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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Fim de semana

Estou em fim de semana. Naturalmente.

Portanto nada melhor que iniciar estes dias com uma fila extensa para atravessar a Ponte 25 de Abril.

Tudo por causa de um acidente que se deu do outro lado da ponte.

Bom fim de semana... com muuuuuuuuito trânsito.

Como arrefeceu na cidade!

Cheguei cedo a Lisboa. Como sempre.

Distribuí a minha malta pelos diversos locais de trabalho e finalmente estacionei no local devido, perto do meu trabalho.

A manhã acordava com muito movimento e ar fesco, todavia ainda assim agradável.

Entrei no "Open Space" onde me cruzei com as senhoras da limpeza. Liguei o computador, esperei que arrancasse, vi os mails e decidi por último tomar o pequeno-almoço.

Demorei precisamente meia-hora. O suficiente para perceber que a cidade fora, num ápice, totalmente invadida por um nevoeiro húmido e por muito frio. De tal forma que em muito pouco tempo as minhas mãos ficaram geladas.

O curioso é que no final da manhã levantou-se o nevoeiro, surgiu o sol, mas o frio não amainou. Bem pelo contrário... este veio para ficar.

Os meus dedos enregelados que o digam.

 

A cidade e as serras - Após temporal

A capital não se dá bem com temporais, quanto mais tempestades.

Ou como diria alguém porque será que as tempestades mais graves tem nome de mulher?

Seja como for Lisboa após uma noite de muito vento e alguma chuva acordou quase soterrada por ramos das célebres jacarandá, conforme imagem infra.

Olhando para a situação diria que a nossa bela cidade não está preparada para este tipo de árvores, muito grandes mas pouco sólidas.

Por isso e muito perto do meu local de trabalho encontrei hoje, logo pela manhã, grande azáfama de trabalhadores camarários.

Claro que quem pagou foi o trânsito.

 

mautempo_lx_2.jpg

 

Chove? Mas isso que importa...

Já há algumas semanas que oiço na rádio dizer que a chuva já faz falta. Que faz falta já eu sei, agora que os radialistas o digam é outra coisa bem diferente. Até porque é costume eu escutá-los amiúde dizendo: "Hoje vai estar bom tempo com Sol a brilhar".

Em Novembro bom tempo era se estivesse sempre a chover! Como choveu esta tarde.

Ora a nossa capital gosta pouco de chuva. Basta caírem umas gotículas e é certo que o trânsito se torna ainda mais caótico que os dias sem chuva. Mas tudo bem... É necessário pagar por esta água bemfazeja.

Não imagino como terá sido noutras cidades. Nem a Norte nem a Sul. O que eu sei e senti na pele, foi a água que esta tarde o céu decidiu derramar pela capital.

De tal forma foi a descarga que no espaço de 300 metros fiquei completamente encharcado. Mas, sinceramente, creiam-me que não me importei rigorosamente nada.

Ciclovias

Não bastavam os carros roubarem passeios para estacionamentos, a Câmara alargar as estradas para fazer mais uma via, cortarem a terra para acrescentar um túnel e com tudo isto os peões ainda terem atenção redobrada, não bastava o que antecede e agora tenho de ter cuidado com as ciclovias implementadas na cidade?

Um destes dias ia sendo atropelado por uma menina... de bicicleta. Tenho consciência que ela não teria culpa se me acontecesse algo de mal, mas seja como for já são preocupações a mais na rua.

Não há quem aguente!

Ei-los que atacam!

Já por diversas vezes aqui falei de como os turistas invadem constante e selvaticamente a nossa capital.

Deste modo passou a ser mais ou menos consensual que Lisboa é o centro das atenções do Mundo, seja porque a Madonna veio para cá viver ou seja por outra geringonça qualquer.

E depois há a tal de economia, mãe de todos os problemas e de todas as (futuras) soluções.

Posto isto passo à frente, porque atrás vem gente e o que me trouxe aqui nada tem a ver com turismo. Ou será que tem?

Pelo que me foi dado constatar iniciaram as aulas nas faculdades (o trânsito citadino é disso testemunha). Ora como este ano surgiram mais vagas na universidade, nos últimos dias passei a ver uma amálgama de seres de negro, que mais parecem morcegos.

Eles ocupam os passeios, exibem uma algazarra invulgar e, pior que tudo, carregam atrás de si uma turba de miúdos e miúdas, que a única coisa que fazem é seguir os “Bat’s” desta vida, numa gritaria abissal.

Por onde haja uma universidade, pública ou privada, eis que eles (os jovens) aparecem, vindos sabe-se lá de onde para incomodar quem anda pela rua.

Se eu tivesse sido aluno universitário e pertencesse à turma da praxe, aplicava à malta caloira a pastilha de irem para a praia apanhar todo o lixo que encontrassem. Resolvia dois problemas: limpava as praias da poluição existente e podiam gritar o que quisessem sem incomodar ninguém.

E acima de tudo educavam-se, de forma vincada, os futuros doutores deste país!

Na minha cidade - 4

São seis e meia da tarde. O sol brilha mas é arrefecido por este vento que tudo tem atrapalhado (menos os drones!!!).

Aguardo que a minha mulher saia do cabeleireiro. Sei por experiência própria que ainda vou ter de aguardar muito tempo. Mas convivo bem com isso.

Entro num café onde já sou conhecido e peço aquela cerveja fresca da minha marca preferida. Um outro cliente que já lá se encontra e que também conheço, acompanha-me com uma mesma bebida. Conversamos disto e daquilo até que entra uma jovem, de vestido preto muito curto, abundantemente perfumada e a falar ao telemóvel.

Faz uma pequena pausa na conversação e pergunta à senhora por detrás do balcão por tabaco. A outra aponta para a máquina.

Sem nada que nos interessasse, eu e o outro cavalheiro vamos falando de aguardentes e outras bebidas brancas de melhor ou menor qualidade. Nem damos pela jovem sair.

Só que o meu interlocutor é também fumador e aproveita a máquina estar ligada para comprar cigarros. Coloca umas moedas com direito a troco e quando mete a mão no depósito de devolução eis que recebe mais dinheiro que o devido.

A jovem metera uma nota, retirou o maço de tabaco e nem esperou pelo troco, tal era a atenção ao telemóvel.

Com este caso percebi duas coisas:

1 - o tabaco ainda não é caro;

2 - quando se está ao telemóvel perde-se perfeitamente a noção da realidade.

Por isso as campanhas de prevenção contra o uso do telemóvel no carro necessitam de mais exemplos de vida. Como este.

Finalmente... Ainda fomos à rua em busca da jovem mas ela já havia desaparecido.

Na minha cidade é assim:..

A cusquice humana!

Creio ser da natureza do homem este tentar saber o que se passa na vida dos outros. Não imagino se é porque não quer saber da sua, se é somente por mera curiosidade ou outra razão qualquer. Talvez por isso as chamadas revistas cor de rosa tenham tanta saída.

Mas ao contrário do que é maioritariamente assumido pela sociedade não são só as mulheres as únicas interessadas na vida alheia. Há muito homem que é como o gato: muuuuuuuito curioso.

Hoje viajei de Metro. Este apresentava-se quase cheio e por isso fiquei, sem qualquer problema, de pé. Diversas pessoas ao meu redor: altas, baixas, brancas e de outras cores, portuguesas e estrangeiras. Uma miscelânea usual agora nos nossos transportes.

Numa estação entrou uma jovem que vinha vidrada no seu telemóvel, como é agora habitual. Ficou naquele meio a digitar e naturalmente receber mensagens. Entretanto percebi que um cavalheiro situado precisamente atrás dela, estava deveras atento no que a jovem escrevia, mesmo que o fizesse de forma dissimulada. Chegou ao ponto de se rir…

E eu a assistir. Placidamente!

Nova paragem e a menina volta a escrever. E o cidadão continuava a ler. De tal forma que a determinada altura nem fazia menção de esconder a sua atitude.

Pelo meu lado esbocei então um sorriso interior pois acabara de chegar à conclusão de que a curiosidade humana não é coisa somente de mulher.

O turismo bairrista

Até há uns anos a baixa pombalina, e não só, alimentavam-se exclusivamente dos próprios lisboetas. Os turistas existiam, mas em número muito inferior aos da cidade. O seu valor era quase residual...

Neste panorama era fácil sermos abordados por algum empregado de restaurante a convidar-nos a entrar na sua "xafarica" de forma a taparmos o apetite.

Porém a evolução é uma coisa muito gira. Mas muito facilmente perdemos o controlo das coisas.

Hoje fui à Baixa Pombalina fazer uma compra. Atravessei ruas e ruelas passei à frente de inúmeros restaurante e para meu espanto... não fui abordado por nenhum empregado de restaurante.

A minha vestimenta de trabalho (fato e gravata) colocava-me nos "a excluir". Para logo atrás de mim um casal com ar estrangeiro ser rapidamente abordado.

O mais curioso é que na zona onde trabalho, fora do centro pombalino, não há turistas a não ser aqueles que saem dos hotéis em busca do Metro ou outro transporte.

Naquela zona há também uma imensidão de restaurantes. Mas nenhum deles anda a angariar clientes na rua. Outras posturas...

Noutro local da cidade mais turistico há novas abordagens e ofertas. Deste modo a cidade de Lisboa vive diferentes vidas.

Porque o turismo o obriga, porque a cidade parece perder identidade.

São assim os euros a mandar! E é pena! Ou provavelmente... não!

 

Na minha cidade! - 3

São nove da manhã. Estou num dos centros financeiros da cidade, paredes meias com a Avenida da Liberdade. Após o meu pequeno almoço tenho que ir a uma caixa automática fazer pagamentos.

À porta um colega fuma um cigarro.

Cumprimentos para cá, larachas para lá eis senão quando reparo numa situação estranha que se passa ali mesmo ao pé: uma mulher com três crianças pequenas encontra-se num meio de uma passadeira à conversa com outra senhora.

Não se preocupou com os carros. De todo! Mais uma que considera a passadeira o prolongamento do passeio.

É meio-dia e meia hora. Somos seis num táxi. Tivemos sorte de apanhar um desses com muitos lugares. O trânsito àquela hora está autenticamente um caos. São os transeuntes, na maioria turistas, os já célebres "tuk-tuk", os autocarros, os centenários electricos tudo junto com destino às zonas mais turisticas da cidade, curiosamente local para onde tentamos ir.

Uma das conhecidas calçadas de Lisboa tem dois sentidos para os carros, mas somente um para os electricos. O táxi começa a subir a rua mas a meio há uma carrinha a descarregar. Impossível passar.

O táxista é paciente e estranhamente não apita. Todavia o pior estaria para chegar... Duzentos metros mais acima a rua alarga, mas há carros estacionados no sentido descendente e em segunda fila está outro carro. Mesmo à nossa frente um electrico não consegue passar. Os carros no sentido descendente estão parados porque não conseguem contornar o que está mal parado. Há que recuar de forma a dar espaço ao transporte público de passar.

Ao lado do nosso táxi uma menina tenta recuar o carro no sentido ascendente. Por diversas vezes que o tenta. Enerva-se e deixa descair o seu veículo batendo no da frente (o tal que está indevidamente parado e atrapalhor tudo isto!). O "nosso" táxista decide, á boa maneira marialva, salta do táxi, tira a menina do carro e retira a viatura do local.

Entra no táxi todo contente. Finalmente seguimos viagem. Com imenso prazer assistimos sem querer a mais um belíssimo retrato humano da nossa cidade.

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