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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Unicamente para a BB!

Vinte e nove de Julho de 2014. São vinte horas e quarenta e nove minutos de um dia de Verão e eu registo o meu primeiro comentário aqui.

Hoje, quase três anos passados, a BB faz parte da minha história pessoal. Ficámos amigos com a estranha curiosidade de nunca nos termos visto (mas há necessidade disso?).

Algum tempo e muitos comentários depois acabámos por criar em conjunto com o PP, um blogue que se encontra (actualmente) adormecido (não acordem a besta, faxavor!).

Mais a sério… a BB foi e será um caso sério de popularidade. Se na sua nova profissão, acabadinha de chegar, for tão competente quanto era na escrita, só digo que temos médica.

Tenho consciência que entre nós há uma enormíssima diferença de idades, o que não impede que sejamos deveras bons amigos.

Este texto é unicamente dedicado a ti, BB. Porque sempre me deste muito mais do que eu te dei a ti. Não esqueço o carinho e a ternura como sempre me trataste.

Face ao que precede comunico que foi com muita alegria e quiçá emoção, que percebi que havia nova profissional de saúde em Coimbra… ou será em Leira? Ou noutro sítio qualquer?

Muitos parabéns BB. A gente lê-se por aí!

Ah quase me esquecia… espero que regresses à escrita. Urgentemente!

Pequeno Delito!

Delito de Opinião foi o primeiro blogue que visitei. Desde esse dia até hoje, já passaram alguns anos, nunca deixei de o seguir, ler e até comentar o que por lá se vai escrevendo.

Tenho com um dos autores uma relação de grande amizade que (quase) se perde no tempo e na memória. Com outros, que conheço há menos tempo, uma afinidade clubística.

Posto isto, foi com uma alegria imensa e, porque não dizê-lo orgulho, que recebi um convite para escrever um texto para o Delito. Andei dias a matutar na coisa sem saber muito bem o que escrever. Finalmente acabou por sair isto.

Não é grande prosa é certo, mas foi o melhor que a minha competência soube escrever.

Deixo aqui no entanto o meu profundo agradecimento pelo convite e espero que os autores daquele blogue me perdoem este pequeno delito.

A gente lê-se por aí!

Coisas com histórias dentro!

Uma das minhas manias é guardar tudo o que seja velho.  Bom... talvez não me tenha expressado convenientemente. O que quero dizer é que sou, diversas vezes, confrontado com amigos e familiares que me perguntam:

- Tenho isto para deitar fora... Queres ficar com ela?

Perante a opção entre deitar fora ou manter-se como objectos "vivos", é óbvio que assumo a segunda ideia. Deste modo tenho a casa repleta de: telefonias, gravadores, lustres, pratos, travessas, copos, e... relógios.

Ora bem... quando há vinte anos mandei construir a minha casa, solicitei logo ao construtor que deixasse uma abertura para depois poder aceder a um eventual sótão. Cinco anos mais tarde acabei por reconstruir o dito espaço e hoje é aquilo que chamo "o meu museu".

Não vou lá sempre, mas geralmente quando ali entro após subir um conjunto de escadas articuladas, sinto-me invadido por uma nostalgia, quiçá piegas... mas é, sinceramente, o que sinto.

Hoje mais uma vez revi todos aqueles objectos e de repente houve um que sobressaíu. Ou melhor... dois. Porque a sua antiga proprietária faleceu recentemente, no Sábado de Aleluia. Uma amiga muito idosa, de quem guardo não só objectos mas uma amizade fantástica. Curiosamente naquele lugar está somente uma velha telefonia e um gravador de bobines, que ela em tempos me brindou, mas guardo outras coisas.

É engraçado como tantas foram as vezes que já ali estive, mas somente hoje os aparelhos fizeram-se "ouvir". Porque aqueles equipamentos foram usados amiúde pela minha amiga e pelo seu marido. Nem imagino o que terão escutado...

É aquilo que chamo: "coisas com histórias dentro".

A gente vê-se por aí, amigo!

Jamais imaginamos quando termina o nosso caminho. Seja na vida pessoal ou profissional a incerteza do momento é a nossa única certeza.

Ora bem… Neste dealbar do mês de Abril o meu amigo António apresentou-se em casa para receber de abraços abertos… a reforma!

Uma atitude de enorme altruísmo já que a partir de agora vai viver a sua vidinha. Antigamente vivia e convivia aqui com a gente e agora está só e abandonado (mentira…)!

Fora este parvo aparte que escrevi no último parágrafo é tempo de poder finalmente falar de António sem receios nem tabus. Somos amigos há 35 anos (ou perto) e encontrámo-nos no mesmo sítio, à mesma hora nesse longínquo ano de 1982. Cada um à sua maneira foi escrevendo e percorrendo o seu próprio caminho dentro da mesma empresa.

Mais afastados ou mais próximos mantivemos grande afinidade. O António foi sempre um homem marcado pela família. Primeiro os pais a seguir os filhos. E foi por causa destes últimos que optou pela reforma antecipada.

Tem um coração fantástico, enorme e sempre pronto a ajudar o próximo… menos a ele mesmo. Para gostarmos dos outros temos de gostar e lutar pelas nossos sonhos e ensejos. Sem isso jamais viveremos felizes.

Lamento por isso que o António tenha abandonado o seu projecto na empresa onde ele trabalhou e onde eu ainda trabalho. Sei que gostava do seu trabalho onde, quiçá, seria o melhor. Mas a vida não se compadece com gostos ou vontades.

Deste lado envio-lhe um abraço sincero de profunda amizade. Porque a vida há-de continuar a juntar-nos, nem que seja nos nossos almoços. Estamos fisicamente afastados por óbvios motivos profissionais, mas a amizade não morre.

A felicidade é um mar revolto. Saber navegar neste oceano é uma arte… Nada fácil, acrescento!

Uma (má) história de vida

Esta não vai ser uma daquelas histórias que costumo publicar aqui (que como a Golimix diz acabam sempre mal). Ao invés esta é uma verdadeira (má) história de um antigo amigo meu. Digo antigo porque actualmente o melhor amigo dele é aquele que lhe pagar a última cerveja.

Mas vamos ao que importa…

Durante os últimos dias fugi da cidade e parti para a minha aldeia, que é tanto minha como de outra qualquer pessoa. A verdade é que foi naquela aldeia que nasceram os meus pais e onde fui realmente muito feliz.

Desse tempo guardo gratas recordações e muitos amigos. Entre eles o A.

Uma mão cheia de anos mais novo que eu, tivemos uma grande amizade que os anos, e não só, diluíram. Filho mais novo de uma das famílias mais pobres da aldeia, muito por culpa de um pai alcoólico e pouco trabalhador, com ele aprendi muitas coisas relacionadas com a vida do campo.

Mas a vida não lhe foi simpática e muito cedo teve que largar a escola onde não era grande aluno para procurar sustento.

Certo dia de Verão, quando o Sol queimava as pessoas e o ar, encontrei-o a caiar uma parede à torreira do astro rei. Admirado e condoído com aquele espectáculo perguntei-lhe:

- Ouve lá tens alguma necessidade de estares aí à hora de maior calor?

Parou, poisou a brocha e disse-me:

- O corpo não me ralo que sofra, quero é ter dinheiro no bolso.

Achei tão estranha aquela atitude que ainda hoje me intriga.

Entretanto o clube que hoje existe na aldeia é claramente o centro da vida social. Lá poderemos encontrar quase toda a gente. Geralmente às horas de descanso os homens ficam na rua falando sobre tudo e sobre nada e as senhoras lá dentro fazendo o mesmo.

O meu amigo A. é hoje um cliente assíduo. De manhã e depois do almoço para o costumado café, à tarde para… se embebedar.

Um destes dias já noite fui também ao clube rever outros amigos e família e naturalmente encontrei-o por lá. Profundamente alcoolizado. De tal forma que mal me conheceu.

Olhei-o de frente sem medo e percebi que A. tinha uma história de vida cruel e injusta. Da sua vida pessoal soube que chegou a casar para logo se separar, tendo desse relacionamento nascido uma filha que segundo descobri não quer saber do pai vai para muitos anos.

Vive num barraco com um dos irmãos, onde predomina o odor pestilento do gado caprino que ele cuida. Ou tenta cuidar.

Na tal noite percebi que no clube os utentes mal lhe falaram. Perguntei a um primo presente a razão do afastamento. A resposta veio assertiva:

- Tem mau vinho. Quando está bêbado ninguém, pode falar com ele. Sóbrio ainda vai…

Ainda estive para ir ter com ele, mas alguém me travou, abanando um redondo não. Ele estava numa ponta do balcão… eu na outra. A. está magro, não tem a maioria dos dentes, bebe em demasia, fuma alarvemente e tem o aspecto de ter idade para ser meu pai. Uma profunda miséria de homem.

Descobri da pior maneira que a minha vida, mesmo com algumas queixas, não é tão má quanto a dele.

Este meu amigo não merece… ninguém merece uma má história de vida.

Abraço, amigo!

Dou por mim muitas vezes a perguntar o que teria sido nesta vida se tivesse estudado algo que se visse?

Estaria melhor, ganharia mais ou seria como muitos que por aí andam e não passam de uns meros doutores que de canudo em punho exigem que o mundo lhes obedeça?

Bom a resposta às minhas dúvidas nunca será respondida. Mas também não é coisa que me tire o sono. Definitivamente!

Lembrei-me deste tema porque um bom amigo foi nomeado director de uma empresa que renome. O mérito de alguém muito inteligente e trabalhador. Sempre lhe afirmei que ele teria todas as condições técnicas e humanas para almejar o dito lugar, ao que ele respondia na sua sincera humildade que não pensava muito nisso.

Foi ontem. Tive a grata oportunidade de lhe dar aquele abraço e desejar-lhe sorte. Porque, nestas coisas de lugares cimeiros, a competência poderia e deveria ser a pedra de toque, mas por vezes é necessário outrossim aquela pontinha de sorte para que tudo corra bem.

Trabalhei com ele alguns tempos. Foi sempre um homem sereno, perspicaz e amigo do seu amigo. Um prémio que é justo e merecido. Como tudo na vida irá ter os seus momentos complicados… Mas neste mundo quem não os tem?

O meu destaque

aqui havia falado dele.

Quando muitos se escondem, escusam e fogem aos desafios que a vida lhes propõe, este meu amigo soube enfrentar tudo e todos e viver uma existência diferente.

Esta sua nova vida foi acrescentada recentemente pelo nascimento de uma criança. Um rapaz que é a luz da sua nova vivência.

De tal forma marcante que escreveu este belíssimo texto no seu blogue. Este é um espaço diferente onde as palavras vivem numa invulgar serenidade, ao mesmo tempo que se mostram tão poderosas.e tão pungentes.

Um blogue a não perder.

Visitem-no!

Há textos que dizem tudo

Hoje recebi um inesperado mail de alguém de quem gosto muito. Enviara-lhe também por mail, o meu livro compilado e jamais publicado, para ela ler e ela acabou por me responder com as palavras que abaixo transcrevo. Um momento de grande beleza e verdade!

Com a devida vénia MR.

Confesso que fico com uma espécie de inveja boa e com pena de ter perdido deliberadamente a capacidade de me espantar e maravilhar com tudo o que via, com todos os quase nadas que constroem a poesia e a beleza das coisas. Cada vez sinto os velhos sintomas, corro a entupir-me em tarefas tão "importantes" quanto sem sentido mas que sufocam eficazmente qualquer risco inadvertido de me entusiasmar, de sentir, de sonhar. Nada me magoa, sobrevivo sem viver e a noção de que já não há tempo para mudar assusta-me cada vez mais.
Talvez o teu exemplo, para além do prazer estético da leitura, me desperte os velhos bons fantasmas...

Ontem foi um dia especial

Quando éramos uns jovens imberbes, julgávamo-nos capazes de mudar o mundo. Apontámos então baterias para a escrita como veículo de transmissão das nossas ideias e desejos. Sonhávamos ser isto e aquilo, escrever grandes livros, publicar obras marcantes, colocar no mundo um pouco do nosso cunho pessoal através das palavras.

De todos os que em 1978 abraçaram um "Espaço Vivo", só mesmo o Pedro Correia fez da escrita a sua vida. Nem podia ser de outra maneira já que a competência estava lá. Depois o dinamismo, a tenacidade, o rigor, o profissionalismo fizeram o resto.

Fez-se assim jornalista e escritor, para além de bloguer, vai naturalmente espalhando a qualidade dos seus textos e das suas ideias por jornais e demais plataformas.

Contas feitas este meu amigo de longa data já publicou, desde 2014, quatro livros.

Por isso, ontem, ver o Pedro sentado naquela cadeira a observar uma sala repleta de gente, comoveu-me. Obviamente que o mérito daquele lugar é todinho dele. Unica e exclusivamente!

Só que, saber que partilhámos tantas aventuras juntos fez com que eu sentisse que valeu a pena!

Ontem, por mui breves instantes, naquele espaço repleto regressei àquelas reuniões na esplanada de um café, cujo nome já esqueci, ou os longos almoços e jantares no Pancão. Já para não falar das tardes e noites nas nossas casas onde ultimávamos os textos antes de irem para o jornal. Os nossos primórdios...

Depois a vida surgiu-nos com outras propostas e cada um, à sua maneira, foi trilhando o seu próprio caminho.

Hoje tantos anos decorridos estamos todos muito diferentes: mais velhos, mais pesados (pelos anos e não só!), ainda assim parece que foi ontem que nos lançámos à aventura... da escrita.

O resultado está à vista!

A graça de ter amigos!

Há momentos na minha vida que dou Graças a Deus por existir. Quando conheci A. este era um padre de aldeia. Empenhado e tenaz, ajudei-o a abraçar um projecto que foi engraçado enquanto durou, mas naturalmente acabou por desaparecer.

Como de costume em Portugal.

A vida dá muitas voltas e o meu amigo A. libertou-se dos paramentos eclesiásticos e abraçou uma vida mais civil. Outra triste normalidade! 

Enquanto tive feicebuque ainda trocámos mensagens. Após ter fechado a minha conta deixei de saber dele. Mas jamais o esqueci!

Hoje recebi uma mensagem no trelemóvel de um número devidamente identificado mas que não se encontrava na minha lista. Admirado pensei que fosse engano e devolvi a mensagem.

Passado algum tempo tenho a resposta: A. acabara de ser pai. O dom da vida num homem de fé!

Devolvi uma resposta.

Para que não restem dúvidas fica aqui o registo, mais não seja para memória futura:

 

"Ola. Sou o Francisco e pedi ao pai para vos informar q nasci a 18.01, tenho 50cm e 3.110g. Sou um grande homem, mt amigo da mae, pois ela esta mt bem. Adeus

 

Olá Francisco bem vindo ao mundo. Nao faço ideia quem és porque provavelmente o teu pai enganou se no número. Ou não. Depende agora da resposta dele. Vai ser uma mensagem embaraçosa.

 

Embaracosa?! Claro q nao homem da Xa, nao é caso para embaracos. Fique tranquilo e sereno pq o povo é pacifico.

 

O dom da vida é a mensagem principal de Cristo. A alegria deste meu pobre coração extravasa para além do que seria normal. Francisco é nome de santo. Como o Santo Padre ou o nome do teu pai.
Estes amigos jamais te esquecerao. Que Deus ilumine o teu caminho e te leve sempre ao seu colo."

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