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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Dia de trabalho em família

Após longas horas de trabalho regresso por breves momentos aqui à escrita.

Ontem havia aqui avisado. Hoje foram (só) treze candeeiros montados. Com as respectivas medições e furos, para tudo ficar como deve ser.

Actualmente montar uma casa não é nada fácil. Ainda por cima quando se passa de um apartamento pequeno para uma moradia com muitas salas.

A família esteve toda presente e ajudámos no que pudemos, cada uma à sua singela maneira.

Já noite jantámos todos pizza.

E mesmo cansados ainda conseguimos rir.

É optimo vivermos estes momentos. Recordações quiçá breves mas que ficarão para sempre

 

Outra coisa completamente diferente ou talvez não!

Conheci em tempos um grande homem, entretanto já falecido. Tive com ele uma relação muito próxima e dávamo-nos muito bem.

Sempre o conheci como alguém que sabia o caminho que pisava. Trabalhador e de uma vontade indomável só mesmo a doença o venceu.

Sobre ele escrevi em tempos este texto.

Amigo do seu amigo, todavia encontrou na família o verdadeiro lastro da sua vida. Adorava as filhas e os netos e quantas vezes quase parecia uma criança.

Nasceu muito pobre, passou mal na sua juventude, mas acabou por erguer o seu pequeno mundo e morreu rico em afectos que todos, sem excepção, lhe dispensaram.

Foi assim a vida do meu sogro.

Só mais um pequeno pormenor sem importância nenhuma… Nasceu no mesmo dia e no mesmo ano de Mário Soares!

Férias de 2016

Parece que foi ontem, mas já passou uma semana desde que entrei de férias. Este tempo de lazer e descanso parece correr mais depressa que o tempo em época de trabalho.

Calor, praia, bons petiscos, bons vinhos e claro está boa companhia foram os componentes desta última semana.

Claro que o sono ainda não se encontra totalmente recuperado mas para lá caminha.

Aproxima-se um Domingo certamente diferente com direito a passeio e almoço em família.

Estes eventos também fazem parte das (boas) férias... 

A idade sanduiche!

Disse uma vez um médico a alguém muito próximo:

- Está na idade sanduiche, acima de si estão os seus pais, abaixo os seus filhos!

Desde cedo percebi esta… "receita".

Na realidade, e infelizmente o que vou escrever a seguir não se aplica a toda a gente, a minha idade obriga-me a ter preocupações com os meus antecessores. Estão numa provecta idade, com as doenças inerentes aos anos que já contam, mas mesmo assim ainda são muito independentes. Todavia, eu como filho e estando longe, vivo sempre em sobressalto por algo que lhes possa acontecer: uma simples queda, por exemplo, pode ser o suficiente para alterar toda uma vida.

Hoje liguei cedo para tentar saber como estavam. Sem sucesso! Nem telefone fixo nem telemóvel… nada! Só bem perto da hora do almoço consegui finalmente apanhar a minha mãe. Foi um alívio que senti e nem tive coragem de confessar o temor que me acompanhou toda a manhã!

Do outro lado, como observvou o tal médico, estão os filhos… Um casado veio hoje, com a mulher, almoçar comigo. E que bem que me soube a companhia deles. Comemos, bebemos, falámos, rimos... São estes breves momentos que guardarei com nostalgia.

O mais novo, por motivos mais ou menos profissionais, ficou por casa e não veio comigo de férias. Opções!

Estranhamente gosto desta sensação de fiambre entre fatias! É sinal que não estou completamente só.

Ao João Manuel

A vida para ele nem sempre foi mãe. Quase sempre foi madrasta. Mas o João Manuel mostrou-se sempre um lutador.

Ele é o neto mais velho de um avô comum e a quem devo o meu nome. Herdou-lhe, pelo menos, a perseverança...

Viajou pela vida como se fosse um peregrino. Sempre à procura da "tal" de felicidade.

Um dia teve mesmo de partir para longe em busca de melhor vida. Pretendeu um dia regressar para se despedir da mãe falecida. Nem nesse dia! Foi detido no aeroporto. Mas continuou a batalhar...

Finalmente, já com alguns anos e muitos cabelos brancos retornou à sua aldeia onde serenamente reconstruiu uma casa e dela fez o seu castelo. Como qualquer guerreiro após tremendas pelejas.

Mas naquela manhã acordou doente, muito doente. Um AVC retirou-lhe a fala e o andar. Por enquanto!

Fui hoje vê-lo ao hospital. Ainda sinto a sua voz rouca, de outras conversas, marcada no meu coração.
Todavia hoje quando me viu apenas chorou. Também me apetecia chorar porque dele sempre recebi incondicional carinho e profunda amizade.

É (quase) um irmão que ali está agora. A tentar lutar, como sempre o fez, por dias (mais) felizes.

Que nunca lhe falte a força de vontade nem a coragem!

Papa - um homem lúcido

Vi, assim meio a correr, excertos do discurso improvisado do Papa Francisco em Filadélfia. Do pouco que assisti retive uma ideia expressada pelo Sumo Pontífice e que ia no sentido de que cada família tem uma cruz. Mas logo de seguida acrescentou que só com o amor da família é que os problemas se conseguem resolver.

Grande verdade.

Mas quem nesta nossa sociedade está disposto a fazer sacrifícios pela família? Poucos, muito poucos. Cada vez menos...

Porque aquela dá (muito) trabalho. E todos nós egoisticamente preferimos o descanço.

Um regresso à acalmia!

Diz-se que não há nada melhor que a nossa casa!

E hoje, após um fim de semna de festa na aldeia, tenho de concordar com a máxima tão popular.

Após uma viagem de algumas centenas de quilómetros eis-me em casa e preparado para o resto das férias. Que pretendo agora que sejam só de descanço e... mais nada.

Há quem use as férias para viajar, sair do ritmo diabólico da cidade e procurar outras paragens, quiçá mais movimentadas que os próprios dias de trabalho.

No meu caso, prefiro o sossego de uma praia, um saboroso almoço obviamente bem regado e muitísssimo bem acompanahdo. E sem grandes alaridos.

Na acalmia da família!

Família é família!

Conheci-o como estacionador (nem sei se tal palavra existe, valha-me Deus!) de carros num parque de estacionamento que uso com alguma frequência.

O Carlos - assim se chamava o rapaz - era novo, demasiado novo para optar por aquela vida e não obstante o aspecto deteriorado era muito simpático. Sempre que lhe dava uma moeda, fosse ela qual fosse agradecia com invulgar delicadeza.

Um dia perguntei-lhe descaradamente quando lhe entreguei a moeda:

- É para a droga?

Ele olhou-me admirado como se passasse naquele instante a ser um deles e respondeu:

- Não... Para essa já tenho, senhor! É para dar ao meu irmão...

Naquele instante diversos pensamentos assolaram à minha cabeça. Mas antes de fazer qualquer juízo voltei a perguntar:

- Porquê, também atira para a veia?

Resposta pronta:

- Não! Está desempregado e tenho de arranjar dinheiro para o sustentar. E se não chego a casa com o graveto põe-me na rua...

Revoltei-me com a ideia e devolvi:

- Mas porque fazes isso ao teu irmão? Provavelmente ele pode trabalhar... melhor que tu!

Respondeu Carlos com a face quase escondida e envergonhada:

- Ele... ele é meu irmão... E é a única família que tenho!

Calei-me e nessa tarde dei-lhe uma nota em vez da moeda.

Soube recentemente que o Carlos morreu devido a uma "overdose". Fiquei deveras triste...

Entretanto o irmão desempregado, esse, já não tem mais família.

 

Família quase, quase... aumentada!

Diz o povo: Parir é dor, criar é amor.

Este adágio faz todo o sentido cá em casa. Antes de ter filhos, passei pela experiência de quase educar os meus sobrinhos. Foram anos e anos a andar com eles para trás e para frente. Escola, ginástica. natação, inglês, dar-lhes banho, de comer, pô-los a dormir... enfim só não sou o progenitor. De resto...

Daí a minha relação com a minha sobrinha e o meu sobrinho ser tão próxima e efectuosa. E os meus filhos tratam e relacionam-se com os primos como irmãos se tratassem.

Temos vivido felizes assim. Hoje são todos crescidos e independentes. É a vida.

Só que a menina, sendo a mais velha, já casou e foi recentemente brindada com o dom da vida da maternidade. E está para breve a vinda ao mundo real de um benjamim. E andamos todos (muito) ansiosos.

Finalmente após uma gravidez muita complicada está quase, quase...

Tal como a fotografia abaixo documenta.

 

barriguita.jpg

 

Longe da cidade... outra vez

Pois é... estou novamente longe da cidade. A agricultura dá-me cabo dos fins de semana e das costas!

Mas aproveito para estar com os pais, velhotes mas sempre disponíveis e amigos.

Agora é a minha vez de lhes dar apoio. A vida é obviamente assim...

Houve tempo que eles me deram muito. Agora é a minha vez de retribuir.

Mesmo que seja à custa dos meus fins de semana.

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