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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Os três dias do 25 de Abril

Quarenta e três anos passados sobre aquela quinta-feira de Abril, olho para a nossa sociedade e noto nela diferenças enormes. Não só por aquilo que os portugueses passaram antes do 25 de Abril, como o que decorreu depois. Acima de tudo as desilusões e as frustrações de muitos anseios.

Por isso comecei a perceber que o 25 de Abril corresponde a três dias, sendo cada um desses dias representativos de uma geração.

Colocando as coisas de forma mais prática direi que o Portugal de hoje é constituído pela geração do 24, do 25 e do 26 de Abril.

Passo a explicar:

  • 24 de Abril - são aqueles portugueses, hoje já obviamente idosos e que viveram grande parte da sua vida sob a ditadura. Até podem ter apreciado a Revolução dos Cravos, mas depressa desanimaram com as constantes alterações políticas. Caem quiçá no erro de assumirem: naquele tempo é que era bom!
  • 25 de Abril – são os da minha geração com mais ano, menos ano e que viveram as vicissitudes do golpe de Estado. Durante anos andaram de partido em partido pensando qual o melhor para o país, mas depressa se convenceram que este rectângulo não ia a lado nenhum. Desiludidos, vão votando aqui e ali temendo sempre pelo futuro;
  • 26 de Abril – é aquela franja da sociedade que não quer saber da política nem dos políticos, que não vota e considera estes pouco fiáveis. Preferem trabalhar horas a fio para ganharem mais uns euros. Não se preocupam com o passado e muito menos com o futuro. Vivem o dia a dia, simplesmente.

Certamente que haverá algumas excepções a estes três modelos. Todavia a maioria pensa assim. E desculpem-me os sociólogos, politólogos e demais especialistas, mas dificilmente este paradigma mudará.

Os cravos vermelhos fazem somente parte da história lusa. Infelizmente não mais que isso!

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