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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Já para o Natal!

Lembram-se deste texto e da respectiva foto? A verdade é que quase três meses passados e num ano sem chuva o quintal está como a foto abaixo se apresenta.

A chuva desta semana trouxe alguma força às couves. Agora vão-se cortando as velhas e as queimadas das maresias madrugadoras de forma a não ocuparem muito espaço.

É que estes legumes não gostam de estar muito apertados.

quintal_couves.jpg

 

Lavrador de cidade! - parte 2

Após o fim de semana passado com a plantação de couves, a pensar na ceia do Natal, eis que me surgiram novas couves e mais das mesmas para plantar.

Resultado: mais de cem pés de couves plantadas, sendo a maioria "penca de Chaves.

Todavia também plantei bróculos, lombardo e couve-flor.

Seria muuuuuuito bom que começasse a chover. Mas enquanto a chuva benfaseja não aparecer, teremos que nos socorrer da água da torneira.

Isto de ser lavrador, mesmo na cidade, não é pêra doce.

Imagine-se então pelo campo...

 

horta_2.jpg

A plantação mais ao fundo é de couve que dará bróculos. As mais próximas são das repolhudas, semelhantes às da semana passada.

 

Lavrador de cidade!

Após uma Primavera e quase todo o Verão de volta dos tomateiros, que produziram abundantemente, chegou a hora de preparar a terra para as culturas de Inverno.

Para tal socorri-me de mão de obra barata - os meus filhos - que cavaram a terra e fizeram os respectivos regos.

Finalmente a mim coube plantar mais de sessenta pés de couves, posteriormente bem regadas.

Uma cultura a pensar já na ceia do Natal.

Os pés são pequenos, mimosos, mas não tem mais nenhum trabalho senão crescer!

A água não lhes faltará, certamente.

Daqui a mês veremos como estarão.

 

DSC_1670 (1).JPG

 

 

 

 

Reflexão ao almoço!

Às três da tarde éramos nove sentados à mesa e uma debaixo de mesa.

Ao Domingo é (quase) sempre assim.

O almoço coube a mim fazê-lo: Uma sopinha cheia de entulho, seguido de chambão de vaca estufado com batatas assadas no forno. Gelado e melão para encerrar o repasto. E claro cafés e digestivos.

Durante a refeição olhei para a mesa e percebi que sou um felizardo. Não é só por ter esta família barulhenta (mais a cadela Bolota, a que fica debaixo da mesa), mas essencialmente por poder comer coisas por mim cultivadas ou apanhadas.

Vejamos então: o azeite que tanto trabalho me dá em Novembro, o tomate da salada, as cebolas, a hortaliça da sopa e por fim as batatas que foram arrancadas à terra na semana passada.

Quantos se poderão vangloriar disso?

A agricultura dá muita chatice, muito trabalho para se ter um momento destes. Mas acreditem vale bem a pena!

Eu não disse?

Pois... hoje acordámos todos muito cedo, especialmente quando é Sábado e gostamos de ficar mais um par de horas a descansar.

Tudo por causa disto.

Segue a prova de que somente com trabalho se consegue obter alguma coisa.

Foi pobre este ano, para as batatas. Pudera com a pouca chuva seria difícil dar mais.

Mas pronto... sessenta sacos, uns mais cheios que outros, foi o resultado de duas horas de árduo trabalho.

Fica a foto para a posteridade.

Não apareço porque estava por detrás da máquina... como é obvio!

DSC_1624.JPG

 

A vida é uma batata... ou muitas!

Mais uma vez de regresso à aldeia.

Desta vez para ajudar o meu pai a apanhar batatas.

Antigamente eram as enxadas que feriam as terras e que arrancavam à terra vermelha os tubérculos semeados no inverno. Amanhã vai ser a charrua de um tractor a colocar ao cima da terra as batatas, esperemos com muitas gêmeas.

Novos tempos, novas formas de agricultura.

Só que esta maneira requer muita mão de obra, para apanhar as batatas do chão antes que o tractor passe uma vez mais.

Deste modo foi requisitada muita "carne" para ajudar. Veremos então do que são capazes. Eu incluído!

História dos nossos incêndios

O título sugere que fale aqui de outros grandiosos fogos que deflagraram em Portugal nos últimos anos, porém não é esse o intuito deste texto.

Deste modo recuemos meio século nas nossas vidas. Olhemos para o país dessa altura como se tivéssemos num aparelho como aqueles que agora invadem os nossos ares: um drone.

O que veríamos? Muita pouca floresta, imensos campos cultivados fossem de semeadura ou simplesmente de pastoreio. O povo acordava cedo e cedo pegava na enxada, gadanha ou foice e calcorreava caminhos para cortar a erva, ceifar as searas, mondar as batatas ou o milho. Lembro-me, a título de mero exemplo, do meu falecido avô ter cavado uma fazenda alcatifada de pedras, numa dúzia de dias, para aí depois lançar semente à terra. Sem dúvida outros tempos!

Mas um dia Portugal achou que era tempo de se modernizar. Dos portugueses serem todos iguais, vivessem na cidade ou no campo. De terem mais direitos.

E o país cresceu, desenvolveu-se e em muitas aldeias onde a água, só existia a do poço retirada à força de braços e a luz, a que a lamparina de azeite oferecia, passou a haver luz no tecto e água nos canos. O lume da lareira que cozia as couves e as batatas em viúvas panelas de ferro, foi naturalmente substituído pelo gás de bilha.

Foi a loucura da evolução. Só que…

As pequenas matas onde se recolhia a lenha para a tal lareira deixaram de ser limpas. Depois o velho forno onde era cozido o pão ou a broa, de quinze em quinze dias, deixou de trabalhar porque alguém passava com a carrinha com pão quente todas as manhãs, acordando muito cedo a aldeia. Ora deixou então de ser necessário semear trigo, milho ou o centeio.

Em pouco tempo as matas cresceram exponencialmente. A título de exemplo uma fazenda onde hoje (ainda) existe um pinhal, foi durante muitos anos terra de semeadura e deu centenas de alqueires de milho e trigo, durante dezenas de anos.

O povo aldeão, essencialmente o mais novo, começou então a procurar nas vilas e nas cidades mais costeiras novas formas de rendimento. E diziam quando de lá vinham: em Lisboa é que é vida.

Iniciou-se assim o abandono das terras. Os pais ficavam, mas os filhos partiam. A idade, as doenças e aquela pensão que nunca imaginaram receber obstaram entretanto a que os terrenos continuassem a ser amanhados. Não havia necessidade.

E a floresta a crescer. Desordenadamente!

A terra já não dá milho nem trigo mas dá madeira. E muita e bem paga… e sem trabalho. Nascem assim os eucaliptais e os pinhais bravios. Estes alastram-se desmesuradamente. Até aos dias de hoje.

O mesmo drone que planou no nosso passado, referido acima, deixou agora de ver campos semeados, verdes ou doirados, somente enormes manchas de arvoredo que paulatinamente se estão a transformar em manchas de carvão.

Portugal soltou-se de ser um país essencialmente agrícola, como o fora durante séculos, para se tornar um paraíso em prestação de Serviços. Esplêndido… observaram muitos!

Estamos a pagar por isso.

Pela forma como a nossa classe política nunca olhou para este problema com olhos de ver. E sempre empurrou com a barriga o problema.

Pela forma como tantos técnicos especializados afirmam o que está errado e ninguém os ouve.

Pela forma como o factor climatérico evoluíu negativamente sobre as nossas terras.

O custo de tudo isto começou o país a pagá-lo faz muito tempo, mas este ano o preço, infelizmente, está pela hora da morte.

Obviamente de gente inocente!

Trabalho de FDS

Ah pois é... julgavam que era mentira. Mas não é.

Eis infra a prova de que o meu fim de semana é sempre recheado de coisas verdes (para além do meu Soporting, é claro!).

Há quinze dias foram mais de 200 pés de cebolo e alguns regos de feijão. Desta vez foram tomareiros, pimenteiros, curgetes, pepinos e dois pés de framboesas bravas.

Na escola nunca tive grande jeito para o desenho. Ainda hoje se nota isso nos regos mais ou menos tortos que cavei.

Mas desde que dêem o que é preciso, estamos bem!

quintal.jpg

 

Primeira chuva de Outono

Já tinha saudades de ver e ouvir chover. Após uma série de meses sem um pingo de água e com demasiado calor gosto desta pluviosidade.

Cheira a terra molhada. Este aroma tão característico é o primeiro sinal da sede que a mesma terra exibe. Agora as couves e restantes legumes vão crescer como nunca, pois vale mais um litro de água da chuva que cinco da torneira.

Se a chuva persistir até amanhã vamos ter problemas com o trânsito, já que há alguns condutores que continuam a andar na estrada como se o piso estivesse seco, o que vai originar com toda a certeza acidentes de viação.

Só espero e desejo não ser envolvido em algum acidente. Já me chegaram os que tive este ano... AInda por cima sem culpa em nenhum deles.

Eis assim a chuva benfazeja!

Que alegre os campos que bem necessitam desta água.

 

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