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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Fogo de injustiças!

Os incêndios já fazem parte do nosso dia a dia. As televisões carregam e sobrecarregam os tempos dos noticiários com imagens, algumas delas simplesmente dantescas, de matas e casas a arder, com a evacuação de aldeias, com um conjunto de episódios muito para além do que poderíamos sonhar nos nossos piores pesadelos.

Na mesma correria de notícias surge a informação de suspeitos detidos por fogo posto. São então presentes a juízes que, na maioria dos casos, os enviam para casa até aguardarem julgamento.

Há nesta (não) justiça algo profundamente errado. Ou sou eu que estou a ver mal?

Como pode um juiz deixar em liberdade alguém que cometeu um crime desta envergadura? O mais certo é voltar a fazer…

Se, entretanto, o criminoso arranjar um advogado com alguma experiência acaba por ser internado num qualquer hospício e solto passado pouco tempo.

O conceito de justiça dos compêndios difere, e muito, da realidade. Cada vez mais… É tempo de se olhar para a justiça com um cuidado redobrado de forma a evitarem-se males maiores.

Neste sentido seria bom, de uma vez por todas, que o Ministério Público passasse a ter um código penal específico para os incendiários, com uma moldura penal na medida exacta do crime cometido e que poderia passar muito bem pela prisão perpétua (esta gente não merece viver em liberdade!!!).

Termino com a infeliz ideia de que em Portugal a justiça jamais servirá a quem mais precisa dela.

O Inferno existe!

Agora, muitas horas depois dos trágicos acontecimentos em Pedrogão Grande, consigo finalmente escrever algo mais sobre estes incêndios no centro do País.

Por aquilo que tenho assistido nas televisões, que hoje me obriguei a ver, pelos depoimentos das vítimas, pelas declarações de bombeiros, descobri que o Inferno existe e está (ainda) presente naquela zona de Portugal.

Este incêndio, ao que escutei, começou de forma natural, se uma trovoada seca for só por si algo natural! Depois foi o que se sabe e o número de vítimas, infelizmente, não pára de subir.

Muito se falará nos próximos dias sobre o que aconteceu, sobre o que poderia ser evitado, sobre o tipo de floresta que Portugal tem, sobre tanta coisa… mas daqui a um mês já ninguém quer saber. É (quase) sempre assim.

Restarão os que sobreviveram para contar estas tristes memórias, sem bens, sem meios, sem animais, sem forma de subsistirem. Mesmo com as campanhas solidárias, que já começaram a surgir, dificilmente a maioria das vítimas, que sairão desta tragédia, conseguirá refazer a sua vida.

O drama dos incêndios em Portugal continua, todos os anos, a fazer vítimas. Este ano prima pelo número infeliz de vidas humanas que foram atingidas de uma só vez. Não tarda nada que os governantes deste Portugal, venham publicamente dizer que vão disponibilizar verbas para ajudar os agricultores no tratamento dos terrenos altamente combustíveis devido à floresta lá naturalmente implantada. Como sempre fazem nestas alturas!

Mas digo eu, daqui deste espaço que ninguém vai ler, que se o afirmarem será profunda demagogia. E mentirão com quantos dentes têm na boca.

Portanto meninos da “geringonça” ficarei atentamente à espera das futuras declarações! Porque o Inferno existe mesmo!

Perguntem aos desgraçados em Pedrogão Grande!

Nem sei que dizer...

...Nem o que escrever!

Neste momento nada vale o que qualquer um de nós, longe do inferno Dantesco que se viveu e ainda vida em Pedrogão Grande, possa eventualmente pensar ou sentir.

Mais uma vez o pinhal como combustível com a mãe Natureza a ser a incendiária.

Estou profundamente triste.

Uma pessoa luta a vida inteira para ter algo e num segundo tudo perde... Até a própria vida!

 

 

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