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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Eu fui...

... e adorei!

Pois... o convite foi-me lançado por duas bloggers quase em simultâneo, faz algum tempo.

Primeiro pensei que fosse somente simpatia. Bom, depois senti que era sentido e acabei por aceitar o convite para o 6º Encontro de bloggers, que se realizou na belíssima Casa do Alentejo, no coração da Baixa lisboeta.

6_bloggers.jpg

Ir para um encontro sem conhecer rigorosamente ninguém, a não ser de forma virtual, poderia ser um risco. Para mim e essencialmente para a organização.

Porém desde logo percebi que estava num grupo assaz divertido, amigo e solidário. Boas conversas e muitas gargalhadas o que é sinónimo de muito boa disposição animaram, e de que maneira, o repasto.

Gostei do local, do ambiente, da comida e essencialmente destas pessoas. Muito bem organizado, senti-me bem. Em paz.

Ai como andava a precisar de um encontro assim! Tagarela como sou... imaginem!

Obrigado MariaLina (mesmo que não tenha estado presente) pelo convite.

Obrigado a todos os outros presentes pela forma carinhosa e tão simpática como me receberam no vosso seio e de braços abertos.

Finalmente... a gente lê-se por aí!

 

Amanhá vai ser um dia... daqueles!

Amanhã será um dia importante para dois cá de casa:

- Para o meu pai pois comemorará o seu octagésimo quinto aniversário (idade bonita, não é?);

- Para mim porque estarei pela primeira vez num encontro de bloguers.

Ora se no primeiro acontecimento o meu antecessor liga tanto ao seu aniversário como eu ligo ao campeontao Mundial de fumadoras de cachimbo, já no segunto a minha preocupação é real e evidente.

Um encontro de gente que escreve em blogues, tal como eu, ainda por cima como convidado acarreta uma anormal responsabilidade. Durante a já minha longa vida lidei com milhares de pessoas, todas elas com características naturalmente diferentes. E nunca me atrapalhei

Só que desta vez a coisa tende a tornar-se mais complicada pois não quero defraudar ninguém e muito menos quem apostou em mim.

Veremos então como correrá o dia.

Mas primeiro de tudo tenho de chegar a Lisboa e neste momento estou a algumas centenas de quilómetros da capital.

Há que partir muito cedo. Ir devagar para chegar depressa.

Valeu a pena!

Se naquela quarta-feira me dissessem que 35 anos mais tarde estaria ainda a trabalhar na empresa, provavelmente diria que estavam loucos.

Todavia, aquelo número de anos passou tão rapidamente que ainda me recordo a roupa que vesti nesse dia (que já não tenho!). Outros pesos e outras medidas…

Tinha 23 anos. Não aproveitei a oportunidade de estudar numa universidade e depressa entrei no mercado de trabalho. Mas naquela manhã encontrei na recepção a R. uma antiga colega que não via fazia muitos anos.

Após dois dias em conjunto, ao terceiro cada um partiu para o seu Departamento para o qual estava previamente selecionado. O normal… naquela altura.

Curiosamente ou não ficou desse grupo, de pouco mais de uma dúzia de pessoas, uma enorme amizade que ainda hoje perdura.

Aos 15 anos preparei o primeiro encontro/almoço entre todos. E organizei alguns outros com o mesmo fito: juntar a malta daquele 6 de Outubro. Hoje as conversas são mui diferentes do início. Fala-se de reformas, netos, dores e afins… o usual em malta a rondar os (quase) sessenta anos.

O tempo passa tão depressa que nem damos por isso. Num dia somos jovens carregados de ideias para mudar o Mundo para, passado todo este tempo, percebermos que o Mundo é que nos mudou.

Quero aqui finalmente enviar um abraço a todos quantos fizeram (e ainda fazem) parte de mim e que hoje comemoram, tal como eu, as tais bodas de coral.

Obrigado por fazerem parte da minha história. Sem todos vós, sem excepção, eu não seria, certamente, a pessoa que sou hoje.

A todos um grande bem-hajam!

A gente vê-se por aí!

Emoções? São para se ter!

Há trinta anos, mais ou menos por esta altura do ano, estive entrevado no Hospital. Febres altíssimas, dores horríveis e sem ninguém para perceber o que eu tinha.

Nessa altura o meu filho mais velho tinha meses de idade. E de toda a gente que me rodeava foi daquele pimpolho que tive mais saudades. Nesses dias de internamento percebi muita coisa na minha vida e passei a dar valor a aspectos que antigamente quase me passavam ao lado.

Sempre fui uma pessoa alegre, bem disposta, de tal forma que onde eu chegava ninguém ficava triste. Ainda hoje sou um pouco assim, quiçá de forma mais moderada.

Mas daqueles dias tenebrosos e de uns outros que alguns mais tarde enublaram a minha vida aprendi a dar mais valor aos meus sentimentos e aos dos outros. Já perdi a vergonha e hoje estou muito confortável nesta minha maneira de estar e ver o mundo.

Deste modo sou hoje um homem de lágrima fácil e adoro abraçar os meus amigos e dizer-lhes quanto gosto deles e os estimo. Da mesma maneira que o digo aos meus filhos, à minha mulher ou aos meus pais. E é tão fácil sermos carinhosos com quem gostamos.

Há quem sinta vergonha por sentir ou por expressar as suas verdadeiras emoções (geralmente só o fazem quando se zangam, porque aí… é normal). Há muito que me deixei desses pruridos. Há muito que assumo o que sinto por quem merece. Há muito que deixei de bajular quem não gosto… só por interesse pessoal.

Podem considerar esta minha atitude uma imbecilidade, mas sabem uma coisa? Gosto de ser assim… porque os meus amigos mesmo que estejam longe, sei que estão lá. E para mim isso basta e deixa-me imensamente feliz.

A gente lê-se por aí!

Unicamente para a BB!

Vinte e nove de Julho de 2014. São vinte horas e quarenta e nove minutos de um dia de Verão e eu registo o meu primeiro comentário aqui.

Hoje, quase três anos passados, a BB faz parte da minha história pessoal. Ficámos amigos com a estranha curiosidade de nunca nos termos visto (mas há necessidade disso?).

Algum tempo e muitos comentários depois acabámos por criar em conjunto com o PP, um blogue que se encontra (actualmente) adormecido (não acordem a besta, faxavor!).

Mais a sério… a BB foi e será um caso sério de popularidade. Se na sua nova profissão, acabadinha de chegar, for tão competente quanto era na escrita, só digo que temos médica.

Tenho consciência que entre nós há uma enormíssima diferença de idades, o que não impede que sejamos deveras bons amigos.

Este texto é unicamente dedicado a ti, BB. Porque sempre me deste muito mais do que eu te dei a ti. Não esqueço o carinho e a ternura como sempre me trataste.

Face ao que precede comunico que foi com muita alegria e quiçá emoção, que percebi que havia nova profissional de saúde em Coimbra… ou será em Leira? Ou noutro sítio qualquer?

Muitos parabéns BB. A gente lê-se por aí!

Ah quase me esquecia… espero que regresses à escrita. Urgentemente!

Pequeno Delito!

Delito de Opinião foi o primeiro blogue que visitei. Desde esse dia até hoje, já passaram alguns anos, nunca deixei de o seguir, ler e até comentar o que por lá se vai escrevendo.

Tenho com um dos autores uma relação de grande amizade que (quase) se perde no tempo e na memória. Com outros, que conheço há menos tempo, uma afinidade clubística.

Posto isto, foi com uma alegria imensa e, porque não dizê-lo orgulho, que recebi um convite para escrever um texto para o Delito. Andei dias a matutar na coisa sem saber muito bem o que escrever. Finalmente acabou por sair isto.

Não é grande prosa é certo, mas foi o melhor que a minha competência soube escrever.

Deixo aqui no entanto o meu profundo agradecimento pelo convite e espero que os autores daquele blogue me perdoem este pequeno delito.

A gente lê-se por aí!

Coisas com histórias dentro!

Uma das minhas manias é guardar tudo o que seja velho.  Bom... talvez não me tenha expressado convenientemente. O que quero dizer é que sou, diversas vezes, confrontado com amigos e familiares que me perguntam:

- Tenho isto para deitar fora... Queres ficar com ela?

Perante a opção entre deitar fora ou manter-se como objectos "vivos", é óbvio que assumo a segunda ideia. Deste modo tenho a casa repleta de: telefonias, gravadores, lustres, pratos, travessas, copos, e... relógios.

Ora bem... quando há vinte anos mandei construir a minha casa, solicitei logo ao construtor que deixasse uma abertura para depois poder aceder a um eventual sótão. Cinco anos mais tarde acabei por reconstruir o dito espaço e hoje é aquilo que chamo "o meu museu".

Não vou lá sempre, mas geralmente quando ali entro após subir um conjunto de escadas articuladas, sinto-me invadido por uma nostalgia, quiçá piegas... mas é, sinceramente, o que sinto.

Hoje mais uma vez revi todos aqueles objectos e de repente houve um que sobressaíu. Ou melhor... dois. Porque a sua antiga proprietária faleceu recentemente, no Sábado de Aleluia. Uma amiga muito idosa, de quem guardo não só objectos mas uma amizade fantástica. Curiosamente naquele lugar está somente uma velha telefonia e um gravador de bobines, que ela em tempos me brindou, mas guardo outras coisas.

É engraçado como tantas foram as vezes que já ali estive, mas somente hoje os aparelhos fizeram-se "ouvir". Porque aqueles equipamentos foram usados amiúde pela minha amiga e pelo seu marido. Nem imagino o que terão escutado...

É aquilo que chamo: "coisas com histórias dentro".

A gente vê-se por aí, amigo!

Jamais imaginamos quando termina o nosso caminho. Seja na vida pessoal ou profissional a incerteza do momento é a nossa única certeza.

Ora bem… Neste dealbar do mês de Abril o meu amigo António apresentou-se em casa para receber de abraços abertos… a reforma!

Uma atitude de enorme altruísmo já que a partir de agora vai viver a sua vidinha. Antigamente vivia e convivia aqui com a gente e agora está só e abandonado (mentira…)!

Fora este parvo aparte que escrevi no último parágrafo é tempo de poder finalmente falar de António sem receios nem tabus. Somos amigos há 35 anos (ou perto) e encontrámo-nos no mesmo sítio, à mesma hora nesse longínquo ano de 1982. Cada um à sua maneira foi escrevendo e percorrendo o seu próprio caminho dentro da mesma empresa.

Mais afastados ou mais próximos mantivemos grande afinidade. O António foi sempre um homem marcado pela família. Primeiro os pais a seguir os filhos. E foi por causa destes últimos que optou pela reforma antecipada.

Tem um coração fantástico, enorme e sempre pronto a ajudar o próximo… menos a ele mesmo. Para gostarmos dos outros temos de gostar e lutar pelas nossos sonhos e ensejos. Sem isso jamais viveremos felizes.

Lamento por isso que o António tenha abandonado o seu projecto na empresa onde ele trabalhou e onde eu ainda trabalho. Sei que gostava do seu trabalho onde, quiçá, seria o melhor. Mas a vida não se compadece com gostos ou vontades.

Deste lado envio-lhe um abraço sincero de profunda amizade. Porque a vida há-de continuar a juntar-nos, nem que seja nos nossos almoços. Estamos fisicamente afastados por óbvios motivos profissionais, mas a amizade não morre.

A felicidade é um mar revolto. Saber navegar neste oceano é uma arte… Nada fácil, acrescento!

Uma (má) história de vida

Esta não vai ser uma daquelas histórias que costumo publicar aqui (que como a Golimix diz acabam sempre mal). Ao invés esta é uma verdadeira (má) história de um antigo amigo meu. Digo antigo porque actualmente o melhor amigo dele é aquele que lhe pagar a última cerveja.

Mas vamos ao que importa…

Durante os últimos dias fugi da cidade e parti para a minha aldeia, que é tanto minha como de outra qualquer pessoa. A verdade é que foi naquela aldeia que nasceram os meus pais e onde fui realmente muito feliz.

Desse tempo guardo gratas recordações e muitos amigos. Entre eles o A.

Uma mão cheia de anos mais novo que eu, tivemos uma grande amizade que os anos, e não só, diluíram. Filho mais novo de uma das famílias mais pobres da aldeia, muito por culpa de um pai alcoólico e pouco trabalhador, com ele aprendi muitas coisas relacionadas com a vida do campo.

Mas a vida não lhe foi simpática e muito cedo teve que largar a escola onde não era grande aluno para procurar sustento.

Certo dia de Verão, quando o Sol queimava as pessoas e o ar, encontrei-o a caiar uma parede à torreira do astro rei. Admirado e condoído com aquele espectáculo perguntei-lhe:

- Ouve lá tens alguma necessidade de estares aí à hora de maior calor?

Parou, poisou a brocha e disse-me:

- O corpo não me ralo que sofra, quero é ter dinheiro no bolso.

Achei tão estranha aquela atitude que ainda hoje me intriga.

Entretanto o clube que hoje existe na aldeia é claramente o centro da vida social. Lá poderemos encontrar quase toda a gente. Geralmente às horas de descanso os homens ficam na rua falando sobre tudo e sobre nada e as senhoras lá dentro fazendo o mesmo.

O meu amigo A. é hoje um cliente assíduo. De manhã e depois do almoço para o costumado café, à tarde para… se embebedar.

Um destes dias já noite fui também ao clube rever outros amigos e família e naturalmente encontrei-o por lá. Profundamente alcoolizado. De tal forma que mal me conheceu.

Olhei-o de frente sem medo e percebi que A. tinha uma história de vida cruel e injusta. Da sua vida pessoal soube que chegou a casar para logo se separar, tendo desse relacionamento nascido uma filha que segundo descobri não quer saber do pai vai para muitos anos.

Vive num barraco com um dos irmãos, onde predomina o odor pestilento do gado caprino que ele cuida. Ou tenta cuidar.

Na tal noite percebi que no clube os utentes mal lhe falaram. Perguntei a um primo presente a razão do afastamento. A resposta veio assertiva:

- Tem mau vinho. Quando está bêbado ninguém, pode falar com ele. Sóbrio ainda vai…

Ainda estive para ir ter com ele, mas alguém me travou, abanando um redondo não. Ele estava numa ponta do balcão… eu na outra. A. está magro, não tem a maioria dos dentes, bebe em demasia, fuma alarvemente e tem o aspecto de ter idade para ser meu pai. Uma profunda miséria de homem.

Descobri da pior maneira que a minha vida, mesmo com algumas queixas, não é tão má quanto a dele.

Este meu amigo não merece… ninguém merece uma má história de vida.

Abraço, amigo!

Dou por mim muitas vezes a perguntar o que teria sido nesta vida se tivesse estudado algo que se visse?

Estaria melhor, ganharia mais ou seria como muitos que por aí andam e não passam de uns meros doutores que de canudo em punho exigem que o mundo lhes obedeça?

Bom a resposta às minhas dúvidas nunca será respondida. Mas também não é coisa que me tire o sono. Definitivamente!

Lembrei-me deste tema porque um bom amigo foi nomeado director de uma empresa que renome. O mérito de alguém muito inteligente e trabalhador. Sempre lhe afirmei que ele teria todas as condições técnicas e humanas para almejar o dito lugar, ao que ele respondia na sua sincera humildade que não pensava muito nisso.

Foi ontem. Tive a grata oportunidade de lhe dar aquele abraço e desejar-lhe sorte. Porque, nestas coisas de lugares cimeiros, a competência poderia e deveria ser a pedra de toque, mas por vezes é necessário outrossim aquela pontinha de sorte para que tudo corra bem.

Trabalhei com ele alguns tempos. Foi sempre um homem sereno, perspicaz e amigo do seu amigo. Um prémio que é justo e merecido. Como tudo na vida irá ter os seus momentos complicados… Mas neste mundo quem não os tem?

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