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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

40 anos!

Faz hoje precisamente 40 anos que foi publicado o meu primeiro texto totalmente gerado e criado por este que se assina no, já extinto, Jornal de Almada.

Desde esse dia até hoje o Mundo mudou. Caiu o Muro de Berlim, a Europa uniu-se à volta de uma só moeda, o terrorismo é a nova forma de guerra e finalmente existe a geringonça… e o Professor Marcelo,obviamente.

Quarenta longos anos. Um número quase redondo e que é tão bíblico. Como se pode observar neste breve apanhado:

40 dias e quarenta noites do dilúvio (Gn 7,4.12);

40 dias e 40 noites Moisés passa no Monte (Ex 24,18; 34,26; Dt 9,9-11; 10,10);

40 anos foi o tempo da peregrinação pelo deserto (Nm 14,33; 32,13; Dt 8,2; 29,4,);

40 dias que Jesus jejuou antes de começar seu ministério (Mt 4,2; Mc 1,12; Lc 4,2);

40 dias depois da Ressurreição acontece a ascensão de Jesus (At 1,3).

40 chicotadas eram dadas a alguém que errava como forma de correção (Dt 25,3)

40 chicotadas Paulo recebeu, pelo menos cinco vezes menos uma (2Cor 11,24)

 

Durante todo este tempo escrevi e publiquei mais de 2500 textos. E nem imagino quantos mais terei escrito e que guardei sem nunca terem visto a luz da publicação.

Quatro décadas de vida, durante as quais estudei, trabalhei, escrevi, casei, fui pai… fui tanta coisa. E não fui nada! Nem sou…

Ora… todos os anos por esta altura publico sobre o corrente aniversário (que me diz muito!!!) e desse modo já pouco me resta acrescentar ao que escrevi aquiaqui e aqui.

Todavia é sempre uma alegria reler o que escrevo mesmo que não reconheça naquela amálgama de palavras a qualidade que desejaria.

Não viverei certamente outros 40 anos. Nem é coisa que me preocupe ou tire o sono. Desejo somente que Deus me dê tino e discernimento para continuar a escrever, como até aqui.

Mesmo que as mãos me doam!

Velas acesas

Raramente falo de quem, há mais de trinta anos, partilha comigo caminhos, alegrias e tristezas.

Não por que não mereça, mas somente porque tenho sempre a sensação que falar dos que me são chegados é expor uma parte da minha vida que não deve ser para aqui chamada.

Só que hoje é um dia especial... a minha mulher faz sessenta anos. Sessenta anos? Já?... pergunto eu.

Quando a conheci em 1983 tinha somente 26 anos. Uma beldade...

Os nossos caminhos cruzaram-se no nosso trabalho. Casámos então em 1985, curiosamente na Cova da Iria, após nove meses de namoro.

É uma mulher de fibra. Tenaz (eu chamo teimosa) e persistente (eu chamo chata), tem conseguido levar muita água ao seu moínho.

Seis décadas de idade. Quem a conhece não dá mais que cinquenta... (dizem que sou eu que a trato bem)!

Fica aqui o registo escrito de que o amor de um homem por uma mulher é muito mais forte que as intempéries da vida.

Parabéns meu amor!

Hoje de parabéns!

Nesta imensa mansão que é a blogoesfera há sempre locais onde podemos, por assim dizer, descansar a nossa alma dos dias atribulados que vamos tendo.

É o caso do blogue da Maria, Cantinho da Casa, que hoje comemora o seu nono aniversário. Um espaço muito pessoal, mas outrossim muito bom, onde reside uma invulgar paz e serenidade.

Portanto hoje em dia de aniversário cabe-me desejar ao Cantinho muitos dias de vida e de muita escrita.

Nós aqui estaremos para testemunhar esses dias com a alegria que o dom da vida nos oferece. 

Trinta anos? Já?

Faz hoje precisamente 30 anos que era Domingo. Mas não um Domingo qualquer... Era Domingo de Páscoa.

Nesse dia em que se celebra a Ressurreição de Cristo da Cruz, eu próprio renasci para a vida. Uma benção!

Faz hoje precisamente 30 anos que fui pai pela primeira vez. Mesmo tendo já decorridos todos estes anos, creio sentir ainda a mesma emoção daquela altura, quando evoco esta data.

Trinta anos... uma geração. Trinta anos... quase metade da minha idade. Trinta anos... o tempo passa depressa demais.

Não imagino onde ambos estaremos daqui a outros tantos anos, mas aconteça o que tiver de acontecer estaremos com o pensamento no outro. Disso tenho a certeza.

Comemorar a vida é normal, comum. Todavia comemorar este amor por um filho, incondicional e comprometido, é uma alegria imensa.

Faltam-me já as palavras... sobram-me as lágrimas...

Portanto... Parabéns meu filho.

Que Deus ilumine sempre o teu caminho como o fez até agora.

A gente vê-se por aí!

Nove anos!

O LadosAB faz hoje nove anos.

Uma idade, que não sendo sinónimo de velhice no que diz respeito à vida humana é, nestas coisas de blogues, um número bem simpático.

Estatísticamente consegui neste último ano superar a marca anterior, no que a publicação de textos diz respeito. Precisamente 405 entradas que corresponderam a perto de milhar e meio de comentários, mais de oitocentos "Gosto" e 270 favoritos.

Nesta já longa caminhada tenho tentado ser o mais genuíno possível, de forma a não defraudar ninguém. Acima de tudo... a mim próprio...

Escrevo por uma necessidade interna, não de me expor, mas unicamente com o intuito de desabafar o que sinto ou o que me atormenta. Serei muitas vezes contraditório, todavia assumo esse risco.

Ainda assim, e durante o derradeiro ano, a plataforma Sapo destacou simpaticamente este reduto por mais de vinte vezes. Prova de que alguém se maça a ler o que escrevo. O que para mim é fundamental.

Nove anos, mais de um milhar de textos aqui colocados que dá a média de 190 publicações por ano.

Bem hajam a todos, sem excepção, que por aqui aparecem. Essencialmente pela forma sempre simpática como comentam os meus textos. Creio que não sou merecedor de tanta amizade.

Termino como sempre nestas ocasiões: a gente lê-se por aí!

 

 

Já cá cheguei

Ao contrário de muita gente já não faço anos... somente comemoro aniversários.

E este é o tal dia!

Antigamente costuma passear. Hoje vou queimar lenha, devidamente acompanhado da minha mulher e do meu filho mais novo.

Mas há neste trabalho uma vantagem... Almoço e janto com os meus pais. A idade também tem passado por eles, mas ainda estão ali para as (poucas) curvas.

Pretendo apenas viver feliz este dia, como se fosse o último da minha existência, pois que a felicidade não é algo que se adquira, qual tablete de chocolate. É sim feita de muitos altos e baixos e acima de tudo vive-se na plenitude de todas as horas. Sempre com um sorriso nos lábios... Nem podia ser de outra forma.

O dom da minha vida é saber e ter a consciência serena de que já aqui cheguei. O resto? O resto é paisagem!

De parabéns!

Nunca aqui falei dela. Umas vezes porque não se proporcionava, outras porque nada havia a dizer de importante.

Mas hoje… bom hoje ela faz 86 anos. Uma idade bonita.

Durante uma vida ela foi a matriarca da família e comandou “as tropas” caseiras com temperado rigor. Também nunca foi de mostrar grandes afectos. Provavelmente também nunca os recebeu quando menina e moça!

Actualmente vive quase num mundo paralelo. Por vezes para ela os anos são meses, estes tornados em semanas e finalmente em dias. Já todos percebemos isso e nem levamos a mal que confunda nomes e pessoas, que nem se lembre que já tem um bisneto ou simplesmente que não saiba quem é o neto.

Noutras alturas conhece toda a gente e sabe com quem está a falar. Uma senilidade… é a causa.

Mas hoje no dia do seu aniversário parecia mais animada que o costume. E adorou as flores que lhe ofereceram.

A velhice não são só anos vividos, mas sonhos desmanchados e definitivamente abandonados.

Parabéns à minha sogra que não imagino sequer se estará cá para o ano.

No dia de hoje, há 39 anos!

Esta manhã olhei para o calendário e lembrei-me que este dia tinha para mim algum significado importante. No instante seguinte ocorreu-me que há 39 anos, neste mesmo dia de Outono, num jornal regional, vi publicado o meu primeiro texto.

Era um documento pobre, como são quase todos os meus, mas escrito com muito fervor e erradamente (digo agora!) convicto que estava ali um artigo fabuloso (nada como a juventude para acreditar em tudo!!!). Era uma ligeira crónica sobre Lisboa da qual ainda guardo o recorte, não com saudade mas com pura nostalgia.

Paro agora e relembro o meu longo passado nesta vida de escrita... Numa pequena base de dados que com os anos fui construindo encontro centenas de artigos de todos os géneros e para todos os (maus) gostos! Escrevi sobre quase tudo: música, cinema e até teatro. Tive uma coluna de opinião e publiquei contos e poesias. Vieram a lume crónicas e críticas... Enfim, um ror...

Quando recentemente apareceu a blogosfera tive certo receio. Não conhecia este mundo e achei que era melhor ficar sossegado. Mas porque a cabeça manda uma coisa e o coração outra, foi assim que abracei a blogosfera onde sou realmente feliz. Não por aquilo que escrevo mas acima de tudo pela forma simpática como fui recebido.

Trinta e nove anos... Tanto tempo dado à escrita. Quantas palavras escritas, emendadas, rasuradas, reescritas, quantas?

Quantas alegrias (e foram muitas!!!) e tristezas eu vivi nestas últimas quase quatro décadas.

Imponho-me por isso uma questão: valeu a pena?

Valeu sim, respondo sem rodeios. Valeu muito a pena. E ainda vale!

Humildemente agradeço a todos quantos me leram em todos estes anos. De forma muitas vezes silenciosa é certo, mas eu sei que estão aí desse lado.

Para mim basta.

Carta aberta a um aniversariante

Companheiro,

Sei que não gostas de comemorar o teu dia de aniversário. É uma opção pessoal e só tenho de a respeitar. Daí escrever-te esta missiva.

Quebra-se (ou quebras tu!) assim uma tradição familiar de muitos anos.

Vi-te crescer, vi-te saíres de casa em busca do conhecimento, vi-te sofrer com os desaires com que a vida te foi brindando.

Mas tentei estar sempre a teu lado. Provavelmente, e pelo que percebo agora de ti, sem grande êxito…

Não foi por mal, crê-me. Como costumo dizer, as crianças quando nascem não trazem consigo qualquer Manual de educação. Este, vai-se naturalmente escrevendo dia a dia. Parece que nem nisto escrevi bem…

Da minha vida passada há poucas coisas das quais me posso orgulhar, exceptuando os meus filhos! Durante anos a fio dormi mal e nem descansava, constantemente preocupado com o bem-estar. De repente e quase sem perceber os meninos pequeninos e traquinas, tornaram-se homens e ganharam asas próprias. Faz parte da vida!

Custa-me por isso passar este dia e não te poder dar um abraço sentido e dizer o quanto gosto de ti como pai, como amigo e porque não dizê-lo como homem. Só porque não o desejas.

Termino com um mui singelo pedido: se não gostas de festejar o teu dom da vida, deixa-me pelo menos a mim, comemorar o dia em que fui pai pela segunda vez,

Do teu pai.

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