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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

A vida é feita de pequenos nadas

Um sportinguista escreveu as palavras que titulam este texto e que são outrossim uma belíssima canção. Chama-se o seu autor Sérgio Godinho e lembrei-me desta frase enquanto olhava a longuíssima fila de sócios que se preparavam para votar.

Não interessa aqui fazer apologia de um ou outro candidato, mas somente dar conta daquilo que foi a grandeza de milhares de sportinguistas, que deixaram o conforto das suas casas, para aguardarem horas para exercerem o seu direito de voto.

Um exemplo de grande civismo e fervor por parte dos incontáveis sócios leoninos.

Também eu lá estive, assim como o meu filho mais velho e o meu sobrinho.

Pois... a vida é realmente feita de pequenos nadas ou dito de outra forma cada voto colocado hoje na urna será um pequeno nada que poderá mudar a vida do Sporting.

 

Também aqui

Marcelo e Donald – unidos pela televisão

Esta noite, após o choque diurno que foi perceber como Trump chegou à Casa Branca, dei por mim a pensar serenamente.

Donald Trump foi uma vedeta televisiva que sempre se mostrou muito à vontade perante as camaras de televisão. Também o actual Presidente da República Portuguesa foi estrela de TV. Ainda por cima em canais diferentes com uma saída polémica pelo meio, que lhe acabaria ainda por dar mais valor.

Bem vistas as coisas, a campanha de ambos (Marcelo Rebelo de Sousa e Donald Trump) estava feita. Donde se conclui que foi o grande écran, muito antes da corrida começar o grande vencedor das eleições. Ou dito de uma forma mais simples foram as televisões que programaram e prepararam ambas as vitórias eleitorais.

É óbvio que Hillary seria fácil de bater nas urnas. Com um discurso pouco apelativo, ao invés de Trump, a ex-primeira dama nunca soube puxar dos galões e dar um murro na mesa. Com todo o respeito, até o Tino de Rans ganharia à senhora Clinton.

Também Marcelo não necessitou de grandes confrontos políticos. Quando começou a campanha a vitória estava assegurada, já.

Creio assim que é a primeira vez que duas estrelas de televisão, ganham as eleições para Presidentes no mesmo ano. Pode não significar nada e ser somente uma estúpida e ridícula coincidência.

Mas eu, sinceramente, não acredito em coincidências!

Durão e Sócrates: os porreiros!

Então vamos lá a ver se eu entendo… Durão Barroso deixou de ser Primeiro Ministro em Portugal para poder ajudar a “Comissão Europeia”. Aqui esteve dois mandatos e Portugal gostou muito disso… Não era “porreiro pá”?

Passado o tempo devido Durão Barroso sai de Presidente da CE e envereda por dar umas aulas aqui e ali, pois que a vida continua e há que fazer por ela.

Surge então a notícia do convite feito pela Instituição Goldman Sachs para integrar esta instituição como CEO não-executivo.

Pronto foi a bomba… Toda a gente se virou contra o homem e até a própria CE lhe retirou o estatuto de ex-Presidente só porque acharam que há ou houve conflitos de interesses entre o tal Banco e a dita Comissão.

Sinceramente a mim nada disso me interessa:

1º - porque não sou eu que lhe pago o vencimento como CEO do tal banco multinacional;

2º - o trabalho que ele realizou na CE foi muitas vezes elogiado (li eu…) por diversos sectores;

3º - porque me cheira a “dor-de-corno” por parte dos seus opositores, que agora surgem como cogumelos.

Naturalmente que o Doutor Durão Barroso não necessita que eu o defenda publicamente mas como detesto “linchamentos políticos” cheira-me que esta campanha entronca numa espécie de vingança de alguma esquerda ressabiada tendo em conta os casos do ex-PM José Sócrates. Com esta campanha bem orquestrada, numa hipotética candidatura a Belém, ficarão ambos em pé de igualdade.

Nestas coisas da política profissional nada é deixado ao acaso, de tal forma que o futuro é pensado a dez anos.

Ou como é que acham que Marcelo Rebelo de Sousa ganhou as eleições Presidenciais?

Eleições americanas: todo o Mundo à espera!

As próximas eleições americanas têm tido muito tempo de antena (talvez demasiado?) nas televisões e nos jornais nacionais. Tudo porque o candidato republicano Donald Trump tem feito o possível (e o impossível) para mostrar ao mundo o pior da sociedade americana.

Ao invés, do lado democrático, Hillary vai lutando estoicamente contra uns escândalos que minam a sua campanha. Todavia as sondagens, que há pouco tempo davam vantagem ao nova-iorquino, parecem ter virado a favor da ex-Primeira Dama. Certamente que a fuga de alguns republicanos para a falange contrária, ajudaram ao descalabro de Trump.

Mas Donald parece não ligar às sondagens e continua a dar tiros no próprio pé com algumas (imbecis) atitudes e declarações (patetas). Veremos até onde chegará o candidato republicano. Na América, como  sabemos, tudo é possível!

Regressando ao tempo que é dedicado às eleições americanas, a realidade é que uma eleição neste nosso rectângulo, à beira-mar plantado só interessa a este país. Ao contrário das nossas, as eleições nos Estados Unidos interessam ao Mundo inteiro.

Amanhã há mais...

Sinceramente não percebo este dia pomposamente denominado de "reflexão". Quem por cá vive há tantos anos como eu (ou mais) não necessita de reflectir em quem vai votar. Já o sabe há muito...

"Mas e os indecisos?" - perguntar-me-ão.

Quanto a estes reservo a mesmíssima opinião. Se tinham dúvidas ontem, têm dúvidas hoje ou amanhã. E este dia não resolve absolutamente nada.

Por isso sinto que não vale a pena impedir o povo de falar sobre os candidatos ou as suas escolhas. Parece-me algo despiciente e a democracia não ganha rigorosamente nada com isso.

Todos os candidatos que se apresentaram na linha de partida para esta espécie de corrida a Belém, tinham a perfeita consciência da prova que iriam realizar. E das limitações (ou não!) que carregavam em cima dos ombros. Deixando somente no povo o direito (e o dever!) de escolher. Como sempre tem feito.

Portanto amanhã, uma vez mais, a democracia volta a acontecer.

 

 

Memórias

Lembro-me bem de antigas eleições em Portugal. Muitos comícios, muitas bandeiras, muita gente presente. Nesse tempo a democracia vinha para a rua em magotes.

Hoje os candidatos atravessam avenidas e praças, visitam escolas e fábricas, cumprimentam velhos e novos, osculam meninas e senhoras, mas sem a multidão de outrora. Mas tudo em nome dos superiores interesses do país.

Os debates que vi gravados (pregorrativa que a minha operadora de televisão me apresenta!) foram de uma pobreza franciscana. Se houve alguns candidatos que falaram do que fizeram no passado como lastro para o futuro, outros houve que falaram do que irão fazer no futuro quando nem sequer têm história. 

Entretanto ouvi um destes dias alguém dizer que esta eleição será a menos partidirizada. Não o creio!

De forma encapotada os partidos lá vão dando aqui e ali uma ajudinha, o que prova que na política a seriedade ainda é algo meramente utópico.

Por isso, nestas alturas a RTP memória deveria mostrar como se montava um comício nos anos setenta e oitenta. Seria a política desse tempo mais séria que a de agora? Definitivamente não, mas era muito mais genuína!

Uma aula de política

Muito se tem falado e escrito sobre a candidatura do Professor Marcelo Rebelo de Sousa à Presidência da República. Uns acreditam que o ainda professor de Direito há muito que tinha desenhado esta estratégia, outros crêem que o antigo comentador apenas aproveitou a vaga deixada pelos partidos do Centro-Direita para se chegar à frente.

Noutro contexto é perfeitamente aceitável que as televisões usem diversos trunfos para captar audiências e o professsor Marcelo foi naturalmente um grande trunfo. Lembro-me dele na TSF onde, com David Borges, fazia um programa onde atribuía notas semanais a diversas figuras da "nossa praça". Com a implementação dos canais privados era certo que este figurino teria tendência a ser um sucesso. Como foi!

Quase ninguém, fosse de esquerda ou de direita, ficava indiferente às suas opiniões. E a questão de criar acontecimentos políticos, como muitos dos seus adversários o acusam, não parece ser a mais fiável. Cheira-me a… outra coisa!

Não sei, nem ninguém sabe, se MRS será o próximo morador do Palácio de Belém. Mas que tem o caminho bem desbravado, lá isso tem.

Primeiro porque de todos os adversários que tenho ouvido só Marisa Matias aparece como a mais esclarecida e esclarecedora. Só que a sua base de apoio é restrita.

Segundo porque os restantes candidatos surgem, não para ganhar as eleições, mas para marcar terreno… especialmente à esquerda onde o PCP e BE lutam por um lugar ao sol.

Terceiro porque o PS viu-se ultrapassado por duas figuras que se querem colar ao partido liderado por António Costa dividindo claramente o eleitorado socialista.

E quarto, como católico assumido, mesmo num país laico, a igreja dar-lhe-á o seu total apoio. O que não é de somenos importância.

Com tudo isto fica porém uma questão por responder: Terá MRS subrepticiamente usado a televisão para abrir o seu caminho para Belém ou foi a televisão que deu a Marcelo a ideia e a hipótese de se transformar num candidato?

Todos nós sabemos que em política tudo é possível! Até Jesus descer à terra…

Deixem a esquerda governar!

Corre por aí no mundo virtual uma petição para que o PR não dê posse a um governo liderado por António Costa. Já aqui escrevi que não concordo com a forma como o PS poderá assumir o poder mas ao contrário do que se pede na petição é tempo de deixar a esquerda governar. Nem se seja por uns meses...

A chave deste sarilho político está curiosamente no PCP. Este partido ao não querer assumir lugares no governo, mesmo depois de ter assinado um acordo, consegue duas coisas antagónicas: uma delas é a destruição do PS, fazendo-o implodir com tanta divisão interna, a outra é a prova provada que o Partido da Soeiro Pereira Gomes não quer fazer parte da solução para o país mas será sempre parte do problema.

Ora se o governo existir provavelmente durará o mínimo possível de forma a atirar Portugal para mais umas eleições. E é desta vez que vou ver a verdadeira força do pêcê! Tanta crítica, tanta crítica e quando teve hipótese de fazer parte de um governo tendencialmente de esquerda, foge como o Diabo da cruz desse desiderato.

É esta espécie de rolhão comunista que faz com que o BE e os Verdes se encolham e não avancem também para o governo, tornando-o claramente muito frágil. Basta um chefe de gabinete dar um espirro e logo todo o governo socialista de constipa. E cai...

Portugal não necessitava deste "teatrinho" político com custos ainda impensáveis. Se a esquerda achou que a PaF governou mal - e governou muitas vezes - tinha agora uma fantástica oportunidade de mostrar trabalho...

A bem do nosso País.

Vale a pena a democracia?

"Em casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão" 

 

Quanto mais oiço e leio sobre a nova situação política criada com as eleições de 4 de Outubro mais dúvidas tenho sobre o que será melhor para o nosso país.

O PCP e o BE (não lhes chamo de esquerda porque considero esse conceito obsoleto!) que tanto criticaram durante a campanha eleitoral o PS, aceitam um programa de governo feito por António Costa, somente para derrubar a direita (mais um conceito sem sentido!).

A PaF considera que tendo ganho as eleições deve formar governo. Porém, como é sabido ganhou sem maioria parlamentar. A oposição requer assim o direito a governar com base na ideia de que o povo português maioritariamente votou contra esta coligação. Faz sentido!

PPC e PP ao invés avisam que, com um governo diferente, todos os esforços aplicados ao povo durante quatro anos esfumar-se-ão. Também é capaz de fazer sentido!

É aqui que pego no adágio popular e aplico à nossa sociedade política com evidentes alterações: Em parlamento onde não há consenso, todos ralham e ninguém faz governo.

O PR vê-se no fim da sua já longa carreira política com um intrincado dilema entre mãos. E ao ter indigitado PC para formar governo o PR não fez mais do que manda a Constituição. O problema virá no momento que cair a moção de censura no Parlamento e for aprovada por maioria...

A pergunta surge naturalmente: há maneira de resolver esta situação?

Penso que sim, mas para isso Cavaco teria de sair do seu pedestal presidêncial e descer à terra dos comuns mortais. Como? Chamando todos os líderes com assento parlamentar e colocá-los todos numa sala. E  só saíriam de lá quando houvesse uma solução governativa. Ponto.

Mas dirão alguns de vós que isso não seria muito democrático. Pois não é não! Mas pelo que percebo nem sempre a democracia conhece todas as soluções.

Não seria bom pensar nisso?

Ai Costa, Costa...

... que falhaste a aposta!

O (ainda) secretário geral do PS jamais esquecerá a última noite. De todos os líderes que se propuseram a votos. António Costa terá sido o único que realmente perdeu.

E tudo por culpa própria! Quanto a isso nada mais há a dizer, mesmo que os socialistas afirmem que o PAF perdeu a maioria absoluta. Faz-me lembrar aquelas equipas de futebol que quando não ganham ficam contentes pela derrota dos adversários.

Não percebi o que aconteceu aos eleitores para terem dado nova vitória aos partidos do governo após quatro longos anos de crise e austeridade, mas em política nem tudo é para perceber...

No fim de contas quem ganhou estas eleições foi... António José Seguro, por quem alguns socialistas já suspiram. A verdade é que o ex-lider do PS estava à frente nas intenções de voto quando entregou o partido a Costa. Um capital de eleitores desbaratado em pouco tempo. Pode António Costa quiçá queixar do caso José Sócrates. Mas até neste tema o antigo presidente da Câmara de Lisboa não soube fugir à sua antiga ligação ao ex-PM.

Os próximos dias serão esclarecedores... Ou talvez não!.

 

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