.

De mesma maneira que os governos não podem nem devem desculpar-se com atitudes de anteriores governações. Quando assumem a governação carregam sempre essa herança. Acontece a todos.

Por isso, será bom que o Governo passa a governar, a assumir as suas responsabilidades em vez de assobiar para o lado ou a ir de férias.

Luso política

Regressei ontem aos manuscritos e hoje continuei. As palavras desenhadas, os traços tortos, as emendas (muitas)!

Mas passemos ao que realmente é importante...

Gosto pouco de ser gozado. Mas o que esta geringonça que nos governa está a fazer é isso mesmo: gozar com o Zé Povinho.

Imaginem que o lider do PSD era ainda o Primeiro Ministro e deixaria que a CGD despedisse trabalhadores e fechasses balcões? Estão a imaginar?

Qual seria a reacção dos partidos ditos de esquerda? Que acções tomariam? E a CGTP, que faria? E o Sindicato da classe?

Bom demasiadas perguntas para uma sociedade muito egocêntrica e um governo que pretende somente gerir as suas relações internas.

Custa-me perceber que tanto PCP e o BE olhem para este caso sem um queixume, uma advertência, uma ameaça de greve ou acções de rua. A triste subjugação do poder!

Critiquei neste espaço muitas vezes PPC, mas sou agora confrontado com ideias e posturas em tudo semelhantes ao anterior governo, para não dizer iguais.

Enfim, Portugal necessita, de uma vez por todas, de gente séria na política. A sério!

 

País de doidos!

Definitivamente este país não existe.

Comecemos então pelas novidades que foi o acordo na Consertação Social. Assinado nos direitos por todos, recusados nos deveros por alguns.

O PSD que era a favor agora diz-se contra... só porque sim! O Governo considera uma vitória, a esquerda radical uma derrota. O senhor Presidente da República diz que sim mas que também... enfim, as confusões do costume.

A economia lusa continua a não crescer o que seria desejável. O que prova que este e outros governos foram mentindo, escondendo, olvidando ao povo português tudo o que puderam, no que a conts diz respeito.

Como disse hoje José Miguel Júdice num canal televisivo, nenhum político dirá a verdade se esta não lhe for conveniente. "Touché!"

E assim, um destes dias acordamos para uma realidade tão dura e tão áspera que fará com que o tempo de PPC, tenha sido de vacas gordas.

"De Espanha nem bom vento nem bom casamento" diz o povo. Desta vez há que acrescentar "nem bons ares nem boas águas" já que a polémica sobre Almaraz ainda vai dar muito pano para mangas.

Novamente Portugal foi ludibriado pelos espanhóis, algo semelhante à velhíssima Questão de Olivença, fez em 2015 duzentos anos.

Entretanto o nosso PR continua na crista da onda... desta vez sem prancha como ele tanto gosta. Em Belém passámos de alguém austero, para o seu oposto. No entanto diz o bom-senso que é no meio que está a virtude.

O Novo Banco daqui a pouco passa a Velho tal é a demora em dar uma solução ao caso.

O país vai assim, após as recentes festas, continuando a rir, até ao dia em que acordar do sonho e perceber que vive num pesadelo.

E aí acaba-se o sorriso deste país de doidos, Sem cura possível!

Um governo sem ideias.

Não bastava o imposto sobre o património quando surge novamente a ideia da geringonça em acabar com o sigilo bancário.

Mais uma vez o PS a reboque do BE. O partido de António Costa vive das ideias de um partido que até nem está num governo. Enfim… isto é política à portuguesa! O BE manda e o PS obedece…

Ouvi a deputada Mariana Mortágua dizer que é preciso ter coragem para tirar aos mais ricos. Se colocarem em prática este pensamento pode vir a acontecer uma de duas coisas: ou os tais ricos saem todos de Portugal e o governo não buscar um “tusto” ou então vendem ao desbarato todo o património e com o dinheiro vão para as Caraíbas passar férias prolongadas.

Nesta confusão há algo que a esquerda ainda não percebeu: o património de cada um é na maioria das vezes herdado. Com esta medida a desertificação vai crescer pois ninguém quer ser dono de pedaços de terra com um valor predial exagerado e sobre o qual vai pagar um imposto estúpido e idiota, sem ter daquele qualquer rendimento.

O abandono das propriedades vai obviamente crescer exponencialmente. Veremos então!

Entretanto a quebra do sigilo bancário tem a imbecilidade de colocar todos os portugueses no mesmo saco. Ou melhor… o Estado não presume a inocência conforme está consagrado na Constituição e considera que todos os contribuintes são criminosos.

Se a AT considerar que alguém com um IRS baixo apresentar um património elevado pode, com a devida autorização judicial, perceber o que aconteceu ao contribuinte. Mas só nestes casos… Não de forma generalizada. Até porque a AT não é de fiar quanto a fugas de informação!

O PR teceu publicamente críticas a esta última ideia. Veremos o que nos reserva o futuro próximo até porque não acredito que Marcelo Rebelo de Sousa, numa eventual teimosia governamental quanto à quebra do sigilo bancário, não envie o diploma para o Tribunal Constitucional.

Receio que estejam a querer fazer deste país um exemplo de como não se deve governar. O apoio parlamentar pode ser fantástico, mas deixa num só partido (neste caso o PS) o ónus de tudo o que correr mal num futuro próximo.

Temo novo resgate. Temo mais austeridade, temo mais incompetência socialista.

O futuro de Portugal parece-me muito negro. Tão negro quanto o foi com os governos anteriores de Passos Coelho, Sócrates, Guterres ou Cavaco..

Ministro com bom gosto... musical?

Por hábito e para manutenção da minha já pobre sanidade mental raramente vejo televisão.

Todavia a noite passada acabei por assistir a uma reportagem onde a figura principal era o actual Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

Este elemento do actual governo regressou à escola secundária que frequenou enquanto estudante do secundário.

Apercebi-me das naturais e simpáticas trocas de galhardetes entre o ministro e antigos professores e empregados da escola, quando a determinada altura o Senhor Ministro descreve que numa sala havia um leitor de cassetes mas com uma só cassete. Nesta estava gravada, num lado os Supertramp e do outro os Dire Straits.

No entanto não percebi realmente se o responsável pela pasta da Educação gostou daquelas bandas ou se fazia um frete ao escutá-las!

Quero acreditar na minha primeira hipótese!

 

2016 - Ano Novo, vida velha!

O ano de 2016 pode ser um ano de grandes mudanças, politicamente falando. Ou provavelmente não!

Aproximam-se a passos largos as eleições presidênciais com uma dezena de candidatos perfilados. Pelo que tenho lido e ouvido há já um vencedor antecipado. Porém, na política tal como no futebol, as coisas só estão realmente ganhas no final e não se ganha só com os prognósticos, vontades ou desejos. Aguardemos, pois!

Pelo que me tem sido dado observar, o actual governo que tudo criticou ao antigo, não parece ter força suficiente para alterar o que entendeu que não estava correcto. Seja por imposição europeia ou economico-financeira, António Costa aparece como farinha do mesmo saco do anterior elenco governativo. Só que desta vez com a agravante de ter a esquerda, sempre tão trauliteira noutras alturas, a apoiar a sua inactividade política. O costume!

A título de exemplo do que escrevi atrás relembro apenas o caso dos feriados, que seriam repostos no novo ano, mas que até agora o silêncio sobre este assunto parece ensurdecedor. Olvidaram a promessa!

O aumento do preço pão e da luz levará consequentemente a outros aumentos de bens essenciais. E curiosamente não ouvi ninguém vir a terreiro fazer qualquer observação. Esqueceram-se certamente!

Teremos assim no próximo ano um governo tão amorfo quanto o anterior, tão submisso à Comissão Europeia quanto PPC e tão refém da economia e finanças quanto os outros executivos. Como diziam que nunca ficariam!

Face a este belíssimo panorama vamos ter certamente em 2016 direito… a continuar a ser enganados por uma chusma de políticos que nos prometeram o céu e nos vão brindar com o inferno! Iguais aos anteriores!

A mentira governativa

Todos os dias é notícia: o Governo vai alterar drasticamente algumas opções tomadas pelo anterior governo!

Ou é TAP, ou são as pensões, os exames escolares e até o salário mínimo. Tudo em prol daquela ideia, dita pelo actual ministro das Finanças, de que a austeridade já acabou.

Bom... não tenho dados concretos para dizer que o que estão a fazer é errado! Mas também não sei se é correcto.

O que entendo é que durante quatro anos Portugal passou "as passas do Algarve" em nome do equilíbrio das nossas contas e eis senão quando este novo governo diz que não é necessário tanta austeridade e que tudo está bem.

Algum deles mentiu ou está a mentir... E a mentira tem "perna curta".

É frequente os partidos que assumem a governação revogarem algumas normas emandas por anteriores governos. Mas as actuais decisões de S. Bento podem ter preços demasiado altos para o país.

Estaremos todos dispostos a pagá-los mais tarde? E com que juros?

Seis ideias sobre política lusa!

1 - Um Governo, seja ele de que côr política for, deve ser competente e sério.

2 - Por isso as escolhas para os lugares de governação devem apresentar como matriz o conhecimento mais ou menos profundo das pastas, à qual se juntará a permanente disponibilidade à vida pública e naturalmente a honestidade. Sem estes três vectores nenhum governo está seguro, pois à primeira contrariedade a queda será o mais evidente.

3 - O PS e consequentemente o seu Secretário Geral, com os tais acordos à esquerda, assumiram um enooooooorme risco. Sabem de antemão que o seu escrutínio vai ser muito mais denso que noutros governos. Deste modo, cabe a AC fazer valer a sua posição e mostrar à sociedade civil quanto estavam enganados.

4 - Não vi nem ouvi os discursos de tomada de posse deste novo elenco governativo. No entanto, fui lendo que o PR foi igual a si mesmo (nem outra coisa seria de esperar!) e que AC aproveitou para enviar outrossim uns recados para Belém. Não sei se foi verdade... mas é o que tenho constatado.

5 - Custa-me que Cavaco e o PM estejam de costas voltadas. Neste momento da vida portuguesa é o pior que nos pode acontecer. Portugal e os portugueses (todos sem excepção!) merecem que cada um destes políticos dê o melhor de si.

6 - Só mais uma nota: para um governo com "tanto" apoio parlamentar li também que o líder do PCP não esteve presente na tomada de posse. Acho, no mínimo, estranho!

António Costa: Portugal não é (só) Lisboa

Nada me move contra o ex-presidente da CML, apenas detesto ser comido por parvo. Já o fui, é certo, mas agora creio perceber melhor as coisas.

Ao actual PM ouvi muitas vezes dizer, em campanha, que não cortaria pensões, salários e noutras regalias e... foi o que se viu... Culpa dele? Não sei, mas pelo menos do discurso à prática muita coisa se alterou. E para pior.

Do mesmo modo custa-me a entender o novo discurso do líder do PS. Será que ainda há alguém que acredite neste senhor? Eu não, de todo!

AC tal como PPC há quatro anos, fala do que não sabe pois, por muito que tente, não possui todos os dossiers na sua mão. Este tipo de conversa fiada, a modos que para enganar tolos... não vai levar estes políticos até muito longe.

Passos Coelho assim como Paulo Portas estão desejosos de largar o governo, isso é visível. Foram quatro anos muito maus, demasiado maus para serem verdade e aos quais aqueles ficarão indelevelmente ligados, tendo em conta as políticas de austeridade que derreteram a classe média e a economia em particular e o País em geral.

Costa parece estar a cair no mesmo erro que caiu PPC quando se candidatou. É óbvio que em política não se deve prometer o que se sabe de antemão que não vai poder cumprir... mas a tentação é demasiado grande. Pois só assim se ganham eleições.É, por isso, certo que nenhum político, em consciência, será capaz de dizer que os próximos quatro anos são para manter a austeridade. Ninguém ganha votos a cortar nos rendimentos, na saúde ou na educação!

Esta atitude de "prometo-uma-coisa-e-faço-precisamente-o-contrário" levará ao crescimento de um grande desinteresse da sociedade civil pela actividade política e respectvas decisões, cabendo deste modo, às máquinas partidárias a estratégia para as futuras vitórias eleitorais.

São estas poderosas máquinas, em última instância, que carregam os seus líderes e os colocam em lugares de destaque independentemente de saberem ou não, da capacidade que ele possa ter para gerir um país. No caso de AC é de referir que Portugal não é (só) Lisboa.

Fiquei sem perceber...

... a (má) história com os medicamentos para a Hepatite C.

 

Há algo neste triste episódio que cheira muuuuuuuito mal. Num dia é tudo caríssimo, no outro há um acordo entre as partes envolvidas e os preços baixaram quase 50%.

Fica a questão: se ninguém tivesse vociferado publicamente contra o senhor Ministro, quantas pessoas teriam ainda de morrer para se chegar ao tal acordo?

Com a saúde não se pode brincar. Nunca!

 

 

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