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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Fragmentos dos meus dias

1 - Provavelmente muita gente, ao fim de cinco semanas de ausência do trabalho, estivesse quase em depressão. Mas eu não estou. Bem pelo contrário... Nestes dois últimos dias tenho exibido uma paz de espírito que há muito não tinha. Não é só fazer o que se gosta ou partilhar uma equipa. É acima de tudo um aceitar do que o destino tem para nos oferecer.

2 - Regressei ao convívio de alguns colegas mais velhos e com quem adoro conversar. Cada um com a sua forma de estar na vida, de pensar, mas todos com o mesmo fio condutor: a amizade. E isso é realmente o mais importante.

3 - Voltei a escrever em papel. Coisas simples, pequenas ideias para alguma coisa ou coisa nenhuma, Um retorno a um tempo que jamais regressará. Uma saudade amenizada.

4 - Uma colega foi hoje propositadamente à minha procura para se despedir, já que vai abraçar um projecto novo fora de Portugal. Gostei da sua atitude e do carinho que me dispensou... Não esperava. Disse-me que eu estava muito queimado da praia e eu respondi com uma laracha, como de costume, de que hoje já tinha sido multado por excesso... de bronze. Ela descarregou um enorme gargalhada. Gosto das pessoas que sabem rir.

5 - Encontrei nas ruas da cidade uma costumada peregrina, que comigo tem caminhado muita vez até Fátima. Falámos da minha ausência, da família e dos momentos da Cova da Iria deste ano, onde também me relatou que esteve. Gostei muito de a rever.

Pronto... foi mais um dia bom.

Dias alucinantes de emoções - 2

No Sábado, dia 13 de Maio, acordei bem mais cedo que o despertador.

Às 7 já estávamos na Cova da Iria. Liguei aos meus novos amigos e tentei saber qual o ponto de situação deles. Foi complicado entrarmos no recinto sagrado tal era o magote de pessoas a entrar. Já lá dentro procurámos um bom lugar de forma a podermos assistir à eucaristia. Após algumas voltas decidimos passar pelo sítio onde viveramos sentidas horas no dia anterior. E não é que o lugar estava ainda (quase) vazio? Coincidências? Não creio...

Mensagem enviada à C. a comunicar o lugar e eis que nos juntámos uma vez mais.

O Sol matutino, entrecortado por algumas tímidas nuvens, iniciava a bater forte. Escondidos por entre bonés e chapéus assitimos à entrada de S.S., à canonização de Francisco e Jacinta Marto, à homilia do Peregrino de Paz e de Esperança, aos silêncios que concentraram todas as nossas orações, aos pedidos que cada um, dentro de si mesmo, foi serenamente formalizando.

A minha alma entretanto rejubilava de alegria pois jamais pensei poder assistir a uma missa presidida por um Papa. Com um único ouvido para escutar e um só olho para ver, há muito que perdera o sentido... Mas Deus deu-me esta imensa alegria.

As palavras proferidas pelo Papa Francisco ainda agora ressoam na minha alma. Vão candidamente alicerçando algumas das minhas dúvidas, destruindo as certezas, amenizando as minhas raivas, apaziguando as minhas tristezas.

As celebrações do Centenário das Aparições em Fátima estavam a terminar. Com enorme pena minha...

Finalmente a saída que se fez com grande aparato e demora. Depois foi o tal café da manhã que para mim não foi café, mas que soube divinalmente.

Estávamos na hora da despedida... a tristeza da partida ou a alegria de termos encontrado novos amigos? Que seja Mãe Santíssima a responder.

Termino com aquela minha bizarra sensação de querer voltar para Fátima uma vez mais. Com a C. e o B.

Gente de alma e coração fantásticos. Jamais esquecerei estes dias. Bem-hajam para sempre... Amigos!

 

Dias alucinantes de emoções - 1

Mais de 24 horas após ter saído de Fátima, já consigo escrever sobre o que vivi naquelas horas.

Foram muitas as emoções e os sentimentos. Muitas palavras escutadas, muitos silêncios sentidos, demasiadas certezas tornadas dúvidas e muitas dúvidas passadas a certezas.

Tudo em tão poucas horas, como se de um momento para o outro eu tivesse que me tornar noutra pessoa. Depois… bom depois há seres humanos que nos surgem na vida que ainda tentamos perceber como foi possível… entre milhares de pessoas termo-nos encontrado.

Há pessoas que não necessitamos conhecer a fundo porque são transparentes. Foi o caso da C e do B. Um simpático casal que apareceu ali, vindo do nada, a necessitar de uma improvisada mesa para fazerem o jantar e que por ali ficou. Que bom foi passar aquele resto de tarde e noite com eles. Gente muuuuuuuito boa. Foi uma verdadeira bênção conhecê-los.

Como diz uma amiga minha: nada acontece por acaso, Deus sabe sempre o que faz. Peregrinos de Fátima como nós caíram ali quase desamparados. Mas acolhemo-los como se aquele recinto sagrado fosse a nossa humilde casa. Ou foram eles que nos acolheram?

Orámos juntos, rimos e chorámos juntos, silenciámo-nos juntos. E tudo sob a capa benfeitora de Sua Santidade o Papa Francisco.

Entretanto do outro lado do recinto sabia que a Maria também lá estava. Trocámos mensagens e acabámos por falar ao telefone num momento de pausa para jantar. Entre nós um mar de gente e um oceano de emoções. Longe fisicamente, mas certamente perto em sentimentos.

Quando a meio da tarde o Papa Francisco chegou à Cova da Iria, todos nós peregrinos chorámos. Porque nos sentimos abençoados por Sua Santidade. Aos pés de Virgem Maria, o Peregrino de Paz e de Esperança orou em silêncio. E todos nós o imitámos. Depois as palavras que desbravaram o meu coração repleto de questões e receios.

A noite, então chegada, trouxe-nos novamente S.S. e a bênção, seguida da procissão das velas. Momentos inesquecíveis com a oração do Rosário de Fátima e um “manto de Luz” feito de velas, como referiria mais tarde o Papa.

A noite terminou para mim após a eucaristia. Regressei a casa dos meus pais. C. e B. foram dormir para o carro.

500 amigos

Sou utilizador da rede do feicebuque quase exclusivamente para partilhar estes meus textos e de quando em vez um video simpático com animais.

Nem sei bem porquê hoje fui ao meu perfil e deparei que tenho já registados... 500 amigos. Quinhentos amigos? Meio milhar?

Estas cinco centenas são assim uma espécie de número quase redondo da minha vida.

Reconheço que sempre lidei com muita gente. E como sou franco e muito tagarela é óbvio que facilmente arranjo amigos por onde passo.

Mas, ainda espantado com tamanho número, pergunto-me se sou merecedor de tantos afectos.

É bem verdade que muitos deles são família. Esta é enorme e espalha-se por quase todo o mundo, mas ainda assim... 500 é um número quase estratosférico.

Fica então aqui o meu muito obrigado por quererem partilhar comigo um pouco das vossas vidas.

Eu aqui continuarei até que Deus queira!

A gente lê-se por aí!

Na vida não há coincidências!

A afirmação que titula este texto não é simplestemente uma ideia minha mas uma constatação! Infelizmente...

Fez ontem meio século que um jovem de 17 anos, numa praia portuguesa, ficou paraplégico ao bater com a cabeça na areia.

Atirado para sempre para uma cadeira de rodas, aceitou o seu fado, destino, cruz...

Conheci-o muito mais tarde como colega. E facilmente ficámos amigos. Muito amigos.

De tal maneira que perdi o conto às vezes que o levei ao carro e o mudei da sua cadeira de rodas para o lugar do condutor.

Perdi o conto às vezes que o fui buscar à garagem, que lhe levantei dinheiro no Multibanco, que o levei a casa empurrando a sua cadeira, que levei o tabuleiro da comida à mesa.

Nunca casou nem tinha filhos. Mas enquanto pode veio sempre trabalhar. E era um bom funcionário.

O Jorge foi um grande amigo meu. Como era amigo de toda a gente. Todavia desde que se reformara que vivia num lar, longe da pouca família e dos muitos colegas e amigos. Semana sim, semana não, era certo cair numa cama do hospital.

Ontem perdi este amigo. No dia em que fez 50 anos do seu acidente. 

Alguém acredita mesmo em coincidências?

 

Rever amigos

"Foi bonita a festa, pá", disse Chico Buarque numa canção com óbvias referências ao 25 de Abril de 1974.

E curiosamente resume-se naquele verso o meu fim de tarde de ontem e início da noite.

Um mês após a nossa partida para Fátima foi fantástico rever tanta gente que comigo partilhou os caminhos ao encontro de Mãe Santíssima. Companheiros nesta estrada da vida que todos palmilhamos e partilhamos.

Primeiro a eucaristia onde o Padre J. uma vez mais, nos ensinou a ver Deus através do seu filho Jesus. De seguida um jantar partilhado, com muita alegria e um belíssimo bolo da peregrinação (foto abaixo). Algumas fotos dos peregrinos, gírissimas por sinal, e finalmente as partilhas na primeira pessoa, onde cada um que falou de coração aberto da maneira como sentiu a peregrinação.

Belos testemunhos de companheiros de estrada.

A vida também é feita destes momentos inesquecíveis.

 

2015-04-26 20.17.06.jpg

 

 

 

Os meus desejos para 2015

Diz o brasileiro que “o passado está no museu”. Não subscrevendo inteiramente esta máxima do nosso país irmão, direi que entendo a ideia.

Na verdade o passado só serve para duas coisas mais ou menos essenciais: recordar os bons momentos vividos e aprender com os erros cometidos.

Porque de outra forma para que serviria o passado?

Pegando nesta última pergunta pode-se então lançar o futuro. Este é que é realmente importante. O passado é imutável, o futuro não…

Deste modo, olho em meu redor e tento duma forma lógica, serena e lúcida perspectivar o meu pobre futuro. Mas será que consigo ver para além do que a minha vista alcança? E vista aqui não tem o sentido da visão mas somente uma mera tentativa de perceber o que me está reservado.

Olvidando desde já todos os casos fortuitos a que estarei sempre sujeito só porque existo, há muita coisa que posso desejar para o próximo ano:

 

1 - Desde já a continuação da minha saúde. Com uma dor aqui e outra ali acordo sempre feliz por estar de pé uma vez mais;

2 - Depois o trabalho também é deveras importante. Tenho algumas despesas e convém ter com que as pagar;

3 – Continuar a manter esta disposição de miúdo traquina e sempre insatisfeito, pois como diz o povo “tristezas não pagam dívidas”;

4 – Gostaria muito que este país tomasse outro rumo. É tempo de se olhar o horizonte e ter a certeza de que o pior já passou (já terá mesmo passado?);

5 – Adoraria que a minha escrita fizesse sentido para alguém. Será que algum dia fará?;

6 – Desejo que todos os que me rodeiam e conhecem tenham um ano formidável. A imensa família, amigos chegados, os mais distantes, os da escrita (BB e PauloVasco icluídos), os do futebol… todos sem excepção.

7 - A quem não me conhece mas que aqui vem simpaticamente repousar a vista e comentários também desejo um ano de 2015 repleto de (fantástaicas) vivências. Porque viver é uma coisa extraordinária

8 - E por fim que Deus, que até agora tem velado por mim, o continue a fazer, para que eu possa ser seu verdadeiro testemunho de fé!

 

.

Tempo de férias (8) - Rever amigos!

Ontem foi um dia especial. Não à moda de José Mourinho, não obstante ter passado na sua terra natal e até mesmo lá ter almoçado um choco frito que estava uma delícia, mas porque visitei a Figueirinha uma praia sempre atractiva e acima de tudo porque revi velhos amigos...

 

Perto de vinte anos sem nos vermos é demasiado tempo. Os telemóveis, mails, facebooks ajudam a matar algumas saudades mas não é suficiente.

Por isso revê-los em dia de trabalho para eles, pois são ambos professores, foi uma alegria imensa.

 

Revisitar o passado é (muito) bom! E alinhavar ideias para projectos novos. Fantástico. A ver se conseguimos...

As férias também são saudades amenizadas ao rever bons amigos.

 

Obrigado MR por teres preenchido as minhas férias duma forma que não esquecerei!

Eu e o Facebook

 

Há quem considere o Facebook uma forma encapotada de controlar a vida das pessoas. Talvez por isso o constante decréscimo de utilizadores daquela aplicação.

 

Por mim discordo totalmente das visões catastrofistas de alguns “gurus”. No Facebook só coloco o que quero, quando quero e aceito as amizades que quero. Nada, até agora me foi imposto. Se assim fosse há muito que teria encerrado a minha conta.

 

E ao invés do que se propaga, o Facebook tem-me trazido novas de muito lado e de muita gente. Família que se encontra emigrada, amigos a viver em locais distantes, colegas que não sabia há décadas.

 

E foi num destes últimos casos que descobri o JC, um antigo colega do antigo Liceu Nacional de Almada. Está do outro lado do mundo mas a partir de agora está aqui comigo.

 

Foi uma emoção revê-lo e saber como evoluiu na vida. E ver as fotos das filhas… Como crescesmos!

 

Se leres isto JC, espero que sim, acredita que ganhei hoje o dia. Melhor, ganhei o ano. Porque há coisas que o dinheiro jamais paga.

 

A vida pode levar-nos a todos para muito longe uns dos outros, mas o Facebook acaba por nos juntar.

 

Uma das vantagens da era virtual!

Uma noite para recordar

Rever amigos e familiares é sempre bom. Muito bom mesmo!

 

Ontem o fim de tarde e noite trouxe-me momentos únicos. Após a eucaristia celebrada pelo Padre João Fanha, parti para o Centro Cultural do Covão do Feto onde se desenrolou um repasto para mais de 200 pessoas.

 

E foi aqui neste espaço, que reencontrei amigos que não via vai para trinta anos. E conheci outros familiares já descendentes de descendentes. Oa anos passam, a família cresce e nós nem damos por isso.

 

Ficam aqui algumas fotos deste (re)encontro!

 

 

 

 

 

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