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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Longe da cidade

Desde sexta feira que estou na aldeia rodeada da cor castanha devidos aos incêndios deste Verão. Portanto longe da cidade, das correrias e dos acontecimentos importantes em Portugal.

Mas parece que nada mudou. A geringonça continua a sua campanha, o Rui Rio continua a falar do Agir e Santana Lopes quer ter a "Sorte Grande" sem jogar o bilhete inteiro, joga só com décimos.

E soube isto no bocadinho no café, precisamente antes do jogo de Sporting, desta noite.

Plagiando o outro afirmo: de Lisboa, nada de novo.

Zangam-se as comadres...

... E temos Governo e o Presidente da República quase em rota de colisão.

As últimas notícias vindas a lume referem que Marcelo sabia, antes do seu violento discurso proferido em Oliveira do Hospital, o que AC estava a tencionar fazer em relação a uma eventual remodelação governativa. Ao invés, o PR acusa o Governo de não ter percebido o que se passou na sociedade portuguesa, nomeadamente com as vítimas dos fogos.

Verdadeira troca de galhardetes.

Pegando neste assunto e olhando para ele de forma equidistante e desapaixonada  fico com a estranha sensação que as "comadres" governativas se zangaram profundamente. Assim sendo não imagino quais os próximos passos nesta relação que em tempos foi muito profíqua.

Até à entrada deste Verão ninguém em Portugal imaginaria que esta amizade entre uma esquerda demagógica e trauliteira e um Presidente festivaleiro e omnipresente, acabasse nesta espécie de arrufo. Mas veio o Verão quente, seco e assassino e logo tudo o que era amizade e compromisso se toldou numa tempestade.

O Primeiro Ministro não gostou obviamente da chamada de atenção do Professor Marcelo. Sentiu-se diminuido e quase humilhado. Por isso arranjou maneira de através de um conflito institucional se libertar da imagem de um governante frio e distante do povo que não o elegeu.

Não imagino como irá terminar este sarilho. Todavia o que fica é que as relações entre estas "comadres" esfriaram.

A geringonça teve o seu primeiro grande revés. 

... Falta agora descobrir as verdades de parte a parte.

 

                                                                    

Posso ir trabalhar dia 1?

Conhecem certamente aquela piada do cientista que arrancou as asas à mosca e a conclusão que tirou é que a mosca sem asas ficou surda.

Na nossa política passa-se mais ou menos o mesmo: o cientista da geringonça decidiu que em dia de eleições não deve haver divertimento…

Isto a mim só dá vontade de rir. E não é porque tem piada mas sim porque é muito estúpido.

Pegando na minha memória relembro que em 1987 as eleições foram a 19 de Julho. Muitos partidos acharam que não deveria ser naquele dia, tendo em conta as férias dos portugueses. Fosse por isso ou por outra coisa qualquer, ainda não profundamente explicada, a verdade é que o PSD ganhou nesse ano a sua primeira maioria absoluta.

A questão de eventos desportivos realizarem-se em dia de eleições é obviamente uma questão menor. Porque quem pretender votar fá-lo-á sem qualquer problema e não haverá evento que diminua essa intenção.

Na mesma ordem de ideias que este governo pretende implementar, em dia de eleições não devo ir à praia, ao campo, ao cinema nem sequer visitar aquele familiar que está no hospital ou simplesmente ir à missa? Será que depois de votar já posso ir?

Ora se a geringonça está mesmo preocupada com o absentismo eleitoral luso, porque não disponibiliza uma aplicação para se votar “on-line”? Seria fixe e quiçá haveria menos abstenção.

Há muito que o País deixou de ser uma verdadeira democracia, para passar a ser um estado quase ditatorial. É que é nestas ínfimas atitudes, que começamos a perceber os pequenos ditadores da nossa sociedade. Infelizmente!

No entanto há uma coisa que é certa. Este ano não irei votar porque, provavelmente, estarei a trabalhar. Posso ou tenho que fazer requerimento?

Tadinhos!

Portanto e segundo os últimos relatórios sobre a tragédia de Pedrógão Grande, temos o seguinte panorama:

 

O SIRESP é uma porcaria.

ANPC é incompetente.

Os bombeiros são uns malandros

A GNR é uma desgraça.

Os meios aéreos insuficientes.

 

Só a geringonça, que é DDT, qual Ricardo Salgado dos novos tempos, é que não teve culpa nenhuma!

Quase apetece dizer: tadinhos!

A culpa é da "geringonça"

Já vos disse que não acredito em coincidências? Pronto, repito que não acredito.

Ora pegando naquilo que tem vindo a acontecer a Portugal e contrariando a ideia das coincidências, tenho a dizer que a tal de "Geringonça", comandada por António Costa e "sus muchachos" tem todas as "culpas no cartório" naquilo que vindo a acontecer a Portugal. Basta olhar para os acontecimentos mais recentes... Assim:

Portugal foi Campeão Europeu de Futebol em 2016;

O deficit desceu;

Portugal ganhou o festival da Canção;

A economia está a crescer;

Os pastorinnhos Jacinta e Francisco foram canonizados;

O coiso ganhou a tal coisa este fim de semana.

Só coisas boas. Agora não digam que "eles" não sabem o que fazem.

Uma questão de fé… nas eleições!

Quem me lê sabe que sou assumidamente católico, que professo uma fé, cada vez com menos crentes, é certo. Não importa!

Como é do conhecimento geral, este ano comemoram-se os cem anos da aparição de Nossa Senhora aos Pastorinhos. Desta vez com a presença do Papa Francisco. Uma bênção para quem crê!

Ora bem, Portugal com a constituição saída do pós-25 de Abril deixou de ser um país definitivamente católico para se tornar um estado laico. Até aqui tudo normal.

Só que, não obstante existirem cada vez menos crentes, a religião católica ainda é, em Portugal, maioritária. Talvez por isso e não só (?) o governo decidiu dar tolerância de ponto ao funcionalismo público no próximo dia 12 de Maio.

Sinceramente ainda gostava de perceber o porquê desta decisão? Ou melhor… eu até percebo, mas as razões porque são feitas nada têm a ver com crença religiosa dos funcionários públicos mas unicamente com a crença… eleitoral.

É que num futuro próximo a FP não esquece que debaixo do “chapéu” da igreja esteve mais um dia em casa, sem trabalhar. Isto é, um fim de semana prolongado à custa de uma fé que já poucos sentem.

Como católico até poderia achar bem a dispensa… mas reconheço que esta dádiva (quase) divina é muito pouco religiosa e, sinceramente, concordo muito pouco com ela. Pior… irei certamente a Fátima mas para isso vou gastar um dos meus dias de férias. Com muito gosto!

Mas mais uma vez a geringonça a trabalhar para as próximas eleições.

Luso política

Regressei ontem aos manuscritos e hoje continuei. As palavras desenhadas, os traços tortos, as emendas (muitas)!

Mas passemos ao que realmente é importante...

Gosto pouco de ser gozado. Mas o que esta geringonça que nos governa está a fazer é isso mesmo: gozar com o Zé Povinho.

Imaginem que o lider do PSD era ainda o Primeiro Ministro e deixaria que a CGD despedisse trabalhadores e fechasses balcões? Estão a imaginar?

Qual seria a reacção dos partidos ditos de esquerda? Que acções tomariam? E a CGTP, que faria? E o Sindicato da classe?

Bom demasiadas perguntas para uma sociedade muito egocêntrica e um governo que pretende somente gerir as suas relações internas.

Custa-me perceber que tanto PCP e o BE olhem para este caso sem um queixume, uma advertência, uma ameaça de greve ou acções de rua. A triste subjugação do poder!

Critiquei neste espaço muitas vezes PPC, mas sou agora confrontado com ideias e posturas em tudo semelhantes ao anterior governo, para não dizer iguais.

Enfim, Portugal necessita, de uma vez por todas, de gente séria na política. A sério!

 

A renegociação da dívida

Oiço demasiadas vozes a falar da renegociação da nossa dívida. Especialmente alguns partidos associados à geringonça. Dito de uma maneira mais simples pretendem claramente um perdão.

Certamente que cada um dos partidos tem o direito de dizer e pedir o que bem lhe der na gana, mas isso não os iliba da irresponsabilidade que será não cumprir com os compromissos assumidos.

O problema não é só uma questão de renegociar a dívida mas tão somente perceber que, ao assumir estas negociações, estaremos a condenar que futuramente alguém se disponha novamente a emprestar-nos mais dinheiro. E percebe-se porquê...

Imaginemos:Chego a um amigo e peço-lhe x dinheiro emprestado. Ele apresenta as condições e eu aceito. Passados alguns tempos chego novamente à sua beira e proponho reformular a dívida contendo aquela uma perdão de dívida e juros.

Se ele aceitar, porque prefere perder 50% a perdê-lo todo, acabamos por afastar alguém que nunca mais nos emprestará um "tusto".

O mesmo se passa com Portugal!

Em vez de se pensar em fazer crescer o país de forma a pagarmos o que devemos anda a geringonça, mais preocupada com as futuras eleições autárquicas, a gastar à "tripa-forra".

Daqui a uns anos quando não houver dinheiro nem para pagar as reformas mais pequenas, provavelmente nessa altura alguém falará da tal renegociação de dívida que nunca deveria ter acontecido.

Mas enquanto esse dia não chega há que gastar.

Desmesuradamente!

O descontentamento do PR!

Era mais ou menos óbvio que o actual Preidente da República vetaria a lei do fim do sígilo bancário.

Como cidadão cumpridor só posso concordar com o veto presidencial. De outra forma passaria a ser considerado criminoso como muitos que andam por aí ...

Porém este veto traz consigo muito mais que uma reanálise da lei. É claramente a primeira afronta ao governo apresentada por Marcelo.. Sendo certo que a geringonça já sabia de antemão da decisão do actual Presidente, tendo como base declarações proferidas em Agosto (se não me falha a memória), ainda assim não se coibiu de apresentar o diploma para aprovação presidencial.

Ora isto cheira-me ao início de uma guerrilha institucional para a qual Marcelo parece estar mais bem preparado que os adversários. Há neste este veto uma mudança de atitude do PR. Esta manobra pode nada significar ou pode ser sinónimo de algum cansaço no que respeita a algumas medidas ou ameaças de medidas por parte do governo de António Costa e "sus muchachos".

Dito de outra maneira o PR está um pouco farto de ouvir falar os partidos que apoiam o PS no governo. , enquanto este segue um pouco a reboque dessas declarações mesmo que tenha que as desmentir.

Neste momento cabe ao BE e ao PCP marcar o compasso da música que este governo vai tocando (mal).

 

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