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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Dia de trabalho em família

Após longas horas de trabalho regresso por breves momentos aqui à escrita.

Ontem havia aqui avisado. Hoje foram (só) treze candeeiros montados. Com as respectivas medições e furos, para tudo ficar como deve ser.

Actualmente montar uma casa não é nada fácil. Ainda por cima quando se passa de um apartamento pequeno para uma moradia com muitas salas.

A família esteve toda presente e ajudámos no que pudemos, cada uma à sua singela maneira.

Já noite jantámos todos pizza.

E mesmo cansados ainda conseguimos rir.

É optimo vivermos estes momentos. Recordações quiçá breves mas que ficarão para sempre

 

Carta aberta a um aniversariante

Companheiro,

Sei que não gostas de comemorar o teu dia de aniversário. É uma opção pessoal e só tenho de a respeitar. Daí escrever-te esta missiva.

Quebra-se (ou quebras tu!) assim uma tradição familiar de muitos anos.

Vi-te crescer, vi-te saíres de casa em busca do conhecimento, vi-te sofrer com os desaires com que a vida te foi brindando.

Mas tentei estar sempre a teu lado. Provavelmente, e pelo que percebo agora de ti, sem grande êxito…

Não foi por mal, crê-me. Como costumo dizer, as crianças quando nascem não trazem consigo qualquer Manual de educação. Este, vai-se naturalmente escrevendo dia a dia. Parece que nem nisto escrevi bem…

Da minha vida passada há poucas coisas das quais me posso orgulhar, exceptuando os meus filhos! Durante anos a fio dormi mal e nem descansava, constantemente preocupado com o bem-estar. De repente e quase sem perceber os meninos pequeninos e traquinas, tornaram-se homens e ganharam asas próprias. Faz parte da vida!

Custa-me por isso passar este dia e não te poder dar um abraço sentido e dizer o quanto gosto de ti como pai, como amigo e porque não dizê-lo como homem. Só porque não o desejas.

Termino com um mui singelo pedido: se não gostas de festejar o teu dom da vida, deixa-me pelo menos a mim, comemorar o dia em que fui pai pela segunda vez,

Do teu pai.

Um abraço único!

Os americanos adoram ter dias para tudo. E de tudo fazem filmes e propaganda.

O dia do veterando é um desses eventos (nem imagino qual seja a data!!!).

Correm depois na internet, uns pequenos filmes de militares americanos que regressam ao seu pais após meses e anos de ausência em teatros de guerra.

Se de alguma forma estes excertos fazem parte de propaganda, o certo é que nesses breves instantes podemos observar como as pessoas reagem à chegada inesperada de um ente querido. Especialmente os filhos...

E é aqui que noto a grande diferença... Um abraço entre um pai e os seus filhos é deveras diferente de todos os outros. Não tem a ver com ser homem ou mulher... mas um abraço sincero e genuíno entre um pai e um filho é um momento único e muito especial.

Eu já experimentei esse abraço. Sempre que o meu pai regressava de África após mais uma campanha militar!

 

 

Dia do Pai!

Hoje é dia do Pai.

Ontem foi dia do Pai.

Amanhã será dia do Pai.

Porque todos os dias são dia do Pai!

Numa época em que assistimos a tanta morte de crianças por maus tratos, pergunto a mim mesmo que homens são estes que maltraram os seus próprios filhos?

O meu pai já tem uma idade bonita. Recheada de aventuras que nem sequer imagino. De noites dormidas na solidão de um beliche porque a vida militar assim o obrigava. De dias, semanas, meses, anos afastado da família,

Educou-me como soube sempre tendo como base os melhores princípios e a ele devo tudo o que sou.

Hoje é dia do Pai.

Pai que sou hoje de dois filhos já homens. Que não ligam ao dia.

Mas também não me preocupo.

Queiram ou não serei sempre o pai deles. E amá-los-ei sempre até que Deus me leve!

A tal dor!

Já aqui disse que o meu maior património são... os meus filhos.

Certamente, tal como eu, muitos pais pensarão da mesma forma. Por eles fazemos tudo, damos tudo, pois são os nossos verdadeiros e mais sinceros projectos de vida.

Pela ordem natural das coisas devem ser os filhos e levarem-nos à nossa última morada. Mas a ordem nem sempre é natural.

E quando são os pais a levarem os filhos?

Pois... essa é a tal dor. A dor que nunca passa e jamais esmorece. Que verte lágrimas de sangue e sofrimento. A dor que arrebata a alma e a derrete. 

Aconteceu a uma colega minha, que esta semana o seu filho adormeceu num sono donde jamais acordará. A tal dor que dói sempre, a chaga permanentemente aberta, a tristeza atroz de mãe e pai.

Considero-me um corajoso perante as vicissitudes da (minha) vida, mas reconheço incapacidade para lidar com tamanha dor. Porque o amor de pai e mãe por um filho não se compreende, nem se explica... só se sente!

Amor de mãe!

A maternidade é, nos nossos dias, um momento muito especial. Para os familiares próximos, para o pai mas sobretudo para a mãe. E então se for a primeira vez... Tudo é novidade, ventura e aventura, desassossego permenente!

Hoje uma recente mãe fez anos! Festa em família, como não podia deixar de ser, o bebé foi sem dúvida alguma o centro das atenções. Até nas prendas...

Um desenho do menino nos braços da jovem mãe, reproduzindo fielmente uma foto tirada havia umas duas semanas, gerou uma torrente de lágrimas por parte da aniversariante. Um gesto que os mais velhos compreenderam e aceitaram. Todavia estas lágrimas são antes de mais o assumir real e genuíno do amor de uma mãe pelo seu rebento.

E quer queiram quer não, jamais haverá amor como este!

O pai como exemplo!

A sociedade portuguesa mudou, e de que maneira, nos últimos quarenta anos. Muito por razão do 25 de Abril e da quase forçada alteração de mentalidades que se foi operando.

Uma das enormes mudanças foi, não só na acessibilidade das mulheres às universidades e ao mercado de trabalho, como na assumpção de que homens e mulheres têm direitos e deveres, se não iguais, pelo menos muuuuuuito semelhantes.

Esta alteração de valores, mais evidentes nas urbes citadinas em contraponto às sociedades rurais, fez com que muitos homens, ainda formatados e assentes no paternalismo, tivessem alguns problemas de adaptação aos novos tempos.

Por outro lado os jovens começaram desde cedo a lidar com o sexo oposto, começando esta relação logo nos bancos da escola. A sociedade foi assim avançando, com as mulheres a serem mais relevantes na evolução já que requereram, com natural justiça, alguns desejos e vontades que antigamente lhes estavam (quase) vedadas. Para exemplificar o que acabei de escrever direi que até ao 25 de Abril era raro ver uma mulher entrar numa pastelaria para tomar um café. Pelo menos em Portugal.

Se por um lado as mulheres passaram a ter mais "liberdade" de acção, por outro passaram para o homem algumas acções que antigamente apenas competiam à mulher. Entre muitas destas actividades inseriu-se a normal educação dos filhos.

O homem deixou de ser somente o progenitor mas... pai.

Eu próprio, que até aos nascimento dos meus filhos nunca fui grande apreciador de crianças, acabei por fazer quase tudo aos meus rapazes quando bébes. Mudei-lhes fraldas, dei-lhes de comer, banho, brinquei com eles. Pretendi ser um (bom) exemplo, a âncora que os segurasse ao mundo real, a luz que lhes iluminava o quarto...

Ser pai não é nem nunca foi tarefa fácil. E nenhum homem, por muitos compêndios que leia, consegue lidar com todos as vicissitudes que os descendentes vão apresentando. É que as crianças nascem sem "manual de instruções". Somos nós, cada um à sua maneira, a escrever esse mesmo manual.

As noites como pais serão sempre mal dormidas. Primeiro porque são pequenos e têm aquelas cólicas tão frequentes ou as dores de ouvdos por causa dos dentes, mais tarde porque têm aquela festa e vão aparecer tarde em casa  E finalmente porque andam meses à procura de um emprego...

Dizia a minha sábia avó: "Filhos criados, trabalhos dobrados".

Por tudo isto e tendo em conta que muitos dos meus amigos e familiares foram recentemente abençoados pelo dom de mais uma vida nas suas vidas, venho aqui lembrar-lhes que o pai não deve ser a face ausente da família mas, como já referi atrás, o exemplo e acima de tudo o amigo especial.

Para que possamos ter uma melhor sociedade, mais próxima do ser humano e mais afastada de máquinas viciantes!

Uma questão de nomes?

O nosso nome próprio é algo que nos identifica mas claramente não nos define. Isso é ponto assente!

E não vale a pena andarem a fazer slides com as definições de nomes, e a enviá-las por mail, que não vale a pena, porque nada (ou tudo?) corresponde à realidade de cada um. Nem todos os Franciscos são Papas, nem todos os Cavacos são Presidentes (neste último caso nos anos oitenta havia uma irmandade de Cavacos altamente perigosa!), nem todos os Pedros são PM...

A cada um é obviamente dado um nome e com o qual será conhecido, por escolha de pais, padrinhos, tios, avós ou somente por tradição familiar... Mas é aqui, nesta opção, que reside muitas vezes o cerne da questão. Há pais que julgam que as suas crianças o serão para toda a vida, sem direito a crescer ou a ter opiniões. E espetam-lhes com os nomes mais estapafúrdios que podemos imaginar, olvidando que a criança irá lidar com essa não decisão da sua parte, para o resto da vida.

Entendo que muitos pais não pretendam dar um nome corriqueiro aos filhos, bem pelo contrário. Estão no seu natural direito. Todavia há opções.. que parecem tiradas duma qualquer personagem dos livros de aventuras de Harry Porter.

Ora é aqui que toca o grande ponto. As crianças são geralmente muito francas e quiçá cruéis. De tal forma quando apanham algum nome menos normal, tendem a distorcê-lo e a usá-lo quase como arma de arremesso. (O princípo do bullying?)

Compreendo que o nome para um filho não é escolher um modelo ou cor de um carro, mas algo que vai perdurar para toda a vida e é por isso que este assunto deve ser discutido em família, pesando todos os prós e contras dessa decisão.

Portanto homens e mulheres, prestes a serem pais e mães, pensem bem que nome querem dar aos vossos filhos... para que mais tarde não se arrependam amargamente dessa (má) decisão.

Pai coragem!

Somos amigos há mais de trinta anos. A determinada altura da vida optou por adoptar uma criança. Como homem solteiro que era, esta sua atitude pareceu a muita gente no mínimo… estranha. Mas o António nada temeu e avançou para a aventura de ser pai sem quaisquer receios e consciente do que teria de enfrentar. E não ficou por aqui. Mais tarde adoptou um segundo rapaz. E se ser pai de uma só criança parecia complicado, imagine-se duas…

Actualmente o meu colega e amigo é avô desse seu primeiro filho. E a alegria de ser pai redobrou, naturalmente!

Pelo que sei no passado dia 19 esteve num programa televisivo onde contou as suas aventuras de pai solteiro de dois filhos e mostrou ao mesmo tempo a alegria de ser pai em duplicado.

Este texto é somente uma singela homenagem ao António pela coragem demonstrada por assumir sozinho a paternidade de duas crianças que não gerou.

O verdadeiro Pai Coragem.

Hoje dia do pai!

O dia do pai serve, acima de tudo, de homenagem aos nossos antecessores. E eles bem merecem.

Ser pai, numa altura destas não é fácil... Actualmente vivo assim numa espécie de sandes familiar. Por cima tenho o meu pai, octagenário. Por baixo ficam os meus filhos, jovens e competentes. No meio tal qual uma salsicha em cachorro quente fico... eu. Pois é sou filho único!

E se os mais novos já passaram aquela fase de grandes preocupações, pois já trabalham e seguiram a sua vida profissional, a parte mais velha desta história começa a ser um foco de alguma preocupação.

Mas é normal que assim seja. É a tal lei da vida!

Se tudo correr bem, amanhã vou jantar com o meu pai e com a minha mãe. Entretanto telefonei-lhe hoje e enviei-lhe um beijo.

E esta noite até que correu bem. Os meus filhos não se esqueceram deste dia e recebi de cada um deles um abraço que me soube a mel.

Não necessito de outra prenda.

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